O Gamo-Rei – Marion Zimmer Bradley

A história do Rei Artur tem diversas narrativas diferentes, das quais a versão de Marion Zimmer Bradley talvez seja a mais conhecida: não no sentido de que todo mundo a leu, mas todo mundo já ouviu falar da versão que é narrada pelo ponto de vista feminino.

O terceiro livro da série me cativou mais do que os anteriores (basicamente, eu não quis estrangular ninguém enquanto o lia, como aconteceu durante o segundo). Acho que não existe uma versão da história de Artur em que eu não odeie a Guinevere (ou como quer que seu nome seja escrito, isso varia demais entre as histórias) e o fato de o segundo livro ter sido bastante focado nela me incomodou demais. O Gamo Rei volta a ter Morgana como estrela, para a minha felicidade.

Artur é o Grande Rei da Bretanha e conseguiu unir todos os povos sob sua bandeira. No entanto, o fato de ter abandonado o estandarte do Pendragon e não mais apoiar Avalon incomoda profundamente Viviane, a Grande Sacerdotiza. Assim sendo, Avalon já tem um “plano B” caso Artur não volte a reinar conforme seus acordos com a nação das sacerdotizas e druidas. Já Morgana, a narradora principal, passa a maior parte do livro na corte de Arthur, mas logo se vê em uma nova posição que muda seus pensamentos sobre Avalon.

Gostei que a autora apresentou bem Gwydion, também conhecido como Mordred em outras versões da história. Sabendo que ele é uma personagem bastante importante no fim da história, é importante que ele seja bem descrito, para que o leitor não ache que uma personagem terciária simplesmente tomou conta dos holofotes. A história de Lancelote e Gwenhwyfar é igualmente explorada. De um modo geral, a autora explorou bem todas as tramas que teceu neste e nos livros anteriores. Não deixa o leitor ávido demais para saber o que está acontecendo com uma personagem ou a outra, quando isso começa a acontecer, o foco da narrativa vai para ela.

Acho que as 200 e poucas páginas do livro narram um período pouco maior que uma década, o que poderia fazer com que a narrativa fosse rápida demais, mas não foi isso que aconteceu. A autora simplesmente dizia: passaram-se alguns anos e continuava a narrativa, na qual aos poucos passava ao leitor o que de relevante aconteceu nos anos que se passaram, sem prejudicar a história.

Eu gostei demais desse livro. Estou finalmente entendendo o porquê de várias pessoas considerarem a série entre seus favoritos e compreendi o motivo da série ser tão famosa. Logo devo ler o último livro da série, O Prisioneiro da Árvore, para ver como Marion Zimmer Bradley fecha a história mística de Artur, já que o final só pode ser um.

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