Arquivo da tag: Editora Companhia das Letras

É Agora Como Nunca – antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira (org. Adriana Calcanhotto)

Na época da minha adolescência eu era muito mais ligada à poesia. Do tipo de gente que vasculhava livros, jornais, revistas e zines atrás de poemas, sonetos, haicais e pequenas rimas que eu colecionava em diários e cadernos. Com o tempo o hábito foi se perdendo, mas o Desafio Livrada deu o empurrãozinho que faltava para eu voltar a me embrenhar por entre versos e rimas. O Yuri propôs que lêssemos um livro de poesia nacional contemporânea. Acabei escolhendo a coletânea organizada pela Adriana Calcanhotto, É Agora Como Nunca, na qual ela traz poesias de 41 jovens autores brasileiros. Tem poesia sobre amor, sobre política, sobre raízes… Continuar lendo

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Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (Marçal Aquino)

Só conhecia o Marçal Aquino por seus livros juvenis. Histórias sempre envolvendo mistérios, investigações e muito perigo. De certa forma, essas características são como marcas registradas dos livros do autor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, romance voltado ao público adulto, também está carregado deles. As tensões políticas e sociais na pequena cidade de garimpeiros no interior do Pará; os perigos do relacionamento clandestino e conturbado entre Cauby e Lavínia; a paixão destinada à tragédia. Mas, mais do que perigos, traições e assassinatos, o romance de Marçal é uma ode ao amor inesperado, desajeitado, repleto de paixão e de uma intensidade avassaladora. Tudo isso em uma narrativa envolvente que nos torna confidentes ansiosos de seus desdobramentos. Continuar lendo

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Colecionando Textos #20

 

 

 

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O Canto do Dodô (David Quammen)

“O que ele quis dizer é que um ecossistema – sob certas condições especificáveis – perde diversidade do mesmo modo que uma massa de urânio verte elétrons. Como um gotejamento incessante, extinções ocorrem, constantemente, sem nenhuma causa evidente. Espécies desaparecem. Categorias inteiras de plantas e animais deixam de existir. Quais são as condições especificáveis? Pretendo descrevê-las ao longo deste livro, e também investir contra a ilusão de que os ecossistemas decaem sem causa. ” (Página 12)

Lembro que fiquei com vontade de ler o livro do David Quammen assim que a Companhia das Letras anunciou sua publicação no Brasil (isso lá em 2008), simplesmente por causa do título (tá, também por ser um livro de divulgação científica da área da biologia). Mas ei, qualquer biólogo com um interesse maior em evolução tem um certo fascínio por espécies emblemáticas da história da Terra. As tartarugas e os tentilhões de Darwin, a rã-dourada-do-panamá, os araus-gigantes, o tilacino ou o dodô. Uma agigantada espécie de ave da família dos pombos que vivia em Maurício, aliás endêmica da ilha. Uma espécie que prosperou por um longo tempo, até que a caça perpetrada por nossa espécie a dizimou em menos de um século. Continuar lendo

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Colecionando Textos #19

 

 

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Colecionando Textos #16

 

 

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O Homem é um Grande Faisão no Mundo (Herta Müller)

Decidir qual livro ler como representante da Romênia no Projeto Volta ao Mundo em 198 Livros não foi uma tarefa fácil. Não por escassez de autores e títulos, mas porque decidida a ler uma obra da Herta Müller tive receio de acabar escolhendo a obra errada e me decepcionando com a autora. Já ouvi e li tantas opiniões divergentes acerca de sua obra, e um bocado de pessoas com gostos parecidos com os meus não tiveram uma boa experiência com os livros da autora, que quando finalmente optei por começar com O Homem é um Grande Faisão no Mundo, foi com as expectativas lá embaixo. E que coisa boa é ser surpreendida positivamente. Ao menos neste, a narrativa de Herta é certeira, concisa e sem rebuscamento, mas ao mesmo tempo é de muita riqueza poética e transpira as feridas sofridas pelos alemães nascidos em terras romenas, como a própria Müller. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #104

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

 

 

Randall Munroe

O americano Randall Patrick Munroe nasceu em 17 de outubro de 1984 e é mais conhecido por sua webcomic com figurinhas de palitinhos, a famosa xkcd. Munroe nasceu na Pensilvânia, mas cresceu na Virginia e se formou em física pela Universidade Christopher Newport. Antes mesmo de se formar, Munroe conseguiu um emprego na área de robótica na NASA. Seu apreço pelos desenhos, esquemas e fluxogramas, vem desde a época da escola e continuou durante toda a sua graduação. As margens de seus cadernos e livros sempre foram tomadas por essas figuras. Mais tarde, muitas dessas figuras foram escaneadas e colocadas em seu site pessoal, surgia assim, em setembro de 2005, o xkcd. Em 2006, a NASA não renovou seu contrato, então Munroe mudou-se para o Massachusetts e passou a se dedicar exclusivamente ao xkcd, que hoje conta com uma enorme base de fãs. Por meio de suas histórias, ele fala sobre a vida, o amor, matemática, programação, piadas científicas, o universo e tudo o mais, tudo com uma boa dose de humor e sarcasmo e muitas referências à cultura pop. Continuar lendo

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Colecionando Textos #4

 

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Para Poder Viver (Yeonmi Park)

“Ao longo de minha jornada, vi os horrores que seres humanos podem infligir uns aos outros, mas também testemunhei atos de ternura e bondade e sacrifício nas piores circunstâncias imagináveis. Sei que é possível perder parte de sua humanidade para sobreviver. Mas também sei que a centelha de dignidade humana nunca se extingue por completo e que, se lhe forem dados o oxigênio da liberdade e o poder do amor, poderá voltar a crescer.

Esta é a história das escolhas que fiz para poder viver. ” (Página 18)

Para Poder Viver é o livro autobiográfico da norte-coreana Yeonmi Park. Nascida em uma família que caiu em desgraça perante o governo, de uma vida confortável (na medida do possível) acabou na miséria. O desespero provocado pela fome, pelas condições insalubres de moradia e pelo regime ditatorial norte-coreano, levou primeiro a sua irmã mais velha, e depois ela e sua mãe, a fazerem a arriscada travessia do Rio Yalu, que separa Hyesan (sua cidade natal) de Chaingbai, e se aventurarem na China. Uma jornada que começa perigosa e se torna desesperadora. É aqui que Yeonmi descobre o poder da resiliência e encontra dentro de si a força necessária para enfrentar as dificuldades. Da Coreia do Norte até a chegada e o asilo político na Coreia do Sul, houveram o desapontamento com os líderes de sua nação, o terror de ter tido o pai preso e enviado para um dos piores campos de trabalho forçado, a esperança do retorno dele para casa, o desalento da situação familiar cada vez mais crítica perante a sociedade, o anseio por algo que não se sabe bem o que é, o terror de ter a liberdade (tão próxima) retirada de suas mãos e um novo tipo de encarceramento, a fuga (quase suicida) pelo deserto e o reencontro com a esperança. Continuar lendo

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