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Piano Vermelho (Josh Malerman)

Em Caixa de Pássaros, Malerman soube trabalhar muito bem o medo do impalpável, daquilo que não se pode ver, simplesmente porque vê-lo pode sanar sua curiosidade, mas também levá-lo à morte. Em Piano Vermelho, novamente o medo do desconhecido entra em cena, mas o sentido explorado é outro. Agora não temos mais de usar vendas, mas garantir um protetor auricular pode ser uma boa ideia.

A história começa com um paciente acordando em um hospital. O soldado Philip Tonka é considerado um sobrevivente sem precedentes, ficou em coma durante 6 meses e seus ferimentos são inexplicáveis. O que aconteceu com ele? E com seus companheiros de missão? O Exército irá querer respostas. O que Philip poderá revelar?

“As perguntas virão. Philip sabe disso. Perguntas sobre a África e sobre a origem do som. Perguntas sobre o restante do pelotão, sobre os Danes, sobre o que Philip ouviu e o que gravou lá. Perguntas mais malucas, também. Tipo: quem levou Ross? Quem levou os outros? E para onde? E por que você parece tão assustado, soldado Tonka, com essas perguntas tão simples?

As perguntas virão.

E, quando vierem, que parte Philip vai poder contar?

Que parte vai revelar? ” (Página 25)

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Caixa de Pássaros (Josh Malerman)

Caixa de Pássaros

Quando soube sobre o livro do Josh Malerman, confesso que não me interessei muito em lê-lo. Isso porque Caixa de Pássaros transmite uma vibe muito forte de história de terror. E eu e histórias de terror simplesmente não combinamos. Principalmente se a história for repleta de mortes violentas (na maioria das vezes sem sentido algum) e sangue jorrando para todo o lado. E bem, a promessa de algo lá fora que provocava a morte das pessoas lembrava muito um romance de King para o meu gosto. Mas aí, comecei a ler alguns comentários sobre a obra e a curiosidade venceu o receio original. Comecei a perceber que mais do que uma história de terror, a obra de Malerman prometia um drama psicológico, um certo ar de distopia e muito mais suspense que terror. Pronto, bastou para que eu decidisse conferir o livro. E o melhor, foi que não me decepcionei, nem um pouco.

“Malorie sabe que quatro anos podem facilmente virar oito. Oito se tornarão doze em um instante. E então as crianças serão adultas. Adultos que nunca viram o céu. Nunca olharam por uma janela. O que doze anos vivendo como gado fariam com suas cabeças? Será que há um momento em que as nuvens do céu passam a existir apenas em suas mentes e o único lugar onde os filhos se sentirão à vontade será atrás do tecido negro das vendas?” (Página 9)

Há alguma coisa lá fora, mas Malorie está decidida a enfrentá-la hoje junto com seus filhos, Garoto e Menina, em busca de um lugar onde possam recomeçar a vida longe desse terror. A história começa com a fuga dela e das crianças desse lugar devastado. E depois retorna no tempo para quase cinco anos atrás, quando Malorie ainda estava grávida e o terror apenas começava. Indo e voltando no tempo, Malerman vai traçando os rumos dessa história dramática. Continuar lendo

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