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Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira)

Depois do que aconteceu com May, sua irmã mais velha. Laurel decidiu ir para uma nova escola cursar o Ensino Médio. Ela não queria ser alvo de olhares de pena e ter de responder a perguntas. Na nova escola, porém, ela é uma solitária. Com a morte de May, a família de Laurel desmoronou: a mãe foi embora; o pai está ausente mesmo estando por perto; e sobrou para Laurel passar a maior parte do tempo com a tia, que tenta compensar a perda de May com um controle mais rígido (ainda que falho) de Laurel. Talvez Laurel continuasse a levar uma vida escolar solitária, e uma vida familiar ausente de diálogos e se contentasse apenas em nutrir sentimentos platônicos pelo misterioso Sky, seu colega de escola. Mas, uma tarefa escolar foi a catalisadora de mudanças. A tarefa era simples. Escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel escreve. Na verdade, a partir de então ela lota seu caderno de cartas e mais cartas, mas não as entrega à professora.

Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, Janis Joplin, River Phoenix, Amelia Earhart, Amy Winehouse, Jim Morrison, John Keats, E.E. Cummings, Heath Ledger… Na companhia deles, Laurel tenta lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com sua família despedaçada. Por meio das cartas, ela começa a se abrir e se permitir a cultivar amizades na nova escola. Por meio das cartas ela rememora seus momentos com May e tenta entender o que aconteceu na noite que a irmã morreu. O que Laurel fez na noite em que May se matou? O que acontecia nas noites de sexta-feira? São respostas com as quais Laurel precisa se reconciliar. Continuar lendo

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Post Mortem (Patricia Cornwell)

Acho que já deu para perceber pelas minhas leituras que eu gosto de ler romances policiais e thrillers investigativos (gosto das séries de TV também). Gosto do formato procedural com casos a serem esmiuçados e resolvidos em cada livro, que muitas vezes fazem parte de uma longa série de livros estrelados por casais de detetives, inspetores de polícia, antropólogos forenses, peritos criminais e por aí vai. Na minha busca por autores do gênero, já tinha esbarrado no nome da Patricia Cornwell. Ela é muito conhecida no meio e Post Mortem, o seu primeiro romance policial, protagonizado pela médica-legista Kay Scarpetta, foi publicado em 1990. A autora que trabalhou como repórter policial e como analista de informática no Instituto Médico Legal de Richmond na Virginia (EUA) trouxe de suas experiências profissionais a inspiração para as histórias envolvendo sua protagonista.

Neste primeiro volume, a já médica-legista chefe de Richmond há dois anos, Kay Scarpetta está às voltas com as investigações de um assassino que começou a atuar há dois meses (ao menos em Richmond) e que está matando mulheres e deixando para trás um resíduo brilhante nos corpos das vítimas. Scarpetta é responsável pelas necropsias, mas acaba se envolvendo nas minúcias da investigação para desgosto de Pete Marino, o policial de carreira responsável pelo caso. E, enquanto a “dupla” segue aos tropeços e disputas, interesses políticos, passados inescrupulosos, crianças prodígio e uma pitada de narrativa de redenção; tornam a trama de Cornwell bastante envolvente. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #104

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

 

 

Randall Munroe

O americano Randall Patrick Munroe nasceu em 17 de outubro de 1984 e é mais conhecido por sua webcomic com figurinhas de palitinhos, a famosa xkcd. Munroe nasceu na Pensilvânia, mas cresceu na Virginia e se formou em física pela Universidade Christopher Newport. Antes mesmo de se formar, Munroe conseguiu um emprego na área de robótica na NASA. Seu apreço pelos desenhos, esquemas e fluxogramas, vem desde a época da escola e continuou durante toda a sua graduação. As margens de seus cadernos e livros sempre foram tomadas por essas figuras. Mais tarde, muitas dessas figuras foram escaneadas e colocadas em seu site pessoal, surgia assim, em setembro de 2005, o xkcd. Em 2006, a NASA não renovou seu contrato, então Munroe mudou-se para o Massachusetts e passou a se dedicar exclusivamente ao xkcd, que hoje conta com uma enorme base de fãs. Por meio de suas histórias, ele fala sobre a vida, o amor, matemática, programação, piadas científicas, o universo e tudo o mais, tudo com uma boa dose de humor e sarcasmo e muitas referências à cultura pop. Continuar lendo

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Uma Dobra no Tempo (Madeleine L’Engle)

O romance de Madeleine L’Engle foi publicado em 1962, mas foi só em 2012, lendo o livro Amanhã Você Vai Entender da Rebecca Stead, que tomei conhecimento desta obra infanto-juvenil, ganhadora da Medalha Newbery em 1963, e considerada icônica por abordar conceitos científicos e utilizar as viagens temporais para criar uma história de ficção científica, repleta de fantasia e agradável para todas as idades. Demorei a ter meu exemplar e quando o adquiri fiquei protelando a leitura, mas com a adaptação cinematográfica prestes a estrear, resolvi mergulhar de vez na trama de L’Engle.

