Ladrões de Sonhos (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“Naquele momento, Blue estava um pouco apaixonada por todos eles. Pela magia deles. Pela voracidade e pela estranheza deles. Seus garotos corvos.” (Página 18)

No segundo volume da Saga dos Corvos, Blue e os garotos continuam sua busca pelo lendário rei galês, Glendower. Mas, as explorações são dificultadas por causa do enfraquecimento das linhas ley – linhas de energia que conectam lugares místicos e que podem ser o caminho para o túmulo do antigo rei. Lugares místicos como a floresta de Cabeswater, que misteriosamente sumiu!

Ao mesmo tempo que precisam lidar com esses empecilhos. O mistério em torno de Ronan aumenta. No final do livro anterior tivemos uma amostra do que ele era capaz ao ter tirado de seus sonhos um corvo. Agora, seu superpoder está cada vez mais forte e acaba colocando-o na mira de pessoas interessadas neste poder. Sonhar com coisas e poder retirá-las do sonho para o mundo real é um poder invejável, algo que ele herdou do pai e que vem acompanhado de muitos segredos envolvendo sua família. Mas, também é perigoso, tanto pela falta de controle de Ronan, quanto pelo tipo de gente que está atrás desse dom.

E assim, enquanto os garotos persistem em sua busca, o perigo em torno deles aumenta, e outras questões precisam ser respondidas. Ronan precisa entender melhor seus poderes e parar de se esconder sob seu comportamento rebelde. Adam precisa enfrentar as consequências de suas escolhas e falar para Gansey sobre seu real interesse na busca por Glendower. Noah tenta aproveitar ao máximo seus poucos momentos “corpóreos”. E Blue e Gansey precisam, finalmente, encarar seus reais sentimentos. Aliás, o triângulo amoroso (implícito) entre Adam, Blue e Gansey, foi muito bem trabalhado neste volume. A ponto de dividir torcidas ao longo de toda a narrativa. Continuar lendo

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Apenas uma espiada: A Mais Pura Verdade

a mais pura verdade

Como presente de agradecimento à todos os blogs que se inscreveram para serem parceiros da Novo Conceito em 2015, a editora, enviou um livreto com os seis primeiros capítulos de um de seus lançamentos de março: A Mais Pura Verdade, romance de estreia de Dan Gemeinhart.

O livro traz a história de Mark. Um garoto de 12 anos, que tem um cachorro chamado Beau, uma melhor amiga chamada Jessie, gosta de fotografar e escrever haicais em seu caderno e tem o sonho de um dia escalar a maior montanha da América do Norte. Mas Mark está doente. Ele tem o tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. O tipo de doença que lhe reserva notícias desesperadoras. É por isso, que Mark decide fugir. Sair de casa apenas com seu cachorro por companhia, sua máquina fotográfica, seu caderno e caneta, remédios e equipamentos de alpinismo. Em direção ao Monte Rainier. Continuar lendo

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Uma Breve História do Tempo (Stephen Hawking)

Uma breve historia do tempo

“A maioria das pessoas acharia um tanto ridícula a imagem do nosso universos como uma torre infinita de tartarugas, mas por que acreditamos saber mais do que isso? O que sabemos sobre o universo, e como sabemos? De onde ele veio e para onde está indo? O universo teve um começo? Se teve, o que aconteceu antes? Qual é a natureza do tempo? Um dia ele vai chegar ao fim? Podemos voltar no tempo?” (Página 12)

Esta citação retirada do primeiro capítulo do livro, faz jus à boa parte do conteúdo que Hawking esmiúça em sua obra. Uma Breve História do Tempo foi publicado originalmente em 1988 e ganhou uma nova edição atualizada em 1996. Esta, além de incluir novos resultados teóricos e observacionais, também acarretou na inclusão de um novo capítulo sobre buracos de minhoca e viagens no tempo. No Brasil, o livro foi publicado em 1988 pela Rocco, em 1997 pela Albert Einstein e em 2009 pela Gradiva. Agora, com a atenção despertada com o filme A Teoria de Tudo, chega às livrarias uma nova edição e tradução, com revisão técnica do astrofísico Amâncio Friaça, publicada pela Intrínseca.

