De Repente, Ana (Marina Carvalho)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Simplesmente Ana. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei dele, confira os links no final desta resenha.

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“A verdade era que, de qualquer modo, eu estava frita. Não compreendia a política o suficiente para administrar uma nação. Como se não fosse o bastante, eu começava a sentir que a pouca liberdade que me sobrara acabaria reduzida a… nada.” Página 94.

Quando me deparei com a continuação de Simplesmente Ana, fiquei tipo WTF? A história tinha sido bem concluída e tudo levava a crer que ele seria um livro único. Mas, aí a Marina decidiu surpreender e surgiu com uma trama que prometia uma boa história e resolvi conferir. E no geral foi uma história divertida de se acompanhar. Teve muito drama, muito romance, alguma intriga e um tiquinho de política palaciana.

Há dois anos e meio Ana e Alex estão juntos, e apenas, há poucos meses Ana mudou-se em definitivo para Krósvia, assumindo definitivamente seu papel de princesa, trabalhando na embaixada brasileira e dedicando parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. De férias no Brasil, tudo parecia correr às mil maravilhas. Mas daí, primeiro uma premonição… e então, seu pai sofre um grave acidente e entra em coma. Ana, além de ter que lidar com a dor de não saber se seu pai viverá, vê-se obrigada a assumir o trono de Krósvia. E é claro que os urubus politiqueiros não demoram a rondar e tornar sua obrigação ainda mais difícil. Para dar cabo desta tarefa, ela contará com a ajuda do primeiro-ministro, Zlater, e Ivan, relações públicas do rei que foi designado para se tornar a sombra de Ana e fazer Alex se morder de ciúmes e passar a se portar como um macho alfa bem babaca, diga-se de passagem, às vezes. As tarefas de rainha logo acabam separando ainda mais Ana e Alex e para piorar a situação, a ex com nome de cachorro está de volta e querendo manter contato. Além disso, Ana logo descobre que assumir o trono de Krósvia pode acabar se tornando uma tarefa bastante perigosa… Continuar lendo

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A Casa de Hades (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros veja os links no final desta resenha.

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“Ao vê-los reunidos no Tártaro, Percy se sentiu tão desamparado quanto as almas no Rio Cócito. E daí que era um herói? E daí que realizara feitos corajosos? O mal sempre estava presente; regenerando-se, fervilhando sob a superfície. Percy não passava de um pequeno estorvo para aqueles seres imortais. Eles só precisavam esperar.” Página 373.

A Casa de Hades é o penúltimo livro da série Os Heróis do Olimpo e fazendo jus ao papel que carrega, ele traz toda a carga dramática inerente a uma aventura que está cada vez mais difícil e na qual os níveis de esperança estão cada vez mais baixos. Após os eventos derradeiros do livro anterior, não dava para esperar outra coisa. Os semideuses já sabiam que chegar às Portas da Morte seria uma tarefa hercúlea, mas não contava que a jornada para dois deles fosse ser mais árdua e um tanto quanto impossível, afinal, atravessar o Tártaro e atingir as Portas da Morte pelo outro lado é uma tarefa que extrai até a última gota de esperança de Annabeth e Percy. É desesperador, sombrio e doloroso. Mas, aqui do outro lado as coisas não estão muito melhores. Os ânimos dos outros semideuses estão abalados pela separação dos dois amigos, as forças de Gaia transformam-se em empecilhos cada vez mais maiores, e todos, sem exceção, são obrigados a enfrentar seus monstros no armário e provarem-se como merecedores dessa missão, não para os outros, mas para si mesmos. Continuar lendo

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O Trono das Sombras (Jennifer A. Nielsen)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da Trilogia do Reino. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

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“Vilões, intrigas e inimigos são coisas simples para mim. Mas as amizades são complicadas, e o amor é ainda mais difícil. Isso tem me ferido de maneiras que uma espada jamais seria capaz.” Página 144.

Depois de dois primeiros volumes, nos quais Nielsen sempre primou por conclusões repletas de batalhas, revelações surpreendentes e por futuros nada auspiciosos. Era de se esperar que a conclusão da trilogia, iniciada em O Falso Príncipe, tivesse sua conclusão pautada em batalhas (e há muitas) e revelações (algumas surpreendentes, outras nem tanto mas, nem por isso piores), só que dessa vez com a esperança de um futuro mais promissor e feliz para aquele que nos conquistou quando ainda era considerado um zé ninguém nos confins de Carthya e que se redescobriu como rei. E Nielsen não decepciona. Sua narrativa continua explosiva e fluída. Imprimindo um ritmo que clama por uma leitura ininterrupta.

