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Até que a Culpa nos Separe (Liane Moriarty)

Tudo começa com uma menção a um episódio traumático. Com quem? Não é muito difícil supor acertadamente. Como? É o que Moriarty nos convida a descobrir. Suas implicações? Permeiam toda a narrativa. A forma de contar essa história não é muito diferente da adotada pela autora em seus outros livros, muito pelo contrário, o vislumbre da tragédia, o retorno no tempo, o vai vem frequente na linha temporal da trama e a forma como ela nos apresenta seus personagens, que vejam só, são cheios de defeitos e não criados propositadamente para encantar o leitor, são estratégias bem recorrentes em seus outros livros. Pode-se dizer que essa é a fórmula Moriarty para escrever livros. É mais do mesmo? De jeito nenhum! O foco das histórias de Moriarty está na vida cotidiana de seus personagens, nas relações familiares, na dinâmica do relacionamento entre amigos, nos mal-entendidos, nas pequenas rusgas diárias, nas manias e nos segredos que cada um guarda para si. Transformar o ordinário em extraordinário, com uma boa pitada de drama, de romance e de suspense, é o que torna cada uma das histórias de Moriarty únicas.

“Erika notou um terror bruto e uma urgência aguda naquela única palavra: Clementine!

Sabia que ela era a amiga que gritara o nome de Clementine naquela noite, mas não tinha qualquer recordação disso. Não havia nada além de um branco onde deveria estar aquela memória, e se ela não conseguia se lembrar de um momento como aquele, bem, isso significava que havia um problema, uma anomalia, uma discrepância; uma discrepância extremamente significativa e preocupante. ” (Página 133)

Em Até que a culpa nos separe tudo começa com um churrasco. Era para ter sido inofensivo, apenas uma comemoração, mas terminou em tragédia. Meses depois os envolvidos ainda lidam com a culpa e com as implicações de tudo o que ocorreu aquele dia, bem, de boa parte dele já que ainda há minúcias que permanecem obscuras mesmo para alguns dos envolvidos. Para recontar o que aconteceu, Moriarty divide a tarefa entre todos os presentes. São muitas e muitas versões entrecortadas e Moriarty é exímia em nos manter em suspenso, no limite entre a curiosidade e a compulsão por desvelar os segredos alheios. Continuar lendo

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Zac & Mia (A. J. Betts)

zac e mia

“Nunca fui boa com números, nunca precisei ser. Mas entendo esse número. Cinquenta e cinco é claramente um dos resultados possíveis quando se joga uma moeda para cima. Os números são o que são. Não dá para discutir.

Tudo mais desaparece exceto um número frio e um rapaz que está olhando para as estrelas como se as conhecesse.

(…)

Talvez os números o atormentem da mesma forma que minha perna me atormenta. Talvez nós dois estejamos vivendo como frações. ” (Página 172)

Zac tem 17 anos e já luta há um bom tempo contra a leucemia. Para ele, a rotina do hospital, a visita das enfermeiras, do psicólogo e o esmiuçar das atividades do seu sistema digestório já é algo comum e com os quais ele já aprendeu a conviver. Por achar que já inflige dor o suficiente à sua família, Zac tenta ser o paciente modelo. Aquele que não liga de assistir programas de culinária com a mãe, mesmo quando até mesmo água é difícil de engolir, e que reserva os momentos solitários da madrugada para ir à cata de estatísticas envolvendo outros pacientes como ele, porque sabe que se fizesse isso durante o dia sua mãe iria ficar muito mais preocupada. Zac já atingiu um nível de conhecimento da ala oncológica, que lhe permite fazer piada de si mesmo e da situação em que se encontra. O que só reforça seu pragmatismo e nos cativa definitivamente.

Dessa vez ele está no hospital para ganhar uma medula nova. E tirando esse “pequeno” detalhe, a estadia poderia ser bem semelhante à todas as outras antes desta. Mas, desta vez, no quarto ao lado está uma nova paciente. Mia, uma garota raivosa, irritante, bonita e com um gosto musical bastante duvidoso. A garota nova vive às discussões com a mãe e não está enfrentando o início do seu tratamento muito bem. E Zac, com batidas na parede, uma amizade no Facebook e bate-papos na madrugada, toma para si a missão de tentar ajudá-la nessa fase difícil. Continuar lendo

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O Segredo do Meu Marido (Liane Moriarty)

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Depois de ter sido fisgada pelo estilo da narrativa da Moriarty em Pequenas Grandes Mentiras (que a propósito virará série televisiva), mais do que depressa coloquei O Segredo do Meu Marido no topo da pilha de leituras ainda que já o tivesse na estante há tempos (my mistake). Neste livro, Moriarty continua mostrando porque é uma exímia contadora de histórias de pessoas comuns e aparentemente pouco interessantes, e que situações cotidianas, que beiram o ordinário, podem render tramas surpreendentes.

