Arquivo da tag: Volta ao Mundo em 198 Livros

A Promessa/A Pane (Friedrich Dürrenmatt)

Em agosto Cristóvão Tezza indicou duas obras do escritor suíço Friedrich Dürrenmatt aos associados da TAG Curadoria. O romance A Promessa publicado originalmente em 1958 e a novela A Pane de 1956, Dürrenmatt além de ficcionista em prosa, também era dramaturgo e se aventurava pelos ensaios, tratados filosóficos e políticos e roteiros para o cinema.

No romance A Promessa, Dürrenmatt embarca na metaliteratura ao trazer para as páginas de seu romance, que de certa forma pode ser caracterizado como um romance policial, um debate sobre literatura policial. O narrador inicial desta história é um autor de romances policiais que dá palestras e ministra cursos para aspirantes à escritores. É ele que no s introduz à história, mas cabe ao doutor H nos desvelar a verdadeira trama de A Promessa. O doutor H é um ex-oficial da lei que não vê com bons olhos os romances policiais, considerados por ele quase utópicos. Continuar lendo

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Voragem (Junichiro Tanizaki)

Publicado em 1931, o romance de Junichiro Tanizaki acompanha a história de Sonoko Kakiuchi, uma jovem casada que se apaixona por uma colega do curso de Arte e de repente se vê envolvida em uma trama de intrigas, paixão, chantagem e suspeitas.

Sonoko nunca teve uma vida conjugal feliz, presa a um casamento mais de conveniência do que qualquer outra coisa e no qual sempre faltou amor, por parte dela e do marido. Presa nessa vida monótona, para se distrair, decidiu começar a frequentar as aulas de pintura na Escola Feminina de Artes. Ali ela conhece Mitsuko, de quem primeiro se torna amiga e com quem logo se envolve romanticamente, desesperadamente. Um relacionamento conturbado e bombástico para a época, que não demora a se transformar em um triângulo amoroso com a inclusão de Watanuki, um interesse amoroso do passado de Mitsuko. Aqui começam as dúvidas. Quem é o real interesse amoroso de Mitsuko: Sonoko ou Watanuki? Sonoko foi só a desculpa que Mitsuko encontrou para continuar se relacionando com Watanuki? Como a inclusão deste na trama, a narrativa atinge ares de drama novelesco. As disputas pelo amor de Mitsuko, as escolhas feitas no afã da loucura para garantir um espaço na vida dela, as chantagens decorrentes dessas ações impensadas e os entrames psicológicos nos quais os personagens se veem envolvidos. Continuar lendo

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Tempo de Migrar Para o Norte (Tayeb Salih)

Tayeb Salih nasceu em uma pequena vila na região norte do Sudão. E, apesar de ter se formado em literatura pela Universidade de Cartum, na capital do Sudão, ele deixou o país em 1952 fazendo parte da primeira geração de sudaneses educados na Grã-Bretanha. Por sempre ter se mantido nessa transição entre seu país de origem e o que o acolheu, Tayeb manteve-se conectado às suas raízes orientais, ao mesmo tempo que ao carregar também o ocidente dentro de si, talvez nunca tenha se sentido plenamente em casa quando no seu país de origem. É essa dualidade que Tayeb traz para seu romance. A de um sudanês que se vê dividido entre diferentes costumes, raízes e modos de vida.

“No dia seguinte à minha chegada, acordei na mesma cama, no mesmo quarto cujas paredes haviam sido testemunhas da trivialidade da minha vida na infância e na adolescência. Entreguei meus ouvidos ao vento: é um som deveras conhecido por mim, que, em nossa terra, tem um alegre sussurro. O vento quando sopra entre as palmeiras é diferente daquele que passa pelos trigais. Ouvi o murmúrio da rola e, da janela, olhei para a palmeira do nosso quintal e constatei que a vida continua boa. Contemplando o tronco forte, as raízes fixadas na terra e a copa de folhas verdes, senti-me tranquilo. Não tenho mais a sensação de ser uma pessoa ao vento. Sou como aquela palmeira, uma criatura que tem origem, raiz e objetivo. ” (Página 6)