Finalmente a promessa da Guerra pelo domínio de Carthya, que levou Conner a perpetrar seus escusos planos envolvendo três garotos órfãos e a disputa por uma coroa, se concretizou. Sage foi revelado a seus súditos como sendo o verdadeiro príncipe Jaron, tentaram em uma medida desesperada fazê-lo desistir do trono e desacreditá-lo, mas ele deu a volta por cima, e agora, o rei Vargan, de Avenia, dá sua última cartada. Imogen, a garota que o ajudou enquanto Sage e que não se intimidou perante o Jaron, que tentou manter-se distante porque Jaron está prometido a Amarinda, foi sequestrada. E é claro que Jaron não deixará sua amiga, talvez a pessoa por quem tenha os sentimentos mais fortes, pene nas mãos do inimigo. E é assim, com uma missão de resgate e com muitos imprevistos e perdas pelo caminho (What? Nielsen!) que tem início a principal jornada de Jaron para salvar seu reino. Continuar lendo

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A Menina Mais Fria de Coldtown (Holly Black)

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Quando peguei A menina mais fria de Coldtown para ler, não imaginava que a história seria sobre vampiros. Calma gente, apesar da sinopse não entregar nada, falar que é uma história de vampiros não é um spoiler. É um romance com temática sobrenatural, mas Holly já chega quebrando algo que parece ter se tornado uma regra para os atuais romances sobrenaturais. A menina mais fria de Coldtown é uma história de um livro só. E Holly desenvolve sua trama e seus personagens sem ser superficial. Não sentimos a necessidade de vários livros para conhecermos os personagens, passarmos a torcer por eles e roer as unhas por uma conclusão que nos satisfaça. O fato é que a narrativa de Holly não é impecável, às vezes ela escorrega em um detalhe ou outro na forma como estruturou sua história. Mas, no geral, Holly é uma ótima contadora de histórias. Seja para um público mais jovem (como em Boneca de Ossos) ou para um público mais adulto com o mundo luxurioso dos vampiros, ela é ótima em fisgar o leitor e mantê-lo preso em sua história. Continuar lendo

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Fazendo Meu Filme em Quadrinhos: 1 – Antes do Filme Começar (Paula Pimenta)

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Com a conclusão da série Fazendo Meu Filme em 2012. Os fãs de Fani e Leo tiveram que se contentar em matar saudades dos personagens por meio da história da Priscila e do Rodrigo em Minha Vida Fora de Série. Mas, agora, além de podermos vislumbrar o relacionamento da Fani e do Leo em MVFS, poderemos enveredar por histórias da Fani e do Leo no formato de quadrinhos. Para esse projeto serão escritas histórias exclusivas. Sempre explorando a linha temporal abordada nos livros da série. Este primeiro volume, é uma exceção, por trazer uma história que ocorre pouco antes dos eventos narrados no primeiro livro da série. E funciona muito bem como apresentação dessa nova forma de contar as histórias desses personagens que já tem lugar cativo nos corações dos fãs de FMF. A história adaptada é um conto (no formato de capítulos extras) que a Paula escreveu para comemorar o aniversário do Leo e que inicialmente foi publicada em seu site oficial. Continuar lendo

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Desafio (C. J. Redwine)

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Em uma Terra devastada. A civilização resiste à sombra das muralhas das cidades-estados. Muralhas que mantém as ameaças das Terras Ermas afastadas, mas que ao mesmo tempo lhes coloca sob o jugo de seus governantes. Antigos heróis e salvadores da pátria que utilizaram sua influência para ascender ao poder, e que hoje o mantém com mãos de ferro. As Terras Ermas são um emaranhado de árvores e escombros de antigas cidades. Lar de bandidos rebeldes e território livre do Maldito, criatura que tem a capacidade de destruir o que restou da civilização.

Em Baalboden os portões da muralha são fechados ao crepúsculo e apenas os rastreadores, homens ao serviço do Comandante, podem aventurar-se fora dos limites da muralha. Jared Adams é o melhor rastreador de Baalboden, mas há 60 dias não retorna para casa e é declarado oficialmente morto pelo Comandante. Rachel sua filha de 16 anos precisa então encarar as mudanças que isso ocasionou em sua vida, a começar pelo fato de seu novo Protetor (designado por seu pai em seu testamento) ser Logan McEntire, o aprendiz de seu pai a quem Rachel declarou seu amor há alguns anos e que a rejeitou. Mais do que nunca os dois precisam superar suas diferenças, para conseguirem conviverem e conseguirem provar que Jared na verdade está vivo e que o Comandante sabe mais a respeito do seu sumiço do que deixa transparecer. E isso não será uma tarefa fácil. Continuar lendo

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Quem é Você, Alasca? (John Green)

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Miles Halter tem 16 anos mora na Flórida e já estava acostumado a não ter amigos, pelo menos não amigos verdadeiros, sua rede social resumia-se aquela estabelecida por necessidade com os esquisitões da escola. Talvez o que mais houvesse de extraordinário em sua ordinária vida fosse o fato dele viver a devorar biografias e colecionar últimas palavras de moribundos famosos. Foi por causa desse hábito que ele descobriu as últimas palavras do poeta François Rabelais: “Vou em busca de um Grande Talvez”. Determinado a deixar sua vida monótona de lado e sair em busca de seu próprio Grande Talvez, sem para isso esperar até o dia de sua morte, Miles resolve entrar para um internato no Alabama.

