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Darkmouth – Os Caçadores de Lendas (Shane Hegarty)

“A família de Finn era formada por Caçadores de Lendas há tanto tempo quanto havia história a respeito deles. E, enquanto as Lendas continuassem existindo, enquanto continuassem a atacar Darkmouth, sua família seria necessária. Enquanto ele fosse o filho único do único Caçador de Lendas, Finn seria necessário. E, como seu pai seria promovido para o Conselho dos Doze, Finn seria necessário para proteger Darkmouth sozinho.” (Página 32)

Finn tem apenas 12 anos, mas já carrega nos ombros um grande legado. No passado havia vários lugares conhecidos como Vilas Flageladas, onde a barreira entre o mundo dos humanos e o Mundo Infestado, habitado pelas Lendas, era muito tênue. Ao longo dos séculos, inúmeros Caçadores de Lendas ficaram responsáveis por capturar as Lendas que vez ou outra ousaram aparecer nesses lugares. Com o passar do tempo, a situação foi se acalmando e o trabalho dos caçadores não foi mais necessário em muitos lugares. Exceto em Darkmouth, na Irlanda. Ali, ao longo dos séculos a família de Finn ficou incumbida de mantê-los longe e a tarefa nunca terminou. Agora, Finn está destinado a se tornar o último Caçador de Lendas e tomar para si a tarefa de defender Darkmouth depois que o pai se aposentar. O problema é que Finn não leva muito jeito para a tarefa (e nem tem muita vontade de ficar encarregado por ela). O fato do pai constantemente ter de socorrê-lo durante os embates com as Lendas e limpar sua barra quando ele provoca algum incidente na cidade, não contribui para ele ansiar mais por seu legado. Ter pouco apoio dos moradores de Darkmouth, que se ressentem por ali ser o único lugar onde Lendas ainda aparecem e culpam a família de Finn, e sofrer bullying diariamente na escola, é a cereja do bolo. Continuar lendo

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O Grande Ivan (Katherine Applegate)

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“Minha árvore genealógica também é muito extensa. Sou um macaco grande, assim como os chimpanzés e os orangotangos e os bonobos. Todos nós somos primos distantes e desconfiados. Sei que isso é problemático. Também acho difícil acreditar que haja uma conexão no tempo e pelo espaço ligando-me a uma raça de palhaços mal-educados.

Chimpanzés… não há desculpa para eles. ” (Página 14)

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Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti (John McNally)

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Infinity Drake, ou Finn como prefere ser chamado, tem onze anos e mora no interior da Inglaterra com a avó. Seus pais, ambos cientistas, morreram. Agora é só ele, vovó Allenby – que sabe como se impor e não tem papas na língua, seu cachorro e o tio um tanto quanto inconstante, também cientista, e que desconhece o significado de limites. E é com esse tio, Al, um tanto quanto excêntrico e que lhe deixa fazer qualquer coisa que queira, que Finn irá ficar por uns dias enquanto vovó Allenby viaja. Os planos, da vovó, são que os dois fiquem em casa e que Finn continue a ir à escola. Os planos, de Al e Finn, são de ir acampar nos Pirineus e aumentar a coleção de insetos do garoto. Mas, ambos os planos precisam ser interrompidos, porque Al é contatado pelo Comandante King do Comitê Global Não-Governamental de Resposta à Ameaças para retomar um antigo projeto que pode evitar um desastre global. O que é uma baita surpresa para Finn que não imaginava que o tio fosse tão importante.

“A lente se aproximou do ponto e de repente a criatura apareceu na tela.

Projetado do tamanho de um ser humano, um monstro preto e amarelo com pontinhos vermelhos, recém-saído de sua última troca de pele. Seu exoesqueleto se expandiu; seu tórax como um punhado de vigas mestras; sua cabeça feito uma atrocidade; suas asas pretas e pratas ainda grudadas ao abdômen, que colorido e distendido, pendia do tórax como uma enorme gota de veneno. E, no fim, um grupo feito de três ferrões.” (Página 54)

Essa é Scarlatti, uma espécie de vespa criada em laboratório e altamente mortal que foi libertada na natureza. Para evitar uma situação de calamidade global e a alternativa de tentar sanar o problema utilizando armamento nuclear, todos recorrem à pesquisa (um tanto quanto maluca) de Al. Seu projeto, o BoldKlub tem por finalidade encolher a matéria. O plano maluco é utilizar o outro único exemplar da Scarlatti mantido em laboratório, implantar nele um feromônio para atrair a outra Scarlatti e matar ambas. Com um time de extermínio composto por humanos em miniatura! E é claro que uma série de contratempos acaba fazendo Finn ser um dos miniaturizados. O que no final das contas acaba sendo um ponto positivo (não para Al e definitivamente não para vovó Allenby), pois o conhecimento sobre insetos e aracnídeos do garoto, livra a equipe de diversas situações perigosas. Continuar lendo

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Boneca de Ossos (Holly Black)

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Piratas, ladrões, sereias e guerreiros sempre estiveram presentes na vida de Poppy, Alice e Zach que adoram brincar de faz-de-conta. Para serem bons inventores de histórias, as crianças buscam inspiração no mundo das palavras, e é por isso, que o livro de Holly está repleto de referências à literatura: seres míticos, heróis, vilões, tem referências para todos os gostos. Como peça central desse mundo mágico que criaram está a Grande Rainha, uma antiga boneca feita de porcelana de ossos que é mantida presa na cristaleira dos Bell (pais de Poppy). Logo que a boneca foi adquirida, a mãe de Poppy proibiu que a menina pegasse a boneca. Colocarem-na nas brincadeiras em um papel central, foi a forma que encontraram para não ficar com medo da boneca, que aparentemente assusta até mesmo a destemida irmã mais velha de Poppy. Continuar lendo

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