Moriarty segue aqui a sua fórmula de lançar tramas paralelas que aos poucos começam a se entrelaçar e entregar o arcabouço da trama mãe. A história tem início com as histórias de três mulheres: Cecilia, Rachel e Tess. Cecilia é casada com John-Paul há quinze anos e tem três filhas. Ela tem uma vida extremamente organizada. Todos os seus afazeres diários, bem como a sua casa, são rigorosamente controlados. Mas um dia, seu controle é perdido, porque no sótão em meio aos papeis antigos do marido ela encontra uma carta endereçada a ela, para ser aberta apenas após a morte dele. Tess acabou de receber a notícia de que seu casamento acabou. Felicity, sua prima e praticamente única amiga, envolveu-se com seu marido. Com a vida matrimonial destruída e a profissional indo pelo mesmo caminho já que os três tinham uma empresa juntos, ela decide abandonar tudo e partir com o filho para a casa da mãe em Sidney. Rachel acabou de descobrir que o filho, a nora e o neto irão se mudar para Nova York. O garotinho é seu único alento desde a tragédia que abateu sua família em 1984.

Cecilia, Tess e Rachel mal conhecem uma a outra, mas têm suas vidas ligadas pela comunidade do St. Angela. A escola onde Rachel trabalha como secretária e os filhos das outras duas estudam. A narrativa alterna-se entre as três e aos poucos vamos conhecendo mais sobre os seus cotidianos, os problemas familiares, seus passados e seus segredos. O entrelaçamento das três tramas é sutil, até que atinge o seu ápice, quando Cecilia decide abrir a carta de John-Paul. Continuar lendo

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Pequenas Grandes Mentiras (Liane Moriarty)

Pequenas-Grandes-Mentiras

Durante uma festa de pais de alunos da Escola Pública de Pirriwee, alguém cai da varanda da escola e morre. Eis o evento chave no qual Moriarty apoia toda a trama de Pequenas Grandes Mentiras. Utilizando um recurso muito comum em algumas séries televisivas procedurais, ela dá um vislumbre do que ocorreu, sem entregar informações cruciais (quem é a vítima?), e retrocede no tempo para ir mostrando aos poucos os eventos que culminaram no fatídico acontecimento.

Aqui, voltamos seis meses no tempo. É início das aulas na Escola Pública de Pirriwee e aos poucos somos apresentados à enorme quantidade de personagens, o que pode até confundir num primeiro momento, mas que Moriarty, com sua narrativa sob múltiplos pontos de vista, logo consegue deixá-los íntimos ao leitor. E especialmente, ela deixa o leitor bem próximo daquelas que poderiam ser consideradas as protagonistas dessa história: Madeline, Celeste e Jane.

Madeline é aquela pessoa que tem todos os elementos para você não gostar muito dela logo de cara: seu pendor por futilidades (que ela mesmo admite), sua tendência a criar tempestades com copos d’água e sua prontidão para se vingar, mesmo quando o assunto não tem nada a ver com ela, acho que podemos acrescentar aqui também, sua tendência a meter o bedelho onde não é chamada. Mas, ao mesmo tempo, toda essa exuberância em viver, em não levar “patada” para casa, em estar disponível para os amigos são qualidades cativantes. Ela também é uma mãe de primeira e faz tudo por seus filhos, mesmo quando a mais velha (filha do primeiro casamento) está determinada a ir morar com o pai e a jovem madrasta. O pai que quando a menina nasceu, fez as malas e foi embora. O pai que decidiu voltar e de repente se tornar o progenitor exemplar e com o qual Madeline ainda terá que ter mais contato do que acharia ser saudável, já que a filha do ex-marido com a nova mulher estará na mesma turma de jardim de infância de sua filha caçula. Não é difícil entender o seu lado e torcer por ela em muitos momentos dessa história. Continuar lendo

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Graffiti Moon (Cath Crowley)

graffiti moon

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ” página 24.

