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Lugar Nenhum (Neil Gaiman)

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Lugar Nenhum foi uma história que começou na TV. Inicialmente foi uma série de televisão da BBC que foi ao ar em 1996. Mas, o formato muitas vezes podava ou não fazia jus às ideias pensadas por seu criador, transpor a série para o mundo das palavras foi a válvula de escape encontrada por Gaiman. Desde então, o romance que é considerado um dos expoentes da fantasia urbana tem angariado cada vez mais fãs. Esta nova edição, publicada pela Editora Intrínseca, é a que Gaiman considera a sua favorita. Foi elaborada a partir da combinação das edições originais inglesa e americana e de uma nova revisão. Não sei o quão diferente ela está de suas edições predecessoras, a tarefa exigiria um cotejo minucioso entre diferentes edições. Mas, o próprio Gaiman fala que esta seria a sua versão definitiva, o que já é uma baita recomendação para os fãs de carteirinha atualizarem suas coleções. O fato das capas dessas edições preferidas (aka Os Filhos de Anansi, Lugar Nenhum e Deuses Americanos) seguirem um padrão (muito bonito por sinal) é um incentivo mais do que válido para qualquer bookaholic.

Lugar Nenhum surgiu da vontade de Gaiman em criar uma história fantástica e que ao mesmo tempo lhe permitisse colocar em foco as pessoas que vivem à margem da sociedade. Os quais na maior parte das vezes nos são invisíveis. Para isso ele nos convida a conhecer sua Londres, não a de cima, mas a que vive nas entranhas desta. Um espelho da de cima, mas com suas próprias peculiaridades, pessoas reais e lendas encarnadas. Uma que assim como a outra também é conectada por sua emblemática rede de metrô. Ela que é quase um ser onipresente e onisciente na história criada por Gaiman. Continuar lendo

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Buracos Negros (Stephen Hawking)

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“Talvez seus colegas nesse campo terrivelmente complexo receiem que seus trabalhos nunca cheguem à compreensão geral. Contudo a marca registrada de Hawking é sua luta para alcançar um público mais amplo. ” (David Shukman, Página 11)

Buracos Negros é um livro pequenininho (são apenas 64 páginas), no qual Stephen Hawking discorre de forma clara e concisa, os conceitos, descobertas e teorias envolvendo os buracos negros, essas “entidades cósmicas” que há muito tempo são objetos de suas pesquisas. De fato, o livro é composto pela transcrição das duas palestras que Hawking deu em 2016 para a série de palestras da BBC Reith Lectures: Buracos Negros não têm cabelo? (Do Black Holes have no hair?) e Buracos Negros não são tão negros quanto se diz (Black Holes ain’t as black as they are painted). Continuar lendo

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (J.K. Rowling, John Tiffany & Jack Thorne)

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Com Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, J.K. Rowling em colaboração com John Tiffany e Jack Thorne, nos convida de volta ao mundo mágico dos bruxos, dezenove anos depois da Batalha de Hogwarts. Harry Potter agora é funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. A trama tem início justamente no diálogo do epílogo do sétimo livro, e dos filhos de Potter, será Alvo Severo que terá que lidar com o legado da família e todas as implicações dele em sua vida de estudante em Hogwarts. A seleção das casas, os amigos escolhidos, as habilidades ou a falta delas, o relacionamento com o pai e a enorme vontade de provar o seu valor. O tempo é o cerne da trama e a forma como ele foi trabalhado foi interessante, mas caramba, precisava ter tornado o Alvo um chato de galocha? O guri é insuportável, ainda bem que havia o Escórpio Malfoy (quem diria, um Malfoy!) para fazer frente a tanta chatice e angariar nossa empatia. Não falarei mais nada da trama que é para não estragar a surpresa, já que a história se apoia bastante nela para fisgar o leitor. Continuar lendo

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O Forte – Bernard Cornwell

Durante a Guerra da Independência dos EUA, tropas britânicas foram enviadas ao estado de Massachusetts com o objetivo de construir uma fortificação que seria a base da Marinha Real Britânica, para diminuir os ataques de corsários na região. O major McLean leva seus 700 homens a Majabigwaduce e começa a construir o Forte George. Pouco tempo depois, as forças rebeldes do estado se organizam e partem em uma campanha para expulsá-los.

