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Diários de Stefan – Origens (L. J. Smith)

 

Diarios Stefan Origens

A série Diários de Stefan foi escrita baseada nos livros da série Diários do Vampiro de L. J. Smith e na série de televisão produzida por Kevin Williamson e Julie Plec. Este primeiro livro, Origens, conta a história de como Stefan e Damon Salvatore conheceram a linda Katherine Pierce, se apaixonaram por ela e foram transformados em vampiros.

Os acontecimentos deste livro aparecem no episódio “Lost Girls” (episódio 6 da primeira temporada), mas no livro são explorados com muito mais detalhe.

Em 1864, Stefan Salvatore estava no período indefinido entre o fim da escola e o começo da faculdade. Ele pensava em ficar na propriedade do pai, para aprender a cuidar dos negócios da família, já que o irmão mais velho, Damon, se alistara no exército. Apesar desse futuro lhe parecer um tanto quanto tedioso, Stefan estava aceitando bem a história. No entanto, quando o pai propõe que Stefan se case por conveniência a uma família rica, ele fica revoltado.

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Will & Will (John Green & David Levithan)

will & will

“No que diz respeito a vida, prefiro o silenciosamente desesperado ao radicalmente bipolar.”

Will Grayson tem duas regras básicas, não se importar muito com nada e calar a boca, e toda sua existência se resume a não mostrar nada para o mundo. Seu sonho de consumo talvez fosse ser apenas uma montanha, mas ele está mais para um vulcão. Para quem se esforça tanto para não se importar, ele importa-se até demais, e o calar só se restringe a boca porque os pensamentos de Will, bem esses são bem loquazes, sarcásticos e bastante divertidos. Ele é amigo do gay, muito gay, grande e expansivo, Tiny Cooper. Tiny é daqueles que se apaixona de hora em hora e acha que Will é incapaz de sentir o que os humanos chamam de emoção, o contrário dele que é definido pela emoção, emoção que às vezes beira o insuportável para o arrelacionamental Will. Apesar das diferenças, ambos são amigos de longa data e ainda que Will ache que a grande missão de Tiny seja acabar com sua vida social, esse gigante no tamanho e no coração acaba é contribuindo para aumentar seu círculo de amizade, que antes estava mais para uma reta.

“ela provavelmente só está preocupada com o dia em que vou acordar e perceber que metade dos meus genes são tão orientados pra ser um filho da puta que vou desejar ser um filho da puta. bem, mãe, adivinhe só? esse dia aconteceu há muito tempo, e eu gostaria de dizer que é aí que entram os comprimidos, embora eles lidem apenas com os efeitos colaterais.”

will grayson vive com a mãe e a relação dos dois é péssima, melhor seria dizer inexistente. will é depressivo, toma remédio controlado, tem uma relação de amizade completamente deturpada com maura e precisa aceitar e assumir sua orientação sexual, ainda mais agora que está apaixonado por isaac, um garoto de ohio com quem mantém uma amizade virtual. mas não deixe esse pessimismo todo te enganar, à sua maneira will consegue ser tão hilário quanto seu homônimo de Chicago, só que com um humor mais ácido e cinzento.

Green e Levithan dão vida aos seus Wills e seus mundos em histórias que bem poderiam continuar paralelas, mas que acabam se encontrando em uma noite de uma sexta-feira gelada numa sex shop. Ali Will Grayson encontra Will Grayson e de uma forma que não poderiam imaginar provocam mudanças na vida um do outro. Mudanças que acontecem por meio de quem? De Tiny é claro, afinal ele pode não ser um dos narradores dessa história, mas é a estrela principal. Tiny é o elo que une as duas “timelines”. Tiny, suas milhares de mensagens trocadas pelo celular e seu musical que promete ser o mais fabuloso e libertador de todas as produções escolares já feitas. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #79

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Foto: Muriel Berthelot

Marilyn Kaye

Marilyn nasceu em 1949 em New Britain, Connecticut, mas morou durante boa parte da sua infância em Atlanta, Georgia. Quando criança tinha ambicionava ser professora, bibliotecária, presidente dos EUA e escritora. Ela pode não ter conseguido se tornar presidente, mas Marilyn trabalhou como professora, bibliotecária e tem uma carreira consolidada como autora de muitos livros infantis e juvenis.

Marilyn é formada em Inglês pela Universidade de Emory, fez mestrado em biblioteconomia pela mesma universidade e é doutora pela Universidade de Chicago. Durante vinte anos lecionou sobre literatura infantil na St. John’s University de New York. A carreira de autora começou oficialmente em 1984, quando publicou seu primeiro romance sob o pseudônimo de Shannon Blair. Atualmente a autora vive em Paris, França. Continuar lendo

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O Futuro de Nós Dois (Jay Asher & Carolyn Mackler)

O futuro de nós dois

“Esfrego as palmas das mãos nos joelhos: um lado do meu cérebro sugere que esse site pode ser um site do futuro. O outro lado dá bronca no primeiro por ser tão idiota.”

