Star Wars – Império Despedaçado (Rucka, Checchetto, Unzueta & Laiso)

STAR WARS IMPERIO DESPEDACADO

Star Wars – Império Despedaçado é uma minissérie gráfica composta por quatro volumes publicada pela Marvel. Elas fazem parte do novo cânon da franquia e ajudam a criar a ponte entre os filmes seis e sete. No Brasil, os quatro volumes foram reunidos em um único encadernado pela Panini. As histórias têm roteiro do Greg Rucka (autor de Star Wars: A Missão do Contrabandista e Star Wars: Antes do Despertar), arte do Marco Checchetto, Ángel Unzueta e Emilio Laiso e cores de Andres Mossa.

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A Presa de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quinto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

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Depois da Batalha de Trafalgar, eu confesso que esperava reencontrar um Sharpe mais feliz. Com algum dinheiro no bolso, uma posição efetiva como soldado nos Fuzileiros e, quem sabe, o amor de Lady Grace. Mas, a leitura deste quinto volume mostrou que se Cornwell pode deixar a vida de seu protagonista árdua e melancólica, ele o irá fazê-lo sem meias medidas. É assim que reencontramos Sharpe em 1807 (dois anos depois de Trafalgar): vagando solitário e sem dinheiro pelas ruas de Londres, desenganado com o amor e cansado de tentar ser um bom soldado e não reconhecerem o seu valor. Será o fim de sua carreira como oficial? Se ele pudesse ter vendido sua patente talvez fosse, mas como até isso lhe foi negado, restou ao acaso o papel de reunir velhos companheiros de batalhas indianas e garantir a Sharpe uma missão. Acompanhar o nobre oficial John Lavisser à Dinamarca. Lavisse irá propor um suborno ao príncipe herdeiro dinamarquês e quem sabe trazer a Dinamarca para o lado inglês e impedir uma guerra. Cabe a Sharpe mantê-lo a salvo dos franceses. Mas, se tem uma coisa que aprendemos com os livros anteriores é que sempre há um traidor e, se ele não é Haskewill (ainda estou me perguntando aonde o bendito foi parar e quando irá dar as caras novamente), será alguém bem próximo a Sharpe. Lavisser é claro, não é muito difícil perceber isso. Sharpe foi escolhido como substituto ao antigo soldado designado para proteger Lavisser e que acabou assassinado, e não demora para o nobre oficial tentar livrar-se de Sharpe também, mas é claro que não dá certo e agora é Sharpe que parte em seu encalço (por toda a Dinamarca) para desmascará-lo e fazê-lo pagar pela traição. Continuar lendo

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O Oráculo Oculto (Rick Riordan)

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Riordan desta vez foi bonzinho e não nos deixou muito tempo longe dos personagens que aprendemos tanto a gostar. Após a conclusão da série Os Heróis do Olimpo e seu enveredamento pelo mundo dos deuses nórdicos, era de se esperar que Riordan fosse dar uma pausa nos mundos grego e romano. A participação de Annabeth na história do primo Magnus Chase vinha como um alento para mantermos contato, ainda que indiretamente, com os semideuses já tão conhecidos. Mas, pelo visto Riordan não conseguiu ficar muito tempo afastado do Olimpo e de Long Island e o término da batalha contra Gaia forneceu a desculpa que faltava para ele começar uma nova história, desta vez com um toque divino a mais, na verdade, a menos, bem menos…

 “ Inspecionei meu novo corpo. Eu aparentava ser um adolescente caucasiano do sexo masculino, usando tênis, calça jeans e uma camisa polo verde. Muito sem graça. Eu me sentia enjoado, fraco e tão, tão humano.

       Nunca vou entender como vocês, mortais, toleram isso. Vocês passam a vida toda presos em um saco de carne, incapazes de apreciar os prazeres mais simples, como se transformar em um beija-flor ou se dissolver em pura luz.

 E agora, que os céus me ajudem, eu era um de vocês, apenas mais um saco de carne no universo.” (Página 11)

Zeus culpou Apolo pela batalha entre os deuses e Gaia e como punição o expulsou do Olimpo. O deus do sol foi parar na Terra, agora sob a forma de garoto (mortal) de 16 anos. Não é a primeira vez que Apolo passa por tal provação e se tem uma coisa que suas experiências anteriores lhe ensinaram, era que ele estaria destinado a servir um semideus e que ainda sofreria muito até cair nas graças de seu pai novamente. Ele só não contava ficar a serviço de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha que se defende com frutas; que o seu mais famoso oráculo (o Oráculo de Delfos) ainda não estivesse funcionando e que caberia a ele (e não a um grupo de semideuses, por mais famosos e competentes que sejam) reavê-lo; e que como apenas mais um saco de carne no universo, entraria na mira de um de seus adversários mais antigos (e ele não está sozinho). Continuar lendo

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Loney (Andrew Michael Hurley)

