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Metamorfose? (Gail Carriger)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série O Protetorado da Sombrinha e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

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Em Alma? Carriger nos apresentou Alexia Tarabotti, sua protagonista de língua bastante afiada, com um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata, a única preternatural (uma pessoa sem alma capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma) de que se tem notícia no reino da Rainha Vitória e que mais do que tudo almejava um cargo de investigadora no Departamento de Arquivos Sobrenaturais (DAS) para assim ter carta branca para meter seu bedelho nos assuntos misteriosos que parecem rondar os sobrenaturais. Depois de aventuras envolvendo sociedades científicas e de ter se tornado alvo de atenções indesejadas, Alexia acabou não conseguindo um cargo no DAS e acabou casada com Lorde Conall Maccon, o lobisomem Alfa da alcateia de Londres e dirigente do DAS. E é em sua vida de casada que reencontramos a agora Lady Maccon, uma vida de casada que envolve muitos prazeres na companhia do marido, mas que também lhe rende muitas dores de cabeça por ter que lidar com os problemas da alcateia. Além disso, agora Alexia é muhjah da Rainha, um cargo que lhe obriga a conviver com líderes sobrenaturais egocêntricos, mas que também lhe permite saber em primeira mão sobre acontecimentos envolvendo o mundo sobrenatural e fazer suas próprias investigações para o desassossego de Lorde Maccon e felicidade geral das leitoras que aprovam protagonistas proativas. Continuar lendo

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Alma? (Gail Carriger)

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Alma? é o primeiro livro da série The Parasol Protectorate Series (O Protetorado da Sombrinha no Brasil). A série já foi finalizada e conta com cinco livros, e este ano a Editora Valentina começou a publicar as aventuras de Alexia Tarabotti aqui no Brasil. E quem diria que a mistura de elementos steampunk com vampiros, lobisomens, fantasmas e, no caso da srta. Tarabotti, preternaturais poderia dar tão certo? Garriger mostra que sim, e cria uma sociedade vitoriana repleta de dirigíveis, sociedades científicas e bailes de gala e na qual os humanos e seres sobrenaturais aparentemente convivem em harmonia…

Alexia Tarabotti, por não ter o biótipo considerado ideal para os ingleses, já se considera uma solteirona de carteirinha e preza por sua independência, leia-se, fazendo o que bem quer na hora que lhe apetece e não levando desaforo para casa, sem papas na língua, na maioria de suas discussões, quase sempre é a última a ter a palavra. Ela também tem um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata e vamos dizer que não é pelo lado estético que ela é apaixonada. Mas, além da tez morena e o nariz pronunciado, a protagonista também herdou do pai italiano, ou melhor, ela não herdou porque ele também não a tinha para transmitir. Alma. Isso mesmo, Alexia nascera sem alma. De acordo com o DAS – Departamento de Arquivos Sobrenaturais – ela é uma preternatural e todo sobrenatural de boa linhagem sabia que ela deveria ser evitada. Afinal, como uma sem alma ela é capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma. Mas, então porque aquele vampiro desavisado e mal-educado lhe atacou? Foi tendo que lidar com esse novato que as coisas passaram dos limites e o vampiro acabou morto. Entra em cena então o carrancudo, pouco civilizado e muito lindo, Lorde Conall Maccon. Lorde Maccon é o Alfa dos lobisomens de Londres e investigador do DAS, e definitivamente, tem sérios problemas quando a srta. Tarabotti, por quem não consegue deixar de se sentir fascinado ao mesmo tempo em que vive tendo ânsias de esganá-la, está envolvida. E dessa vez a história é séria. Vampiros e lobisomens estão sumindo e muitos sobrenaturais acham que Alexia é a responsável. Agora eles precisam trabalhar juntos para resolver esse enigma e a tarefa acaba ficando muito mais divertida quando é temperada por um romance de soltar faíscas. Continuar lendo

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Last Sacrifice – Richelle Mead

Atenção, este post trata do sexto livro da série Vampire Academy, de Richelle Mead, e pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler as resenhas dos outros livros da série, clique no nome do livro: Vampire Academy (livro 1), Frostbite (livro 2), Shadow Kiss (livro 3), Blood Promise (livro 4) e Spirit Bound (livro 5)

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A resenha de Spirit Bound, o quinto livro desta série, foi ao ar em maio, quatro meses atrás. Eu já tinha a continuação, Last Sacrifice, na estante. Mas eu não queria terminar de ler esta série, então segurei a leitura ao máximo, escolhendo outros livros para ler antes… Até que a curiosidade venceu. Eu não podia mais me segurar e precisava saber o que ia acontecer com Rose, Lissa, Dimitri, Adrian, Christopher e toda a galera que tornou esta série umas das melhores que eu já li.

