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Geekerela (Ashley Poston)

Antes de se tornar escritora profissional Ashley Poston era fangirl, mas daquelas que não se contentava apenas com os acontecimentos canon e que se dedicava a recriar e inventar novas situações para seus personagens favoritos nas tão conhecidas fanfics. Geekerela, mais do que uma releitura do clássico conto de fadas, é uma ode a todo o universo fandom*. Este livro é para aqueles que sofrem shippando um casal, seja ele canon ou não, que se derretem com aquele casal que é realmente um OTP, que quer ter aquela amizade que é um verdadeiro bromance e que às vezes até entra em verdadeiras guerras de ship, quer seja do mundo dos livros, séries ou filmes. É também para quem faz cosplay, escreve e/ou consome fanfics, para quem vibra a cada notícia de um livro que será adaptado para o cinema, para os mais puristas que acham que os filmes (ou séries) nunca estarão à altura do original, ou para aqueles que ficam animados, desde que o diretor não transforme tudo em um show de horrores. Se identificou com algum desses pontos (ou vários)? Então, você vai se identificar com Elle Wittimer e sua paixão por Starfield. Que é descrito com tantos detalhes pela Poston que cheguei a me perguntar que raios de série de ficção científica era essa da qual nunca havia ouvido falar, mas que já estava considerando pacas, mas que infelizmente nem existe mesmo. E, ainda que o romance seja o plot principal, é pelos detalhes e pelo que representam que Geekerela pega todo fã (seja do que for) de jeito.

Fala se não é essa a sua vontade também…

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Mais do que isso (Patrick Ness)

Ainda não conhecia o Patrick Ness, mas depois de ter lido Mais do que isso fiquei com vontade de ler suas outras obras, além do famoso Sete minutos depois da meia-noite (que já virou filme), outros livros dele também já foram publicados aqui. Ness é um escritor de ficção juvenil premiado e é conhecido pelo tom sombrio e pela prosa perturbadora de suas histórias. Monstros, cidades distópicas, guerras, um pouco de ficção científica e o que há além da morte, são temas frequentes em suas tramas. Em Mais do que isso não é diferente. Começamos essa história nos minutos finais e agonizantes da vida de Seth, com direito a uma descrição bastante pungente da situação. Algum tempo depois Seth acorda na casa onde viveu durante a infância, em outro continente. Ele está vivo? Como, se ele está certo de que morreu e seus momentos finais ainda estão vívidos na memória?

“Dá a impressão de ser real. Certamente ao toque, e definitivamente ao cheiro. Mas é também um mundo que apenas parece tê-lo dentro dele, então, o quanto dele pode ser real? Se essa é apenas uma velha lembrança empoeirada na qual ele está preso, talvez não seja nem mesmo um lugar, talvez seja apenas o que acontece quando seus minutos finais de morte passam a ser uma eternidade. O lugar da pior época de sua vida, congelado para sempre, deteriorando-se sem nunca morrer de verdade. ” (Página 72)

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Leia Mulheres: Formando Novos Leitores

Estudos já comprovaram que a exposição precoce de crianças à leitura em casa tem um impacto bastante positivo para a formação de novos leitores. O exemplo de ver os pais lendo e a experiência de conhecer novos mundos com a ‘contação de histórias’ e a leitura antes de dormir, podem ser cruciais para que as crianças cresçam vendo a leitura como uma atividade divertida e prazerosa e sigam levando esse hábito consigo. Mas, mais do que só despertar curiosidade sobre o hábito da leitura, é preciso também manter essa curiosidade acesa durante o desenvolvimento da criança e adolescente. Permitir que as crianças e os adolescentes possam escolher os livros que querem ler (de vez em quando) e poderem falar sobre eles, pode ser uma ótima iniciativa. No ensino fundamental os livros paradidáticos ainda trazem histórias de aventuras e com uma linguagem bem mais acessível que acabam captando muita a atenção das crianças, mas no ensino médio, quando chegam as listas de livros clássicos, muitos acham bem difícil engolir. Não é preciso excluir os clássicos, eles têm sua importância, mas por que não trazer livros mais do gosto da garotada para dentro da sala de aula? Trabalhar Harry Potter não exclui trabalhar Machado de Assis e nem precisa. Continuar lendo

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Eu te Darei o Sol (Jandy Nelson)

