O que Alice Esqueceu (Liane Moriarty)

“- Quantos anos você tem, Alice?

– Vinte e nove, Jane – respondeu ela, irritada com o tom dramático da outra e sem entender aonde queria chegar. – A mesma idade que você.

Jane se afastou, olhou para George Clooney com uma expressão triunfante e disse:

– Acabei de receber o convite da festa de quarenta anos dela.

Este foi o dia em que Alice Mary Love foi à academia e, num descuido, perdeu uma década de vida. ” (Página 19)

O que fazer quando a vida te dá um tombo e te coloca para repensar todas as suas escolhas? E o pior, sem nem mesmo você fazer ideia de quais foram elas? O mundo de Alice virou de pernas para o ar quando um acidente a fez se esquecer dos últimos dez anos de sua vida. Em 1998, ela vivia um casamento feliz, esperava seu primeiro filho, era uma otimista nata e tinha um ótimo relacionamento com a família, especialmente com Elisabeth, sua irmã mais velha. Em 2008, seu casamento está por um fio, ela já é mãe de três filhos, tem um jeito um tanto quanto cínico, metódico e extremamente organizado de levar a vida, e seu relacionamento com a irmã anda bastante estremecido. Acordar como a Alice de 1998 em 2008 não está sendo uma tarefa fácil, mas talvez essa pode ter sido a melhor coisa que lhe aconteceu. Continuar lendo

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TAG – Histórias de Quintal

Esta TAG  foi criada pela Ângela do canal Ao sol, no quintal (vocês podem ver o vídeo dela clicando aqui). Já tem mais de um mês que ela publicou o vídeo da tag no canal e desde então muita gente já respondeu, eu cheguei atrasada, mas achei tão legal as perguntas que tive que responder. Então, vamos lá:

  1. Um livro triste.

Já li um bocado de livros triste, e sim, sou daquelas que choram lendo, dentre os livros mais recentes que li, posso destacar dois: Vozes de Tchernóbil (Svetlana Aleksiévitch) faz parte daquele rol de leituras angustiantes, que expõem a pequenez e escancaram a fragilidade da humanidade, mas também sua resiliência. Sobre o acidente nuclear de Tchernóbil há muito se fala, em livros, filmes, documentários, mas o registro feito por Svetlana talvez seja o retrato mais humano e empático dessa catástrofe. Todo dia a mesma noite (Daniela Arbex) traz a história da tragédia da Boate Kiss em Santa Maria – RS. Foi um livro que comecei a ler com receio de que trouxesse uma exposição exacerbada desse episódio ainda tão dolorido, mas o registro feito com muita sensibilidade e respeito pelas vítimas, mostrou-se importante frente a impunidade que até hoje perdura. É uma forma de não nos esquecermos, de não deixar que o clamor pela justiça seja sepultado. Continuar lendo

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Black Hammer – Origens Secretas (Jeff Lemire, Dean Ormston & Dave Stewart)

Jeff Lemire é um nome bastante conhecido pelos que acompanham quadrinhos da Marvel e da DC Comics, e também por suas obras autorais como O Soldador Subaquático e Condado de Essex. A história de Black Hammer foi concebida por Lemire em 2007-2008 mas só atingiu sua atual conformação e começou a ser publicada em 2016, tendo sido agraciada com um Prêmio Eisner em 2017 por Melhor Série Original. Continuar lendo

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Colecionando Textos #15

 

 

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Dôra, Doralina (Rachel de Queiroz)

Esta é mais uma daquelas leituras que foram fomentadas por um desafio literário, no caso o Desafio Lendo Mais Mulheres 2018. Nele há a categoria ler um livro de uma autora sul-americana e eu não pude deixar passar a oportunidade de colocar o único livro da Rachel de Queiroz que tenho na minha estante. Não é que eu nunca tenha ouvido falar da Rachel de Queiroz, mas ela não fulgurava entre os autores que li no ensino médio. Não comecei pelo O Quinze nem Memorial de Maria Moura (duas de suas obras mais emblemáticas), mas Dôra, Doralina cumpriu seu papel de me apresentar uma escritora de narrativa afiada, muito ligada às suas raízes nordestinas e sempre preocupada com a situação política do país.