É assim que o narrador de Tempo de migrar para o norte quer nos mostrar sua felicidade por estar de volta ao Sudão despois de sete anos morando na Europa a estudos. Uma felicidade que acaba não se mostrando tão plena assim e que acaba sendo demonstrada por seu interesse excessivo em Mustafa Said. Um forasteiro que chegou à sua vila natal há cinco anos e se estabeleceu por lá. Um forasteiro que o narrador não demora muito a descobrir que fala inglês fluentemente o que a partir de então, o deixa bastante determinado em desvendar todos os segredos de Mustafa. Seria Mustafa outra alma dividida entre duas culturas assim como ele? Que segredos sórdidos ele estaria escondendo? O narrador tanto o faz que consegue que Mustafa lhe transforme em fiel depositário de sua história. Uma história de superação, de partida em direção ao norte em busca de um futuro melhor, da sedução pelo desconhecido habilmente empregada por Mustafa em seus relacionamentos, dos conflitos culturais e da ruptura interior que essa experiência provocou em Mustafa, eternamente condenado a jamais se sentir em casa, quer seja no exterior ou em seu país, e as ações extremas que isso acabou suscitando nele. Continuar lendo

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15 Contos Escolhidos (Katherine Mansfield)

“Eu tinha ciúmes de sua escrita – a única escrita da qual eu já tive inveja.” Foram essas as palavras de Virginia Woolf sobre a obra daquela com quem manteve uma relação de estreita amizade, que envolvia trocas de cartas e revisões de manuscritos, Katherine Mansfield. Se cabe a Woolf ter um dos melhores exemplo do uso do fluxo de consciência em um romance. Mansfield foi a pioneira no uso e tem ótimos exemplos da técnica em seus contos. Katherine nasceu em 1888 na Nova Zelândia e mudou para a Inglaterra em 1902. Nesse período, o violoncelo detinha suas atenções. Foi somente ao retornar ao seu país natal em 1906 que começou a escrever contos, e mais tarde, em 1908, ao deixar de vez a Nova Zelândia e partir para a Inglaterra, foi que mergulhou de vez na vida boêmia comum aos escritores da época. Sua vida foi curta, Mansfield morreu aos 34 anos vítima de tuberculose, mas seus contos ressoam até hoje. Nesta pequena coletânea, que abarca os contos escritos por Mansfield entre 1915 e 1922, ela se mostra exímia em tornar o cotidiano envolvente. Ao mais esconder do que revelar e lançar muitas suposições e dicas em sua narrativa, seus contos podem durar poucas páginas, mas permanecem com o leitor que se vê enleado em elucubrações. Eu que não sou uma pessoa de contos, me vi enredada em vários deles. Críticas aos costumes, ao assistencialismo sob os holofotes, questões de classe e a construção do feminismo na sociedade patriarcal são só alguns dos temas abordados por Mansfield em sua obra. Alguns contos são realmente primorosos, quer seja pela estética, pela crítica implícita ou pela força de seus personagens, e merecem ser destacados. Continuar lendo

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O Amor nos Tempos do Cólera (Gabriel García Márquez)

A história de Fermina Daza e Florentino Ariza começa no presente. Ela uma senhora de 72 anos, casada com o doutor Juvenal Urbino e mãe de dois filhos já criados e que já estabeleceram suas famílias. Ele um senhor de 76 anos, de muitos amores carnais vividos, mas sempre a espera daquela que primeiro roubou seu coração. De antemão já sabemos que no atual momento, Fermina e Florentino não estão juntos. Mais de cinquenta anos se passaram desde que ela encerrou o relacionamento dos dois e se envolveu com Urbino. E, em seu longevo casamento, eles tiveram suas pendengas (e foram muitas), houve certo arrependimento, mas também foram felizes, até que a morte levou Urbino.

Com Fermina liberta de sua obrigação matrimonial, Florentino coloca-se em cena novamente, reforçando seus votos de amor por aquela que nunca esqueceu. Retornamos então ao passado e descobrimos todos os pormenores do relacionamento dos dois: o deslumbramento inicial, a proibição do pai de Fermina, a viagem empreendida para manter os enamorados distantes, as cartas telegrafadas, o arrefecer dos sentimentos, a separação, a adição de Urbino à equação. Começamos toda uma jornada desde o marco zero estipulado pelo primeiro encontro de Fermina e Florentino até chegarmos novamente ao reencontro dos dois e ao que o futuro lhes reserva. Além do tempo circular, é importante destacar a relevância do tempo psicológico para o andamento da trama. Muitos dos pormenores da história nos são fornecidos pelo fluxo de consciência habilmente empregado por Márquez. É assim que ele nos aproxima de seus personagens. É assim que Fermina, Florentino e Urbino nos cativam, mesmo cada um deles sendo falhos em vários momentos. Estabelecemos uma relação quase de amor e ódio com os personagens e é isso que os torna ainda mais verossímeis e a trama de O amor nos tempos do cólera ainda mais marcante. Continuar lendo

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Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)

Apesar de já ter um Virginia Woolf na estante há tempos, sempre fiquei protelando sua leitura. Acho que no fim das contas eu era uma dos que tinham medo de Virginia Woolf. Ter colocado um livro dela nas listas do projeto Volta ao Mundo em 198 Livros e do Desafio Livrada foram os incentivos que faltavam para eu finalmente experimentar o texto de Woolf. Decidi começar por uma de suas obras mais famosas: Mrs. Dalloway. Talvez um dos melhores exemplos do uso do fluxo de consciência em um romance. Também comecei por ele porque queria começar a ler Virginia por um romance e não por seus contos.

