K-dorama: Rooftop Prince

Nossa, já faz um tempo que não vejo, falo ou escrevo sobre doramas. Estava em uma ressaca doramática desde que vi In Time With You. Simplesmente não conseguia me desligar da história o suficiente para ter vontade de começar a ver outra. Aliás, isso está sendo bem frequente e é por isso que as resenhas sobre doramas deram uma sumida do blog, mas espero que eu consiga normalizar a situação logo. A boa notícia é que finalmente consegui e não poderia ter feito escolha melhor, Rooftop Prince é um excelente dorama, não é à toa que é considerado por muitos como uma das melhores produções de 2012 (como eu ainda estou em débito com elas não posso tecer mais comentários). A não tão boa notícia é que pareço estar lidando novamente com um caso de ressaca, só espero que dessa vez ela não demore tanto.

rooftop-prince-korean-drama-1

Viagens temporais foi um tema bem recorrente nos dramas lançados ano passado e ao que parece a mistura de passado e presente, fantasia e em alguns casos comédia foi bastante acertada já que muitas dessas histórias fizeram enorme sucesso na Coreia. Só Rooftop Prince angariou treze prêmios, tanto pela atuação do casal de protagonistas como também pela popularidade e pelo roteiro.

Título: 옥탑방 왕세자 / Oktabbang Wangseja
Também conhecido como: Attic Prince
Gênero: fantasia, comédia, romance
Episódios: 20
Período em que foi ao ar: 21/Março/2012 à 24/Maio/2012
Rede de televisão: SBS
Diretor: Shin Yoon Sub
Roteirista: Lee Hee Myung
Produtor: Son Jung Hyun

Trezentos anos atrás, durante a dinastia Joseon, Hwa Yong (Kim So Hyun/Jung Yoo Mi) tem certeza de que entrará na seleção da princesa e de que será ela a escolhida, devido às boas relações familiares do pai. Ela só não contava que o pai fosse escolher sua irmã caçula, Bu Yong (Jun Min Seo/Han Ji Min), para a disputa e que a ela caberia apenas ajudar a irmã a se preparar para entrar no palácio e se casar com o príncipe Lee Gak (Choi Won Hong/Micky Yoochun). Mas, uma ação de Hwa Yong (proposital ou não) acaba retirando Bu Yong da disputa e ela é escolhida para casar com o príncipe no lugar da irmã.

rooftop passado

No século 21 (passado do presente – espero que não tenha ficado muito confuso), o pai de Park Ha (a Bu Yong no passado) inicia um relacionamento com a mãe de Hong Se Na (Hwa Yong). E Se Na, não está nada contente em ter que dividir as atenções com a “irmã mais nova” que acabou de ganhar e acaba dando um jeito de livrar-se de seu fardo.

No presente, Yong Tae Yong (o Lee Gak do futuro) conhece a jovem Park Ha e se interessa por ela, mas são impedidos de desenvolverem qualquer tipo de relacionamento, por causa do interesse de Yong Tae Moo (Lee Tae Sung), primo “ilegítimo” de Tae Yong, em assumir os negócios da família nem que para isso tenha que se livrar de um parente seu.

rooftop presente

Esse início pode até parecer confuso e um tanto desconectado, mas acredite, o roteirista conseguiu concatenar todas essas informações e construir uma ótima trama. O passado e o presente dessas duas garotas é o ponto de partida dessa história que tem como mote resolver ações do passado que de certa forma refletiram no presente e que impediram duas almas gêmeas de se encontrarem. É, gente, tem viagem no tempo, tem muita comédia, mas é romance tá. Ainda que um certo mistério e armações pairem no ar…

Em Joseon, a princesa foi assassinada. E Lee Gak decide investigar por conta própria e para isso ele vai buscar ajudantes nos lugares mais inusitados:

Song Man Bo (Lee Min Ho) já resolveu um crime e é muito inteligente, mas por ser filho ilegítimo não pode ingressar no serviço público. Nada que um príncipe não possa contornar não? Lee Gak o nomeia seu tutor e dele será a responsabilidade intelectual do caso.