O ano é 1996 e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos EUA já tinha utilizado a internet. Emma não faz parte dessa estatística. Ela acaba de ganhar um computador do seu pai e por intermédio de Josh, seu vizinho e amigo de longa data (ainda que a amizade não esteja mais tão forte assim atualmente), ela também ganha um CD-ROM da América Online. Um CD que lhe garante algumas horas grátis na internet. Mas, quando Emma acessa a AOL pela primeira vez, ela também acessa um site cheio de fotos, com uma parte chamada de feed de notícias no qual as pessoas parecem compartilhar todos os fatos de suas vidas, até o mais banais, e onde você escancara para todos qual o seu status de relacionamento… Um site chamado Facebook. O mais estranho é que ela está acessando esse tal site, pelo perfil de uma tal de Emma Nelson Jones, alguém com mais de 30 anos e que parece conhecida demais… Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #70

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Shannon Hale

Shannon nasceu em 26 de janeiro de 1974 em Salt Lake City, Utah, EUA.  Shannon descobriu o maravilhoso mundo das palavras ainda pequena, segundo sua mãe ela criava histórias e subornava os irmãos para transformá-las em minipeças teatrais. Com dez anos ela começou a escrever livros, em sua maioria histórias de fantasia com ela sendo a heroína.

Antes de se dedicar inteiramente à escrita, Shannon atuava em televisão e teatro, estudou durante um tempo no México e no Reino Unido e participou de um trabalho missionário não remunerado no Paraguai. A autora tem diploma de bacharel em Inglês pela Universidade de Utah e mestrado em escrita criativa pela Universidade de Montana. Atualmente Shannon vive com o marido e os quatro filhos em South Jordan, Utah.

Após inúmeras rejeições, teve seu primeiro livro publicado, The Goose Girl, em 2003. The Goose Girl constou na lista dos dez melhores livros infanto-juvenis da American Library Association e ganhou o prêmio Josette Frank. O livro que tanto foi rejeitado, foi publicado pela Bloomsbury, ganhou mais três continuações e além deles Shannon publicou outros livros de grande sucesso. Nas palavras da própria autora sobre a batalha para publicar seu primeiro livro.

“I think it goes to show that rejection doesn’t always mean “You stink!” It can mean, “You haven’t found your home yet. Keep looking.””

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Penelope (Marilyn Kaye)

penelope marilyn kaye

Todo leitor um pouquinho mais devotado sempre acaba implicando com algo quando um livro que já leu é adaptado para um filme ou série. E em grande parte das vezes, essas reclamações repousam no fato de que o filme ficou muito superficial e que os roteiristas não conseguiram passar para a tela as características mais marcantes de um determinado personagem. E quando é o contrário? Quando a adaptação parte do filme para o livro? Isso não é muito comum, mas vez ou outra acaba surgindo uma novelização de um roteiro cinematográfico. Penelope foi minha primeira experiência nessa modalidade. E já digo de antemão que não esperava muito da história, porque se dos livros para as telas já perdemos a profundidade dos diálogos, da tela para os livros temos como ponto de partida roteiros mais enxutos que se não forem bem explorados e mesmo expandidos pelo autor, acabarão culminando em uma narrativa pobre ainda que a história seja muito boa. E ainda que algumas das minhas preconcepções tenham se concretizado, gostei do trabalho que Marilyn Kaye fez com o roteiro da Leslie Caveny.

Penelope Wilhern é uma garota rica e tem tudo o que pode querer menos o que mais deseja: a liberdade. Tudo porque nasceu em uma família amaldiçoada. Tudo começou com seu tataravô que se apaixonou e engravidou uma empregada com a qual se recusou a casar quando a família assim determinou. A garota acabou suicidando-se e sua mãe que era bruxa rogou uma praga sobre a família Wilhern. A próxima menina nascida na família teria cara de porco e a maldição só seria desfeita quando alguém de sua mesma classe, alguém de sangue azul, a aceitasse como ela era. E Penelope teve o azar de ser essa próxima menina. Continuar lendo

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Academia de Princesas (Shannon Hale)

No vilarejo do monte Eskel, no reino de Danland, todos trabalham na pedreira, todos menos Miri, uma garota de 14 anos, considerada pequena e fraquinha para o trabalho. Tudo o que a garota mais queria era poder trabalhar na pedreira e parar de se sentir uma inútil…

“Dizia-se pela aldeia que algo considerado inútil era “mais fraco que o braço de um homem da planície”. Quando ouvia esse ditado, Miri tinha vontade de cavar um buraco na rocha e se esconder lá nas profundezas”.