Dôra, Doralina foi publicado originalmente em 1975 e traz a história de uma protagonista que vive em uma fazenda no agreste nordestino sob o jugo da mãe, passando por seu grito de liberdade, seu envolvimento com uma trupe de teatro mambembe, seu desembarque no Rio de Janeiro em tempos de guerra e a descoberta do amor. Apesar de não acompanharmos Dôra desde sua infância, este é essencialmente um romance de formação e para refletir as diferentes fases pelas quais Dôra transita, Rachel estruturou a obra em três livros. Continuar lendo

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Resumo do Mês

Com o ritmo de leitura dando uma desacelerada, o mês de maio segue o mês de abril em número de leituras e postagens aqui no blog. De qualquer forma, não deixe de conferir os links abaixo caso tenha perdido alguns de nossos posts.

 

Resenhas:

Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes 2 (Francesca Cavallo & Elena Favilli)

Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira)

Deuses Americanos – Sombras (Neil Gaiman, P. Craig Russell & Scott Hampton)

 

Aleatoriedades:

Colecionando Textos #14

TAG – 20 Fatos Literários Sobre Mim [Núbia]

TAG – 20 Fatos Literários Sobre Mim [Mariana]

Dia da Toalha (ou o Dia do Orgulho Nerd) – Sugestões de Livros

 

E, para não perder o costume, essas foram as postagens com mais visualizações no mês:

K-dorama: Love Rain

K-dorama: Best Love

K-dorama: Playful Kiss

O menino do pijama listrado (John Boyne)

J-drama: Hana Yori Dango

 

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Colecionando Textos #14

 

 

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Deuses Americanos – Sombras (Neil Gaiman, P. Craig Russell & Scott Hampton)

Quando escrevi sobre a minha experiência de leitura com Deuses Americanos comentei que eu o releria facilmente. Naquela época eu ainda não sabia que uma adaptação para graphic novel estava em vias de publicação. Poder revisitar esse universo com roteiro e layouts de P. Craig Russell e arte de Scott Hampton (que já trabalharam em Sandman) foi uma ótima experiência. Continuar lendo

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Dia da Toalha (ou o Dia do Orgulho Nerd) – Sugestões de Livros

A data (25 de maio) foi escolhida como uma homenagem póstuma ao Douglas Adams (autor da série de livros de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias, que não, não temos resenhas publicadas aqui no blog, mas já li e recomendo), daí o nome Dia da Toalha, mas nessas coincidências do destino, acabou que a data escolhida coincidiu com o dia em que o primeiro filme de Star Wars foi exibido pela primeira vez nos cinemas (25 de maio de 1977). O que era o Dia da Toalha (e continua sendo) acabou tomando proporções maiores e agregando mais fãs, não somente de Arthur Dent, Ford Prefect ou Marvin, mas também de sabres de luz, de naves interestelares, phasers, super-heróis, varinhas mágicas, cajados, anéis de poder e povos mágicos, agregando todos no que ficou conhecido como Dia do Orgulho Nerd. E como boas nerds que somos é claro que eu e a Mari já andamos resenhando vários livros de ficção científica, fantasia e distopias por aqui. Não deixem de conferir os links (algumas já foram publicadas aqui há um bom tempo). Vida longa e próspera né, sabe como é. Continuar lendo

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Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira)

Depois do que aconteceu com May, sua irmã mais velha. Laurel decidiu ir para uma nova escola cursar o Ensino Médio. Ela não queria ser alvo de olhares de pena e ter de responder a perguntas. Na nova escola, porém, ela é uma solitária. Com a morte de May, a família de Laurel desmoronou: a mãe foi embora; o pai está ausente mesmo estando por perto; e sobrou para Laurel passar a maior parte do tempo com a tia, que tenta compensar a perda de May com um controle mais rígido (ainda que falho) de Laurel. Talvez Laurel continuasse a levar uma vida escolar solitária, e uma vida familiar ausente de diálogos e se contentasse apenas em nutrir sentimentos platônicos pelo misterioso Sky, seu colega de escola. Mas, uma tarefa escolar foi a catalisadora de mudanças. A tarefa era simples. Escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel escreve. Na verdade, a partir de então ela lota seu caderno de cartas e mais cartas, mas não as entrega à professora.

Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, Janis Joplin, River Phoenix, Amelia Earhart, Amy Winehouse, Jim Morrison, John Keats, E.E. Cummings, Heath Ledger… Na companhia deles, Laurel tenta lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com sua família despedaçada. Por meio das cartas, ela começa a se abrir e se permitir a cultivar amizades na nova escola. Por meio das cartas ela rememora seus momentos com May e tenta entender o que aconteceu na noite que a irmã morreu. O que Laurel fez na noite em que May se matou? O que acontecia nas noites de sexta-feira? São respostas com as quais Laurel precisa se reconciliar. Continuar lendo

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