Arquivo da tag: Editora Companhia das Letras

Colecionando Textos #65

 

 

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Colecionando Textos #64

 

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Todos Nós Adorávamos Caubóis (Carol Bensimon)

Cora e Júlia, duas amigas dos tempos da universidade, uma road trip pelo interior pouco conhecido e divulgado do Rio Grande do Sul, um passado para acertar as contas e um presente para traçar planos para o futuro. É esse o esqueleto do romance de formação bem brasileiro de Carol Bensimon. Mas, apesar de duas protagonistas, Todos nós adorávamos caubóis é essencialmente o Bildungsroman de Cora. É ela, a garota intrinsecamente urbana, ligada às questões de gênero e feminista, que nos narra a história. Em contraponto à Júlia, a garota do interior, de educação religiosa, que permanece sendo uma incógnita para o leitor, ainda que tenha papel efetivo na trama.

A trama já começa com as duas envolvidas na viagem, mas Bensimon pede licença para retornar no tempo e contar um pouco sobre os preparativos da viagem e o que acarretou que ela finalmente acontecesse. A Viagem Sem Planejamento (por cidades desinteressantes) era um projeto de longa data das garotas e que nunca foi levado adiante. Agora, depois de Cora passar uma temporada em Paris, e Júlia, em Montreal, a viagem sai do plano das ideias. Aliás, o ir e vir no tempo é característica marcante da narrativa de Bensimon, mais do que uma viagem pelas rodovias gaúchas, é nos meandros das memórias, pela reconstrução dos pensamentos, sentimentos e convicções, que essa jornada é mais pungente. Durante a Viagem Sem Planejamento vão se descortinando antigos momentos de Cora e Júlia que delineiam um romance. E, Todos nós adorávamos caubóis levanta a bandeira identitária, e Bensimon o faz muito bem. Tudo trabalhado de forma bastante natural, das primeiras experiências aos eventos que marcaram as vidas de Cora e Júlia. Continuar lendo

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Colecionando Textos #63

 

 

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Colecionando Textos #62

 

 

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Autobiografia (José Luís Peixoto)

Autobiografia, do escritor português José Luís Peixoto, foi enviado em julho de 2019 pela TAG Curadoria. Um livro ainda não publicado, um romance dentro de um romance – o que chamamos de metaliteratura, para comemorar o aniversário de cinco anos do clube de leitura. Quando os assinantes começaram a receber as suas caixinhas e a ler o livro, criou-se um burburinho em torno da obra, não necessariamente dos bons. Ainda hoje é considerada uma obra controversa, muitos até mesmo tendo abandonado a leitura. Então, foi sem expectativas que peguei Autobiografia para ler e até mesmo com um pouco de receio, já que a trama faz uma homenagem à José Saramago e por só ter lido um livro do mesmo, achei que talvez não captasse todas as nuances da narrativa e as conversas da obra de Peixoto com as de Saramago. Talvez realmente não tenha captado (e a revista da TAG ajudou muito nessa leitura), mas ei, o que posso dizer é que foi uma leitura envolvente e surpreendente e com uma grande carga filosófica.

A trama toda se passa em pouco mais de um ano, entre 1997 e 1998. José é um jovem escritor às voltas com a tarefa de escrever um segundo romance, de mostrar para si mesmo e para os outros não ser escritor de um livro só. Enleado em sua busca pessoal, recebe um pedido do editor, queria lhe encomendar uma biografia de Saramago. José acaba aceitando o trabalho e o projeto o coloca em constantes encontros com o outro José, o Saramago. Que parece nutrir um interesse especial pelo protagonista. A partir daí, em meio a tramas circulares, timelines não lineares e narrativas partilhadas, Peixoto mescla a realidade e ficção e dá vida a uma história imagética e rica em possibilidades. Continuar lendo

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Colecionando Textos #55

 

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Colecionando Textos #54

 

 

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Colecionando Textos #53

 

 

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A Guerra Não Tem Rosto de Mulher (Svetlana Aleksiévitch)

Svetlana foi uma criança que cresceu tendo seu mundo girando em torno da consequência da Segunda Guerra Mundial. Foi natural para ela querer falar sobre esse período quando começou a escrever livros, mas o queria fazer sob um diferente ponto de vista, dar espaço a voz que sempre permaneceu calada, apesar de ter participado ativamente da guerra, a voz feminina. E isso, Svetlana conseguiu fazer com louvor em A guerra não tem rosto de mulher.

“No exército soviético lutaram aproximadamente 1 milhão de mulheres. Elas dominavam todas as especialidades militares, inclusive as mais ‘masculinas’. Surgiu até um problema linguístico: as palavras ‘tanquista’, ‘soldado de infantaria’, ‘atirador de fuzil’, até aquela época, não tinham gênero feminino, porque mulheres nunca tinham feito esse trabalho. O feminino dessas palavras nasceu lá, na Guerra…. ” (De uma conversa com um historiador, página 8)

Para fazer isso, cerca de quarenta anos depois de findada a guerra, Svetlana se entregou à hercúlea tarefa de recuperar relatos, memórias que muitas se empenharam muito para esquecer. Quando começou a colher os depoimentos, foi com reticência que muitas receberam Svetlana, mas não demorou para a partir delas mesmas, criar-se uma rede de indicações e convites que mergulharam Svetlana em milhares de depoimentos. O desafio já não era conseguir informações do papel feminino na guerra, mas escolher o que entraria no livro. Continuar lendo

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