O romance publicado em 1925 começa com Clarissa Dalloway, uma distinta senhora de 52 anos, que decide sair ela mesma para comprar as flores para a festa que ela irá dar logo mais a noite. Está estipulada aqui a linha temporal espacial da história. Todos os acontecimentos ocorrem em um dia: a partir da saída de Clarissa até a ocorrência de sua festa. No plano das ideias, entretanto, a linha temporal dilata-se ao extremo para abarcar lembranças, excursões ao passado e complexos diálogos interiores. Continuar lendo

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Precisamos de Novos Nomes (NoViolet Bulawayo)

“Olhe para os Filhos da terra indo embora aos bandos, deixando sua terra com feridas que sangram em seus corpos e susto em seus rostos e sangue em seus corações e fome em seus estômagos e tristeza em seus passos. Deixando suas mães e pais e filhos para trás, deixando seus cordões umbilicais debaixo do solo, deixando os ossos de seus antepassados na terra, deixando tudo o que os torna quem e o que eles são, indo embora, pois não é mais possível ficar. Eles nunca mais serão os mesmos, porque você simplesmente não tem como ser o mesmo depois que deixa para trás quem ou o que você é, você simplesmente não tem como ser o mesmo. ” (Páginas 131 e 132)

NoViolet Bulawayo é uma filha da terra que também foi embora. Nascida e crescida no Zimbábue, ela se mudou aos 18 anos para os Estados Unidos onde concluiu seus estudos e mora até hoje. Apenas depois da publicação de Precisamos de Novos Nomes em 2013, ela retornou ao seu país natal para uma visita, praticamente como uma estrangeira em seu próprio país (vocês podem ler o relato da sua experiência aqui, em inglês).

Precisamos de Novos Nomes é um romance de formação com alma de biografia. É impossível não perceber os ecos dos sentimentos e das experiências de Bulawayo. A diferença é que Bulawayo era mais velha quando deixou o Zimbábue. Darling (sua protagonista) teve suas raízes arrancadas mais cedo. Continuar lendo

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O Diário de Zlata (Zlata Filipović)

Se tem algo que o projeto de leitura ‘Volta ao Mundo em 198 Livros’ me proporcionou, foi uma boa “chacoalhada” na minha lista de leituras, quer seja com a aquisição de títulos desconhecidos, com a retirada de pó de títulos “esquecidos” na estante, ou com o incentivo que faltava para ir atrás de títulos que já tinha um bom tempo que desejava ler. Desde que comecei o projeto, sabia que queria ler como representante da Bósnia e Herzegovina o diário escrito por Zlata Filipović entre o período que antecedeu e durante os primeiros anos da Guerra da Bósnia. Quando se fala em guerra e diário, é impossível não se lembrar de Anne Frank, mas a história de Zlata, além do ponto de vista infantil da guerra e suas consequências, não guarda semelhanças com a história da garota alemã. Para início de conversa, seu diário foi publicado em 1993 (no Brasil em 1994) em plena época de conflito. As primeiras fotocópias do diário foram publicadas quando Zlata ainda mantinha seus registros e a publicação aconteceu por influência da UNICEF que queria mostrar a situação das crianças durante a guerra no país para o resto do mundo. Entre o tempo desde as primeiras fotocópias até a edição definitiva que ganhou o mundo, Zlata praticamente se tornou uma espécie de correspondente de guerra. Situação esta, que sem dúvida contribuiu para que ela e a família entrassem na mira da mídia e das autoridades políticas da Europa. A última entrada do diário é do dia 17 de outubro de 1993, mais tarde naquele ano, pouco antes do Natal, ela e os pais receberam a permissão para deixar Saravejo (o que era praticamente impossível sem alguma influência externa) e foram refugiados em Paris. Diferentemente de Anne, Zlata saiu calejada, mas viva da experiência.

