“Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças que enterramos nele. Quinze anos depois, a memória daquele dia voltou para mim. Vi aquele menino vagando entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina se acendeu de novo como uma ferida aberta.”
Em maio de 1980, Óscar Drai, então com 15 anos ficou desaparecido durante uma semana. Ninguém sabia o porquê, quando e como, mas quinze anos depois Óscar assume o papel de narrador e compartilha conosco os acontecimentos que culminaram em seu desaparecimento…
Em setembro de 1979, Óscar estudava em um internato em Barcelona, mas conseguia burlar a vigilância dos padres para se aventurar pelas ruas da cidade, sua predileção eram os bairros antigos e esquecidos, aqueles nos quais a vida parece ter deixado de existir. Talvez isso fosse verdade para a maioria dos casarões daquele bairro abandonado, mas em um deles morava uma garota. Marina mora com seu pai Germán que parece estar muito doente e leva uma vida a parte, mas da qual Óscar logo passa a ser integrante. Com Marina novas aventuras são oferecidas e nesses passeios por lugares esquecidos eles testemunham uma misteriosa mulher depositar uma rosa vermelha em um túmulo com uma lápide sem inscrição, apenas o desenho de uma borboleta negra. Ao escolherem segui-la e desvelar o mistério que a ronda, Óscar e Marina são ‘convidados’ a tomar parte em uma estranha história e sofrer todas as penalidades inerentes a isso. Continuar lendo












