Os Deuses da Guerra – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quarto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis e Campo de Espadas

A morte de Crasso oficializa o fim do Primeiro Triunvirato, composto por ele, Júlio César e Pompeu. Este declara que Júlio é inimigo de Roma, com medo que o general volte da Gália e tome a cidade. Às margens do rio Rubicão, Júlio e seus companheiros decidem que vão enfrentar o ditador e tirar Roma de sua influência. Quando é informado dos planos de César, Pompeu reúne o Senado e parte para a Grécia, seguido por Júlio que deixa Marco Antônio como cônsul cuidando de Roma.

“Então é melhor correr de volta e dizer que César está vindo. Está a duas, talvez três horas atrás de mim. Está trazendo de volta a República, garoto, e eu não ficaria no caminho dele.”

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O Lado Mais Sombrio (A. G. Howard)

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Assim que comecei a ler o livro da Howard, pensei, por que demorei tanto para começar a ler este livro? Já estava com ele há tempos na estante, se não estou enganada, O Lado Mais Sombrio foi um dos lançamentos do mês de abril da Novo Conceito. A narrativa de Howard é fluida e sua trama ágil. O Lado Mais Sombrio é daqueles livros para ser “ler numa sentada só”. A história é repleta de tanta ação e tantos plot twists, que é impossível não ser fisgado é só querer parar quando chegar ao fim. Li em algumas resenhas, que alguns leitores não gostaram da enorme quantidade de reviravoltas utilizadas pela autora, alegaram que deixaram a história cansativa. Eu pelo contrário, achei que toda essa inconstância na trama e nos personagens casou perfeitamente com toda a loucura, insensatez e psicodelismo do mundo criado por Lewis Carroll e utilizado com propriedade por Howard para dar vida a sua história. Uma história feita sob medida para os fãs do País das Maravilhas. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #99

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile .

Cecelia Ahern 3

Cecelia Ahern

Cecelia nasceu em Dublin, capital da Irlanda, em 30 de setembro de 1981. Ela é filha do ex-primeiro-ministro da Irlanda, Bertie Ahern. Ela é formada em Jornalismo e Comunicação Social pelo Griffith College Dublin.

Em 2000, Cecelia participou de um grupo pop irlandês, o Shimma. O grupo terminou em terceiro lugar na etapa que selecionou o representante irlandês para seguir disputa no Eurovision Song Contest.

Aos 21 anos, em 2002, Cecelia escreveu seu primeiro romance. P.S. Eu Te Amo só foi publicado em 2004, mas logo se tornou um best-seller na Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Holanda. Sendo traduzido e publicado em mais de quarenta países. Seu segundo livro (Where Rainbows End) também foi publicado em 2004 e seguindo o exemplo do antecessor também foi um sucesso de vendas. Ele também ganhou o German CORINE Award em 2005. Continuar lendo

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A Longa Marcha Dos Grilos Canibais (Fernando Reinach)

a longa marcha

“Cada descoberta científica é uma pequena história de aventura. Partindo da segurança de um lugar conhecido, a expedição penetra em território inexplorado. Muitas vezes a aventura é apenas divertida, outras vezes nos força a mudar crenças centenárias. As implicações do que encontramos podem ser morais, políticas ou deliciosamente práticas.” Página 13.

As descobertas científicas, quer sejam elas grandes ou pequenas, desvendam para nós um pouco mais sobre os mistérios, respondem questões centenárias, derrubam por terra crenças dogmáticas, geram novas e/ou corroboram velhas teorias. Essas descobertas são divulgadas no formato de publicações científicas, mais comumente nos artigos publicados em revistas especializadas na área. É uma boa forma de fazer com que os resultados de uma pesquisa venha a público (ainda que o sistema utilizado atualmente falhe em alguns pontos), mas a linguagem técnica utilizada torna esses textos praticamente inacessíveis para o público leigo. Muitas vezes a história retratada ali é belíssima, mas o texto árido acaba afastando muitos curiosos. Por esse motivo, admiro quem trabalha para fazer essa ponte academia-sociedade, recontando o que está sendo produzido e quais conhecimentos novos foram gerados em uma linguagem direta e clara. Textos que podem despertar a curiosidade em algumas mentes e porque não, contribuir para que alguém decida-se por seguir a carreira científica. E digo isso com o conhecimento de quem consumia com afinco durante a adolescência os textos publicados na Superinteressante, Ciência Hoje e Scientific American e que continua indo atrás desse tipo de publicação, denominada de divulgação científica, nos blogs e colunas de sites e principalmente nos livros. Continuar lendo

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Os Solteiros – Meredith Goldstein

É o fim de semana do casamento de Bee, Beth Eleanor Evans. Quase todos os convidados que confirmaram têm lugares definidos já, mas faltam os cinco solteiros: Hannah, Vicki, Rob, Phil e Joe. Depois que sua mãe define os melhores lugares para eles, começa a história, sob o ponto de vista de cada um dos solteiros.

