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Um Autor de Quinta #95

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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James Dashner

James nasceu em 26 de novembro de 1972 em Austell, Geórgia (EUA). Ele é graduado pela Brigham Young University (Utah), instituição pela qual recebeu o grau de mestre em contabilidade. James chegou a trabalhar no campo das finanças, mas acabou deixando os números de lado para se aventurar pelo mundo das palavras, algo que ele sempre acalentou desde a infância. Suas obras são dirigidas ao público jovem e suas histórias versam sobre aventura, sobrevivência e ficção científica. Desde a publicação de seu primeiro livro, A Door in the Woods, publicado em junho de 2003 que James dedica-se exclusivamente à carreira de escritor. Em seu tempo livre, James gosta de ler (muito), assistir filmes e bons programas de TV e esquiar. Suas atividades extra-laborais inclusive, têm servido de inspiração para muitas de suas histórias. Sua obra mais conhecida, The Maze Runner, foi fortemente influenciada pelas obras O Jogo do Exterminador (Ender’s Game – Orson Scott Card) e O Senhor das Moscas (William Golding). Continuar lendo

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Maze Runner – A Cura Mortal (James Dashner)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do último livro da trilogia Maze Runner e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

a cura mortal

No primeiro livro da trilogia Maze Runner nos deparamos com um experimento maluco que parecia ter por único objetivo apenas eliminar os fracos e desvalidos (e muitas vezes com requintes de crueldade), mas o que parecia ser apenas um típico terror psicológico ganhou ares de distopia e o experimento mostrou-se como sendo parte de algo maior para encontrar-se a cura para a temível doença que está devastando a Terra.  A segunda fase do experimento que prometia a Cura para o Fulgor foi completada, mas os objetivos do CRUEL estão longe de serem alcançados.

“Poderíamos ter detido a disseminação da doença, em vez de canalizar recursos para curá-la. Mas o CRUEL sugou todo o nosso dinheiro e as melhores pessoas que tínhamos disponíveis. E não é só: deram-nos falsas esperanças; ninguém tomou as precauções devidas. Pensaram     que, no fim, uma cura mágica os salvaria. Mas, se esperarmos um segundo a mais, não haverá ninguém para ser salvo.”

Como salientado no trecho acima, a busca por uma cura, acabou se tornando um objetivo utópico e ufanista, os cientista perderam-se em seus desejos e a instituição que surgiu para combater a doença e garantir a persistência da vida humana, acabou contribuindo para acelerar a contaminação de todos. A história pode até ter ares de Apocalipse, afinal as tempestades solares foram eventos que não puderam ser evitados e que desolaram grandes porções de terra. Mas, o terror impingido pelo Fulgor é obra humana. O vírus não chegou a terra com as tempestades solares, ele já existia aqui e foi libertado pela irresponsabilidade e o egocentrismo de alguns de acharem-se no direito de comandar e modificar eventos que influenciariam a vida de todos. A Terra está cada vez mais destruída e a salvação cada vez mais longe e é com esse sentimento de derrota que somos confrontados durante toda a narrativa do último volume da trilogia. Assim como os Clareanos fomos enganados pelo CRUEL e levados a achar que todo sofrimento teria fim e que a cura poderia ser alcançada, mas as vítimas do Fulgor são cada vez mais numerosas e o martírio de lidar com ela tão mais próximo e doloroso, que correr de alguns Verdugos parece ser em alguns momentos uma batalha muito menos estafante. Continuar lendo

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Maze Runner – Prova de Fogo (James Dashner)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Maze Runner e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“E, embora não possa lhes dizer tudo neste momento, é imprescindível que saibam o seguinte: esses experimentos pelos quais estão passando acontecem por uma causa muito importante. Continuem a reagir bem às Variáveis, continuem a sobreviver e serão recompensados com o conhecimento de que desempenharam um papel importante na tentativa de salvar a raça humana. E a vocês mesmos, é claro.”