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“Ao contrário de quase qualquer outra pessoa no planeta, desde as nossas primeiras células estávamos juntos, viemos para este mundo juntos. Por isso é que quase ninguém nota que Jude fala por nós dois, por isso é que conseguimos tocar piano somente a quatro mãos, nunca sozinhos, por isso é que nunca brincamos de joquempô, porque nunca, em treze anos, escolhemos coisas diferente. É sempre assim: duas pedras, dois papéis, duas tesouras. Quando não nos desenho assim, eu nos desenho como pessoas pela metade. ” (Página 26)

Noah e Jude são gêmeos e apesar de sempre terem se visto como uma única entidade, conforme cresciam começaram a se tornar competitivos. Competiam pela afeição dos pais, pelos amigos e amores e por uma vaga na melhor escola de artes da Califórnia. Conforme o traço competitivo vai se acentuando, Noah e Jude vão colecionando mal-entendidos que frequentemente os fazem machucar um ao outro e a si próprios no processo.

Nelson escolheu contar a história desses dois irmãos de maneira pouco ortodoxa. A narrativa é feita do ponto de vista de Jude e Noah, mas não é nem um pouco linear. Noah nos conta seu ponto de vista dessa história a partir dos seus treze anos. Jude nos entrega seu lado a partir dos dezesseis.

Com Noah descobrimos o garoto com dificuldade em fazer amigos, que teme em assumir seus verdadeiros sentimentos, que constantemente é alvo de bullying, que não tem uma relação amorosa com o pai e que desde que se entende por gente vive às voltas com pranchetas, papéis, lápis e tintas, e que mesmo na ausência de tais ferramentas é capaz de fazer pinturas mentais das situações vividas por ele. E esses “quadros mentais” pontuam toda a sua narrativa, que não estranhamente foi intitulada por Nelson de O Museu Invisível. Não é muito difícil ter empatia quase que instantânea por Noah e torcer o nariz para algumas atitudes da Jude de treze anos. Mas, aos 16, encontramos uma garota que almeja desesperadamente fazer as pazes com o seu passado e consertar o relacionamento com o irmão. Jude não é mais a garota popular, guarda uma mágoa do passado que a fez se isolar do mundo, tem um pendor para a hipocondria e segue piamente a “bíblia” herdada da avó, um aglomerado aleatório de superstições, simpatias e máximas com as quais elas nos brinda ao longo de toda sua narrativa. Jude é A História da Sorte. Continuar lendo

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Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins)

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“Queria que Josh olhasse para mim do mesmo jeito que olha para os próprios desenhos, porque então ele veria que há algo a mais em mim além da timidez, assim como vejo que há muito mais nele além de preguiça. ” (Página 11)

Logo que fiquei sabendo que o terceiro livro da série Anna and Friends escrita pela Stephanie Perkins seria dedicado a Isla e Josh, confesso que não havia me animado tanto. Oi! Seria a conclusão de uma série e depois do charmoso St. Clair e a cinéfila Anna, e toda a extravagância de Lola e as peculiaridades de Crickett, não imaginava que um garoto que poderia ser considerado avoado e uma garota que só sabia ruborizar de vergonha, poderiam angariar torcedores para sua história de amor. Mas é justamente isso que Isla e Josh fazem. Bastou um encontro fortuito regado à analgésicos (e só para deixar claro, depois de uma cirurgia para arrancar os sisos) e chuva, para que estes dois nos tornassem espectadores cativos desse relacionamento.

Depois de termos nos despedido da SOAP (School of America in Paris) em Anna e o Beijo Francês, e nos aventurado pelas ruas do bairro do Castro em São Francisco em Lola e o Garoto da Casa ao Lado, Perkins nos convida a uma ponte aérea Nova York-Paris (sim, eis a SOAP novamente) para uma nova história de amor e uma despedida de nossos velhos conhecidos. Continuar lendo

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Minha Vida Fora de Série – 3° Temporada (Paula Pimenta)

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Tome cuidado com o que você deseja. Eu já tinha escutado essa frase antes, mas nunca havia levado a sério. Até que um dos meus desejos se realizou fazendo com que a minha vida saísse de órbita completamente. E só então eu entendi a tal advertência. Porque é preciso mesmo ter muito cuidado com aquilo que queremos. Simplesmente porque podemos conseguir. ”

(Página 11)

Confesso que eu fui uma das que torceu muito para que o último desejo da Priscila se realizasse. Eu só não imaginava a bagunça tremendo que isso iria causar e o quanto iria influenciar o namoro da Pri e do Rô. É esse o ponto de partida para a terceira temporada da vida fora de série da Priscila. E desta vez, o seriado foi uma mistura de drama familiar, aventura com as amigas, dramas românticos, tragicomédia (sim, porque algumas situações seriam muito cômicas se não fossem tão trágicas), muita fofura animal e um belo trabalho de arqueologia da Paula, que soube desenterrar com maestria alguns personagens.