Eskel sempre foi um lugar isolado do reino, e o único interesse do povo da planície neles, era pelas pedras de cantaria tão importantes nas construções. Mas, inesperadamente as atenções se voltam para lá, pois foi decidido pelos padres do reino que a futura noiva do príncipe virá de Eskel. É assim que todas as jovens da aldeia com idade compatível ao príncipe se veem de repente obrigadas a se separar de seus familiares e a se prepararem para a escolha do príncipe em uma academia. E Miri, que a princípio é tão arredia a essa ideia vê todo um mundo se descortinar para ela e percebe que tem nas mãos a chance de mostrar seu valor. Em meio a castigos, lições, amizades e a descoberta do mundo das palavras, as meninas mudam seu destino e tornam-se protagonistas de mudanças em seu vilarejo.

Academia de Princesas é mais do que um simples romance de conto de fadas, da história de um príncipe e de uma princesa… a história traz ação, aventura, política, família e amor por suas raízes. Os personagens são fortes e simples e por isso mesmo, muito mais reais. A leitura é leve e pode até parecer bobinha a primeira vista, mas Hale consegue trazer uma bela história sobre coragem e força para mudar seu futuro. Adorei conhecer o povo de Eskel, Miri e as outras garotas da terra das pedras de cantaria.

E procurando mais informações sobre a autora para escrever essa resenha, descobri que sete anos depois da publicação de Academia de Princesa, Shannon escreveu uma continuação que foi publicada em 21 de agosto, Princess Academy – Palace of Stone. Vocês podem dar uma espiada no primeiro capítulo aqui. Espero que a Galera Record não demore a publicar o livro por aqui.

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Anjo Mecânico – Cassandra Clare

A maioria das resenhas deste livro começam informando o leitor de que a série As Peças Infernais se passa no mesmo universo da série Os Instrumentos Mortais (Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro) da mesma autora. Também reforçam que as duas séries não são interligadas e que não é necessário ter lido uma para ler a outra. Tudo isso é bem verdade, mas acho meio limitante começar uma resenha comparando o livro em questão a outro.

Assim, somos apresentados a Tessa Gray quando ela chega à Londres, ansiosa para rever seu irmão Nate. No lugar do irmão, no entanto, a garota encontra as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e Sra. Black, que a convencem que foram enviadas por Nate. Desta maneira, Tessa logo se encontra presa numa mansão e forçada a explorar um dom que nem sabia que tinha. Continuar lendo

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Cidade das Cinzas – Cassandra Clare

Atenção, este post trata do segundo livro da série “Os Instrumentos Mortais” e, por mais que eu evite, pode conter spoiler da trama do livro anterior (nunca do próprio livro). Para ler a resenha do primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, clique aqui.

No segundo livro da série, Clary tenta se esquecer dos acontecimentos que mudaram sua vida no livro anterior, mas esta missão promete ser bastante difícil. Afinal, sua mãe está no hospital e ela está morando com Luke, seu pai está vivo e quer dominar o mundo. Ela está apaixonada por seu irmão, que ela nem sabia que existia. E seu melhor amigo deixa claro que cansou de ser só amigo.

A partir daí, os acontecimentos do livro desencadeiam. Este livro é mais rápido de ler do que o primeiro da série, Cidade dos Ossos – e parte disso se deve ao fato de o leitor já conhecer os elementos e as personagens da série. Assim sendo, praticamente não se tem tempo “para respirar” entre os acontecimentos, os quais só não chegam a ficar atropelados porque a autora domina bem a série e sabe onde quer chegar com a narrativa.
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Perfeitos – Scott Westerfeld

Atenção, este post trata do segundo livro da série “Feios” e, por mais que eu evite, pode conter spoiler da trama do livro anterior (nunca do próprio livro). Para ler a resenha do primeiro livro da série, Feios, clique aqui.

 

Perfeitos

Tally é perfeita. Agora ela deve ser aceita em um dos grupos existentes na sociedade utópica. Shay e Peris são Crims e Tally quer se juntar a eles. Ela se encaixa bem na descrição dos Crims: a maioria aprontou durante o tempo em que foi Feio. Durante a festa em que vai saber se foi ou não escolhida, Tally tem uma visita de alguém de seu passado e por pouco não estraga sua chance de ser aceita.

Essa visita faz Tally lembrar coisas importantes do seu passado de feia e junto do líder dos Crims, Zane, Tally volta a se sentir como antes da cirurgia que a transformou em Perfeita.

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