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Agora e para sempre, Lara Jean (Jenny Han)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro e último livro da série Para todos os garotos que já amei e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

Tudo começou com cinco cartas de amor, ou melhor dizendo, cartas de despedida para os garotos que Lara Jean já amou. Eram só para ela, mas depois que foram indevidamente enviadas, o mundo de Lara Jean não foi mais o mesmo. Ela, que se acostumou a mascarar seus sentimentos, teve de enfrentá-los (e todas as consequências decorrentes disso) e descobri-los. No primeiro livro acompanhamos o desenrolar de sua paixonite de longa data pelo amigo Josh (namorado de sua irmã mais velha) e seu namoro de mentira com Peter, que acabou lhe reservando grandes surpresas. Mas, mais do que isso nos encantamos pelas irmãs Song, especialmente a Kitty. O segundo volume era para ter sido o capítulo final, e se tivesse sido, arrisco dizes que teríamos nos despedido de Lara Jean e de tantos outros bons personagens com um gosto agridoce, mais acre que doce. Não é que ele seja ruim, só não conseguiu fazer jus às expectativas geradas pelo primeiro. Que bom que Han arriscou fazer uma nova tentativa e escrever uma nova despedida para Lara Jean. É isso que Agora e para sempre, Lara Jean é, uma despedida e um presente de Han para os fãs da série. Continuar lendo

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História da sua vida e outros contos (Ted Chiang)

Não sou muito de ler contos. Sempre dei preferência aos romances na hora de escolher minhas leituras e foi por isso que o lançamento do livro de contos do Ted Chiang passou despercebido. É bem provável, que se não tivessem feito o filme A Chegada (baseado em um dos contos da coletânea) e eu não tivesse ficado com vontade de vê-lo, nunca teria dado uma chance para a coletânea. Ainda não vi o filme, mas a obra de Ted Chiang com certeza me fez prestar mais atenção às coletâneas de contos. Agora até mesmo posso dizer que concordo com o que Neil Gaiman escreveu na introdução de sua própria coletânea de contos Alerta de Risco – contos são como “as mais puras e mais perfeitas criações possíveis: nos melhores, nenhuma palavra era desperdiçada. Um autor fazia um gesto com a mão e subitamente surgia um mundo, pessoas, ideias. Um início, um meio e um fim que nos levavam aos confins do universo e nos traziam de volta” (Alerta de Risco, página 12). E é isso que Ted Chiang faz muito bem (em alguns muito melhor) nos oito contos que compõem esta coletânea. Contos que no total ganharam nove importantes prêmios, dentre eles o Nebula, o Hugo e o Locus, e nos quais, ele trabalha muito bem a ciência, mesmo que muitas vezes ela adquira um tom bastante fantasioso. Leitura mais do que recomendada para os fãs de ficção-científica. É realmente uma pena que Chiang seja conhecido por escrever com pouca frequência. Agora, para apresentar História da sua vida e outros contos com mais detalhes, acho melhor falar mais especificamente sobre cada um dos contos.

A torre da Babilônia, o primeiro conto da coletânea, também foi o primeiro conto publicado por ele, em 1990. O conto é inspirado no mito da Torre de Babel. Na versão de Chiang, a torre já atingiu a abóbada do céu e agora mineradores terão de escavá-la de modo a permitir que a torre continue a crescer. É mais fantasioso que científico, mas há muitos elementos de ciência ali. E mesmo os disparates, são congruentes com o mundo construído pelo autor e antigas teorias (como a geocêntrica) hoje refutadas. Eu nunca imaginaria que o mito da Torre de Babel poderia render um conto de sci-fi, mas Chiang conseguiu unir os dois temas muito bem. E com uma conclusão realmente sagaz. De quebra, ele também carregou seu conto com um grande teor filosófico e até mesmo ético. Até onde podemos ir pelo conhecimento? Estamos preparados para encarar o desconhecido? Continuar lendo

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O Rei Corvo (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no quarto e último livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

 

É sempre uma sensação agridoce terminar uma série. É triste porque é chegada a hora de despedir-se de personagens com os quais você sonhou junto, sofreu junto e nutriu esperanças, e ao mesmo tempo, é bom descobrir como as situações duvidosas se resolveram, qual era aquele segredo que o autor lhe escondeu desde o início e o futuro dos personagens. Se a conclusão faz jus a todo o resto da história, melhor ainda! Chegou a hora de me despedir dos garotos corvos, de Blue Sargent e toda a sanidade transvestida em loucura da Rua Fox 300.

