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Letra e Música (Ruy Castro)

Ruy Castro é conhecido por sua produção de biografias (são deles as de Nelson Rodrigues e Carmem Miranda) e por seus livros de documentação histórica, como o ótimo Chega de Saudade no qual retraça os caminhos que levaram ao surgimento da Bossa Nova. Ele também teve passagem por importantes veículos da imprensa até a década de 90 quando passou a se dedicar aos livros. De volta aos jornais, desde 2007 Ruy publica crônicas na coluna que assina quatro vezes na semana no jornal Folha de São Paulo. Letra e Música, publicado pela extinta Cosac Naify, traz um compilado de algumas de suas crônicas e ensaios publicadas entre 2007 e 2013.

O livro é composto por dois volumes com 64 pequenos textos em cada. No primeiro, A Canção Eterna, estão os textos do Ruy apaixonado por música: Continuar lendo

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Love me do (Paolo Hewitt)

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“O nome era reflexo dessa ideia de vínculo, da mentalidade de bando por eles construída, a qual os fez atravessar a beatlemania relativamente ilesos e que – como mostra este livro – dura até hoje. Os Beatles eram uma gangue de quatro personalidades distintas que criaram sua própria família.(…)

Os Beatles se amavam e brigavam na mesma medida, como irmãos, o que só acrescenta mais charme à coisa toda.”

 pág. 7”

 

Paolo Hewitt, jornalista conhecido por seus livros de não-ficção sobre moda, música e cultura popular, traz neste livro cinquenta momentos históricos do quarteto mais famoso de Liverpool e do mundo. Assim que vi que Love me do seria um dos lançamentos de abril da editora Verus, meu lado beatlemaníaco foi acionado e depois que li o primeiro capítulo disponibilizado por eles, o qual, diga-se de passagem, eu devorei, sabia que tinha que tê-lo em mãos. Então, desculpe-me antecipadamente caso eu me empolgue, ou esta resenha acabe ficando repleta de elogios, como fã da banda foi impossível me conter.

Em Love me do, Hewitt traz um apanhado geral da história dos Beatles e faz isso destacando, esmiuçando e opinando sobre alguns eventos significativos da carreira da banda. Cinquenta fatos para comemorar os cinquenta anos de lançamento do álbum de estreia da banda, que também empresta seu nome ao livro (a obra foi publicada originalmente em 2012, Love me do o álbum de estreia do grupo foi lançado em 1962). Mais de cinquenta anos que longe de arrefecer o sucesso que o grupo experimentou em seu auge, só fizeram perdurar a influência de suas músicas por várias gerações. E foi esse fascínio, quase mítico, que levou Hewitt a enveredar mais profundamente na história do grupo para trazer à tona alguns fatos conhecidos e outros tantos obscuros que fizeram e fazem dos Beatles uma das melhores bandas de todos os tempos. Continuar lendo

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J-dorama: Buzzer Beat

Antes de falar qualquer coisa sobre o drama, antes tenho que agradecer minha amiga Priscilla que gravou o drama para mim. Se não fosse por ela, talvez eu nunca chegasse a ver essa história. Quem acompanha o blog sabe que tenho uma predileção assumida pelas produções coreanas, mas os japoneses estão me conquistando aos pouquinhos, principalmente quando os atores não gritam tanto. Com uma história simples, mas com a qual é impossível não se identificar, atores cativantes e uma trilha sonora viciante, Buzzer Beat entra para a lista de produções japonesas que gostei e recomendo.

  • Título:ブザー・ビート/Buzzer Beat
  • Gênero: romance, esporte
  • Episódios: 11
  • Período em que foi ao ar: 13/Julho/2009 à 21/Setembro/2009
  • Rede de televisão: Fuji TV
  • Diretores: Nagayama Kozo (ep 1,2,5,6,9,11), Nishiura Masaki (ep 3,4,7,8,10)
  • Roteirista: Omori Mika
  • Música Tema: Ichibutozenbu by B’z

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K-dorama: Dream High

Quem me conhece sabe que gosto muito de séries e filmes que tenham um apelo musical forte (não é a toa que continuo a ver Glee, apesar de alguns pontos da série terem deixado a desejar). É por isso também que nas minhas listas de dramas vistos e futuros sempre figuram histórias com essa temática, seja voltado para a música clássica (como é o caso de Bethoven Virus) ou com uma pegada mais atual como em You’re Beautiful  e o drama da vez: Dream High.

 

  • Título:드림하이 / Dream High
  • Gênero: escola, drama, comédia, romance, musical
  • Episódios: 16 + Especial
  • Período em que foi ao ar: 03/Janeiro/2011 à 28/Fevereiro/2011
  • Rede de televisão: KBS2
  • Diretor: Lee Eung Bok
  • Roteirista: Park Hye Ryun

Dream High traz a história de jovens que tem o sonho de se tornarem estrelas da indústria coreana de música. Para quem tem interesse em vislumbrar como os artistas do K-pop (se não sabe o que é K-pop veja o vídeo que Babi Dewet do Fantastic Baby  produziu aqui) surgem, o drama é uma boa pedida. São muitos os alunos da Kirin Art High School interessados em virarem estrelas, mas o foco de Dream High são em seis deles, alunos que alguns diriam que não merecem ter a chance de se tornarem um pop-star, outros que esnobam esse estilo musical e outros que precisam descobrir e acreditar em seu potencial. São eles: Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #29