À primeira vista a trilogia Maze Runner poderia se tratar apenas de um experimento maluco no qual decidiram jogar alguns garotos dentro de um labirinto e estudar seus comportamentos frente ao perigo e ao desejo de escapar dessa prisão. Mas, lembra-se do arcabouço que eu comentei na resenha passada? Pois é, o que se delineava apenas como um thriller psicológico mostra que na verdade é uma distopia bem construída, e se os elementos que a caracterizavam como tal eram apenas sugestões, em Prova de Fogo os garotos são lançados nesse pouco admirável mundo novo e são confrontados com o mal terrível que acabou acarretando a construção do Labirinto.

A Terra da qual eles ainda não se lembram, foi atingida há algum tempo por fortes tempestades solares, que além de terem desolado vastas regiões do planeta ainda provocaram o surgimento de uma doença. O Fulgor, também chamada por alguns de Fúria transformou o planeta em um filme de terror tipo B, porque essa doença não mata silenciosamente, ela ataca o sistema nervoso e em seus estágios avançados transforma humanos em bestas, chamadas Cranks, que se esquecem de suas vidas passadas e comem uns aos outros quando são totalmente dominados por seus instintos animais. Acho que imaginá-los como os zumbis 2.0 de The Walking Dead seria uma forma de enxergar o poder destrutivo dessa doença. E é contra ela que os garotos serão confrontados, porque quando escapam do Labirinto eles descobrem que ele era apenas o experimento inicial, que testes espelhados foram feitos só que com garotas e que tudo faz parte de um plano maior que tem por objetivo encontrar a cura para essa doença. E o pior é que o CRUEL, instituição intergovernamental criada para combater esse mal, ainda não terminou com eles, porque mais estudos são necessários e eles ainda não estão prontos para libertar suas cobaias.  E a segunda fase desse experimento promete momentos realmente difíceis. Continuar lendo

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Maze Runner – Correr ou Morrer (James Dashner)

correr-ou-morrer

A trilogia Maze Runner começou a ser publicada em 2009 e no Brasil pela editora V&R a partir de 2010. Desde essa época tenho o primeiro exemplar na estante e protelei sua leitura porque queria ler só depois que a trilogia fosse terminada, ou pelo menos estivesse em vias de ser concluída. Por quê? Porque minha mãe começou a ler a série e ficou com raiva por que a história não terminava e o bendito do gancho deixado pelo autor era de deixar o leitor se corroendo de curiosidade, hahaha. Hoje entendo a reclamação, também ficaria do mesmo jeito se não tivesse todos os livros para ler de uma tacada só. Dashner construiu uma história repleta de mistério, dramas psicológicos e com uma alta carga de adrenalina e situações, que quase (QUASE) podem ser comparadas às dos filmes de açougueiro (leia filmes de terror, nos quais sangue e corpos mutilados não são negados ao telespectador). E só digo quase, porque apesar de todo o sangue, o autor conseguiu construir um arcabouço convincente por trás da situação vivida pelos personagens, que sustenta a história do primeiro livro e abre caminhos para serem explorados nos livros seguintes. Aos que estão fascinados pelas distopias que andam sendo publicadas atualmente, está é mais uma que merece ser conhecida.

Tudo começa com ele acordando em um elevador escuro. A única coisa que lembra é que se chama Thomas, mas, não sabe seu sobrenome, quem são seus pais ou de onde veio. E é esse menino aterrorizado que de repente se vê lançado a um lugar chamado Clareira. Um lugar habitado apenas por garotos (que se autodenominam de Clareanos), cercado por altos muros e que funciona como uma prisão. O único contato deles com o que acreditam existir fora dali é através do elevador que traz a cada mês mais um garoto e uma vez por semana alguns suprimentos. Quem os colocou lá e com que finalidade são as dúvidas que permeiam todo o livro, a única coisa que eles sabem é que para escapar dali devem decifrar o segredo do Labirinto que cerca a Clareira e a tarefa além de cansativa é bastante perigosa porque lá é o “lar” dos Verdugos, criaturas bastante mortíferas. A “entrega” de Thomas poderia ser apenas a de mais um calouro chegando, mas os padrões foram quebrados. Porque depois de Thomas, uma garota foi enviada. Teresa chega com uma mensagem que deixa todos alvoroçados e Thomas começa a perceber que não é apenas mais um calouro e que as coisas na Clareira nunca mais serão as mesmas… Continuar lendo

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