Acho algumas artes com grafite muito bonitas, entretanto sou totalmente contra a cultura do vandalismo cultuada por muitos. Pintar áreas não destinadas para essa atividade, modificar à revelia bens públicos e privados, pior que isso só o que é feito pelos adeptos das pichações, que além de contribuírem para sujar as cidades, não respeitam nem os trabalhos alheios, distribuindo rabiscos sem sentido como se só isso importasse. Talvez a adrenalina de trabalhar sob o risco de ser pego seja uma busca inevitável para alguns (como o Poeta bem exemplifica em uma passagem), mas acho que assim perde-se o foco no que realmente é importante: a arte. Tendo isso em mente, sabia que era bom começar a leitura de Graffiti Moon sem esperar muito da história, afinal, havia o risco de nem mesmo rolar empatia com o personagem principal. Afinal, tinha todo esse lado da ilegalidade da arte com grafite que era impossível relevar. Mas a narrativa da Crowley é cativante e com uma história envolvente e ótimos personagens, ela conseguiu superar essa barreira e no fim, me vi acompanhando avidamente as aventuras de Lucy e Ed. Continuar lendo

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Seis Coisas Impossíveis (Fiona Wood)

seis coisas impossíveis

“Os interventores passaram pela nossa casa como uma praga de gafanhotos. Foi horrível entrar naquela casa vazia depois. Eu não ouvia eco lá dentro desde que tínhamos nos mudado para lá. Naquela época, era um som que lembrava todas as coisas legais que eu ainda tinha para descobrir. Mas agora soava apenas como O Fim, e coisas que eu achava melhor nem ter ficado sabendo.” 

Dan Cereill tem apenas 15 anos, mas a vida resolveu soltar uma bomba em seu colo: seu pai faliu – o que fez a família perder a casa e tudo o que tinha dentro dela, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Dan e sua mãe só não foram parar na rua porque ela tinha recebido de herança da tia uma casa tombada pelo patrimônio histórico, que cheira xixi de cachorro, não pode ser reformada e que no fim das contas pertence é ao governo. Em meio a choques de realidades, Dan tem que se adaptar a casa “nova”, à nova situação de sua família, ajudar a mãe a se reerguer financeiramente e psicologicamente e encarar os desafios da nova escola. E para ajudar nessa tarefa ele conta com sua lista de seis coisas impossíveis de fazer e sonha acordado (bem acordado e atento) com sua vizinha – que ele considera perfeita – Estelle. Continuar lendo

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Bela Maldade (Rebecca James)

bela maldade

Após uma tragédia, que marcou sua família profundamente, Katherine Patterson decide se mudar para uma nova cidade e iniciar uma nova vida, aproveitando o anonimato recém-adquirido. Tudo o que ela mais quer é passar despercebida em seu novo colégio e que ninguém desenterre o que aconteceu em Melbourne. Mas, seus planos estão destinados ao fracasso, porque Katherine chamou a atenção de Alice Parrie e logo as duas começam uma intensa amizade. Uma amizade que fornece a Katherine um alento pós-crise e à Alice toda a atenção que ela necessita, além de vir com um bônus, Robbie, apaixonado por Alice, que vem para completar o trio que a partir de então passa a ser inseparável. Inseparável até que em sua ânsia por ser o centro das atenções, Alice não se preocupa em ferir as pessoas, e Katherine ao perceber esse lado sombrio na amiga percebe que ela talvez não seja o tipo de pessoa para manter em sua vida. Mas, ai de quem ousar deixar Alice de lado.

Os personagens de Bela Maldade são bem coerentes e alguns cativantes. Se a protagonista Katherine não inspira lá muito amor com a sua estratégia de esconder seus sentimentos e se contentar em ser o capacho de Alice. O mesmo não se pode dizer de Philippa e Mick que nos pegam de jeito desde a primeira vez que aparecem. Quanto à antagonista, tenho lá meus receios. Alice, nas palavras de Katherine, além de bela é sociável e, apesar, do lado perverso sabe fazer uma pessoa se sentir querida e indispensável. Com a parte do perverso e da bajulação até concordo, mas ora bolas, uma pessoa para ser sociável teria no mínimo que ter um grupo de amigos (ou puxa-sacos, ou qualquer coisa que o valha) considerável. Mas Alice, parece apenas ter Katherine e Robbie em sua vida. A impressão que fica é que a autora definiu a imagem da personagem, mas esqueceu de trabalhar a narrativa de forma a deixar essa imagem coerente. Alice, mesmo que tivesse mil amigos, ainda poderia ficar ressentida ao ser deixada para trás por Katherine e fazer tudo o que fez. Ainda bem que mesmo James tendo pecado nesse lado, soube retratar o potencial destrutivo da personagem muito bem. E como a narrativa gira em torno dessa destruição, a gente acaba relevando essas incoerências na caracterização da personagem. Continuar lendo

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Pequenas Maravilhas: como os micróbios governam o mundo (Idan Ben-Barak)

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O que são micróbios? O que eles fazem? Como eles influenciam nossa vida? São essas perguntas e outras tantas mais que Ben-Barak propõe responder em seu livro Pequenas Maravilhas. Apaixonado pelos seres microscópicos resolveu extravasar esse amor ao mundo e deixar registrado no papel o quão importante esses organismos são para o funcionamento da natureza e a manutenção da vida.

