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Um Autor de Quinta #101

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

 Nossa coluna do Um Autor de Quinta já estava praticamente soterrada nas camadas de poeira, o que não é legal porque é sempre bom poder falar mais sobre um autor/autora, apresentar seu trabalho, trocar informações com outros leitores quiçá fãs e descobrir trabalhos vindouros e/ou produções associadas à sua obra. Então, vou assumir o compromisso de não deixar a coluna agonizar e trazer ao menos um post por mês. E, nada melhor do que começar com uma autora/quadrinista que mal conheci mas que já admiro pacas desde que caí de amores pela graphic novel Nimona. É sério, se você ainda não leu não perca mais tempo. E já aviso que este post explodirá em imagens (não poderia ser de outra forma).

Noelle Stevenson

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Foto de Jody Culkin.

Noelle Stevenson nasceu em 31 de dezembro de 1991 em Columbia na Carolina do Sul, EUA. Ela se graduou no Maryland Institute College of Art e atualmente mora em Los Angeles. Continuar lendo

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GO (Nick Farewell)

go

Nick Farewell sempre se considerou muito mais leitor que escritor e durante muito tempo protelou a publicação de seu romance, já que começou a escrever muito mais para aprender a se expressar do que com o objetivo de se tornar um escritor (http://osegredodosescritores.blogspot.com.br/2009/10/entrevista-com-nick-farewell.html). Ainda bem que ele tomou coragem e GO marca a sua estreia no mundo literário.

“Mas essa não é a história do homem que lia pensamentos. Acredite, qualquer um pode fazer. O que eu quero contar para você é como um homem comum pode ser, ou se você preferir, ter o que quiser. Afinal o que eu quero da vida? A resposta é mais estúpida e genial possível: eu quero viver.”

A história se passa em São Paulo (sim gente, o autor é brasileiro). Nela conhecemos um cinéfilo, leitor compulsivo, DJ nas “horas vagas”, com problemas de relacionamento e que tem como projeto de vida conseguir terminar o romance que está escrevendo. Ele, que não nos entrega seu nome e atende pela alcunha de Mr. Fahrenheit, se entrega à elucubrações sobre a vida, os conhecidos, sobre como conseguir uma refeição gratuita, meios de trabalho ilegais, literatura e autores beat e outras informações que ele considera necessárias para viver a vida. E o início do livro basicamente se restringe a esses elementos. A história não entrega a que veio e se não podemos imaginar o que esperar para o protagonista, pelo menos, podemos contar com diálogos (ou monólogos como bem pontuado por ele) verborrágicos, filosóficos e humorados, apesar de toda melancolia que parece rondar sua vida. Talvez seja por isso que o início da leitura de GO foi demorada. O romance demora a engrenar e acho que em grande parte isso ocorreu porque demorei a me acostumar com o fluxo de consciência pessimista e com a tendência ao sofrimento que o protagonista vivia a se autoimpor. Continuar lendo

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