Hannah estudou com Bee na faculdade, e depois se tornou diretora de elenco para filmes alternativos. Ela está sofrendo com o casamento, porque vai encontrar seu ex, Tom, pela primeira vez desde que terminaram. Vicki também estudou com elas, e está enfrentando depressão, apesar de ter um emprego estável que paga bem. Rob decidiu largar Syracuse, onde conheceu a noiva e suas amigas, e recomeçou a vida no Texas, onde adotou uma cachorrinha com epilepsia canina e que pode morrer a qualquer momento. Ele enrolou para comprar a passagem e não foi ao casamento. Joe é tio de Bee, mas já saiu com Vicki, e Phil é um segurança que foi ao casamento no lugar de sua mãe, Nancy, que não pôde ir por estar doente. Continuar lendo

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Perdendo-me – Cora Carmack

“Em algum ponto entre Saved by the Bell e Gossip Girl, não se ouvia falar de uma garota que se formasse na faculdade e ainda permanecesse virgem.”

Quando Bliss Edwards, de 22 anos, assume que ainda é virgem para sua melhor amiga, Kelsey, ela esperava que a amiga ficasse incrédula. O que ela não esperava era ser arrastada para um bar, vestindo roupas chamativas com o intuito de encontrar o primeiro cara decente para simplesmente acabar com isso de uma vez. Ela tampouco esperava encontrar um homem lindo lendo Shakespeare, e que ao informa-lo de que aquela era uma péssima maneira de atrair mulheres, ele se mostrasse interessado por ela. A atração entre eles é instantânea, e Bliss decide que ele é o cara. Continuar lendo

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Passarinho (Crystal Chan)

Passarinho

“Quem eram aquelas pessoas? Onde estava toda aquela alegria, e onde ela se esconde depois de abandonar uma família? Será que vai para outra família, funde-se à terra ou se dissolve no ar como a fumacinha de nossa respiração no inverno? E se a alegria não vai embora, então por que não sobrou nem um pouquinho para mim?” Página 25.

No dia em que Joia nasceu, seu irmão John pulou para a morte. Neste mesmo dia, seu avô parou de falar. Isso porque a família atribui a ele a culpa pela morte de John, afinal, foi ele que lhe deu o apelido de Passarinho, quem talvez tenha feito o garoto de cinco anos acreditar que podia voar, o responsável pelo salto de Passarinho de um penhasco. Foi sob esta tensão que Joia nasceu e é sob esta tensão que ela vive desde então. Um avô que nunca fala e que parece guardar dentro de si uma raiva imensa contra tudo e todos, uma mãe que nunca parece estar feliz de verdade e um pai que vive excessivamente preocupado com o sobrenatural, especialmente com os duppies – os espíritos malvados tão comuns no país natal de sua família, a Jamaica.

Joia sempre se sentiu um zero à esquerda na vida dos pais. A começar pelo seu nome que ela tem certeza de que recebeu não por ser preciosa para os pais, mas por também começar com J como John e porque eles sentem saudades dele e não queriam lhe dar um nome comum. Passarinho fora importante, ela é só alguém fazendo número, aumentando a conta de gente na família. Continuar lendo

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A Senhora das Águas – Philippa Gregory

A vida de Jacquetta de Luxemburgo muda quando se casa com John de Lancaster, duque de Bedford, e tio do Rei da Inglaterra. Este é o segundo casamento do duque, que deseja Jacquetta apenas pelos dons que sua família supostamente tem: os descendentes de Melusina, a deusa da água, conseguem ver o futuro nas cartas e nos espelhos. Esse conhecimento é de grande valor para um dos principais defensores dos interesses da Inglaterra. Quando está na hora do Rei se casar, Jacquetta é escolhida para ajudar a nova rainha, que é sua conterrânea, a se acostumar à nova vida. Margarida de Anjou se aproxima rapidamente da personagem principal, e devido a essa amizade, conseguimos ver de perto os eventos que levaram à famosa Guerra das Rosas (ou Guerra dos Primos).

