Editora Dublinense – Antes que os espelhos se tornem opacos

Release divulgado pela editora.

Juarez Guedes Cruz, ganhador do Prêmio Açorianos,

lança livro de contos pela Dublinense

 

Mais do que um livro de ações ou acontecimentos, Antes que os espelhos se tornem opacos é um livro de sensações. Para Juarez Guedes Cruz, mais do que as experiências em si, importam os sentimentos e emoções que estão conectados a elas. A atenção do leitor é desviada para as diferentes formas de absorver a solidão, a dúvida, a perda, a dor, a incerteza, a culpa. Nem sempre há um elemento para amortecer o impacto, assim como não há idílio, salvaguarda ou otimismo.

O olhar de Juarez é contemplativo. Ele está presente em um conto que se passa no ritmo do tango, em que um homem relembra a derradeira dança com a mulher amada; está também em um sinistro relato de um escritor que se isola em uma cabana para escrever seu mais importante romance; está naquele fim de tarde à beira-mar, quando um homem e uma mulher se encontram e se apaixonam; está presente da primeira à última página, esboçando reações e traçando a intensidade dos sentimentos.

“Quase todas as narrativas põem em primeiro plano o olhar”, diz Flávio Aguiar no posfácio do livro. “Por esses olhares agonizantes, desfilam casas que talvez existam apenas na memória, espelhos que silenciam para sempre, as imagens de um agonizante que se refugia no sonho”, completa.

Há influências diretas de Jorge Luis Borges e Julio Cortázar na escrita de Juarez Guedes Cruz, seja nos círculos e labirintos que se oferecem ao leitor, seja solidão, na resignação que flerta com o abismo do desespero.

Algumas reflexões que já atormentaram outros escritores são recriadas por Juarez. Uma delas diz respeito à incapacidade dos homens de gerir suas próprias emoções. O resultado são as mágoas, os arrependimentos e as separações. Os encontros são descritos apenas como prenúncios das despedidas. Na primeira nota, ouve-se o fim da melodia; na primeira cena projetada, imagina-se o desfecho.

Autor – Juarez Guedes Cruz nasceu e vive em Porto Alegre (RS). É médico, psiquiatra e psicanalista. Além da presença em antologias de contos ou de ensaios psicanalíticos, publicou dois livros de contos: A cronologia dos gestos (2003, vencedor do Prêmio Açorianos) e Alguns procedimentos para ocultar feridas (2007, finalista do Prêmio Açorianos). Também em 2007, foi o organizador da antologia de contos O paradoxo de Tchekov.

Editora – A Dublinense foi criada em 2009 com o objetivo de formar um catálogo eclético. Isso significa receber os jovens e criativos autores, mas também os escritores maduros e já consagrados. Os valores que norteiam a editora são o apuro com a palavra e o cuidado gráfico. A linha editorial da Dublinense está direcionada principalmente para os gêneros tradicionais da literatura de ficção, mas compreende também livros de negócios, ensaios, relatos e esportes. Seus sócios e idealizadores são Gustavo Faraon e Rodrigo Rosp.

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