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Um Autor de Quinta #89

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

David_Levithan

David Levithan

David nasceu no dia 07 de setembro de 1972 em Short Hills, Nova Jersey, EUA. Ele graduou-se em 1994 em Inglês e Ciência Política pela Brown University. Aos 19 anos Levithan começou um estágio na Scholastic Corporation onde começou a trabalhar na série The Baby-sitters Club. Ele também publicou adaptações literárias das produções cinematográficas como A Múmia (The Mummy), 10 Coisas que eu Odeio em Você (10 Things I Hate About You) e Nota Máxima (The Perfect Score). Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #86

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

john green

John Green

John Michael Green nasceu no dia 24 de agosto de 1977 em Indianápolis, Indiana. Ele passou boa parte da infância em Orlando, Flórida e também morou em Birmingham (Alabama), Nova Iorque e Chicago. Atualmente, ele mora com a esposa, Sarah, e seus filhos, Henry e Alice, em Indianápolis.

Green é bacharel em Inglês (com ênfase nas obras de Mark Twain) e Estudos Religiosos (principalmente islamismo) pelo Kenyon College. Depois de concluída a faculdade, Green passou cinco meses trabalhando como aprendiz de capelão em um hospital infantil. Ele tinha a intenção de se tornar um ministro episcopal, chegou até mesmo a se matricular na Divinity School da Universidade de Chicago, mas não chegou a assistir às aulas. Suas experiências em trabalhar em um hospital infantil com crianças enfrentando doenças fatais, mais tarde serviriam de inspiração para a história de A Culpa é das Estrelas.

Durante a época em que morou em Chicago, Green trabalhou como resenhista literário para a revista Booklist. Foi durante esse período que ele escreveu seu primeiro romance, Looking for Alaska (Quem é você, Alasca?). O livro foi publicado pela Dutton Children’s Book em 2005 e Green ganhou o Prêmio Michael L. Printz da American Library Association pelo “melhor livro do ano para adolescentes”. Continuar lendo

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Will & Will (John Green & David Levithan)

will & will

“No que diz respeito a vida, prefiro o silenciosamente desesperado ao radicalmente bipolar.”

Will Grayson tem duas regras básicas, não se importar muito com nada e calar a boca, e toda sua existência se resume a não mostrar nada para o mundo. Seu sonho de consumo talvez fosse ser apenas uma montanha, mas ele está mais para um vulcão. Para quem se esforça tanto para não se importar, ele importa-se até demais, e o calar só se restringe a boca porque os pensamentos de Will, bem esses são bem loquazes, sarcásticos e bastante divertidos. Ele é amigo do gay, muito gay, grande e expansivo, Tiny Cooper. Tiny é daqueles que se apaixona de hora em hora e acha que Will é incapaz de sentir o que os humanos chamam de emoção, o contrário dele que é definido pela emoção, emoção que às vezes beira o insuportável para o arrelacionamental Will. Apesar das diferenças, ambos são amigos de longa data e ainda que Will ache que a grande missão de Tiny seja acabar com sua vida social, esse gigante no tamanho e no coração acaba é contribuindo para aumentar seu círculo de amizade, que antes estava mais para uma reta.

“ela provavelmente só está preocupada com o dia em que vou acordar e perceber que metade dos meus genes são tão orientados pra ser um filho da puta que vou desejar ser um filho da puta. bem, mãe, adivinhe só? esse dia aconteceu há muito tempo, e eu gostaria de dizer que é aí que entram os comprimidos, embora eles lidem apenas com os efeitos colaterais.”

will grayson vive com a mãe e a relação dos dois é péssima, melhor seria dizer inexistente. will é depressivo, toma remédio controlado, tem uma relação de amizade completamente deturpada com maura e precisa aceitar e assumir sua orientação sexual, ainda mais agora que está apaixonado por isaac, um garoto de ohio com quem mantém uma amizade virtual. mas não deixe esse pessimismo todo te enganar, à sua maneira will consegue ser tão hilário quanto seu homônimo de Chicago, só que com um humor mais ácido e cinzento.

Green e Levithan dão vida aos seus Wills e seus mundos em histórias que bem poderiam continuar paralelas, mas que acabam se encontrando em uma noite de uma sexta-feira gelada numa sex shop. Ali Will Grayson encontra Will Grayson e de uma forma que não poderiam imaginar provocam mudanças na vida um do outro. Mudanças que acontecem por meio de quem? De Tiny é claro, afinal ele pode não ser um dos narradores dessa história, mas é a estrela principal. Tiny é o elo que une as duas “timelines”. Tiny, suas milhares de mensagens trocadas pelo celular e seu musical que promete ser o mais fabuloso e libertador de todas as produções escolares já feitas. Continuar lendo

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