Do lado britânico, além de Mc Lean, temos o —— Mowat e o tenente John Moore, que viria a revolucionar o exército britânico. Os rebeldes contam com Solomon Lovell, Peleg Wadsworth, Dudley Saltonstall e Paul Revere, este último famoso por sua cavalgada noturna avisando da chegada dos ingleses. E logo aprendemos que Lovell e Saltonstall não se dão bem, e que Paul Revere se ressente todos e não gosta de receber ordens.

Após explorar os detalhes de cada uma das campanhas, os dois exércitos estão frente a frente. O que eles vão fazer ficará para sempre registrado nas páginas da história. Este livro é bastante diferente dos outros livros do autor. Aqui, ele foca bastante nos detalhes dos bastidores dos dois lados da batalha, normalmente, sabemos mais ou menos a mesma coisa que o herói (Sharpe, Uhtred, Thomas ou Derfel). Se por um lado os vários nomes possam deixar o leitor confuso, por outro, a não ser que você já saiba quem ganhou, a história retém seu suspense. Continuar lendo

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A Presa de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quinto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

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Depois da Batalha de Trafalgar, eu confesso que esperava reencontrar um Sharpe mais feliz. Com algum dinheiro no bolso, uma posição efetiva como soldado nos Fuzileiros e, quem sabe, o amor de Lady Grace. Mas, a leitura deste quinto volume mostrou que se Cornwell pode deixar a vida de seu protagonista árdua e melancólica, ele o irá fazê-lo sem meias medidas. É assim que reencontramos Sharpe em 1807 (dois anos depois de Trafalgar): vagando solitário e sem dinheiro pelas ruas de Londres, desenganado com o amor e cansado de tentar ser um bom soldado e não reconhecerem o seu valor. Será o fim de sua carreira como oficial? Se ele pudesse ter vendido sua patente talvez fosse, mas como até isso lhe foi negado, restou ao acaso o papel de reunir velhos companheiros de batalhas indianas e garantir a Sharpe uma missão. Acompanhar o nobre oficial John Lavisser à Dinamarca. Lavisse irá propor um suborno ao príncipe herdeiro dinamarquês e quem sabe trazer a Dinamarca para o lado inglês e impedir uma guerra. Cabe a Sharpe mantê-lo a salvo dos franceses. Mas, se tem uma coisa que aprendemos com os livros anteriores é que sempre há um traidor e, se ele não é Haskewill (ainda estou me perguntando aonde o bendito foi parar e quando irá dar as caras novamente), será alguém bem próximo a Sharpe. Lavisser é claro, não é muito difícil perceber isso. Sharpe foi escolhido como substituto ao antigo soldado designado para proteger Lavisser e que acabou assassinado, e não demora para o nobre oficial tentar livrar-se de Sharpe também, mas é claro que não dá certo e agora é Sharpe que parte em seu encalço (por toda a Dinamarca) para desmascará-lo e fazê-lo pagar pela traição. Continuar lendo

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Loney (Andrew Michael Hurley)

Loney

Loney, romance de estreia de Andrew Michael Hurley, traz a história de dois irmãos. Um deles mudo e o outro destinado a ser seu eterno protetor. O livro é narrado em primeira pessoa pelo irmão protetor. Interessante que mesmo Hanny sendo mudo, a ele o direito de sua identidade não lhe é negado. O irmão, apesar de narrador, protetor e intérprete de Hanny, dele nem mesmo seu primeiro nome nos é permitido saber. O que escancara ainda mais o quanto Smith (sobrenome da família) ou Tonto (apelido dado pelo Padre) se anulou ao longo dos anos impelido pela mãe superprotetora e intransigente. E é justamente na construção do relacionamento fraternal, o fato de Smith ser o único capaz de compreender os anseios de Hanny e dele não se importar com a deficiência do irmão, enxergada como uma mácula que precisa ser expurgada pela mãe; que repousa a melhor parte da história de Hurley. Supera até mesmo o Loney e sua atmosfera lúgubre e, principalmente, é muito mais interessante que todas as manias, preceitos e preconceitos da sra. Smith.

A história de Hurley tem início com Smith lendo a notícia do corpo de uma criança que foi encontrado em Coldbarrow. Um lugar sobre o qual há trinta anos ele não ouvia falar, e ao qual será necessário voltar por meio de suas reminiscências. Continuar lendo

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O Estranho Caso do Cachorro Morto (Mark Haddon)

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A literatura sem dúvidas tem se tornado mais inclusiva (ainda que haja ainda um longo caminho pela frente), o que é muito bom, pois ao nos colocar (leitores) na vida do outro, contribui para nos tornar mais empáticos às situações enfrentadas por ele e colabora para romper preconceitos, ou ao menos, amenizá-los.

