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O Rei Corvo (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no quarto e último livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

 

É sempre uma sensação agridoce terminar uma série. É triste porque é chegada a hora de despedir-se de personagens com os quais você sonhou junto, sofreu junto e nutriu esperanças, e ao mesmo tempo, é bom descobrir como as situações duvidosas se resolveram, qual era aquele segredo que o autor lhe escondeu desde o início e o futuro dos personagens. Se a conclusão faz jus a todo o resto da história, melhor ainda! Chegou a hora de me despedir dos garotos corvos, de Blue Sargent e toda a sanidade transvestida em loucura da Rua Fox 300.

A Saga do Corvos me apresentou Maggie Stiefvater e sua escrita única. Uma narrativa fluída, personagens complexos e uma trama repleta de informações: magia, ocultismo, mitologia, fatos históricos; todas devidamente explicadas e introduzidas de forma harmoniosa à trama. Stiefvater nos entregou uma quadrilogia com inúmeros personagens (nenhum esquecível, ainda que uns tenham sido mais marcantes que outros) e uma boa quantidade de tramas paralelas, que no fim se uniram para nos entregar uma saga que mais do que romance trouxe à tona discussões sobre crenças, sobre vida e morte, escolhas, oportunidades, aceitação e amizade. Talvez esteja aqui a maior força de sua história. Ao não focar no lado romântico da trama (tática adotada comumente nos livros do gênero), Maggie abriu espaço para que todos os personagens tivessem voz, crescessem perante os olhos do leitor e tivessem tanta importância quanto Blue e Gansey nessa jornada. Continuar lendo

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Os Garotos Corvos (Maggie Stiefvater)

Os Garotos Corvos

“Na família acentuadamente clarividente de Blue, ela era uma casualidade, uma estranha às conversas vibrantes que sua mãe, tias e primas mantinham com o mundo escondido para a maioria das pessoas. A única coisa especial sobre ela era algo que ela mesma não conseguia experimentar.”

Todo ano, na véspera do dia de São Marcos, Blue Sargent tem um compromisso com sua mãe clarividente. Acompanhá-la aos destroços de uma igreja abandonada nas cercanias de Henrietta para ver os espíritos daqueles que irão morrer nos próximos 12 meses. Blue nunca vê nada, ela só serve de agente catalisador, amplificando os poderes mediúnicos de sua mãe. Mas, neste ano, na companhia de sua tia Neeve ela tem sua primeira experiência com o sobrenatural, ela vê o espírito de um garoto na escuridão. Segundo Neeve, há apenas duas razões para isso ter acontecido: ou o garoto é seu verdadeiro amor ou ela o matou. E bem, Blue cresceu com uma profecia pairando sobre sua cabeça: a de que ela matará seu verdadeiro amor se o beijar. Não fica difícil imaginar as implicações dessa visão. Preocupada com as implicações da visão e da profecia, Blue está determinada a salvar a vida do misterioso garoto, e não demora a descobrir que ele é Gansey, um dos garotos corvos, alunos da Academia Anglioby que são conhecidos por serem sinônimos de problemas. Através de Gansey conhecemos Ronan, Adam e Noah e passamos a desvendar as misteriosas linhas ley, pelas quais o garoto tem enorme fixação. Blue, a quem Maura proibiu terminantemente de encontrar-se com os garotos, também se vê envolvida na busca por linhas de energia, túmulos milenares e promessas de tesouros escondidos, ao mesmo tempo em que tenta frear seus sentimentos e impedir que eles causem a morte de alguém. Continuar lendo

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