Os Deuses da Guerra – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quarto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis e Campo de Espadas

A morte de Crasso oficializa o fim do Primeiro Triunvirato, composto por ele, Júlio César e Pompeu. Este declara que Júlio é inimigo de Roma, com medo que o general volte da Gália e tome a cidade. Às margens do rio Rubicão, Júlio e seus companheiros decidem que vão enfrentar o ditador e tirar Roma de sua influência. Quando é informado dos planos de César, Pompeu reúne o Senado e parte para a Grécia, seguido por Júlio que deixa Marco Antônio como cônsul cuidando de Roma.

“Então é melhor correr de volta e dizer que César está vindo. Está a duas, talvez três horas atrás de mim. Está trazendo de volta a República, garoto, e eu não ficaria no caminho dele.”

Entretanto, Júlio não contava que Brutus fosse ficar enciumado (e invejoso) da nova posição de Marco Antônio, e deixasse suas forças, em prol das de Pompeu. Quando os dois se enfrentam, Pompeu hesita em alguns momentos-chave, o que permite que Júlio vença. Quando Brutus é encontrado ferido no campo de batalha, ele é perdoado por Júlio, mas o seu orgulho não o deixa aceitar. Em seguida, Júlio vai para Alexandria, onde encontra um presente de mau gosto e conhece Cleópatra. A Rainha do Egito, como a conhecemos hoje, dá a Júlio algo que ele sempre quis, e isso o motiva a transformar Roma em um império.

“- A República…  – começou Brutus, chocado a ponto de gaguejar.
Júlio balançou a cabeça.
– … foi uma experiência gloriosa. Eu a honro, mas ela serviu ao seu propósito. Quando eu voltar a Roma começarei um império.”

Este livro era, originalmente, o final da série O Imperador. Então eu sabia, enquanto lia, que o Júlio ia morrer mais cedo ou mais tarde. Eu fiquei surpresa com o fato de que a Cleópatra só apareceu MUITO no fim do livro. Eu tinha a impressão de que ela foi muito mais presente na vida do Júlio, afinal, eles tiveram um filho juntos!

Durante toda a leitura deste livro, eu ficava pensando “quando é que o Brutus vai matar o Júlio?”. Eu queria me preparar para o momento, pois tenho sérios problemas com traição. Conn Iggulden, no entanto, ao narrar os acontecimentos a partir de diversos pontos de vista diferentes, faz com que o leitor entenda o que motivou Brutus a tirar a vida do seu melhor amigo. Embora isso não torne a traição menos dolorosa, pelo menos entendemos que não foi uma coisa do momento, o rancor já vem sido construído desde o segundo livro.

Gostei muito de ler esta série. O Império Romano sempre foi um período que me interessou, e eu gostaria de poder ler mais sobre Roma, no geral. O maior e mais duradouro império com certeza tem uma história fascinante, uma que eu não hesitaria em ler caso quisessem narrar.

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