Arquivo da tag: Japão

Tenshi (Luciane Rangel & Ana Claudia Coelho)

Tenshi

“Eu não pedi para vir ao Japão. Eu não pedi para viver aqui e ser diferente.

Ao mesmo tempo em que era destacada, naquele país estava tudo o que eu conhecia: meu nome, minha míngua, meus costumes, minha família…. Porém, ainda assim, eu não pertencia àquele lugar.

Eu não pertencia a lugar algum. ” (Página 20)

Matsuo Umi tem quinze anos e foi abandonada quando bebê na porta de um orfanato em Chiba no Japão. Aos cinco anos foi adotada por um casal de japoneses. Por ter cabelos loiros e ondulados, olhos azuis e ser considerada alta para o padrão japonês, Umi sofreu e sofre bullying, principalmente na escola. Suas únicas amigas são a Gallagher Natsu (uma mestiça, filha de uma japonesa e um americano) e Shimada Kaori (antissocial convicta). Umi também é apaixonada por Shimada Hinoki, irmão mais velho de Kaori e professor de biologia delas.

Só as histórias de Umi, Natsu e Kaori já garantem drama suficiente. Umi convive com a mágoa de ter sido abandonada, com a crueldade dos que a rejeitam por ser diferente e com o medo de não ser mais necessária caso os pais tenham um bebê. Natsu tem que encarar diariamente a ausência do pai e supre essa falta com tudo o que vem dos Estados Unidos. Kaori e o irmão mais velho (não tão mais velho assim) desbravam o mundo sozinhos desde que os pais morreram. Mas, além disso, a Luciane e a Ana Claudia acrescentaram um garoto misterioso nessa história. Continuar lendo

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Orange (Ichigo Takano)

orange-capa

Orange, o mangá shoujo escrito e ilustrado pela Ichigo Takano, começou a ser publicado originalmente em 2012 na revista Benatsu Margaret da Shueisha, mas acabou sendo descontinuada devido a problemas pessoais enfrentados pela autora. Só em 2013 a obra foi retomada, dessa vez pela Monthly Action da Futabasha e depois acabou sendo lançada em volumes encadernados, cinco no total. Volumes estes que começaram a ser publicados no ano passado no Brasil pela Editora JBC. Agora, com a série finalizada, venho comentar um pouco sobre essa história que mescla romance, drama e ficção científica e que trabalha um tema bastante espinhoso (a depressão) sem tratá-la como um monstro que deve ser mantido trancado no armário, mas sim mostrando o quanto ela pode tornar a vida de quem sofre difícil e sem perspectivas, e como o apoio dos amigos pode ser muito importante durante esse período.

O que você faria se a você de dez anos no futuro lhe enviasse uma carta, narrando em detalhes os seus próximos dias na escola, e lhe pedisse para mudar algumas coisas e evitar que os arrependimentos no futuro sejam tão pesados? Continuar lendo

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J-dorama: Buzzer Beat

Antes de falar qualquer coisa sobre o drama, antes tenho que agradecer minha amiga Priscilla que gravou o drama para mim. Se não fosse por ela, talvez eu nunca chegasse a ver essa história. Quem acompanha o blog sabe que tenho uma predileção assumida pelas produções coreanas, mas os japoneses estão me conquistando aos pouquinhos, principalmente quando os atores não gritam tanto. Com uma história simples, mas com a qual é impossível não se identificar, atores cativantes e uma trilha sonora viciante, Buzzer Beat entra para a lista de produções japonesas que gostei e recomendo.

  • Título:ブザー・ビート/Buzzer Beat
  • Gênero: romance, esporte
  • Episódios: 11
  • Período em que foi ao ar: 13/Julho/2009 à 21/Setembro/2009
  • Rede de televisão: Fuji TV
  • Diretores: Nagayama Kozo (ep 1,2,5,6,9,11), Nishiura Masaki (ep 3,4,7,8,10)
  • Roteirista: Omori Mika
  • Música Tema: Ichibutozenbu by B’z

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J-dorama: Koizora

“Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.”