“Quero lhe contar algumas histórias sobre micróbios. Mas estou com um problema: se eu entrar em explicações detalhadas e rigorosas sobre ideias e termos biológicos, gastaria muito tempo e muito papel, este livro se tornaria um livro acadêmico e eu acabaria perdendo o leitor. Por outro lado, se eu simplesmente começar a tagarelar sobre fatores sigma e RNAsi, você talvez decida me mandar passear.

Não quero transformar você em um microbiologista. Ser microbiologista é uma coisa para a qual os microbiologistas é que foram mandados à Terra.”

Como bem evidenciado pelo autor no trecho acima, ele não quer formar microbiólogos e sim trazer informações sobre esses seres microscópicos, de forma que um leigo possa entender. Por isso, seu texto é simples, e apesar de citar processos complexos, ele o faz de forma clara e objetiva, mas faz questão de frisar que o processo é complexo e indica para os leitores mais curiosos, leituras complementares. Ah, e sim, como grande parte dos livros de divulgação científica, o livro é repleto de notas de rodapé, mas em sua maioria, além de complementares elas são bastante divertidas. Em algumas partes o texto beira à poesia, por mais que você neste momento esteja achando que é impossível fazer poesia envolvendo micróbios e que eu tenha que confessar que enxergar poesia na natureza é algo inerente à natureza do biólogo, culpada.

Micróbios estão envolvidos na fabricação do vinho, da cerveja e de mais um tanto de outros alimentos, alguns vivem nos ambientes mais inóspitos da Terra e outros tantos (milhões e milhões) vivem mais próximos de nós do que imaginamos. Você sabia que a razão entre células microbianas e células humanas em nosso corpo é de dez para uma? Um a dois quilos de nosso peso são puros micróbios, isso pode no mínimo até parecer nojento, mas tem lá seu motivo. Controle cerebral? Doenças e condições mentais que parecem estar associadas a micróbios? Isso sim é assustador, controverso, curioso, preocupante e de por caraminholas (isso se já não tiver outras coisas por lá) em sua cabeça. Mas as doenças são só uma ínfima parte de todas as informações que o autor traz. Continuar lendo

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A Travessia de Caleb (Geraldine Brooks)

Caleb Cheeshahteaumauk da tribo wôpanâak da ilha Noepe (atual Martha’s Vineyard, Massachusetts), foi o primeiro indígena a se formar na Universidade de Harvard em 1665. Os registros desse marco histórico e os detalhes de seu acesso à universidade e sua vida de estudante são escassos, mas bastaram algumas informações fragmentadas para inspirarem Geraldine Brooks a recontar a saga de Caleb.

“Suponho que precise narrar a minha vida, o meu papel na travessia de Caleb de seu mundo para o meu, e o que fluiu a partir daí.”

Para narrar esta história, Brooks nos dá Bethia, que nos conta em uma narrativa por vezes errante entre os eventos passados e presentes, todo seu relacionamento com o jovem wampanoag e todos os acontecimentos decorrentes de sua “intromissão” no mundo do garoto. Neta do fundador da comunidade inglesa da ilha Noepe (Great Harbor) e filha do pastor local, Bethia sempre teve um espírito independente e um pendor para os estudos, que naquela época eram restritos aos homens. Costume que não a impediu de aprender às escondidas e não somente os estudos clássicos que seu irmão tinha, mas também a língua dos nativos que o pai estudava para assim ter sucesso na conversão dos indígenas. Ao lhe proibirem o estudo formal, Bethia passou a utilizar a ilha como sua fonte de aprendizado e em suas andanças solitárias deparou-se com o garoto Cheeshahteaumauk. Começa então uma relação de amizade entre a garota e o jovem wampanoag. É assim que Bethia torna-se Olhos de Tormenta e Cheeshahteaumauk, Caleb. Brooks coloca a amizade como força motriz para todos os acontecimentos vindouros, pois se com ela Bethia passa a conhecer mais sobre os wampanoags e admirar sua cultura é através dela que ela modifica o mundo de Caleb e lhe dá vislumbres do que o conhecimento fornecido pelos forasteiros poderia lhe oferecer. Continuar lendo

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