Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de Sharpe e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.
Índia, setembro de 1803. Quatro anos após derrubar o Sultão Tipu, Sharpe agora é o Sargento Richard Sharpe e tem uma nova missão: ajudar o Coronel McCandless a capturar o Major William Dodd, traidor do exército britânico. Dodd se juntou à Confederação Mahratta determinado a fazer grandes fortunas ajudando a expulsar os britânicos do território indiano e vem provocando bastantes baixas em seu antigo exército. Em sua última incursão, Dodd provocou um massacre em Chasalgaon, um ataque que poderia ter sido considerado de enorme sucesso, se não tivesse deixado um sobrevivente para trás… o sortudo Richard Sharpe.
“Sharpe observou de rabo de olho o homem alto. Sentia-se responsável, amargo, zangado, assustado. O sangue tinha esguichado do ferimento em seu escalpo. Estava tonto, com a cabeça latejando, mas vivo.”
É assim que Dodd acaba na lista negra de Sharpe, que não pensa duas vezes em largar seu posto em Seringapatam e partir com o Coronel McCandless atrás do desertor. Aliado a essa premissa temos o Sargento Hakeswill, seu antigo superior e seu nêmesis que continua tramando formas de se livrar de Sharpe e de quebra ficar com todo o tesouro que o rival “herdou” do Sultão Tipu e uma nova batalha. Assim como em Azincourt, Cornwell traz uma batalha em assimetria numérica: a Batalha de Assaye que aconteceu em 23 de setembro de 1803 e que segundo registros históricos foi um exemplo da perícia (em maior parte sorte) do exército britânico que com apenas 5 mil soldados derrotou um exército de 50 mil. Este último fato, confesso, me fez passar o livro na frente de outros tantos, porque depois da narrativa de Cornwell para a batalha de Azincourt, esperava algo tão ou mais sangrento e cheio de adrenalina (me condenem, mas me delicio com as descrições bélicas do autor). Mas, nesse quesito fiquei insatisfeita. O destaque para as batalhas foi pouco, nada de planos, ardis, baixas… Foram cerca de apenas três capítulos dedicados à batalha, capítulos bem escritos por sinal, mas poucos. Continuar lendo





George R. R. Martin vendeu sua primeira história em 1971 e escreve profissionalmente deste então. Ele passou dez anos em Hollywood como produtor/escritor, e trabalhou em The Twilight Zone, Beauty and the Beast e vários filmes e pilotos para a televisão que nunca foram feitos. No meio da década de 90, ele retornou à prosa, seu primeiro amor, e começou a trabalhar na série épica, As Crônicas de Gelo e Fogo. Ele está nos Sete Reinos desde então.