(Vinicius de Moraes)

O verso de Vinicius cabe como uma luva para muitas histórias românticas orientais, especialmente as japonesas. Histórias sobre jovens que se apaixonam, mas quem acabam sendo impedidos de viver esse amor por uma fatalidade ou histórias sobre o desenrolar de uma doença fatal e suas implicações são bem comuns. Mas, nunca me canso de lê-las ou acompanha-las em filmes ou doramas, porque apesar do final triste, essas histórias costumam apresentar um bom desenvolvimento dos personagens e da trama e são certeiras em nos emocionar. E claro que não foi diferente com Koizora – Sky of Love.

 

  • Título:恋空 / Koizora
  • Gênero: romance, drama
  • Episódios: 06
  • Período em que foi ao ar: 02/Agosto/2008 à 13/Setembro/2008
  • Rede de televisão: TS
  • Diretores: Imai Natsuki (ep1-2,5-6), Matsuda Ayato (ep3-4)
  • Roteirista: Watanabe Mutsuki
  • Música Tema: Ai no Uta (Fukui Mai), música incidental no trailer acima. Linda!

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Hotaru no Haka (Grave of the Fireflies)

Akiyuki Nosaka é um autor, cantor e compositor japonês, mas este post não é para falar sobre suas obras literárias ou musicais. É quase isso, já que quero apresentar as adaptações para seu romance Hotaru no Haka considerado semiautobiográfico. A obra, também intitulada Grave of the Fireflies (algo como Cemitério dos Vagalumes) foi publicada em 1967 e é baseada em suas experiências durantes os bombardeios aéreos em Kobe em 1945. Uma de suas irmãs morreu como resultado de uma doença, seu pai adotivo morreu durante um bombardeio e outra irmã morreu vítima da desnutrição em Fukui. Como ele se culpava pela morte dessa irmã, escrever a história foi a forma que ele encontrou para superar a tragédia. Nosaka ganhou o Prêmio Naoki de literatura popular por este livro, que já foi publicado em outras línguas além do japonês, mas infelizmente ainda não foi traduzida para o português.

Mas, falando das adaptações…

  • Título: 火垂るの墓/Hotaru no Haka
  • Também conhecido por: Grave of the Fireflies
  • Estúdio: Studio Ghibli
  • Diretor: Isao Takahata
  • Produtor: Toru Hara
  • Roteirista: Isao Takahata
  • Ano: 16 de abril de 1988
  • Duração: 88 minutos
  • País: Japão

Em 21 de setembro de 1945, Seita acaba de morrer de inanição em uma estação de trem Sannomiya no Japão. Ao morrer, sua irmã Setsuko vem reencontrá-lo em um campo repleto de vagalumes. É com essa cena, repleta de carga dramática, que Hotaru no Haka começa. A partir daqui você já sabe o que a história lhe espera, o final é previsível, a história é triste e cabe a você escolher se irá acompanhar as reminiscências do fantasma de Seita que é quem nos conta a história e relembrar com ele os fatos que o levaram até seu momento derradeiro. Continuar lendo

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J-dorama: Yamato Nadeshiko Sichi Henge

Quem acompanha minhas resenhas de doramas aqui no blog, já deve ter percebido a minha enorme predileção pelos dramas coreanos. Mas, de vez em quando é bom variar um pouquinho, ainda que eu ache que dificilmente um drama japonês superará Hana Yori Dango em minha preferência. Yamato Nadeshiko Sichi Henge era para ter sido meu primeiro j-drama, quando estava escolhendo um drama japonês para conhecer o trabalho nipon, cogitei seriamente vê-lo, mas o preconceito com o lado sobrenatural do drama foi maior e acabei adiando. Após emendar dois dramas de ação resolvi investir em algo mais leve e finalmente tomei coragem para vê-lo. Gostei. Não é dos melhores dramas, mas me fez rir, me emocionei em algumas partes e curti a mensagem passada por ele.

O drama é baseado no mangá homônimo escrito por Hayakawa Tomoko. O mangá conta com 26 volumes e pelo que andei lendo sobre a obra, ainda que o drama não seja exatamente fiel, os elementos principais da narrativa foram mantidos, talvez seja por isso que os personagens de certa forma guardam os trejeitos caricatos de suas contrapartes em mangá.