Loney

Loney, romance de estreia de Andrew Michael Hurley, traz a história de dois irmãos. Um dele mudo e o outro destinado a ser seu eterno protetor. O livro é narrado em primeira pessoa pelo irmão protetor. Interessante que mesmo Hanny sendo mudo, a ele o direito de sua identidade não lhe é negado. O irmão, apesar de narrador, protetor e intérprete de Hanny, dele nem mesmo seu primeiro nome nos é permitido saber. O que escancara ainda mais o quanto Smith (sobrenome da família) ou Tonto (apelido dado pelo Padre) se anulou ao longo dos anos impelido pela mãe superprotetora e intransigente. E é justamente na construção do relacionamento fraternal, o fato de Smith ser o único capaz de compreender os anseios de Hanny e dele não se importar com a deficiência do irmão, enxergada como uma mácula que precisa ser expurgada pela mãe; que repousa a melhor parte da história de Hurley. Supera até mesmo o Loney e sua atmosfera lúgubre e, principalmente, é muito mais interessante que todas as manias, preceitos e preconceitos da sra. Smith.

A história de Hurley tem início com Smith lendo a notícia do corpo de uma criança que foi encontrado em Coldbarrow. Um lugar sobre o qual há trinta anos ele não ouvia falar, e ao qual será necessário voltar por meio de suas reminiscências. Continuar lendo

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Maus (Art Spiegelman)

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Depois de inúmeros romances e filmes retratando a Segunda Guerra Mundial e os horrores do Holocausto de forma tão trágica e massacrante, é impossível não se perguntar de a sensibilidade, a emoção e o horror conseguiriam ser bem retratados em uma graphic novel. Foi essa a tarefa que Art Spiegelman tomou para si lá em 1973, quando a primeira parte do primeiro volume de Maus foi publicada, este que só seria finalizado em 1986 e que ganharia um segundo (e final) volume finalizado em 1991. A tarefa foi concluída com sucesso, tanto é que no ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Pulitzer de literatura. Na edição brasileira publicada em 2005 pela Companhia das Letras (pelo selo Quadrinhos na Cia.) todas essas partes foram reunidas em um volume único.

Maus, palavra alemã para rato, traz a história de Vladek Spiegelman, pai do autor, um judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. A história de Art vai se desenrolando perante nossos olhos como uma conversa e para isso ele se coloca como personagem. É Art, que depois de adulto e durante suas visitas ao seu idoso pai, que o convence a compartilhar sua história. São essas conversas, marcadas pela relação não tão próxima entre pai e filho e pelas interrupções de Vladek para corrigir partes da história já anteriormente narradas que encaminham a trama de Spiegelman aos anos pré-Guerra e aos anos de embate propriamente dito. Continuar lendo

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K-dorama: The Heirs

the heirs

  • Título: 왕관을 쓰려는자, 그무게를 견뎌라상속자들 / Wangkwaneul Sseuryeoneunja, Geumoogereul Gyeondyeora – Sangsokjadeul
  • Também conhecido como: The Inheritors / The One Trying to Wear the Crown, Withstands the Weight – The Heirs
  • Gênero: romance, drama, comédia, juventude, escolar
  • Episódios: 20
  • Período em que foi ao ar: 09/outubro/2013 a 12/dezembro/2013
  • Rede de televisão: SBS
  • Diretor: Kang Shin Hyo
  • Roteirista: Kim Eun Sook

 

Não tem como começar a assistir The Heirs e não lembrar de Boys Before Flowers, principalmente porque coube ao Lee Min Ho dar vida ao protagonista Kim Tan, herdeiro do Grupo Empire e pertencente ao topo da alta sociedade. Mas, se o papel anterior pode ter facilitado o trabalho de interpretação do Min Ho em alguns aspectos, o trabalho da Kim Eun Suk como roteirista foi essencial para afastar a trama de The Heirs da de Boys Before Flowers e mostrar que ainda era possível reinventar a fórmula garoto rico, garota pobre e ambiente escolar. A começar pelo fato do ambiente escolar só ser inserido mais para frente na trama. Toda a apresentação dos personagens e o primeiro encontro do casal de protagonistas ocorre fora da escola e fora da Coreia. Continuar lendo

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De Repente Acontece (Susane Colasanti)

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Minhas duas outras experiências com livros da Susane Colasanti (Esperando por Você e Tipo Destino) não foram muito positivas. Eu gostei dos personagens criados por ela, me diverti durante a leitura, mas no final restou a sensação de que ficou faltando algo. Faltam diálogos mais profundos (e antes que comentem, YA não é sinônimo de superficialidade) e faltou um maior aprofundamento nas temáticas sociais bastante frequente em suas tramas.

Em De Repente Acontece Colasanti traz a história de Sara e Tobey.  Dois adolescentes que estão para começar o último ano da escola e não poderiam estar caminhando para direções mais distintas.

Sara está preocupada em entrar para a universidade dos seus sonhos, mas também não quer ser apenas a nerd que sempre foi. Ela quer se reinventar, e no processo encontrar um amor verdadeiro. Tobey não leva a escola a sério e não quer saber de universidade. Sua única preocupação é sua banda e a Batalha das Bandas… Ele também está apaixonado por Sara. Mas ela, só tem olhos para Dave, e Tobey não é muito de colocar a cara a tapa. Continuar lendo

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Diversidade da Vida (Edward O. Wilson)

diversidade da vida

“Ouvi ao meu redor o coro grego do treinamento e da cautela: como você pode provar que esta é a razão de serem dominantes? Fazer tal associação não é mais uma vez concluir precariamente que se dois eventos ocorrem juntos um tem de causar o outro? Algo inteiramente diferente pode ter causado ambos. Pense nisso. Que tal uma maior capacidade individual de luta? Ou sentidos mais aguçados? Ou o quê?