Em Minha Vida Fora de Série – 3° Temporada reencontramos os personagens dois anos depois dos eventos narrados na segunda temporada. A Priscila agora está com 19 anos e percebe que precisa começar a lidar com as responsabilidades da vida adulta. O namoro de cinco anos e meio com o Rodrigo, que está cada vez mais sério. O início da faculdade e as dúvidas sobre o futuro profissional. E as novidades familiares que colocarão o namoro em xeque, mas que também garantirão momentos de muitas alegrias. E essa temporada já começa super agitada e com um ótimo espaço para os filmes. Priscila e Fani em L.A. não tinha como ser ruim. Como os eventos narrados aqui acontecem entre os eventos de FMF3 e FMF4, há muita novidade da Pri, mas também tem bastante Fani, Alejandro e sobra espaço até para o Christian e para a Tracy! As aventuras da Pri em L.A. foram bem animadas e o mais legal é que além de deixarem contentes os fãs mais saudosos, também foram bem utilizadas pela Paula para trabalhar a reviravolta da vez e lançar as sementinhas que poderão ser melhor exploradas nas temporadas vindouras. Continuar lendo

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A Playlist de Hayden (Michelle Falkoff)

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“Tentei não pensar muito na letra, em Hayden ali sentado fazendo essa seleção de músicas antes de tomar sua decisão final. Eu odiava imaginá-lo querendo desaparecer dessa forma. ” (Página 16)

Tudo o que Sam sabe é que houve uma festa e houve uma briga. E ele acabou se desentendo com seu melhor amigo, Hayden. Em uma certa manhã, Sam foi pedir desculpas ao amigo e o encontra morto. Ao seu lado, uma garrafa de vodca e comprimidos de Valium, além de um pendrive e um bilhete para Sam. “Ouça você vai entender”.

Essa é a premissa do romance de Michelle Falkoff. Sam ficou para trás, para enfrentar um mundo no qual Hayden era seu único amigo. O que há para entender? O que levou Hayden a tomar a atitude que tomou? Qual o significado da playlist deixada pelo amigo? Enquanto ouve cada uma das músicas escolhidas por Hayden, Sam tenta descobrir o que realmente aconteceu naquela noite. Ao mesmo tempo que precisa enfrentar a raiva do amigo e das pessoas que ajudaram a tornar a vida de Hayden miserável, a culpa por achar ter sua parcela de contribuição para o ocorrido, e a saudade da única pessoa que realmente o entendia. E por um tempo, a premissa funciona muito bem e a narrativa de Falkoff nos prende à busca por respostas. Continuar lendo

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Uma História de Amor e TOC (Corey Ann Haydu)

amor e toc

“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos. ” (Página 237)

Já tem um bom tempo que Bea não sabe o que é ser uma garota normal. Semanalmente ela tem consultas com a Dra. Pat, que tenta ajudá-la com suas obsessões e compulsões. Mas, fica difícil quando o alvo mais recente de sua obsessão frequenta o mesmo consultório e terapeuta que ela. Bea foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo, mas a obsessão dela não é tão “banal” (se é que podemos chamar qualquer obsessão de banal) quanto lavar as mãos inúmeras vezes, colecionar objetos estranhos, comer sempre nos mesmos lugares, ou fazer atividades em uma determinada ordem. Sua obsessão é um pouco mais comprometedora e na maioria das vezes (e com razão) é mal interpretada. Bea é uma stalker de caras. Daquelas que quando fica obcecada por alguém, começa a segui-lo (para certificar-se de que ele esteja bem), anotar os mínimos detalhes da vida do alvo em seu caderno, e, como no caso do alvo mais recente, até mesmo entreouvir partes de suas sessões de terapia.