Uma Dobra no Tempo, primeiro livro da série Viajantes no Tempo, traz a história da família Murry, ou mais especificamente, da jornada de Charles Wallace Murry, um garotinho prodígio de cinco anos, Meg Murry, sua geniosa irmã mais velha, e Calvin O’Kiefe, o novo amigo que não pensa duas vezes e embarca nessa aventura como eles para resgatar o pai de Charles e Meg. O pai, estava trabalhando em um projeto do governo quando deixou de se comunicar com a família. Um desaparecimento que para infinita tristeza e desgosto de Meg, tem gerado burburinhos entre os moradores da pequena cidade onde moram. Aliás, é com os moradores da cidade que L’Engle evidencia o quão maldosas as pessoas podem ser com os diferentes, com os que ousam se afastar um pouco que seja do considerado normal. Meg e Charles, os dois filhos estranhos dos Murry, nunca têm o mesmo tratamento reservado aos seus irmãos gêmeos, bastante populares. Não é estranho então, que caiba aos dois, relegados à obscuridade social, mas com suas próprias características especiais, irem nessa missão de resgate. Essencialmente, Uma dobra no tempo representa a jornada do herói, ou melhor, da heroína, ainda que com toda uma abordagem metafísica e tal, mas ainda assim, uma jornada de descoberta e de empoderamento e de celebração das diferenças. É com Meg e Charles que a autora evoca um discurso de tolerância ao diferente, de pensar fora da caixa e não ser apressado em rotular as pessoas conforme a sua própria experiência. Continuar lendo

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Mulheres Sem Nome (Martha Hall Kelly)

Mulheres sem nome surgiu da vontade de Martha Hall Kelly contar a história de Caroline Ferriday e seus feitos históricos. A história de uma filha da nata da sociedade nova-iorquina, ex-debutante, ex-atriz da Broadway e fortemente envolvida nas causas humanitárias, primeiramente com auxílios aos franceses e depois com as mulheres polonesas libertas do campo de Ravensbrück no pós-guerra além é claro de todo o trabalho político no qual acabou envolvida para garantir que as pessoas que cometeram atos terríveis durante a Segunda Guerra Mundial fossem punidas. Para contar essa história, ela concede a narrativa a três mulheres: Caroline e Herta, que realmente existiram, e Kasia, sua criação fictícia livremente baseada em algumas prisioneiras de Ravensbrück. Três mulheres, três narrativas, três caminhos díspares que os acontecimentos históricos fizeram coalescer. Hall Kelly retrata quase duas décadas (do pré ao pós-guerra) de histórias cotidianas, interesses amorosos, perdas e pequenas lutas diárias; e nos dá um baita exercício de empatia e uma ode às mulheres que estabeleceram uma rede de auxílio à outras mulheres nesses tempos tão sombrios. Continuar lendo

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Star Wars – Lordes dos Sith (Paul S. Kemp)

“Vader completou a meditação e abriu os olhos. No transparaço escuro e reflexivo da câmara de meditação pressurizada, fitou um rosto pálido, deformado de modo selvagem pelas chamas. Sem a conexão neural com a armadura, tinha plena consciência dos cotos das pernas, da ruína dos braços, da eterna dor em sua carne. Ele a recebia de braços abertos. A dor alimentava o seu ódio, e o ódio alimentava sua têmpera. Antigamente, quando era Jedi, meditava para encontrar a paz. Agora, meditava para aguçar a raiva. ”(Página 20)

Assim como Luceno em Tarkin, coube à Kemp dar o protagonismo aos vilões em outro romance do novo cânone de Star Wars. Pena que diferentemente do primeiro, Kemp escorregou na caracterização dos seus personagens e ainda que Lordes dos Sith tenha um enredo inicial interessante, algumas de suas escolhas e a caracterização superficial de Vader e Palpatine deixaram a história de Kemp bastante problemática e muito aquém do que prometia inicialmente.

