TAG – Histórias de Quintal

Esta TAG  foi criada pela Ângela do canal Ao sol, no quintal (vocês podem ver o vídeo dela clicando aqui). Já tem mais de um mês que ela publicou o vídeo da tag no canal e desde então muita gente já respondeu, eu cheguei atrasada, mas achei tão legal as perguntas que tive que responder. Então, vamos lá:

  1. Um livro triste.

Já li um bocado de livros triste, e sim, sou daquelas que choram lendo, dentre os livros mais recentes que li, posso destacar dois: Vozes de Tchernóbil (Svetlana Aleksiévitch) faz parte daquele rol de leituras angustiantes, que expõem a pequenez e escancaram a fragilidade da humanidade, mas também sua resiliência. Sobre o acidente nuclear de Tchernóbil há muito se fala, em livros, filmes, documentários, mas o registro feito por Svetlana talvez seja o retrato mais humano e empático dessa catástrofe. Todo dia a mesma noite (Daniela Arbex) traz a história da tragédia da Boate Kiss em Santa Maria – RS. Foi um livro que comecei a ler com receio de que trouxesse uma exposição exacerbada desse episódio ainda tão dolorido, mas o registro feito com muita sensibilidade e respeito pelas vítimas, mostrou-se importante frente a impunidade que até hoje perdura. É uma forma de não nos esquecermos, de não deixar que o clamor pela justiça seja sepultado.

  1. Um livro divertido.

Belas Maldições do Neil Gaiman & Terry Pratchett traz as aventuras mirabolantes de dois anjos (um deles “caído”) para encontrarem o filho do Anticristo a tempo de salvarem a humanidade. A história de Gaiman e Pratchett está repleta de críticas veladas, ironia e sarcasmo que tornaram a leitura do livro muito divertida. Este ainda pretendo reler um dia.

  1. O primeiro livro adulto que leu.

Eu tenho quase certeza de que foi O Velho e o Mar (Ernest Hemingway), mas pode ter sido A cabana do Pai Tomás (Harriet Beecher Stowe).

  1. Um livro que marcou adolescência.

Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída… (Kai Hermann & Horst Rieck). Li este livro quando estava com 12 anos, na edição do Círculo do Livro. Lembro de estar mexendo em umas estantes na casa da minha vó, ter me deparado com ele, aberto para folhear e ter mergulhado na leitura, tanto que depois até apresentei o livro e falei sobre ele na aula de português.

  1. Melhor autor que a escola lhe apresentou.

Não vou nem pensar duas vezes, Machado de Assis com toda certeza.

  1. Um livro lido por causa de um crush.

Não lembro de já ter lido um livro por causa disso.

  1. Um livro que gosto de dar de presente.

Um livro que sempre irão me ver recomendando a leitura e fazendo a maior propaganda é O Grande Mentecapto do Fernando Sabino, foi um livro que me encantou na primeira leitura e continuou me fazendo rir, gargalhar, chorar e até soluçar mesmo nas releituras, outro livro é o Fazendo Meu Filme da Paula Pimenta, principalmente para os primos e amigos mais jovens, que ainda estão desenvolvendo o hábito da leitura.

  1. Um livro que provocou muita angústia.

Vou soar repetitiva, mas terei que citar Vozes de Tchernóbil da Svetlana Aleksiévitch novamente. A leitura deste livro é tão dolorida que ainda estou protelando a leitura de A guerra não tem rosto de mulher porque tenho certeza de que a leitura será tão angustiante quanto a de Vozes foi.

  1. Um livro que sentiu muita dificuldade em terminar a leitura.

Bruxos e Bruxas (James Patterson & Gabrielle Charbonnet) foi uma leitura arrastada e com uma trama bastante problemática. Este é o primeiro livro de uma série e foi o suficiente para me fazer perder a vontade de continuar acompanhando a história.

  1. Um livro que foi um divisor de águas na sua vida.

A escolha pode parecer aleatória, mas foi Decifrando o Genoma do Kevin Davies que li no início de 2004. Nele o autor traz um histórico da longa corrida para o sequenciamento do primeiro genoma humano, esmiúça as disputas políticas e econômicas envolvendo esse empreendimento e fornece detalhes das guerras verbais entre os pesquisadores públicos e privados que permearam esse projeto. Mas, não foi o tema retratado o grande divisor de águas na minha vida, e sim o fato do livro do Davies ter me mostrado o grande universo dos livros de divulgação científica. Até então eu era consumidora apenas das revistas de divulgação científica, mas depois que descobri todo um universo de autores, esse gênero de livros acabou se tornando um dos meus favoritos e que sempre estão presentes nas minhas leituras.

 

 

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Uma resposta para “TAG – Histórias de Quintal

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