Woo Yong Sul (Jung Suk Won) havia sido condenado a morte porque descobriu que homem da nobreza havia assassinado sua mãe e estuprado sua irmã e o matou. É especialista na espada e será o responsável pela segurança do príncipe.

E como toda boa investigação que se preze precisa de alimentar de boatos, Do Chi San (Choi Woo Shik) que trabalha no maior bordel de Joseon e que parece ser uma fonte inesgotável de notícias e boatos é a pessoa certa. E como eunuco do palácio com certeza descobrirá muitos segredos.

rapazesRooftop

Com o início das investigações, eles começam a correr risco de vida, só que eles não contavam com um percalço: imagine ser lançado da Joseon de 300 anos atrás para a atualidade e todas as suas tecnologias. É claro que essa transição não é nada fácil, rende muitas confusões, muitos momentos hilários e de certa forma bagunça toda a vida das pessoas dessa época, em especial da Park Ha, que de repente se vê com quatro homens, que bem poderiam ter saído direto de uma produção teatral, mas que mais parecem ter fugido do hospício mais próximo, em sua casa! Cabe a ela livrá-los das confusões iniciais (mesmo eles transformando sua vida em um caos) e após saber sobre a viagem no tempo ajuda-los na transição e na conclusão de sua missão. Porque Lee Gak tem certeza de que foi enviado para o futuro para desvendar o assassinato da princesa, ou quem sabe a missão seja até maior, como por exemplo, salvar a vida de Hong Se Na que ele tem certeza de que é a reencarnação da princesa e que está correndo risco de vida. O que o ingênuo do príncipe não sabe é que ela está envolvida com Yong Tae Moo e que não é essa alma de candura que ele acha que ela é. Mas, enquanto ele não cai na real, para conquista-la e salvar sua vida ele decide tomar emprestado o papel de Yong Tae Yong, que está desaparecido. E ao se meter no caminho de Tae Moo, ele começa a descobrir todas as armações envolvendo o “primo”, desvenda o mistério envolvendo as relações entre as pessoas do futuro, se apaixona no processo (e não é pela Se Na, ainda que muitas vezes fique balançado pela bruaca) e através dos acontecimentos do futuro consegue entender o passado e descobre que não poderia estar mais errado sobre o que achava inicialmente.

Adorei a forma como o destino dos personagens foi sendo costurado, o presente se mostrando uma realidade especular do passado, com as relações que foram impossibilitadas de acontecerem no passado distante (ou não tão distante assim) finalmente tendo sua oportunidade. E com direito a muitas cenas hilárias envolvendo esses quatro viajantes do tempo, desde o uniforme a la Power Rangers do início até a transformação de homens de negócios capazes de colocarem abaixo os planos de Tae Moo. Minha única ressalva é que para um drama no qual o Tempo é praticamente um personagem, achei que o roteirista foi muito relapso ao marcar sua passagem. Entre as cenas da histórica Joseon e da infância das garotas no “presente” não houve maiores problemas porque a própria ambientação das cenas exerce esse papel. Porém, depois que ficamos apenas no presente muitas vezes passaram-se dois anos, um ano, um mês e a dica de que isso aconteceu tinha que ser captada através dos diálogos dos personagens, que muitas vezes nem eram tão óbvios assim. Não acho que deixar claro as passagens temporais mais longas seja subestimar a inteligência de quem está assistindo.

Haha, olha só a bagunça. E isso não representa nem um terço de todas as formas que o roteirista encontrou para conectar seus personagens.

Haha, olha só a bagunça. E isso não representa nem um terço de todas as formas que o roteirista encontrou para conectar seus personagens.

Enfim, com o delineamento da história e todas as implicações que o desvendamento do crime provocaria na vida dos personagens, ficou claro que seu encerramento não seria fácil, e que escorregões no roteiro simplesmente pela opção da saída mais fácil poderiam ocorrer. Mas, felizmente isso não aconteceu. Além de o roteirista ter guardado para o final um pouco mais de ação e suspense, que costuraram muito bem todas as pontas soltas que ainda sobravam na história, ele não optou pelo caminho mais fácil (e que seria também mais irreal, já que até na fantasia é preciso respeitar pelo menos um pouco as leis da física). E, ao fazer isso garantiu uma maior complexidade à história e brindou-a com um final poético. Lindo!