No fim de Spirit Bound, Rose é acusada erroneamente de ter assassinado a rainha dos Moroi, Tatiana. Tudo bem que a moça não era a maior fã da monarca, mas não gostar está longe de ser causa o suficiente para matar alguém. Não obstante, todas as provas apontavam para a nossa heroína, que começa a história em uma cela, aguardando o julgamento.

Seu pai, o misterioso Abe, orquestrou um plano para tirar Rose de seu cativeiro, e é aí que a emoção do livro começa. Rose recebeu um bilhete do ex-amante da rainha dizendo que Lissa, sua melhor amiga, e teoricamente última na linhagem dos Dragomir, tem um irmão (ou irmã) fruto de uma relação infiel de seu pai, Eric. Se Rose pudesse encontrar esta pessoa, Lissa teria poder de voto na comunidade vampira, o que poderia inclusive salvar Rose em seu julgamento.

A equipe responsável por cuidar de Rose, no entanto, são as pessoas que mais adoram seguir as regras de todo o livro: Sidney, a Alquimista, e Dimitri, seu ex-professor, ex-Strigoi, ex-amante. O que Rose fará, presa em um quarto de motel de beira de estrada com essa dupla? Será que ela arrumará um jeito de ajudar à amiga (e a si mesma)?

Eu li o último livro da série com o coração na boca. Primeiro porque eu queira DEMAIS que a Rose e o Dimitri se entendessem, e segundo porque eu não queria que a série acabasse. A Richelle Mead me conquistou epicamente com sua história, suas personagens e sua narrativa. (Obrigada às meninas do Vampire Academy Brasil que eu conheci na Bienal em São Paulo e me fizeram ficar curiosa para ler a série!!!). Se você ainda não leu esta série, confia em mim: você não sabe o que está perdendo!

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O Turno da Noite: Os Filhos de Sétimo (André Vianco)

Atenção, este post trata do primeiro livro da série O Turno da Noite, que se passa depois dos eventos de Os Sete e Sétimo. Assim sendo, podem haver spoilers, ou seja, comentários sobre a trama dos livros anteriores.

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A história da trilogia O Turno da Noite tem começo apenas dias após o final de Sétimo. Seus filhos estão perdidos pelas ruas de São Paulo, sem saber como encarar a noite. Um vampiro ancião, Ignácio, entra em contato com quatro deles, Patrícia, Bruno, Raul e Alexandre e lhes oferece o que os jovens tanto procuram: segurança. O dinheiro e os luxos que o homem oferece também os atrai.

Ignácio diz aos novatos que eles não devem resistir à sede por sangue, que fazê-lo apenas os tornará mais mortais quando cederem; e explica que devem caçar pessoas que merecem ser mortas, tais como traficantes, estupradores, assassinos… Através de seu discurso, os jovens são arrebanhados para a agência de Ignácio que “limpa” a sociedade dos mortais.

Paralelamente à trama dos novatos, ocorrem outras histórias: a alcatéia de lobos filhos de Dom Afonso (Lobo) decide se esconder do exército, que ainda está atrás dos vampiros. A alcatéia se separou em três grupos: o primeiro é liderado por Leonardo e busca se esconder na Floresta Nacional de Ipanema em Sorocaba; o segundo, composto por Marcos e Yuli, tenta retornar a Porto Alegre, onde foram criados por Lobo; e finalmente, Hélio, que salvou duas das vampiras de Sétimo: Aléxia e Paola.

Todas essas tramas são exploradas alternadamente nas 229 páginas do livro, o que poderia torná-lo rápido e superficial demais, mas o autor soube contar sua história bem, e não ficamos com essa impressão. Claro que algumas histórias são menos exploradas, mas acredito que ele as retome nos livros futuros da série, então isso não se trasnforma em um problema.

Um dos fatores que tornou as histórias do André Vianco tão famosas é que ele, por ser brasileiro, narra os acontecimentos em cidades do país. Então quando ele descreve suas personagens no parque Trianon, ou na rodoviária do Tietê, eu consigo imaginar muito mais eficientemente a cena, por conhecer o lugar pessoalmente. Mesmo quando não conheço o lugar pessoalmente, reconheço de alguma notícia ou simplesmente imagino mais fácil por ser no Brasil. Dá uma sensação muito mais real à trama.