Em Culver Creek, seu companheiro de quarto será Chip Martin. Chip já é estudante de Culver Creek há três anos. É bolsista integral e para azar (será mesmo) de Miles ele não faz parte dos descolados. Os alunos que só frequentam a escola de segunda a sexta e retornam para a casa de seus papais ricos nos fins-de-semana. Mas, se Chip já chega dizendo que não o ajudará a ter uma vida social em Culver Creek, pelo menos também não o abandona, e o insere em seu grupo de amigos, até mesmo lhe dando um codinome. Forma-se assim a dupla Coronel (Miles) e Bujão (ironia mode on detected). É o Coronel que também lhe apresenta Alasca, a garota gata com pilhas e mais pilhas de livros no quarto, voz potente, fornecedora oficial de cigarros do Coronel e sua espécie de guru para assuntos sobre como aproveitar a vida. Ela promete fazer o mesmo por Miles, se ele descobrir a que labirinto Simon Bolívar estava se referindo em suas últimas palavras e como sair dele. Continuar lendo

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As Sete Irmãs – Lucinda Riley

Maia D’Apliése é a mais velha de seis irmãs, todas adotadas por Pa Salt – um milionário excêntrico, e criadas por Marina, a babá/mãe adotiva contratada por ele. As meninas foram batizadas em homenagem às Plêiades, um conjunto de sete estrelas que compõe a constelação de Touro. Pa Salt dizia que essa era sua constelação favorita, e que foi por isso que escolheu os nomes, ao mesmo tempo que deixava um mistério no ar. Apesar de ser composta por sete estrelas, apenas seis meninas foram encontradas por Pa Salt: Maia, Ally (Alcyone), Star (Asterope), CeCe (Celeano), Tiggy (Taygette) e Electra. Merope nunca foi encontrada, e esse mistério ainda não foi explicado.

“Cada uma de nós havia sido escolhida por Pa Salt quando éramos bebês, adotadas pelos quatro cantos do globo e trazidas para viver sob sua proteção. E cada uma de nós, como Pa gostava de dizer, era especial, diferente… suas meninas. Ele nos batizou com o nome das Sete Irmãs, sua constelação favorita.”

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Enders (Lissa Price)

Atenção! Esta resenha trata do último livro da duologia Starters  e pode trazer spoilers do enredo dos livro anterior. Para saber o que eu achei do livro anterior e dos contos extras, confira os links no final desta resenha. 

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“Não havia como escapar daquilo. Eu não estava lidando com um inimigo com quem pudesse lutar; ele estava dentro da minha cabeça.” página 39.

Com Starters, Lissa deu início a um romance distópico, com muito mistérios e vários elementos de ficção científica. Callie Woodland, à primeira vista pode parecer uma protagonista bobinha e pouco empática, mas no decorrer da história cresce perante nossos olhos e nos cativa assim como quem não quer nada. Aliás, assim é a história de Lissa. Ela pegou um Estados Unidos detonado pela guerra, com parte da sociedade (pessoas entre 20 e 60 anos) dizimada por terrorismo biológico, e com os sobreviventes assumindo lados opostos na sociedade. De um lado, os Enders, em sua maioria ricos, ou pelo menos em algum cargo de poder; do outro os Starters, se ricos nada tem a sofrer, mas em sua maioria, são jovens órfãos que perderam os pais na guerra e vivem às margens da sociedade ou confinados em casas de detenções. Um recurso abundante para ser utilizado por grupos com interesses escusos, como a Prime Destinations que contratava Starters para alugarem seus corpos aos Enders que desejassem experimentar a juventude novamente. Grupo com o qual Callie acabou envolvida e do qual tornou-se a principal algoz, promovendo a sua destruição. Continuar lendo

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Contos de Starters (Lissa Price)

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Uma das inovações que rapidamente se disseminou na literatura juvenil, foi a publicação de contos extras, pequenas histórias que servem para apresentar um livro, ou que servem de ponte entre os livros de uma série. Na duologia Starters, Lissa Price não se privou de utilizar a tática. O conto Retrato de uma Starter, serviu para introduzir sua trama principal já que traz informações passadas sobre a protagonista de sua história, Callie Woodland, e seu melhor amigo e parceiro de sobrevivência, Michael. Quando li Starters, não sabia sobre este conto e acabei lendo-o somente depois de já haver devorado o livro principal. O que também não atrapalhou nada a leitura. Continuar lendo

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