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Leia Mulheres: Aventura

 

As autoras indicadas hoje poderiam também estar presentes naquela lista de escritoras de fantasia, seja por terem criados novos mundos ou feito a fantasia encontrar a realidade. Mas, estas autoras também criaram histórias nas quais seus personagens são colocados em situações perigosas, são convidados a desbravar novos lugares, encontrarem sua coragem interior e lutarem para superarem os percalços, derrotarem um vilão, ou simplesmente superarem o medo. Os livros de aventura, como são conhecidos, são bem difundidos na literatura para crianças e jovens e dentre as autoras aqui citadas há aquelas já bem conhecidas por esse público e outras que são mais conhecidas por seus livros direcionados ao público adulto, mas que também tem ótimos livros de aventura direcionados ao público mais jovem. Continuar lendo

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Leia Mulheres: Fantasia

Olha mais uma coluna precisando ser resgatada das camadas de pó…

Vamos ver se agora eu consigo mantê-la atualizada. Desta vez vamos falar sobre mulheres e fantasia. Quando falamos em livros de fantasia é comum nos atermos aos nomes de autores masculinos, ou porque eles têm maior visibilidade e um histórico mais antigo de publicação ou porque, infelizmente, algumas pessoas associam fantasia de qualidade à autores masculinos como se as mulheres não pudessem produzir excelentes obras também (xô preconceito!). A lista de autoras que se enveredam pelo mundo das palavras e criam mundos e personagens fantásticos não é pequena, mas hoje trago apenas uma pequena contribuição. Cinco autoras que merecem ser conhecidas por quem gosta do gênero. Já aviso de antemão que a ausência da Ursula K Le Guin é proposital (afinal, se Tolkien é considerado o pai da fantasia, Le Guin bem pode ser a matriarca), mas é que eu guardei ela para a lista de sci-fi!

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Leia Mulheres: Formando Novos Leitores

Estudos já comprovaram que a exposição precoce de crianças à leitura em casa tem um impacto bastante positivo para a formação de novos leitores. O exemplo de ver os pais lendo e a experiência de conhecer novos mundos com a ‘contação de histórias’ e a leitura antes de dormir, podem ser cruciais para que as crianças cresçam vendo a leitura como uma atividade divertida e prazerosa e sigam levando esse hábito consigo. Mas, mais do que só despertar curiosidade sobre o hábito da leitura, é preciso também manter essa curiosidade acesa durante o desenvolvimento da criança e adolescente. Permitir que as crianças e os adolescentes possam escolher os livros que querem ler (de vez em quando) e poderem falar sobre eles, pode ser uma ótima iniciativa. No ensino fundamental os livros paradidáticos ainda trazem histórias de aventuras e com uma linguagem bem mais acessível que acabam captando muita a atenção das crianças, mas no ensino médio, quando chegam as listas de livros clássicos, muitos acham bem difícil engolir. Não é preciso excluir os clássicos, eles têm sua importância, mas por que não trazer livros mais do gosto da garotada para dentro da sala de aula? Trabalhar Harry Potter não exclui trabalhar Machado de Assis e nem precisa. Continuar lendo

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Leia Mulheres: escritoras de ficção e mulheres no controle da própria história

Uma livraria em Cleveland costuma fazer uma ação interessante durante as duas primeiras semanas do mês de março. O experimento intitulado “Illustrating the Gender Gap in Fiction” consiste em virar as lombadas de todos os livros escritos por homens para esconder suas obras e colocar em evidência as obras escritas por mulheres. O que acaba evidenciando também a grande disparidade de espaço do mercado ocupado por ambos os sexos. Durante séculos as mulheres foram pouco incentivadas e muitas vezes impedidas de perseguirem carreiras literárias e ainda que hoje elas tenham mais espaço é inegável que os autores homens ainda têm predominância no mundo literário. E não são porque os livros escritos por mulheres são ruins não, na maioria das vezes é por falta de abertura de mercado e investimento em propaganda. Todo fã de Harry Potter sabe que a Rowling foi aconselhada por um editor a utilizar apenas as iniciais do seu nome porque garotos não leriam um livro escrito por mulher! Aliás, a utilização de pseudônimos masculinos ou a utilização das iniciais foi e ainda continua sendo uma prática recorrente entre as mulheres para poderem publicar suas obras: as irmãs Brontë e a escritora de romances policiais P.D. James são bons exemplos disso. A ação que alguns podem entender como ação sexista, na visão da livreira é só uma pequena forma de retribuir todos esses anos que as mulheres tiveram de permanecer blindadas aos olhos do público. O exercício também provoca a reflexão sobre nossos hábitos como leitores e sobre as nossas estantes e quem sabe nos levará a aumentar os espaços em nossas prateleiras dedicados a elas.   Continuar lendo

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Leia Mulheres: escritoras de não-ficção que vale a pena conhecer

Com o Dia Internacional da Mulher se aproximando, nada mais justo do que lembrar a data colocando em evidência as mulheres que fazem do mundo das palavras suas profissões. O título deste post faz referência ao projeto #readwomen2014 (adotado no Brasil como #leiamulheres2014) proposto pela escritora Joanna Walsh e que propunha que todos lessem mais mulheres, as quais historicamente sempre tiveram menos visibilidade no mercado editorial. Houve um grande engajamento no ano de 2014 e até hoje ele rende frutos. No Brasil hoje temos o projeto Leia Mulheres que já conta com vários clubes de leituras espalhados pelo Brasil e que tem contribuído para colocar em destaque o trabalho de várias escritoras. A minha contribuição de formiguinha aqui é apresentar cinco escritoras de não-ficção que me proporcionaram ótimas leituras, algumas extraordinárias, e, que eu gostaria que cada vez mais tivessem suas obras conhecidas e lidas por mais pessoas.

A ordem de apresentação das autoras é aleatória.

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Foto de Elke Wetzig

Era inconcebível eu fazer essa lista e deixar de fora a bielorussa Svetlana Aleksiévitch laureada em 2015 com o Prêmio Nobel de Literatura pelo livro Vozes de Tchernóbil, uma leitura sofrida e angustiante, mas de uma sensibilidade e um compromisso com o povo de Tchernóbil imensos. O livro faz jus a todo o burburinho que causou na época de seu lançamento aqui no Brasil e se você ainda não leu se permita ter essa experiência. Dela a Companhia das Letras também já publicou outros dois livros: “A guerra não tem rosto de mulher” e “O fim do homem soviético”. O primeiro traz o relato da Segunda Guerra Mundial do ponto de vista das mulheres que longe de ficarem na retaguarda, estiveram na linha de frente das batalhas. Uma leitura com um grande enfoque feminino e que já está na pilha de livros para ler ainda este ano. Continuar lendo

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