Para quem se encantou com os livros anteriores, a série é um must.

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Book Tour: Os Vampiros de Morganville – Casa Glass (Rachel Caine)

No ano passado uma nova editora surgiu, a Editora Underworld foi criada com o objetivo de publicar literatura juvenil com os mais variados temas, principalmente com um toque sobrenatural. Seguindo esse escopo, uma das primeiras obras a ser adquirida, traduzida e publicada pela editora foi Os Vampiros de Morganville. Eu confesso que quando li os comentários sobre o livro, na época da notícia do lançamento, não me interessei, pensei que seria apenas mais um livro de vampiros, com uma mocinha com síndrome de comida/bebida/sangue e que acha que os vampiros são os novos príncipes dos contos de fadas. Inicialmente não o leria, mas os comentários frequentes acabaram por me deixar curiosa para conhecer a história. Continuar lendo

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The Short Second Life of Bree Tanner – Stephenie Meyer

Como a própria Stephenie Meyer disse na introdução deste livro, se você já leu Eclipse, e a maior parte das pessoas que leu este livro leu, você sabe o destino de Bree Tanner. Isso não impediu, conforme a autora disse, que ficássemos curiosos a respeito desta garota que se rendeu aos Cullen apenas para ser morta algumas páginas depois, pelos capangas de Jane.

Tampouco nos impede de sentir simpatia pela moça, e de desejar que ela fique bem, apesar de seu destino já ser conhecido. Em “A Breve Segunda Vida de Bree Tanner”, publicado no Brasil pela Intrínseca em junho de 2010, acompanhamos alguns dias da vida de Bree, antes da batalha decisiva que culmina com a destruição de todos os vampiros que ela conheceu.

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Diários do Vampiro – Reunião Sombria

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Desculpa pela falta de atualizações, mas tenho estado tão ocupada com faculdade, trabalho, encontro OMG em São Carlos que não consegui atualizar o blog. Mas vou me remediar =) Ah, por favor votem na enquete do fim do post porque eu estou totalmente sem idéia quanto a que livro ler quando acabar Terra em Chamas do Cornwell (s2).

Esqueci “O Bobo da Rainha” em casa e estava com Reunião Sombria na bolsa e muito tempo pra matar. E assim começou meu reencontro com Bonnie e Meredith no quarto livro da série Diários do Vampiro

A história começa seis meses após o fim do terceiro livro: A Fúria. É aniversário de Meredith e tudo que Caroline quer é uma noite alegre entre meninas, com direito a bolo, música e fofoca. Uma conversa entre as meninas antes de dormir sobre os acontecimentos bizarros dos últimos meses as faz invocar espíritos através de uma táboa de Ouija e a noite divertida se torna aterrorizante quando a casa é invadida por um estranho que mata uma das meninas e deixa a outra em estado de choque.

É quando Bonnie, com seus poderes sobrenaturais, sonha que tem que trazer Stefan de volta a Fell’s Church; com a ajuda de seus poderes, um pouco de sangue e fios de cabelo, e Matt e Meredith, ela consegue. Agora Stefan tem que descobrir quem está atacando a cidade antes que mais alguém morra.

O ritmo rápido na narrativa somado às poucas páginas do livro fazem com que seja possível ler o livro em poucas sentadas. A novidade é que desta vez, a narração é feita por Bonnie, não Elena, o que torna a ruivinha ainda mais querida ao leitor.

A série “Diários do Vampiro” era originalmente uma trilogia, publicada em 1991, que ganhou este quarto livro após pressão da editora. Este fator normalmente leva a um livro de qualidade inferior aos anteriores, mas L. J. Smith conseguiu ligar este volume aos lançados anteriormente de forma convincente e lógica. Espero que os livros da série que a autora escreveu posteriormente também mantenham a qualidade da trilogia original.

Finalmente, sinto-me obrigada a comentar a série de TV da Warner. Ela não poderia ser mais diferente da história dos livros. É como se os produtores tivessem feito anotações aleatórias dos eventos dos livros e escrito os roteiros usando essas anotações numa ordem aleatória. Tem elementos deste livro que aconteceram na série antes de coisas que apareceram no terceiro livro. Uma bagunça. Na série, a Meredith nem existe! Assim, não baseie sua opinião apenas no que viu na TV: os livros são bons. E a série também. E um não está ligado ao outro. Não temam spoilers.

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