Lordes dos Sith está situado temporalmente entre os filmes III e IV, pouco depois do “surgimento” do Darth Vader. O relacionamento entre o novo Sith e seu Mestre ainda é um tanto quanto cambaleante e é do interesse de Palpatine colocar seu pupilo à prova. E a oportunidade vem na forma do movimento rebelde Ryloth Livre liderado pelo twi’lek Cham Syndulla. O sobrenome não é uma coincidência, ele é pai da Hera da série Rebels e do livro Um Novo Amanhecer. Quando o movimento começa a aparecer nos radares do Império, Palpatine decide fazer uma averiguação in loco do movimento insurgente em Ryloth, e leva consigo Darth Vader. E é claro que os rebeldes não deixariam tal oportunidade passar. O plano de Cham é audacioso: matar Vader e o Imperador. É temerário e ingênuo também, porque é óbvio que há tramoias do Imperador por trás de tudo. Com alguns bons personagens, como Cham e todo o seu idealismo e a vontade de acender uma chama que se alastre por todos os mundos e que inspire os oprimidos a lutarem por sua liberdade; e, também Isval e seu passado como escrava imperial, que a tornou um pouco mais sanguinária e com objetivos mais imediatistas em relação ao Império; o livro de Kemp cativa o leitor mais rapidamente do que o protagonizado pelo Luke (leia a resenha de Herdeiro do Jedi), talvez porque atrás de cada missão (mesmo as solos) há um objetivo maior, há todo o propósito evidente de lutar contra o Império que confere um tom de grandiosidade que eleva a narrativa. Continuar lendo

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O Navio dos Mortos (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

 

Com O Navio dos Mortos, as aventuras de Magnus e seus amigos chegam ao fim, pelo menos enquanto protagonistas de suas próprias histórias. Enveredar pela mitologia nórdica com o tio Rick foi uma experiência bastante divertida. O Hotel Valhala e suas peculiaridades, todos os melindres e as loucuras dos deuses e gigantes e a grande diversidade de personagens que Riordan colocou nas páginas dessa história, tornaram a trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard uma leitura bastante atrativa. Mas, o principal mérito de Riordan é não subestimar seus leitores. Apesar de muitos torcerem o nariz para a forma como ele trabalha a mitologia em suas histórias, não se pode falar que ele deixa de fornecer maiores detalhes da mitologia só porque sua obra é direcionada ao público juvenil. E olha que a mitologia nórdica é cheia de peculiaridades, principalmente relacionadas à Loki, mas ó, você não irá ver Riordan modificar parentescos ou formas, ele sabe que a informação bem trabalhada é bem melhor que a suprimida ou modificada. É assim, que ao longo dos livros lemos sobre Loki e suas constantes mudanças de formas e gêneros que lhe renderam filhos bastante singulares; conhecemos o esperto anão Andvari e os detalhes da criação do sábio Kvásir; e, formos surpreendidos pela variedade de relacionamentos entre deuses e gigantes. Tudo isso em meio a muita referência pop e o tom humorado e um tanto quanto sarcástico que se tornou a marca de Magnus. Continuar lendo

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Star Wars – Herdeiro do Jedi (Kevin Hearne)

Nesta nova leva de romances do Universo Expandido de Star Wars, sim estou me referindo apenas às obras cânones, já li livros que se passam pós-eventos dos filmes antigos e antes dos retratados na nova trilogia, outros que se passam poucos anos após a instauração do Império Galáctico e que até mesmo acompanham o nascimento e a derrocada do poderio de Palpatine. Em alguns, os protagonistas são os vilões (bem persuasivos e carismáticos) ou personagens pouco expoentes nos filmes, mas que ainda esperamos que venham a ter alguma importância na nova história central que descortina. A história de Kevin Hearne está ambientada entre os filmes IV e V, logo após os eventos que culminaram na explosão da primeira Estrela da Morte, e é protagonizada e narrada pelo ainda incipiente jedi Luke Skywalker.

“(…) eu sei que a Força é real. Pude senti-la.

Ainda a sinto, na verdade, mas acho que é como saber que há algo escondido na areia enquanto você desliza as mãos sobre ela. Você vê ondulações na superfície, sugestões de que algo está se movendo ali embaixo (talvez algo pequeno, talvez algo enorme), levando uma vida completamente diferente que você não vê. E sair atrás desse algo para ver o que está sob a superfície pode ser seguro e gratificante, ou pode ser a última coisa que fará na vida. Preciso de alguém para me dizer quando mergulhar nessas ondulações e quando recuar.” (Página 18)