A Saga do Corvos me apresentou Maggie Stiefvater e sua escrita única. Uma narrativa fluída, personagens complexos e uma trama repleta de informações: magia, ocultismo, mitologia, fatos históricos; todas devidamente explicadas e introduzidas de forma harmoniosa à trama. Stiefvater nos entregou uma quadrilogia com inúmeros personagens (nenhum esquecível, ainda que uns tenham sido mais marcantes que outros) e uma boa quantidade de tramas paralelas, que no fim se uniram para nos entregar uma saga que mais do que romance trouxe à tona discussões sobre crenças, sobre vida e morte, escolhas, oportunidades, aceitação e amizade. Talvez esteja aqui a maior força de sua história. Ao não focar no lado romântico da trama (tática adotada comumente nos livros do gênero), Maggie abriu espaço para que todos os personagens tivessem voz, crescessem perante os olhos do leitor e tivessem tanta importância quanto Blue e Gansey nessa jornada. Continuar lendo

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Mitologia Nórdica (Neil Gaiman)

Não comece a ler este livro achando que se trata de um romance do Gaiman tendo por base a mitologia nórdica (para isso leia Deuses Americanos e aproveite para acompanhar a série de tv também), vi várias pessoas achando isso (não devem ter lido a sinopse) e se decepcionando durante a leitura. O que Gaiman se propôs a fazer em Mitologia Nórdica foi resgatar alguns contos escandinavos, conferindo-os um estilo mais atual (meta alcançada por causa do seu estilo narrativo), para que se tornasse mais palatáveis e emocionantes para o leitor minimamente interessado em aprender um pouco mais sobre Odin, Thor, Loki e outros deuses nórdicos. Não foi à toa que ele escolheu garimpar a Edda em Prosa e o Edda Poética, ambos compêndios do século XIII, para escolher as histórias que iria recontar. Há relatos mais recentes, lidos e admirados por ele, mas ele queria que outros, mais antigos, pudessem estar mais facilmente ao nosso acesso. Pode não ser uma história inédita de Gaiman, mas o livro ganha importância ao nos fornecer um novo material que pode ser lido, relido e utilizado como futura referência para os que quiserem conhecer mais alguns desses mitos nórdicos. Qualquer fã de Tolkien e do próprio Gaiman, ambos influenciados por essa mitologia em suas obras – Gaiman até mesmo colocou alguns desses deuses como personagens em suas histórias, fará bom uso desse material. E não nos esqueçamos dos leitores do Rick Riordan também, quem está lendo a trilogia Magnus Chase e os deuses de Asgard vai reconhecer algumas das histórias que o autor ‘reciclou’ em sua trama. Se você está acompanhando as aventuras de Magnus, considere adicionar este à sua estante. Perceber de onde Riordan retirou os elementos que ele utilizou é muito divertido. Continuar lendo

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A Varanda do Frangipani (Mia Couto)

Dar início ao projeto de leitura “Volta ao mundo em 198 livros” foi o incentivo que faltava para que eu finalmente começasse a ter contato com obras de autores que há muito queria ler e vivia protelando. Foi assim, que finalmente peguei um Mia Couto para ler. Nem foi um de seus romances mais conhecidos, – comprei esse em uma promoção e não quis comprar outro até tirar a prova dos nove – mas, mesmo o menos aclamado “A Varanda do Frangipani” foi suficiente para me encantar pela forma de Mia contar suas histórias. Definitivamente é um autor que quero manter na minha estante e conhecer mais a fundo suas obras. Depois desta leitura, minha lista de livros desejados aumentou substancialmente.

O início dessa história nos apresenta Ermelindo Mucanga. Ele que faleceu há quase duas décadas, às vésperas da Independência de Moçambique (25 de junho de 1975), não teve um enterro direito. Ao morrer longe de sua terra natal, não teve cerimônia fúnebre e se tornou um xipoco, uma espécie de fantasma, ainda que tenha se guardado à prisão de sua cova, à sombra de uma árvore de Frangipani na fortaleza de São Nicolau onde estava trabalhando. Talvez tivesse permanecido um “xipoco adormecido” em seu arremedo de descanso eterno, se os governantes não tivessem decidido fazer dele um herói nacional e para isso fuçarem em seus restos mortais. Isso pouco lhe agrada e tal disparidade precisa ser impedida. Ele então segue o conselho do seu guia espiritual, o pangolim, e encarna no inspetor policial Izidine Naíta. Continuar lendo

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Quem era ela (J.P. Delaney)

