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Captain Wentworth’s Diary – Amanga Grange

 

Captain Wentworth's Diary

Os romances de Amanda Grange narram a história dos livros da Jane Austen sob a perspectiva de um homem (o par romântico em questão). Eu já resenhei a visão do Mr. Knightley, de Emma, e desta vez, li a história sob a ótica do Capitão Wentworth, de Persuasão.

Quem já conhece a história de Persuasão, sabe que começa em 1814, quando a irmã do capitão e seu marido alugam a propriedade da família de Anne e o convidam a passar uma temporada com eles. Wentworth hesita porque não gostaria de reencontrar Anne, que em 1806, oito anos antes, recusou seu pedido de casamento. No entanto, ele vai e reencontra Anne. E a história flui a partir deste reencontro.

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Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes (Alan Bradley)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Flávia de Luce. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui. 

“Como era excitante pensar que, muito depois de o mundo ter terminado, tudo o que restasse de nossos corpos seria transformado em uma deslumbrante nevasca de poeira de diamante, soprada rumo à eternidade sob a luz vermelha de um sol moribundo.”

O que mais me surpreendeu na protagonista criada por Bradley foi seu pensamento afiado e sua grande paixão pela química. Flávia de Luce como quem não quer nada mostrou que seu poder de dedução não deixa nada a dever aos outros grandes detetetives e que com um punhado de intrepidez e falta de limites é impossível não descobrir as mentes por trás dos crimes. Já estava com saudades da pequena detetive-cientista e no segundo volume da série, Bradley mostra que sua heroína veio para ficar e nos deixa com ansiedade esperando por suas próximas aventuras.

Rupert Porson é um exímio fabricante e apresentador de marionetes, de muito sucesso em toda Inglaterra. Por aquelas coincidências do destino (será mesmo?) ele acaba indo parar em Bishop’s Lacey na companhia de sua assistente Nialla e uma van quebrada em frente ao pátio paroquial. Com o carro quebrado impedindo o prosseguimento da viagem, o vigário sugere que Rupert faça duas apresentações no Salão Paroquial e a Flávia coube o papel de cicerone da dupla. É assim que a garota começa a elaborar suas suposições, primeiro sobre o relacionamento de Rupert e Nialla, depois sobre o lado profissional de Rupert que acabou indo parar em Bishop’s Lacey porque brigou com seu produtor da BBC e acaba descobrindo uma intricada rede de relacionamentos envolvendo o artista.

Em Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes, Bradley demora um pouco mais para entregar qual o mistério da vez, diferentemente da primeira aventura de Flávia o assassinato não ocorre logo nos primeiros capítulos e só depois nos são dadas as pistas. Neste segundo volume, as pistas são fornecidas desde o primeiro capítulo, o caso fez-se caso antes mesmo de existir e Flávia precisa retroceder nos eventos para decifrar a história por trás dessa nova tragédia. Continuar lendo

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Novidade no Blog: lista de resenhas

Já havíamos incluído um tempo atrás o widget do Goodreads na lateral do blog, mas se você é o tipo de pessoa que prefere listras, pode ver os livros que eu e a Núbia já resenhamos clicando aqui. O link também pode ser acessado no botão “Lista de Resenhas” na barra lateral e na barra superior do blog.

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Lulital (Pri Beletato)

Lulital marca o début de Pri Beletato no rol dos novos escritores brasileiros. E para sua estreia a autora escolheu se aventurar pelo mundo mágico das fadas…

Na cidade de Luanda, Cristal foi até a cachoeira da cidade fazer algo para salvar a filha de um perigo misterioso e desapareceu. Dez anos depois, às vésperas de seu aniversário de 16 anos, Cindy se vê as voltas com a descoberta desse mistério. Cindy descobre que sua mãe estava escrevendo um livro, Lulital, e que seu pai acredita que a esposa desapareceu por causa disso.

Um faz-de-conta pode se tornar realidade? Pri Beletato nos mostra que acredita no poder dos textos, que acredita que a “viagem” proporcionada pelas histórias podem ser bem palpáveis e que de alguma forma podemos ser protagonistas nelas. Lulital é sobre isso, o poder das palavras em criar realidades. Continuar lendo

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Minha Vida Fora de Série (Paula Pimenta)

Quando a Paula comentou durante o lançamento de Fazendo Meu Filme 3, que a série teria um spin-off na hora comecei a levantar hipóteses de quem seria a protagonista da vez e quem leu minha resenha de FMF3 sabe que minha predileção era pela Gabi. Sim, fui surpreendida pela escolha da Paula, afinal ainda que as aparições da Priscila tenham sido ‘bombásticas’ em muitos momentos, as outras meninas apareceram muito mais. A Pri foi aquela que foi chegando de mansinho com suas dicas e que foi uma das grandes responsáveis pelo relacionamento da Fani com o Leo. Então, ainda que a minha torcida tivesse sido pela Gabi, uma história tendo como protagonista a Priscila, tinha tudo para ser fora de série.