Esse é o dilema da biologia evolucionista. Temos problemas a resolver e temos respostas claras – um excesso de respostas claras. O difícil é escolher a resposta certa. A mente isolada move-se em círculos lentos, e os avanços são raros. A solidão é melhor para eliminar ideias do que para criá-las. Gênio é apenas a produção de muitos vinculada aos nomes de poucos para facilitar a lembrança, uma injustiça para tantos cientistas. ” (Página 14)

Em Diversidade da Vida Edward O. Wilson traz quinze capítulos divididos em três seções: Natureza Violenta, Vida Resistente; O Aumento da Biodiversidade; e O Impacto Humano. Na primeira seção Wilson apresenta alguns exemplos emblemáticos de como eventos destrutivos são contornados pela vida e termina falando sobre os cinco grandes eventos de extinção que a Terra sofreu ao longo de sua história evolutiva. Assim, nos prepara para inserir o evento mais emblemático, recorrente e atual de extinção que estamos provocando. Mais pernicioso do que alguns dos mais catastróficos do passado, justamente por não haver tempo de recuperação cabível, não ao menos na escala de vida do Homo sapiens. Continuar lendo

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O Palácio da Meia-Noite (Carlos Ruiz Zafón)

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O Palácio da Meia-Noite foi o segundo romance publicado por Zafón e, juntamente com seu antecessor (O Príncipe da Névoa) e o As Luzes de Setembro compõem a Trilogia da Névoa. Mas, como já havia dado para perceber desde a leitura do primeiro livro, o agrupamento desses livros em uma trilogia é artificial e cada qual funciona perfeitamente como um romance único. Os personagens e as tramas são distintos e as histórias tomam formas em lugares tão díspares quanto um vilarejo no litoral do Atlântico ou em Calcutá. Talvez o único denominador comum entre os livros seja a Névoa e o que ela representa: o sobrenatural, os perigos representados pelo oculto e a atmosfera sufocante que Zafón consegue imprimir tão bem em seus romances.

Em O Palácio da Meia-Noite Zafón nos convida a acompanhá-lo em Calcutá. Em 1916, um homem está em fuga desenfreada para salvar a vida de dois bebês gêmeos de um homem (uma entidade?) sobrenatural que matou a mãe das crianças e agora as quer mortas também. Para mantê-los a salvo, as crianças são separadas. A menina (Sheere) fica com a avó materna e o menino (Ben) é entregue no orfanato St. Patrick’s. E, durante um tempo a ameaça arrefeceu. Até maio de 1932. Prestes a completarem dezesseis anos, Ben e Sheere se reencontram e o passado da família e o homem que os caça deverão ser enfrentados. Continuar lendo

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Simon vs. A Agenda Homo Sapiens (Becky Albertalli)

Simon vs. a agenda Homo Sapiens

Simon tem 16 anos e é gay, mas ninguém sabe. Bem, para falar a verdade, uma pessoa sabe. Blue, o garoto com que Simon (sob a alcunha de Jacques) troca e-mails. Um garoto com quem cada vez mais Simon se identifica. Mas, esse relacionamento permanece no mundo virtual, livre das inibições e receios que o encarar frente a frente poderia provocar. Ainda mais por ambos estudarem na mesma escola, e, não terem se assumido como gays ainda. Só que essa história é abalada quando Martin, um colega da turma de Simon, descobre sobre a troca de e-mails e começa a chantageá-lo. Uma ameaça que pode colocar em xeque esse relacionamento imberbe. Como Simon irá reagir a essa chantagem e o quanto de mudanças ela irá provocar na vida do garoto é o cerne dessa trama. Para ter uma chance real com Blue, Simon precisará convencer o misterioso garoto a se revelar; terá que manejar a chantagem de Martin; e, acima de tudo, aceitar as mudanças e arriscar-se fora de sua concha, assumindo seus verdadeiros desejos e sentimentos.

“Você não acha que todo mundo devia ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo devia ter que declarar o que é; devia ser uma coisa bem constrangedora, não importa se você é hétero, gay, bi ou sei lá o quê. ” (Página 130)

“É mesmo muito irritante que hétero (e branco diga-se de passagem) seja o normal e que as pessoas que precisam pensar sobre sua identidade sejam só aquelas que não se encaixam nesse molde. ” (Página 131)

A história é narrada em primeira pessoa, por Simon, e os capítulos alternam-se entre a “narrativa principal” e os e-mails trocados por Jacques e Blue, que garantem diálogos humorados e algumas vezes até mesmo sarcásticos. E é assim, despretensiosamente, que Albertalli te prende à história. A leitura flui e você não quer parar até descobrir quem é Blue e se os dois garotos um dia irão se encontrar e ficar juntos. Continuar lendo

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