  • Título: ヤマトナデシコ七変化/ Yamato Nadeshiko Shichi Henge
  • Também conhecido como: Perfect Girl Evolution
  • Gênero: comédia, romance
  • Episódios: 10
  • Período em que foi ao ar: 15/Janeiro/2010 à 19/Março/2010
  • Rede de televisão: TBS
  • Produtores: Ishii Yasuharu, Mishiro Shinichi
  • Diretor: Ishii Yasuharu
  • Roteirista: Shinozaki Eriko Continuar lendo

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A Jogadora de Go (Shan Sa)

O local escolhido por Shan Sa para contar sua história é a Manchúria, que está localizada na parte externa da Grande Muralha da China e estava na zona de influência japonesa na época da história (entre as décadas de 20 e 30). Na Praça dos Mil Ventos, um local de encontro dos apreciadores do jogo de Go. Dois jovens estão destinados a terem seus destinos cruzados, ela uma jovem manchu de 16 anos e única mulher admitida no círculo dos apreciadores do jogo e ele, um jovem soldado japonês que faz parte das forças de ocupação japonesa no território chinês.

A autora optou por uma narrativa em primeira pessoa, seus personagens narradores são a Jogadora de Go e o Soldado Japonês. Eles não são nomeados, mas ao contrário do afastamento que podemos pensar que isso causaria. A falta de nomes nos torna mais próximos, como se fossemos nós os protagonistas. Shan Sa penetra e disseca o mundo psicológico de seus personagens e nos leva junto em sua viagem. Com capítulos alternados e curtos vai nos apresentando retratos da vida da jogadora e do soldado. Quadro a quadro ela delineia o cotidiano brutal da ocupação do país da jovem manchu, as missões diárias do soldado japonês e as escolhas que permearam suas vidas e os trouxeram até o presente. Utilizando o Go como metáfora e estopim para os eventos narrados, ela nos familiariza por um lado com o pensamento político da jogadora, sua busca pela liberdade e o desabrochar para o amor e por outro com a obediência servil, a crença na pátria e os infortúnios que marcaram a vida do soldado. Duas visões distintas sobre a mesma situação: o japonês que vê sua nação como superior à China e a chinesa que vê os japoneses como usurpadores de sua liberdade e de seu país. Duas visões destinadas a se encarar… Continuar lendo

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J-drama: Hana Yori Dango

Quando comentei aqui no Blablabla sobre o dorama coreano Boys Before Flowers recebi muitos comentários falando sobre a sua contraparte japonesa, o j-drama Hana Yori Dango, que tem o mesmo nome do mangá escrito pela autora japonesa Yoko Kamio. Obra pela qual ela ganhou o Shogakukan Manga Award em 1996. O mangá fez um grande sucesso no Japão, por tratar da vida escolar e da violência estudantil de forma realista, a autora conta que na época  recebia muitas cartas de fãs que viam na personagem Tsukushi um modelo para ajudá-los a lidar com a violência escolar. A série foi publicada em japonês, mandarim, cantonês, tailandês, coreano, francês e inglês (eu não iria achar ruim se fosse publicado em português). Uma curiosidade: o mocinho não era para ser o Doumyouji e sim o Hanazawa Rui, mas o Doumyouji ficou tão popular entre os fãs da série que a Yoko mudou o papel de herói para ele.

Mas, agora voltando ao dorama. Já tinha gostando muito de Boys Before Flowers e confesso que no início não estava animada em assistir à versão japonesa. Puro preconceito eu sei, mas decidi dar uma chance assim como as meninas com quem converso sobre doramas no twitter: a Alayana, a Karlinha e a Soraya. A Alayana inclusive já fez um post no blog dela comentando sobre a experiência (Leia aqui). As diferenças entre HYD e BBF já começam na estrutura do drama. Boys Before Flowers foi apresentada em 25 capítulos, Hana Yori Dango teve duas temporadas e mais um filme. Então, vamos por partes ok?

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