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Quem é Você, Alasca? (John Green)

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Miles Halter tem 16 anos mora na Flórida e já estava acostumado a não ter amigos, pelo menos não amigos verdadeiros, sua rede social resumia-se aquela estabelecida por necessidade com os esquisitões da escola. Talvez o que mais houvesse de extraordinário em sua ordinária vida fosse o fato dele viver a devorar biografias e colecionar últimas palavras de moribundos famosos. Foi por causa desse hábito que ele descobriu as últimas palavras do poeta François Rabelais: “Vou em busca de um Grande Talvez”. Determinado a deixar sua vida monótona de lado e sair em busca de seu próprio Grande Talvez, sem para isso esperar até o dia de sua morte, Miles resolve entrar para um internato no Alabama.

Em Culver Creek, seu companheiro de quarto será Chip Martin. Chip já é estudante de Culver Creek há três anos. É bolsista integral e para azar (será mesmo) de Miles ele não faz parte dos descolados. Os alunos que só frequentam a escola de segunda a sexta e retornam para a casa de seus papais ricos nos fins-de-semana. Mas, se Chip já chega dizendo que não o ajudará a ter uma vida social em Culver Creek, pelo menos também não o abandona, e o insere em seu grupo de amigos, até mesmo lhe dando um codinome. Forma-se assim a dupla Coronel (Miles) e Bujão (ironia mode on detected). É o Coronel que também lhe apresenta Alasca, a garota gata com pilhas e mais pilhas de livros no quarto, voz potente, fornecedora oficial de cigarros do Coronel e sua espécie de guru para assuntos sobre como aproveitar a vida. Ela promete fazer o mesmo por Miles, se ele descobrir a que labirinto Simon Bolívar estava se referindo em suas últimas palavras e como sair dele. Continuar lendo

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Passarinho (Crystal Chan)

Passarinho

“Quem eram aquelas pessoas? Onde estava toda aquela alegria, e onde ela se esconde depois de abandonar uma família? Será que vai para outra família, funde-se à terra ou se dissolve no ar como a fumacinha de nossa respiração no inverno? E se a alegria não vai embora, então por que não sobrou nem um pouquinho para mim?” Página 25.

No dia em que Joia nasceu, seu irmão John pulou para a morte. Neste mesmo dia, seu avô parou de falar. Isso porque a família atribui a ele a culpa pela morte de John, afinal, foi ele que lhe deu o apelido de Passarinho, quem talvez tenha feito o garoto de cinco anos acreditar que podia voar, o responsável pelo salto de Passarinho de um penhasco. Foi sob esta tensão que Joia nasceu e é sob esta tensão que ela vive desde então. Um avô que nunca fala e que parece guardar dentro de si uma raiva imensa contra tudo e todos, uma mãe que nunca parece estar feliz de verdade e um pai que vive excessivamente preocupado com o sobrenatural, especialmente com os duppies – os espíritos malvados tão comuns no país natal de sua família, a Jamaica.

Joia sempre se sentiu um zero à esquerda na vida dos pais. A começar pelo seu nome que ela tem certeza de que recebeu não por ser preciosa para os pais, mas por também começar com J como John e porque eles sentem saudades dele e não queriam lhe dar um nome comum. Passarinho fora importante, ela é só alguém fazendo número, aumentando a conta de gente na família. Continuar lendo

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Iluminadas (Lauren Beukes)

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“A porta se abre para a escuridão, e por um longo e terrível instante ele fica imóvel diante de todas as possibilidades. E então ele se agacha sob as tábuas, passa a muleta pela brecha de um jeito atrapalhado, e entra na Casa. ”

 Pág 26. ”

Em Chicago no ano de 1931, o andarilho Harper Curtis invade uma casa abandonada que tem uma característica surpreendente: quem entra nela é transportado no tempo. Ele também percebe que de algum jeito já deve ter estado ali, porque nas paredes há nomes de mulheres que ele não conhece grafados em sua própria caligrafia. Além disso, a Casa parece falar com ele, o instigando a caçar e matar as garotas iluminadas, vítimas escolhidas a dedo nas mais diversas épocas no que poderiam ser considerados crimes praticamente perfeitos. Afinal, como rastrear alguém que mata na década de 80, mas que para todos os efeitos vive na década de 30? Apenas alguém que viveu na pele o horror de quase ter sido assassinada, pode ter a tenacidade suficiente, ou melhor a incapacidade de esquecer para persistir na busca de crimes que parecem estar ligados de forma impossível. Esta é Kirby Mazrachi, que em 1989 era para ter sido mais uma das vítimas de Harper. Três anos depois ela não mede esforços para tentar encontrar quem destroçou sua vida e a ajuda vem de Dan, um ex-repórter policial que cobrira seu caso, mas que agora cobre eventos esportivos. Continuar lendo

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A Marca de Atena (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros veja os links no final desta resenha.

a marca de atena

A profecia fornecida por Rachel no último livro da primeira saga do Percy Jackson guiou todas as ações dos semideuses nos dois primeiros livros desta série. Desde o início eles eram sete, mas estavam divididos entre as contrapartes gregas e romanas, vivendo aventuras que de certa forma eram apenas o aperitivo, a preparação para tudo que teriam que enfrentar depois, todos juntos. Em A Marca de Atena, o programa de intercâmbio planejado por Hera/Juno atinge um novo nível, é chegada a hora de reunir velhos conhecidos e estabelecer novas alianças. Os sete semideuses aos quais a profecia faz referência finalmente estão juntos e prontos para cumprirem seus destinos. Mas, antes da aventura final é preciso fazer um pequeno desvio. Porque uma antiga profecia vem à tona e os semideuses percebem que solucionar essa profecia pode ser o caminho necessário para conseguirem levar a cabo sua missão. E fazendo jus ao título do livro e à personagem principal dessa profecia, era de se esperar que Annabeth ganhasse um maior destaque, para alegria daqueles que sempre tiveram a filha de Atena entre o rol dos seus personagens favoritos. Continuar lendo

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