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Intrínsecos: O Desaparecimento de Stephanie Mailer (Joël Dicker)

Uma característica do escritor suíço Joël Dicker é ambientar suas histórias nos Estados Unidos, em O desaparecimento de Stephanie Mailer não é diferente, a trama se passa na fictícia cidade litorânea de Orphea, na região dos Hamptons, no estado de Nova York; e traz à tona um caso de um quádruplo homicídio que se julgava finalizado, mas que novas provas acabam por colocar em xeque os resultados da investigação. E, apesar de vinte anos terem se passado (a trama abarca o período entre os anos de 1994 e 2014), os detetives responsáveis pelo caso partem em busca de novas respostas e de um novo assassino que está mais do que determinado em manter sua liberdade. Já deu para perceber que é um romance policial né? E Dicker é dos bons, sabe bem como manter o suspense e prender o leitor às suas páginas, refém da teia que habilmente ele vai construindo ao longo da narrativa.

“Eu tinha imaginado que passaria minha última semana na polícia zanzando pelos corredores e tomando café com meus colegas para me despedir deles. Mas já fazia três dias que me trancava no meu escritório de manhã cedo e só saía tarde da noite, mergulhado no dossiê da investigação do quádruplo homicídio de 1994, que eu desenterrara dos arquivos. A visita de Stephanie Mailer me deixara abalado: não conseguia pensar em outra coisa a não ser naquela reportagem e na fase que ela pronunciara: “A resposta estava na sua cara, capitão Rosenberg. O senhor simplesmente não a enxergou. ”” (Página 23)

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A Promessa/A Pane (Friedrich Dürrenmatt)

Em agosto Cristóvão Tezza indicou duas obras do escritor suíço Friedrich Dürrenmatt aos associados da TAG Curadoria. O romance A Promessa publicado originalmente em 1958 e a novela A Pane de 1956. Dürrenmatt além de ficcionista em prosa, também era dramaturgo e se aventurava pelos ensaios, tratados filosóficos e políticos e roteiros para o cinema.

No romance A Promessa, Dürrenmatt embarca na metaliteratura ao trazer para as páginas de seu romance, que de certa forma pode ser caracterizado como um romance policial, um debate sobre literatura policial. O narrador inicial desta história é um autor de romances policiais que dá palestras e ministra cursos para aspirantes à escritores. É ele que no s introduz à história, mas cabe ao doutor H nos desvelar a verdadeira trama de A Promessa. O doutor H é um ex-oficial da lei que não vê com bons olhos os romances policiais, considerados por ele quase utópicos. Continuar lendo

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