A edição brasileira (a que eu tenho é a reimpressão feita em 1997 da edição de 1994) conta com um prefácio escrito por Leão Serva. Serva é jornalista e escritor e foi correspondente durante a Guerra da Bósnia. Com um livro extremamente paradidático para se trabalhar conflitos armados em salas de aula e recomendado para figurar nas bibliotecas escolares, a inclusão do prefácio de Serva tornou a leitura ainda mais completa e contextualizada. Ele dá uma boa pincelada sobre a situação geopolítica da Bósnia e países limítrofes no passado até os dias que antecederam a explosão da guerra civil. Que na época da publicação do diário por aqui, ainda não havia acabado. Continuar lendo

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A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao (Junot Díaz)

Confesso que foram as pretensões literárias de Oscar Wao que me fizeram querer ler sua história. O garoto sonhava em ser o Tolkien latino! É assim que Junot Díaz nos vende sua história. A história de um garoto de origem dominicana, obeso, nerd e tímido, com múltiplos interesses, mas nenhum deles apreciados pelos garotos legais ou pelas garotas. Oscar também se apaixona facilmente, mas a maldição, ou melhor, o fukú que ronda sua família, parece não reservar finais felizes para o garoto. Muito menos para os outros membros de sua família e é aqui que o verdadeiro teor da história de Díaz vai se revelando…

“Seja lá de onde viesse e como fosse chamado, comenta-se que a chegada dos europeus à Hispaniola desencadeou o fukú no mundo e, desde então, estamos todos na merda.

(…)

Como vocês já devem ter adivinhado a essa altura, também tenho uma história de fukú. Bem que eu queria dizer que a minha é a melhor de todas – a maior das maldições –, só que não é esse o caso. Não se trata da mais óbvia e aterradora, tampouco da mais comovente e deslumbrante.

É apenas a que apertou o meu pescoço.” (Páginas 11 e 15)

Enquanto ele nos apresenta Oscar, sua irmã Lola, sua mãe Belicia e a avó La Inca e até mesmo se coloca como personagem narrador nesta história, ele vai introduzindo aqui e ali alguns temas mais sérios como a ditadura de Trujillo na República Dominicana, as ocupações norte-americanas no país, a situação dos migrantes latinos que ousaram (ou se viram necessitados) de ir em busca do sonho americano, relacionamentos abusivos, violência contra mulheres, bullying, depressão e suicídio; enquanto mergulha na história da República Dominicana e da família Cabral, sobrando até mesmo espaço para o fantástico ocasionalmente encontrar a realidade. Continuar lendo

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Até que a Culpa nos Separe (Liane Moriarty)

Tudo começa com uma menção a um episódio traumático. Com quem? Não é muito difícil supor acertadamente. Como? É o que Moriarty nos convida a descobrir. Suas implicações? Permeiam toda a narrativa. A forma de contar essa história não é muito diferente da adotada pela autora em seus outros livros, muito pelo contrário, o vislumbre da tragédia, o retorno no tempo, o vai vem frequente na linha temporal da trama e a forma como ela nos apresenta seus personagens, que vejam só, são cheios de defeitos e não criados propositadamente para encantar o leitor, são estratégias bem recorrentes em seus outros livros. Pode-se dizer que essa é a fórmula Moriarty para escrever livros. É mais do mesmo? De jeito nenhum! O foco das histórias de Moriarty está na vida cotidiana de seus personagens, nas relações familiares, na dinâmica do relacionamento entre amigos, nos mal-entendidos, nas pequenas rusgas diárias, nas manias e nos segredos que cada um guarda para si. Transformar o ordinário em extraordinário, com uma boa pitada de drama, de romance e de suspense, é o que torna cada uma das histórias de Moriarty únicas.

“Erika notou um terror bruto e uma urgência aguda naquela única palavra: Clementine!

Sabia que ela era a amiga que gritara o nome de Clementine naquela noite, mas não tinha qualquer recordação disso. Não havia nada além de um branco onde deveria estar aquela memória, e se ela não conseguia se lembrar de um momento como aquele, bem, isso significava que havia um problema, uma anomalia, uma discrepância; uma discrepância extremamente significativa e preocupante. ” (Página 133)

Em Até que a culpa nos separe tudo começa com um churrasco. Era para ter sido inofensivo, apenas uma comemoração, mas terminou em tragédia. Meses depois os envolvidos ainda lidam com a culpa e com as implicações de tudo o que ocorreu aquele dia, bem, de boa parte dele já que ainda há minúcias que permanecem obscuras mesmo para alguns dos envolvidos. Para recontar o que aconteceu, Moriarty divide a tarefa entre todos os presentes. São muitas e muitas versões entrecortadas e Moriarty é exímia em nos manter em suspenso, no limite entre a curiosidade e a compulsão por desvelar os segredos alheios. Continuar lendo

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