Vale a pena mencionar:

  1. Esses roteiristas fizeram um pacto para usar a Kim So Hyun como a “outra princesa” (ou a preterida) em todos os dramas né? Toda vez que eu a vejo em um drama histórico já penso: “é, dançou minha filha, ele vai preferir a outra, mesmo com todos os seus planos”.
  2. Porque a pessoa deixa a outra (no caso o Lee Gak) plantado no portão, toca a campainha e sai falando para ele não sair dali? Qual a lógica? Será que ela realmente achou que após atenderem a porta ele não iria entrar? Só relevo porque foi providencial para a vó do Tae Yong se encontrar com o príncipe e achar que ele é o seu neto desaparecido (e isso é muito importante para a história). Mas, convenhamos, havia outras formas, mais coerentes, de promover esse encontro.
  3. A cena do Lee Gak impedindo que a Park Ha vá embora é muito fofa.
  4. Só eu achei meio irreal a forma como os rapazes angariaram dinheiro para a loja de sucos no final? Eles tinham tão pouco tempo para fazerem tudo aquilo antes de serem mandados de volta para Joseon, que não ficou nem um pouco crível de repente um virar escritor de best-seller e o outro artista de cinema. Ahã, tá bom.
  5. A cena do elevador é épica! Ri horrores.
Achei essa imagem no Tumblr http://donnapie.tumblr.com/ e tive que compartilhar. xD

Achei essa imagem no Tumblr http://donnapie.tumblr.com/ e tive que compartilhar. xD

Para conferir:

Projeto do YöFansub. Pode ser baixado aqui.

Prestigiem os fansubs!

Fontes:

http://wiki.d-addicts.com/Rooftop_Prince

http://mydramalist.info/title/11414/oktapbang_wangseja

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2 Comentários

Arquivado em Dorama aleatório

2 Respostas para “K-dorama: Rooftop Prince

  1. Amiga!!!!!!!!!!!! Que saudades eu estava dos seus posts! Sério! E saudades suas tbm viu!

    Menina, nem sei mais o que dizer sobre RP! Foi um dos melhores dramas de 2012 sem dúvida. Acho que na minha lista, ficou em 4 ou 5º! Sim, achei que outros ainda conseguiram ser melhores, daí o nível dos dramas de 2012! Duvide que esse ano supere, mas vamos ver neh!

    Ainnnnnnnnnnnn….esse YooChun está cada vez melhor! Ele simplesmente foi perfeito nesse drama, sério! Melhor até que no recente I Miss You, na minha opinião! E diferente de RP, nesse tem tbm a Kim So Hyun, mas ela é principal e sofre………

    Enfim, o roteiro de RP é excelente e nos mantem ligadas na história do começo ao fim! No inicio, eu nao entendi quase nada do que estava acontecendo mas depois tudo foi fazendo sentido! Menina…aquela revelaçao la no final sobre o papel da princesa (cunhada do principe) foi demais neh?! Triste e lindo ao mesmo tempo!

    Mta gente reclamou do final, mas como vc disse ficou mais real e plausivel! Gostei mto!

    Não tenho mto do reclamar tbm, claro que os queridos rangers por mais cativantes que sejam não conseguiriam ter uma vida tão fácil assim no mundo moderno como tiveram !KKKKKKKKKKKK Cena do elevador é hilária e marcante!!!!!!!!

    NUBIAAAAAAAAAAAA…vc tem que ver The King 2 Hearts, Bridal Mask e Nice Guy! Sério amiga, junto com RP foram os melhores do ano passado!!!!!!!!!!!!!!!!! Amei o post como sempre!

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    • Nubia Esther

      Oi Alay!
      O Micky é ótimo mesmo, já prometia desde Sungkyunkwan e neste papel se superou. Ainda não vi I Miss You mas já está na lista de futuros dramas também.
      Nem me fale amiga! São tantos dramas para ver que não sei nem por qual começo. Prometi que tentaria não demorar muito para o próximo post sobre algum dorama, mas acho que não vai dar. Desde RP não vi nenhum e nem sei quando começarei a ver outro. A falta de tempo tá dureza. =/

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