O que você estaria disposto a abandonar para ter a chance de recomeçar em um novo lugar? Você estaria disposto a abdicar de tudo o que adquiriu ao longo de sua vida para morar em um lugar high tech, uma casa linda e minimalista, considerada uma obra-prima da arquitetura londrina? Para morar na n°01 da Folgate Street há uma lista imensa de cláusulas restritivas que proíbem muitas coisas. Bastou apenas conhecer uma dessas proibições para ter a certeza de que eu nunca moraria ali. Proibir livros? Sem chance! Mas para Emma, e mais tarde, para Jane, essas e tantas outras proibições não as fizeram perder a vontade de tentar reconstruir suas vidas naquela casa onde o “supérfluo” não tem lugar, a beleza está por toda a parte e a segurança está acima de todas as coisas.

“Talvez esse seja o verdadeiro objetivo das Regras, como já as apelidamos. Talvez o arquiteto não seja um maníaco por controle preocupado com a possibilidade de bagunçarmos sua bela casa. Talvez seja algum experimento de moradia. ” (Emma – Página 23)

A primeira moradora que nos é apresentada é Emma. Ela e o namorado Simon estão procurando uma nova casa para morar depois de assaltantes terem invadido a casa anterior, quando Emma estava sozinha, e a ameaçado com uma faca.

A segunda moradora é Jane que está procura de um novo lugar que a ajude a superar a dor recente de ter perdido alguém e que lhe permita reconstruir sua vida. Continuar lendo

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Deuses Americanos (Neil Gaiman)

Em 1992 Gaiman foi morar nos Estados Unidos. E como imigrante recém-chegado naquele grande país, ele queria entende-lo, ainda que a tarefa na maior parte das vezes fosse impossível. E, como escrito, não há melhor forma de tentar conhecer algo do que escrever sobre ele. Apesar disso, a ideia de escrever sobre mitos e colocar os Estados Unidos no centro disso tudo só veio em 1998.

“Eu queria que o livro fosse uma série de coisas. Queria escrever uma história que fosse grandiosa, excêntrica e sinuosa, e escrevi, e ela era. Queria escrever uma história que incluísse todas as partes dos Estados Unidos pelas quais eu estava obcecado e encantado, que costumavam ser os pedaços que nunca apareciam nos filmes e nas séries de tevê. ” (Página 8)

Deuses Americanos realmente é uma história grandiosa (ultrapassa as quinhentas páginas, e os personagens viajam praticamente de costa a costa do país), excêntrica (tanto no humor quanto nos personagens bastante peculiares) e é sinuosa (Shadow e Wednesday viajam por encantos obscuros e atalhos, e sempre que você acha que sabe para onde a história está se encaminhando, lá vem Gaiman com suas reviravoltas retraçando os caminhos). Para escrever essa história que mistura deuses, romance investigativo e uma road trip inusitada, Gaiman colocou os pés na estrada. Todos os lugares que aparecem na história (ou pelo menos a maioria deles) foram visitados por ele. E, ainda que alguns lugares sejam conhecidos (quer sejam dos filmes ou das séries de tevê), foi uma experiência interessante conhecer tantos outros pelo ponto de vista do imigrante.

A edição publicada recentemente pela Editora Intrínseca é considerada como sendo o texto definitivo e a edição favorita de Gaiman. Ela é uma mistura das edições americana e inglesa, com a mistura dos textos pré e pós-edição e do texto impresso. A edição reformulada tem cerca de doze mil palavras a mais do que a edição original de 2001.

A história tem início com Shadow, um homem condenado a seis anos de prisão, mas que após cumprir três está prestes a ganhar a liberdade por bom comportamento. Tudo o que ele queria era retomar sua via junto à esposa. Mas, dois dias antes da sua soltura Laura morre e de repente Shadow já não tem mais para onde voltar. Ao sair ele conhece o misterioso Wednesday que lhe oferece um serviço. Shadow até reluta no início, mas acaba cedendo aos pedidos de Wednesday. Ambos então partem em uma longa viagem pelos Estados Unidos para angariar aliados para uma guerra iminente entre deuses velhos e novos. Continuar lendo

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Estrelas Perdidas (Claudia Gray)

Claudia Gray é conhecida por seus romances YA (alguns não tão bem-sucedidos assim) e nunca imaginei que algum dia leria algo dela relacionado ao universo de Star Wars (e ela já escreveu mais um livro que logo será publicado por aqui!) mas, se tem algo que o universo expandido da franquia sempre permitiu foi a pluralidade de adaptações e formatos. E, há espaço para romances YA também, principalmente os que nada ficam a dever em termos de qualidade, boas tramas, narrativas envolventes, personagens cativantes e que fornecem informações e lançam pistas acerca do futuro do novo cânone.