Aqui encontramos um Luke ainda descobrindo a Força, que mal havia começado seu treinamento com Obi Wan Kenobi quando este fora “derrotado” por Darth Vader. Agora, determinado a seguir o caminho da Força e se tornar um jedi, ele está em busca de algo ou alguém que lhe ensine o caminho das pedras. Apesar de todo o potencial demonstrado por ele durante a incursão que destruiu a Estrela da Morte, Luke ainda é o rapaz cheio de dúvidas e inseguranças, com uma leve quedinha pela Princesa Leia e agora, separado de Han e Chewie, os novos amigos que partiram em busca de seus próprios negócios. Herdeiro do Jedi então é essencialmente um livro de autodescoberta, representando o início da mudança do jovem ingênuo e imprudente Luke no heroico e destemido piloto  e jedi Skywalker. Continuar lendo

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Desintegrados (Neal Shusterman)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da série Fragmentados, por isso, pode conter spoilers, revelando partes do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

 

Nós leitores brasileiros, esperamos longos dois anos pela continuação da série Fragmentados do Neal Shusterman. Mas, isso nem se compara ao enorme tempo de espera que os leitores norte-americanos tiveram de aguardar. Longos cinco anos separam Fragmentados de Desintegrados. A trama bastante coesa e bem finalizada do primeiro volume (que até pode ser lido como sendo uma obra única) pode ter contribuído para deixar a tarefa de escrever uma continuação bastante dificultada. Tantos anos entre os livros também fizeram Shusterman perceber que seria necessário dar um tranco na memória de seus leitores e o prólogo (não oficialmente um prólogo) com o formato de um jogo de perguntas e respostas foi uma sacada inteligente para reavivar a memória de seus leitores.

Em Fragmentados, Shusterman nos apresentou uma Terra futura na qual adolescentes dos 13 aos 18 anos podem ser “abortados” retroativamente, desde que as partes de seus corpos possam “viver” em outras pessoas. Tendo os adolescentes Connor, Risa e Lev como vozes principais, ele nos escancarou as instituições e os grupos de resistência dessa sociedade fragmentadora, não nos poupando nem mesmo dos detalhes mais sórdidos do processo de fragmentação. Após fugas frenéticas e atos julgados como terroristas pelos órgãos governamentais; nos despedimos de Connor, Risa e Lev ainda inteiros. Connor sendo agora o responsável por um dos maiores campos de refugiados fragmentários (o Cemitério); Risa que decidiu permanecer paraplégica em vez de receber uma nova coluna (afinal, é preciso ser leal à causa defendida); e Lev, que primeiro se tornou um símbolo do extremismo rebelde, mas ao longo de sua jornada percebeu o valor da sua vida (inicialmente ele era um dízimo, uma espécie de “fragmentário voluntário”) e das segundas chances. Toda essa batalha culminou em uma lei que limita a fragmentação dos 13 aos 17 anos, mas a ideia de salvar mais jovens da Fragmentação acabou gerando escassez de “peças” que terminou por fomentar o mercado negro de venda de órgãos. Em meio à propaganda maciça das agências governamentais em prol da fragmentação e a caça frenética empreendida pelos piratas de órgãos, Connor precisa lutar para manter o Cemitério em funcionamento, Lev se torna uma espécie de “messias” entre os ex-dízimos resgatados; e Risa será confrontada pelo ápice da tecnologia fragmentária: Cam, um garoto feito inteiramente com as melhores partes de fragmentados. Continuar lendo

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Fogo contra Fogo (Jenny Han & Siobhan Vivian)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no último livro da trilogia Olho por Olho, por isso, pode conter spoilers, revelando partes dos conteúdos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos demais livros, confira os links no final desta resenha.

 

Com muitas páginas a menos do que Dente por Dente, e mesmo em meio ao luto que permeia toda a primeira parte da trama, Fogo contra Fogo entrega uma narrativa fluida e ágil que lembra muito à do primeiro livro. Nele Han e Vivian enfocaram mais os sentimentos e os relacionamentos de seus personagens. A culpa e o luto que caminham de mãos dadas. A paixão, o ciúme e a amizade, relações que surgem justamente entre quem já esperávamos, mas também entre quem nem cogitávamos. Tudo isso envolto em uma camada de romance sobrenatural que prenuncia tragédia desde o começo.

Dente por Dente terminou em tragédia. Os acontecimentos serviram para que Mary finalmente percebesse a verdade sobre si mesma (ainda que Kat e Lillia nem desconfiem) e para as coisas na Ilha Jar desandarem de vez. Rennie morreu e o luto abateu-se sobre a escola. Kat lida com a tristeza da perda daquela que durante muito tempo fora sua melhor amiga. Lillia lida com a culpa de seu breve relacionamento com Reeve. E Mary, após descobrir do que é capaz e percebendo que está presa à Ilha Jar, decide se tornar uma espécie de anjo vingador dos oprimidos da ilha, enquanto alça seus planos de vingança à novos patamares. Continuar lendo

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