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Anthony Burgess

John Anthony Burgess Wilson nasceu em 25 de fevereiro de 1917 em Harpurhey no subúrbio de Manchester. Burgess ficou órfão de mãe ainda na infância.  Quando adolescente queria ser compositor, carreira que foi seguida de objeções por seus familiares por não terem dinheiro para isso, o que não o impediu de aprender a tocar piano de forma autodidata aos 14 anos e mais tarde tentasse ingressar no curso de música na Victoria University of Manchester. Ele foi recusado no curso de música devido às baixas notas em física. Burgess  graduou-se em língua inglesa e literatura, sem nunca deixar de lado a música tendo composto músicas regularmente ao longo de sua vida. Continuar lendo

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Se Eu Ficar (Gayle Forman)

“Hoje de manhã eu saí para dar um passeio com a minha família.

E, agora, aqui estou eu, mais sozinha do que jamais estive nessa vida.

Tenho 17 anos. Não é isso que deveria ter acontecido na minha vida.”

Mia tem 17 anos, nasceu e cresceu em meio à muito rock mas, durante o percurso acabou conhecendo a música clássica e se apaixonando. Às vezes ela sente que de alguma forma decepcionou seu pai ao não se tornar uma roqueira, mas, ninguém pode negar que Mia tem um relacionamento muito forte com a música e que toca violoncelo muito bem. Se não fosse assim, a admissão pleiteada em uma das mais famosas escolas de música, a Juilliard, não seria algo cada vez mais palpável. Admissão essa que pode colocar em xeque seu relacionamento com Adam, vocalista de uma banda punk rock. E antes que alguém comece a pensar que Se Eu Ficar trata da “disputa” entre dois estilos musicais ou algo do estilo, não se engane a história lhe reserva mais lágrimas do que o script acima poderia provocar.

Em um dia de neve fina, daquelas que não duram muito tempo, seus pais decidiram fazer um passeio em família. O alegre passeio que começara com Teddy, o irmão caçula, pedindo para ouvir Bob Esponja acaba de forma trágica quando um acidente ocorre. Passamos então a acompanhar Mia em sua experiência extracorpórea, acompanhando a batalha dos médicos para não deixar seu corpo desistir de viver e na dúvida se irá ficar nesse mundo ou se irá partir para aquele para os quais seus pais foram. Acompanhamos sua luta no hospital, o pesar dos parentes, a força de uma amiga e o desespero de Adam, entremeados por flashbacks de sua curta vida.

Como a escolha entre ficar e partir, como um ambiente estéril de uma UTI pode transpirar tanta vida e emoção? Forman utilizou apenas 24 horas, mas recheou cada hora com toda uma vida (ainda que esta ainda fosse breve), com tantos detalhes, tantas histórias que somos fisgados para o mundo de Mia e deixados na espera ansiosa e lacrimejante por sua escolha final.

PS: Além das lágrimas a narrativa de Forman contribuiu com algo mais, me fez descobrir o musicista favorito de Mia, o excelente violoncelista Yo-Yo Ma.

 

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Juliet, Nua e Crua (Nick Hornby)

Lendo Juliet, Nua e Crua eu relembrei porque gosto tanto do jeito do Hornby escrever e porque tenho vontade de ler todos os seus livros. Todos os elementos que me cativaram em Alta Fidelidade estão presentes em Juliet, temos um protagonista obsessivo (ainda que Duncan leve sua obsessão a extremos nem mesmo sonhados por Rob Fleming), relacionamentos fracassados e muitas referências musicais… Continuar lendo

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Fuckin Perfect (P!nk)

Inspirada pela Jac do Bibliocanto, resolvi postar uma vez por semana, às sextas-feiras, uma música que grudou na minha cabeça durante a semana.

Pretty, pretty please, don’t you ever, ever feel
Like you’re less than fuckin’ perfect.
Pretty, pretty please, if you ever, ever feel like you’re nothing,
You’re fuckin’ perfect to me

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The Rasmus

Em abril de 2003, eu ouvi/vi pela primeira vez, na extinta (para nós brasileiros) MTV Latina o primeiro clipe internacional da banda: In the Shadows. A versão que eu assisti foi feita especialmente para o público norte-americano. Como assim? Simples, esta música tem três clipes: um para seu público já cativo da Europa (eles são finlandeses, btw), outro para os EUA e outro para o mundo. Eu, pessoalmente, gosto muito mais da versão para os EUA, mas pode ser porque foi como eu os conheci.

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O lado C de Leighton Meester

Porque se o lado A é Leighton Meester e o B é Blair Waldorf (Gossip Girl), o lado C dessa mulher super linda é: cantora.

A esta altura, metade do universo já ouviu a música que a atriz cantou com o grupo Cobra Starship: Good Girls Gone Bad. Se você não ouviu, clica aqui para ouvir ;D

A “novidade” (entre aspas porque isso saiu dia 8 deste mês, e eu tinha favoritado pra postar depois, mas acabei esquecendo na correria da vida) é que Leighton lançou uma música nova: Front Cut, em parceria com Clinton Sparks. De acordo com o site do E!, a música deve estar em um dos dois álbuns futuros da artista. Continuar lendo

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