São doze capítulos que nos permitem fazer uma viagem pelos conceitos da física e da cosmologia, partindo dos conceitos de estrutura do universo pensados pelos gregos, passando pelos trabalhos de Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Huble, Einstein e suas próprias pesquisas, nas tentativas de explicar as observações sobre o universo. Hawking propõe-se a explicar as diversas teorias que explicam partes do universo e a grande busca pelo Graal que é a procura por uma teoria unificadora. Como o trabalho de Newton contribuiu para que mais tarde pudéssemos saber a composição química das estrelas; as singularidades que dão origem aos buracos negros e a singularidade única do Big Bang (se é que ele realmente existiu, e antes que me apedrejem, não é religião não gente, a dúvida é fruto da pesquisa do próprio Hawking); a mecânica quântica e sua incorporação às demais áreas da ciência; os átomos e as partículas ainda menores de que são compostos; os buracos de minhoca e a esperança das viagens temporais. Nossa viagem pelas páginas, vai do extraordinariamente vasto, ao extraordinariamente minúsculo, passando pelas tentativas de unir ambos em uma única teoria. Continuar lendo

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Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti (John McNally)

infinity drake

Infinity Drake, ou Finn como prefere ser chamado, tem onze anos e mora no interior da Inglaterra com a avó. Seus pais, ambos cientistas, morreram. Agora é só ele, vovó Allenby – que sabe como se impor e não tem papas na língua, seu cachorro e o tio um tanto quanto inconstante, também cientista, e que desconhece o significado de limites. E é com esse tio, Al, um tanto quanto excêntrico e que lhe deixa fazer qualquer coisa que queira, que Finn irá ficar por uns dias enquanto vovó Allenby viaja. Os planos, da vovó, são que os dois fiquem em casa e que Finn continue a ir à escola. Os planos, de Al e Finn, são de ir acampar nos Pirineus e aumentar a coleção de insetos do garoto. Mas, ambos os planos precisam ser interrompidos, porque Al é contatado pelo Comandante King do Comitê Global Não-Governamental de Resposta à Ameaças para retomar um antigo projeto que pode evitar um desastre global. O que é uma baita surpresa para Finn que não imaginava que o tio fosse tão importante.

“A lente se aproximou do ponto e de repente a criatura apareceu na tela.

Projetado do tamanho de um ser humano, um monstro preto e amarelo com pontinhos vermelhos, recém-saído de sua última troca de pele. Seu exoesqueleto se expandiu; seu tórax como um punhado de vigas mestras; sua cabeça feito uma atrocidade; suas asas pretas e pratas ainda grudadas ao abdômen, que colorido e distendido, pendia do tórax como uma enorme gota de veneno. E, no fim, um grupo feito de três ferrões.” (Página 54)

Essa é Scarlatti, uma espécie de vespa criada em laboratório e altamente mortal que foi libertada na natureza. Para evitar uma situação de calamidade global e a alternativa de tentar sanar o problema utilizando armamento nuclear, todos recorrem à pesquisa (um tanto quanto maluca) de Al. Seu projeto, o BoldKlub tem por finalidade encolher a matéria. O plano maluco é utilizar o outro único exemplar da Scarlatti mantido em laboratório, implantar nele um feromônio para atrair a outra Scarlatti e matar ambas. Com um time de extermínio composto por humano em miniatura! E é claro que uma série de contratempos acaba fazendo Finn ser um dos miniaturizados. O que no final das contas acaba sendo um ponto positivo (não para Al e definitivamente não para vovó Allenby), pois o conhecimento sobre insetos e aracnídeos do garoto, livra a equipe de diversas situações perigosas. Continuar lendo

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Uma Chance Para Recomeçar (Lisa Kleypas)

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Lisa Kleypas é muito conhecida por seus romances históricos, mas às vezes, também se envereda por algo mais contemporâneo. E é justamente uma série dessa leva que a Novo Conceito começou a publicar no final do ano passado. A série Friday Harbor conta com quatro livros publicados e um a caminho (?), dos quais, os três primeiros têm como protagonistas os irmãos Nolan, moradores da pequena ilha de San Juan. Uma Chance Para Recomeçar traz a história de Mark, o mais velho dos Nolan, da pequena Holly e de Maggie.

“Não há escolha além de você. Holly não conhece nem um pouco o Sam nem o Alex. Escrevo isso esperando que você nunca tenha de ler, mas, se estiver lendo… cuide da minha filha, Mark. Ajude-a. Ela precisa de você. Eu sei o quanto essa responsabilidade deve parecer enlouquecedora. Sinto muito. Sei que você não pediu isso. Mas você consegue. Vai descobrir como. Comece amando Holly. O resto virá por si.” (Página 11)

Victoria Nolan morreu em um trágico acidente de carro, deixando sua filha Holly sob responsabilidade do seu irmão Mark. Mark, um solteiro convicto, não se sentia muito preparado para o papel, mas assumiu o compromisso. Só que desde o acidente, Holly não diz uma palavra. E Mark acha que não está fazendo um bom trabalho… Continuar lendo

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Vermelho Como o Sangue (Salla Simukka)

vermelho como o sangue

“Lumikki reconhecia aquela sensação. Ela se lembrava de ter olhado para si mesma no espelho em algum momento do outono da primeira série, um pouco antes do Natal, e de ter visto uma menininha assustada e chocada que nunca poderia ter acreditado que algo como aquilo pudesse acontecer com ela. Que algo assim tivesse existido. “Eu não sou mais eu.” Foi o que ela pensou. E era verdade. Ela se tornara outra coisa, um tipo diferente de menina.