Em Estrelas Perdidas acompanhamos a história de Ciena Ree e Thane Kyrell. Ambos nasceram no isolado planeta Jelucan na Orla Exterior, no mesmo ano do soerguimento do Império. Ela, pertencente a uma família descendente da primeira leva de colonizadores do planeta, os quais ocuparam os vales e vivem na pobreza. Ele, pertencente a uma abastada família da segunda leva de colonizadores. Oito anos após a queda da Velha República, Jelucan foi conquistada pelo Império e é nesse cenário de festa e demonstração do poderio aéreo imperial que ambos têm seu primeiro contato, motivados pelo sonho compartilhado de pilotarem as naves do Império. A partir daqui, acompanhamos a amizade crescente dos dois, os primeiros treinamentos de voo em conjunto (algo criticado pela família de ambos), os estudos preparatórios e a entrada na Academia Imperial. Mas, é lá naquela primeira apresentação dos dois (com direito a uma participação especial do Grão Moff Tarkin) que Gray deixa claro as principais diferenças entre Ciena e Thane, diferenças depois utilizadas muito apropriadamente por ela para fundamentar as escolhas dos personagens. Continuar lendo

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A Lista Negra (Jennifer Brown)

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No dia 02 de maio de 2008 Nick Levil, um garoto de 16 anos, abriu fogo contra vários alunos na cantina do Colégio Garvin onde cursava o Ensino Médio. Um professor e alunos morreram e Nick se matou após o ato. Seria mais uma tragédia que a comunidade precisaria enfrentar, se Nick não fosse namorado de Valerie Leftman e se os atos da garota não tivessem influenciado nas escolhas das vítimas. Valerie e Nick criaram juntos uma lista contendo pessoas e coisas que eles odiavam. Na lista em sua maioria, figuravam aqueles que constantemente praticavam bullying. Nick usou a lista para escolher os alvos. Por outro lado, quando tudo aconteceu, Valerie foi atingida ao tentar detê-lo e acabou salvando a vida de uma colega que a maltratava. E agora, vilã ou heroína?

“A escola ainda não tinha decidido se eu era vilã ou heroína e acho que eu não posso culpá-los. Eu mesma estava tendo dificuldade para resolver isso. Será que eu fui a bandida que criou o plano para matar metade da minha escola ou a mocinha que se sacrificou para acabar com a matança? Em alguns dias eu me sentia as duas. Em outros, não me sentia nem bandida nem mocinha. Era muito complicado. ” (Página 13)

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Lugar Nenhum (Neil Gaiman)

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Lugar Nenhum foi uma história que começou na TV. Inicialmente foi uma série de televisão da BBC que foi ao ar em 1996. Mas, o formato muitas vezes podava ou não fazia jus às ideias pensadas por seu criador, transpor a série para o mundo das palavras foi a válvula de escape encontrada por Gaiman. Desde então, o romance que é considerado um dos expoentes da fantasia urbana tem angariado cada vez mais fãs. Esta nova edição, publicada pela Editora Intrínseca, é a que Gaiman considera a sua favorita. Foi elaborada a partir da combinação das edições originais inglesa e americana e de uma nova revisão. Não sei o quão diferente ela está de suas edições predecessoras, a tarefa exigiria um cotejo minucioso entre diferentes edições. Mas, o próprio Gaiman fala que esta seria a sua versão definitiva, o que já é uma baita recomendação para os fãs de carteirinha atualizarem suas coleções. O fato das capas dessas edições preferidas (aka Os Filhos de Anansi, Lugar Nenhum e Deuses Americanos) seguirem um padrão (muito bonito por sinal) é um incentivo mais do que válido para qualquer bookaholic.

Lugar Nenhum surgiu da vontade de Gaiman em criar uma história fantástica e que ao mesmo tempo lhe permitisse colocar em foco as pessoas que vivem à margem da sociedade. Os quais na maior parte das vezes nos são invisíveis. Para isso ele nos convida a conhecer sua Londres, não a de cima, mas a que vive nas entranhas desta. Um espelho da de cima, mas com suas próprias peculiaridades, pessoas reais e lendas encarnadas. Uma que assim como a outra também é conectada por sua emblemática rede de metrô. Ela que é quase um ser onipresente e onisciente na história criada por Gaiman. Continuar lendo

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