Começamos a acompanhar a vida da Priscila três anos antes dos eventos narrados em Fazendo Meu Filme, quando a garota muda-se de São Paulo para Belo Horizonte com a sua mãe que se separou de seu pai. A separação incluiu tudo, dos filhos, já que o irmão ficou em Sampa por causa da faculdade, até os animais de estimação. E Priscila que não está muito contente com esta situação precisa se aclimatar e dar uma chance a essa nova cidade e aos amigos que ela lhe reserva. E nisso, sua prima Marina terá um papel decisivo, pois além de lhe apresentar novos amigos também lhe apresentará uma nova paixão: os seriados. Continuar lendo

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Meme Literário 2011 – Dia 3

 

Dia 03 – Você lê resenhas de livros? Elas influenciam na escolha de um livro? Ou na opinião que você tinha sobre um livro lido?

 

 

Leio, mas procuro ser seletiva com os autores. Adoro ler resenhas, porque através delas sempre acabo descobrindo uma obra nova de um autor que eu gosto ou mesmo novos autores, porém, ao mesmo tempo em que gosto de saber um pouco mais sobre uma obra e as sensações que ela provocou em um leitor, não suporto spoilers e tenho ódio mortal de quem faz isso, chegando ao cúmulo de entregar o final de um livro em sua resenha, nesse caso seu resumo da obra. Já tenho alguns resenhistas que sempre confiro seus textos, porque sei que não fazem spoiler e que realmente escrevem resenhas (segue uma pequena lista de alguns deles no final do post) que me permitirão formar uma opinião sobre um livro e decidir comprá-lo ou não. Isso não quer dizer que não me permito conhecer novos resenhistas, mas, nessa descoberta sempre faço uso da cautela e leio resenhas de livros que já li, além de me permitirem avaliar se continuarei ou não a acompanhar o trabalho do resenhista elas podem até não mudar a minha opinião sobre a obra, mas contribuem para expandir a minha visão sobre a mesma.

Alguns resenhistas que valem a pena conhecer seus textos:

A Taize (ou Izze) do r.izze.nhas.

Blog Meia Palavra, um blog que surgiu a partir de um fórum, fórum que surgiu a partir de um blog (nunca me lembro) e que conta com vários colaboradores publicando suas experiências literárias.

A Nanda do Viagem Literária.

A Hérida do Lendo nas Entrelinhas.

A Thaís e a Pri do Viaje na Leitura.

As resenhas divertidas das meninas do Nenhum um Pouco Épico.

O blog Sobre Livros que também conta com muitos colaboradores.

 

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Book Tour: Guardians (Luciane Rangel)

O mundo dos homens é protegido do mundo de malignas criaturas por uma barreira dimensional. Frágil e sob constante ameaça, ela é protegida por doze guerreiros sob os signos das estrelas: os Guardiões.”

Tenho que confessar que a primeira vez que li algo sobre o livro, pensei que não iria gostar, que a história não fazia meu estilo e tinha decidido não lê-lo. Só tenho a agradecer a iniciativa da autora em propor um Book Tour com sua obra, assim pude conferir e acabei conhecendo uma boa história, ao mesmo tempo divertida e tratando de forma clara e consciente assuntos polêmicos como orientação sexual e o tráfico para as redes de prostituição. Continuar lendo

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Destino – Ally Condie

Ganhei este livro numa promoção do Viagem Literária da Nanda. Normalmente eu demoro um pouco mais para ler livros que eu ganho em promoção (ainda não li Cotoco, e acho que tem quem lembre como eu surtei pra ganhar né?), mas o livro é fino e levinho, perfeito pra eu levar comigo pra ler no bus no caminho do trabalho. E que bom que eu escolhi este livro.

A história de Cássia é simplesmente viciante. Ela vive em uma sociedade no futuro na qual o governo (chamado de “Sociedade” pelos moradores) tem total poder sobre a vida dos cidadãos. E quando eu digo total, é total MESMO. São eles que decidem que tipo de roupa você vai usar, quanto e o quê você come, os exercícios que você pode praticar, seu trabalho e carreiras, com quem você vai se casar, quando vai ter filhos e, finalmente, quando você vai morrer. As poucas decisões que uma pessoa pode fazer em sua vida são: O que fazer nas horas livres (sendo que tanto quando elas são quanto as opções do que fazer são definidas pela Sociedade) e se a pessoa vai querer se casar/ter filhos ou não. Continuar lendo

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Um Grito de Amor do Centro do Mundo (Kyoichi Katayama)

Com o título original de Sekai no chushin de ai wo sakebu, Um grito de amor do centro do mundo é o primeiro título do autor (que iniciou sua carreira literária em 1986) a ser traduzido e publicado no Brasil. O tema abordado no livro já foi utilizado à exaustão em tantas outras obras literárias e cinematográficas: uma história de amor que será interrompida bruscamente por uma tragédia, quem já leu Love Story ou Um Amor Para Recordar sabe do que estou falando. Então, quer dizer que é só mais um livro sobre isso e não traz nada de novidade? Não é bem assim, ainda que o enredo siga a velha fórmula explicitada acima, a beleza da história está em acompanhar o desenrolar da relação entre os personagens e as memórias do protagonista.

“Tudo aconteceu num intervalo de quatro meses; praticamente o de uma única estação do ano. Foi nesse curto espaço de tempo que uma garota desapareceu desse mundo. Se considerarmos que existem seis bilhões de habitantes, certamente sua perda é insignificante. Mas não estou com esses seis bilhões. Estou num lugar em que uma única morte extinguiu todos os meus sentimentos. Estou num lugar assim. E nesse lugar sou aquele que não vê, não ouve e não sente mais nada…”

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Project 365: 79/365

Dia 20 de março de 2011

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