Confissão (Paula Pimenta)

confissão

“(…) Então este livro é assim, possui um fragmento do amor que dediquei a cada um deles, em um tempo da minha vida. E, apesar de terem me feito sofrer em alguns momentos, hoje os agradeço por terem servido de inspiração para toda essa “confissão” que faço agora.”

Confissão, o livro de poema da Paula, marcou sua estreia como escritora. Quando ela ainda nem sonhava que fosse possível viver de suas palavras. Ele foi publicado em 2001, fruto do paitrocínio, e após vários pedidos de fãs da autora, a Gutenberg decidiu publicar uma nova edição, que além dos poemas contidos na obra original, também ganhou novos poemas, inclusive alguns “emprestados” de alguns personagens de outras obras da Paula. Quem já conhece o Rodrigo, o protagonista mais do que fofo de Minha Vida Fora de Série, vai relembrar alguns dos poemas “criados” por ele em seus cadernos escolares. Além disso, essa nova edição também conta com o trabalho gráfico para lá de lindo do Diogo Droschi. Ele que é o responsável pelas capas lindas dos livros da Paula (e de outros tantos publicados pela editora) e que em Confissão não ficou restrito somente à capa, mas enveredou por entre as páginas e criou um arcabouço gráfico lindo e que complementa com perfeição as palavras da Paula.

“Enquanto o inverno não passa,

Aguardo na escuridão,

Acendendo velas,

Iluminando a lembrança,

Clareando a saudade.

Na espera de que a primavera

Traga ao menos uma luz…

Que me faça abrir novamente as janelas.”

(trecho de Apagão)

São 77 poemas. Poemas sobre amores não correspondidos, términos, paixões platônicas, sobre como o amor pode nos deixar bobos, sobre pensamentos e atitudes paradoxais, saudade, a angústia da espera, nostalgia, amizade, tem até poema dedicado ao seu irmão! É muito amor. Os formatos também são bastante variados, de sonetos a poemas repletos de rimas e outros nem tanto assim. São confissões antigas, muitas nas quais a Paula não se enxerga mais e daí vinha o receio de republicar o livro. Que bom que ela não relutou, foi o Amor que a levou a escrever todos os seus poemas e esse é praticamente atemporal. E valeu pela experiência de poder conhecer esse outro lado da escritora de romances juvenis que passamos a admirar. Confissão é para ler de uma tacada só, em doses homeopáticas, para ler e reler ao gosto e necessidade do leitor. Além disso, é um livro que mesmo fininho, deixa sua estante muito mais bonita (e sim, esse é o meu lado bookaholic falando).

Agora uma sugestão para a editora (isso caso publiquem outras edições do livro): no poema Time After Time, poderia ter uma nota de rodapé contendo a tradução das frases em inglês utilizadas no poema. Com certeza o livro deve parar nas mãos de alguém que não domina bem o idioma e seria legal permitir que esses leitores tivesses a mesma oportunidade de entender plenamente o texto.

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1 comentário

Arquivado em Resenhas da Núbia

Uma resposta para “Confissão (Paula Pimenta)

  1. Adorei a resenha, parabéns!
    Bjs,
    Nat
    naticonde.wordpress.com

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