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Um Autor de Quinta #39

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Dennis Lehane

Dennis Lehane nasceu e foi criado em Dorchester, uma cidade na vizinhança de Boston (EUA) e continua a morar nos arredores da grande metrópole. Lehane é graduado pelo Boston College High School, Eckerd College (onde descobriu a paixão pela escrita) e participou do programa de escrita criativa da Florida International University. Antes de tornar-se escritor em tempo integral, Lehane trabalhou como conselheiro de crianças com deficiência mental e que sofreram abusos, garçom, manobrista, condutor de limusines, carregador de carretas e livreiro.

O autor escreve novelas policiais e as principais características de suas obras são o ar lúgubre e a forte carga psicológica de suas histórias, sendo por isso considerado um dos representantes do gênero noir na literatura. No Brasil, os livros do autor são publicados pela editora Companhia das Letras. Continuar lendo

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Ilha do Medo/Paciente 67 (Dennis Lehane)

Não há como negar, Lehane fulgura no rol dos mestres da ficção policial, seja nos livros co-estrelados pelos detetives Kenzie e Gennaro, ou nos fora da série como é o caso de Sobre Meninos e Lobos e Ilha do Medo. O autor consegue imprimir uma atmosfera tão sombria e sufocante em seus livros, com tramas de ritmos tão intensos, que até quando a fórmula utilizada pode ser considerada batida, ele consegue nos deixar ofegantes em muitos momentos e embasbacados em tantos outros.

Em 1954, Teddy Daniels desembarca na ilha Shutter junto com seu novo parceiro Chuck Aule, para investigar a fuga de uma interna do hospital psiquiátrico Ashecliffe para criminosos. E aqui um adendo a bem trabalhada relação entre os dois xerifes. Teddy é o que já passou por tragédias na vida, cético, certeiro e direto em suas perguntas e austero, Chuck por outro lado é dono de uma ironia sarcástica premente. É o primeiro caso dos dois detetives juntos, mas a dupla funciona de forma instantânea, piadinhas, complementação de teorias… Percebe-se claramente que há um compartilhamento tácito de ideias entre os dois, mas tudo de forma bem natural, em nenhum momento parece forçado, já que a estranheza ao novo e o receio entre os fatos desconhecidos entre um e outro também está presente. Continuar lendo

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