“Começo a perceber que a corte, o país e nós mesmo estamos passando de uma disputa entre primos para uma guerra entre primos.”

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Incendeia-me (Tahereh Mafi)

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“Já estive aqui, digo a mim mesma. Já fui mais solitária do que isso, com menos esperança do que isso, mais desesperada do que isso. Já estive aqui antes e sobrevivi. Posso passar por isso.

Mas eu nunca havia sido tão completamente roubada. Amor e possibilidade, amizades e futuros: foram-se. Preciso começar do zero agora; enfrentar o mundo sozinha de novo. Tenho de fazer uma última escolha: desistir ou ir em frente.” página 16.

A tirar pelos acontecimentos que encerraram Liberta-me e foram revisitados sob um novo ponto de vista em Fragmenta-me, Incendeia-me, o último volume da trilogia Estilhaça-me, tinha tudo para começar com um ritmo frenético e com a batalha dos revolucionários do Ponto Ômega contra o Restabelecimento pegando fogo. Mesmo com todas as perdas e com o movimento revolucionário alquebrado, era de se esperar que um enfoque maior fosse dado a essa batalha para tentar consertar esse mundo desvalido. Contudo, Mafi decidiu focar a história exclusivamente em Juliette. E não, isso não é errado, afinal é justamente por ter esse foco que conseguimos perceber o quanto a personagem mudou ao longo do tempo e o quanto isso reflete-se no estilo da narrativa. A linguagem gráfica com textos tachados e o fluxo de consciência de alguém que se considerava louca, mudou para uma narrativa entrecortada e rápida, característica de alguém que ao libertar os próprios pensamentos viu-se tendo que enfrentar uma verborragia mental alimentada por seus medos e ao poucos chega ao que encontramos aqui: uma narrativa que vez ou outra pode até se mostrar entrecortada, quando a confiança capenga, mas no geral é feita em um texto claro, que transparece a força recém adquirida pela personagem. A forma como Mafi soube modificar sua personagem ao longo da história, inclusive imprimindo no texto as marcas desse processo é um dos pontos positivos de sua narrativa. Como disse manter o foco em Juliette não é errado, afinal é a partir dela que esperamos a catarse que promoverá a mudança nesse mundo, é ela a peça principal na luta contra o Restabelecimento. Só que todo esse movimento catártico fica relegado a segundo plano e o que antes tinha bastante espaço sim, mas não era o único foco, torna-se dominante em Incendeia-me: o romance. A história que tinha despontado como um romance em meio ao caos distópico, ganhou ares de história de heróis, ganhou uma verve política, e prometeu muito mais para no fim ser apenas um romance em meio ao caos distópico. Continuar lendo

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Mulheres que escolhem demais – Lori Gottlieb

Este livro é um relato verídito escrito por Lori Gottlieb, uma jornalista que decidiu ter um filho através da doação de espermas, enquanto não encontrava o seu Príncipe Encantado, com quem se casaria e teria o seu final feliz. No entanto, aos 41 e vendo que estava cada vez mais difícil encontrar o cara perfeito, ela começou a se perguntar onde estavam os homens que cumpririam a lista de pré-requisitos e a fariam feliz para sempre.

O problema é que Lori, como muitas mulheres dos dias de hoje, tem em mente ideias surreais sobre a pessoa com quem vai compartilhar o resto dos seus dias. Essa ideia pre-concebida (e totalmente errada) faz com que ela tome decisões sobre a vida amorosa que não apenas não fazem qualquer sentido, como simplesmente vão contra o seu objetivo final: encontrar “o cara”. A verdade é que ela estava tão focada em encontrar o Príncipe Encantado (que não existe) que deixou de enxergar o Alguém Razoável, o homem que além de existir, teria um conjunto de características que a fariam feliz. Ela então decide investigar o que torna um casal feliz, e como eles se encontraram (e se reconheceram como casal), para tentar usar essas informações em si mesma. Na sua aventura, Lori conversa com mães, avós, terapeutas, amigas e amigos, um conselheiro de sites de relacionamento (eles existem!) e um rabino. Todos eles a ajudaram a enxergar que ela não estava entrando no jogo dos relacionamentos da maneira correta, e que da maneira que ela estava procurando, não ia MESMO encontrar um marido. Continuar lendo

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