Para ajudá-la com o TOC, a Dra. Pat decide fazê-la participar de sessões de terapia em grupo. Ali, ela reencontra/conhece Beck, o garoto que ela ajudara durante um blecaute em uma festa escolar, um cara sarado e com obsessão compulsiva por lavar as mãos e frequentar academias. Bea tem quase certeza de que apenas outra pessoa tão ferrada quanto ela, seria capaz de entendê-la e permanecer ao seu lado mesmo com todos os seus defeitos. Será Beck essa pessoa? Será que ele conseguirá superar suas obsessões e ceder um pouco mais de tempo para Bea? Será que ela conseguirá parar de stalkear sua atual obsessão e redirecionar (de forma menos acentuada de preferência) sua atenção? Continuar lendo

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Cidades de Papel (John Green)

cidades de papel

“… se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleia. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido à deriva no mar. Mas meu milagre foi diferente. Meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman.”       (Pág. 11)

O Prólogo de Cidades de Papel já nos entrega em grande parte, as características dos protagonistas da trama. Quentin, ou Q., o garoto calado, centrado, acostumado a nunca quebrar as regras, nem forçar seus limites (o que para alguns pode ser só uma forma bonita de se chamar alguém de medroso). Margo é a impávida, a curiosa, a que não se conforma apenas com os fatos, mas que quer saber os motivos que os levaram a acontecer. A apaixonada por mistérios, por resolvê-los e por criá-los.

Quentin e Margo são vizinhos desde os dois anos. O Q. e a Margo de antes eram muito amigos e partilhavam aventuras. O Q. e a Margo de hoje, formandos do ensino médio, não são mais tão amigos. Ela é a garota super popular, a rainha da escola, e ele é apenas um dos invisíveis, que ainda nutre uma paixão platônica pela amiga não mais tão amiga assim.

A vida seguia assim. Margo e seus amigos super populares. Q. e seus amigos (Radar e Ben) tão invisíveis quanto ele. Até que em um 5 de maio que poderia ter sido como qualquer outro dia, Margo invadiu o quarto de Q. pela janela, com o rosto todo pintado de preto e pedindo ajuda para uma tarefa. E é claro que Q. não conseguiu negar. E assim, naquela madrugada, ele e Margo tiveram uma baita aventura. Envolvendo muito peixe podre, latas de tinta spray e alguns momentos constrangedores. E Q. acha que pode finalmente ter reencontrado a amiga.

Mas, depois da noite de aventura, Q. descobre que Margo sumiu. Será esse mais um dos sumiços frequentes da garota? Margo é famosa por seus sumiços planejados, sumiços que são pré-anunciados por dicas e cujos destinos podem ser obtidos pelas pistas que ela deixa para trás. E dessa vez não é diferente. Q. logo descobre uma de suas pistas e com a ajuda de Ben e Radar começa a segui-la. Com o avançar da investigação, Q. começa a ter terríveis suspeitas sobre o paradeiro de Margo. E também começa a perceber que não conhece a verdadeira Margo, que ela nunca se mostrou verdadeiramente a alguém. Continuar lendo

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Apenas um Dia (Gayle Forman)

apenas um dia

“Deixei as memórias me inundarem à medida que preenchia a página. Então outra. E então não estou escrevendo sobre ele. Estou escrevendo sobre mim. Sobre todas as coisas que senti naquele dia, incluindo o pânico e o ciúme, mas, acima de tudo, sobre sentir que o mundo não era nada além de possibilidades.” página 236.

Em comemoração pela sua formatura no ensino médio, Allyson ganhou dos pais uma viagem de intercâmbio cultural pela Europa. E sendo Allyson certinha do jeito que é, seguiu toda a programação da empresa, evitou as noitadas mais animadas e não vê a hora de voltar para casa e sua vida regrada, fato que é constantemente questionado por sua melhor amiga e companheira de viagem, Melanie. As provocações da amiga poderiam não ter dado em nada, se Allyson não tivesse esbarrado em Willem, um ator de uma peça itinerante de Shakespeare. E, após reencontrá-lo no trem para Londres ele não tivesse feito um convite inusitado: ir com ele à Paris, por um dia. É assim que Allyson, decide assumir um novo nome (Lulu), deixar a vida regrada de lado e fazer algo diferente. Lulu vai à Paris com Willem, mas a aventura não termina como ela esperava, e o coração partido não lhe deixa seguir em frente… Continuar lendo

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