Desde que o autismo se tornou uma condição mais conhecida do público em geral — e não duvido que os livros, séries e filmes possam ter contribuído muito para isso — o interesse em compreender mais sobre esse distúrbio só tem aumentado. E a literatura tem ressoado esse interesse. Temos livros mais técnicos, obras escritas por autistas e livros com protagonistas autistas. E as temáticas abordadas são bem amplas. Temos romance (com protagonistas adultos), romances policiais e toda uma gama de obras voltadas ao público jovem que vão dos dramas escolares até os dramas familiares envolvendo grandes tragédias. O romance de Mark Haddon pode até ser apenas mais um, mas tem seus méritos. Quer seja pelo desenvolvimento de seu protagonista, quer seja pelo fato de ter sido publicado lá em 2004, quando o assunto nem estava tão em voga assim.

Em O Estranho Caso do Cachorro Morto conhecemos Christopher John Francis Boone, um garoto de quinze anos que têm Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Christopher sabe de cor todos os países e suas capitais, sabe também todos os números primos até 7.507. Gosta de animais, não entende nada de relações humanas, não suporta ser tocado, não consegue mentir e não entende metáforas ou piadas. Continuar lendo

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Sharpe em Trafalgar (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

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“(…) Sharpe fitou a silhueta negra da torre e mais uma vez desejou que não estivesse partindo. Gostara da Índia, que se revelara um paraíso para guerreiros, príncipes, mercenários e aventureiros. Ali Sharpe encontrara riqueza, lutara em suas colinas e fortalezas antigas, e fora promovido. Na Índia deixava amigos e amantes, e alguns inimigos em suas sepulturas. E estava trocando este lugar pelo quê? Pela Grã-Bretanha, onde ninguém o esperava, e em cujas colinas não cavalgavam aventureiros, e onde tiranos não espreitavam por trás de ameias vermelhas. ” (Página 44)

Depois de exemplares descrições de batalhas em terra, Cornwell pede licença neste para se embrenhar pelos mares e trazer uma batalha naval para o foco da narrativa. Após flechas, arcos, bestas, espadas, escudos, mosquetes e canhões, é chegada a vez dos navios e todo o seu poderio bélico de suas bordadas de artilharia. Depois da batalha da Fortaleza de Gawilghur, o alferes Richard Sharpe foi efetivamente transferido para o batalhão de fuzileiros, o que também significa que ele deixará a Índia, uma viagem bem longa por mar até a Grã-Bretanha. Então, Cornwell que não é bobo, deu um jeitinho de colocar Sharpe em rota por Trafalgar na época da famosa batalha naval, e a sorte de Sharpe que sempre o coloca no lugar certo mesmo nas horas mais impróprias, lhe garante um lugar à bordo de um importante vaso de guerra de setenta e quatro canhões. Junta-se a isso alguns personagens de opiniões bastante contundentes, um comandante que não se apega a títulos e prefere admirar a bravura de um bom soldado à patentes, alguns traidores e a presença ilustre do almirante Horatio Nelson e temos todos os elementos que tornaram Sharpe em Trafalgar um leitura bastante interessante.

O comboio anual de navios britânicos está prestes a partir de Bombaim em direção à Grã-Bretanha. Mas, antes de Sharpe embarcar no Calliope, ele precisa resolver alguns negócios pendentes, afinal, ninguém tenta passar a perna em Richard Sharpe e permanece incólume. E, para sorte de Sharpe, mais do que um acerto de contas, tal ato faz com ele caia nas graças do comandante da Marinha Joel Chase. Cornwell garante assim o estabelecimento de uma amizade que permitirá a reviravolta na situação precária na qual o alferes se encontrará pouco tempo depois. Isso porque o Calliope trouxe tanta sorte quanto azar à Sharpe. No Calliope ele caiu de amores por Lady Grace, a esposa de um figurão político insuportável, e foi “vendido”, pelo capitão do navio, juntamente com toda a tripulação e o tesouro que carregam, para piratas franceses da nau Revenant. E agora, tudo o que Sharpe quer é evitar que suas perdas materiais sejam grandes, proteger Lady Grace e se vingar. E uma ajuda do comandante Joel Chase vem bem a calhar. Chase resgata o Calliope das mãos dos franceses, traz Sharpe para bordo do Pucelle e parte em perseguição ao Revenant. Uma perseguição que acaba indo parar em uma batalha náutica! O Revenant se junta às esquadras francesa e espanhola e o Pucelle se junta à britânica sob o comando da nau capitânia de Nelson. Continuar lendo

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Depois de Você (Jojo Moyes)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da duologia Como eu era antes de você e pode haver spoilers sobre fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei dele, confira os links no final desta resenha.

DepoisDeVoce

Em Como eu era antes de você, Jojo criou uma história de amizade e amor tocante. Discutiu assuntos polêmicos, evidenciou as relações familiares (ou a falta delas) e semeou esperança, a despeito da tristeza. Ali, Will fez sua escolha e todos ao seu redor terão que conviver com isso pelo resto de suas vidas, e, apesar de todo o planejamento feito por Will para tornar a vida de todos melhor, não é bem assim que reencontramos algumas pessoas do seu convívio, especialmente Lou.

“- Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer… – Abro os braços, sentindo na pele o ar fresco da noite, e percebo que estou chorando outra vez. ” (Página 13)

Lou Clark não mora mais na pacata Stortfold, incentivada por um dos desejos de Will para ela, tentou alçar voo e conhecer o mundo. Por um tempo fingiu que conseguiria, agora, ela vive, ou melhor dizendo sobrevive, em Londres. A relação dela com seus familiares está estremecida desde aquele fatídico dia 18 meses atrás. Seu apartamento não parece um lar. Lou perdeu algumas oportunidades, e agora, trabalha num bar em um aeroporto, vendo a vida passar, enquanto acompanha outras pessoas indo atrás de seus sonhos. Mas, às vezes, a vida apronta das suas, traz um monte de problemas, torna a situação um pouco mais difícil e nos obriga a reagir. Com Lou foi assim. Um acidente e uma visita fora de hora a fazem arriscar tudo. E talvez, seja este justamente o chacoalhão que ela precisava. Continuar lendo

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O Universo Numa Casca de Noz (Stephen Hawking)

O universo numa casca de noz - capa 14 - novo formato - PROVA 6.

“Segundo um velho ditado, é melhor viajar com esperança do que chegar ao destino. A busca por descobertas estimula nossa criatividade em todos os campos, não apenas na ciência. Se chegássemos ao fim da linha, o espírito humano feneceria e morreria. Mas acho que nunca vamos ficar estagnados: devemos crescer em complexidade, quando não em profundidade, e seremos sempre o centro de um horizonte de possibilidades em expansão. ” (Página 8)

Que bom que o interesse nas obras do Hawking não feneceu após a vibe do filme A Teoria de Tudo ter passado. Melhor ainda, o interesse permaneceu e a editora Intrínseca manteve sua parcela de contribuição para isso ao trazer novas edições das obras mais emblemáticas (direcionadas ao público geral) do autor: Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz. Este último, publicado anos depois (em 2001) de Uma Breve História do Tempo, teve como inspiração o incrível sucesso de seu predecessor. Nele, Hawking continua a tarefa de escrever sobre as descobertas da física e da cosmologia, em uma viagem do extraordinariamente vasto como a representada pelas distâncias interestelares, ao extraordinariamente minúsculo como o comprimento de Planck.

Como comentei na resenha de Uma Breve História do Tempo, ainda que alguns capítulos fluam bem e sejam de fácil compreensão, alguns capítulos são bastante áridos e podem ser desencorajadores. Hawking estava ciente disso. Ele também sabia que a forma como estruturou o livro (linearmente) podia empacar leitores nos primeiros capítulos, impedindo-os de chegarem aos capítulos mais interessantes e didáticos do livro. Quando ele estava planejando O Universo Numa Casca de Noz ele pensou nisso e quis que este novo livro fosse muito mais acessível. Sua primeira decisão foi quanto à estrutura. O livro conta com sete capítulos e apenas os dois primeiros exigem uma linearidade na leitura, os demais podem ser lidos em qualquer ordem. Além disso, o livro conta com alguns adendos bastante interessantes, como ilustrações, infográficos e boxes contendo textos extras. Eu que reclamei tanto da falta de notas de rodapé em Uma Breve História do Tempo, me deparei com um material ricamente ilustrado que tornou a leitura muito mais clara e completa. Hawking realmente conseguiu escrever um livro de divulgação científica sobre física e cosmologia para leigos. Continuar lendo

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