Era uma vez uma menina que aprendeu a ter medo.”

(Página 135)

No interior da Finlândia, Natalia Smirnova tentou deixar o “emprego” e voltar para casa, mas a máfia não perdoa e ela é assassinada. No outro dia, três garotos com amnésia pelo uso de entorpecentes, invadem o laboratório de fotografia da escola para lavar dinheiro sujo de sangue.

Lumikki Andersson mora sozinha e estuda em uma conceituada escola. Ela não é uma garota de muitos amigos (para ser mais realista é melhor dizer nenhum) e algo de muito ruim aconteceu com ela no passado. Algo que a transformou em uma caçadora nata de esconderijos. Algo que a fazia sentir medo e o que levou-a a decidir deixar a casa dos pais e a cidade onde morava. E, por ter essa mania de se esconder, Lumikki acaba se deparando com o dinheiro sujo de sangue no laboratório da escola. Ela também descobre quem são os garotos e por descobrir demais, acaba se envolvendo em uma investigação que não queria e que frequentemente coloca sua vida em risco. Isso porque ela acaba presa em uma rede de corrupção envolvendo uma quadrilha internacional. Continuar lendo

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A Dança dos Dragões (George R. R. Martin)

*Atenção, este livro é o quinto da série As Crônicas de Gelo e Fogo e esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Quer saber o que nós achamos dos livros anteriores? No final da resenha disponibilizo os links.

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Com a leitura de A Dança dos Dragões, tomamos conhecimento dos acontecimentos ocorridos em paralelo aos narrados em O Festim dos Corvos e temos vislumbres do que aconteceu depois e do que provavelmente virá a partir daí. Se O Festim dos Corvos focou-se em Porto Real, nas disputas por poder dos Greyjoy, nas batalhas empreendidas pelos Lannister e em alguns jovens lobos sedentos por vingança. Agora temos mais detalhes dos acontecimentos na Muralha e além dela, das previsões do Senhor da Luz, dos planos de Stannis, do paradeiro de Tyrion e de como ele pode ter influenciado uma decisão que poderá provocar ainda mais derramamento de sangue em Westeros e da indecisão de Daenerys e das armações sendo tramadas nas Terras Livres. Continuar lendo

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K-dorama: Bridal Mask

A última vez que falei de um dorama aqui no blog foi em 2013! É, muito tempo já se passou e já tem outro tanto de tempo que não vejo minhas tão queridas produções. Mas, aos poucos vou tentar retornar as postagens sobre doramas e tentar retomar o hábito de assisti-los. A Karlinha já me sugeriu um dorama coreano que parece ter uma história bem legal. Quem sabe não será com ele que retornarei a esse mundo maravilhoso?

E, para tentar retomar as postagens aqui no blog, escreverei sobre um dorama histórico que gostei muito, pelo menos do decorrer da história, ainda que tenha tido minhas ressalvas quanto o final. Mas, tirando isso, Bridal Mask ou Gaksital tem todos os elementos que tornam um dorama histórico bom: política, traições, revoluções, um herói mascarado e romance, ainda que este último nem sempre seja o enfoque. Aliás, uma das coisas que aprendi vendo doramas históricos (que não são românticos em sua essência) é não me apegar aos casais, nem sempre eles terminam juntos e algumas vezes a separação deles é de quebrar o coração. Mas, voltando a história…

 gaksital

  • Título: Bridal Mask
  • Também conhecido como: Gaksital, 각시탈
  • Gênero: político, histórico
  • Episódios: 28
  • Período em que foi ao ar: 30/maio/2012 a 06/setembro/2012
  • Rede de televisão: KBS2
  • Diretores: Yun Seong-Sik, Cha Young-Hoon
  • Roteiristas: Huh Young-Man (mangá) e Yoo Hyun-Mi

 

O dorama baseia no mangá homônimo escrito porYoung-Man, publicado em 1974 e a história se passa na década de 30, quando a Coreia estava sob o domínio japonês.

Bridal-Mask-Comic

O pontapé inicial para a trama de Hyun-Mi é o evento fúnebre de Lee Goong, o líder coreano que entregou seu país nas mãos dos japoneses. A sociedade é mantida à rédea curta, o “respeito” ao líder morto é conseguido na base de chicotadas e ameaças e não demora para que um levante seja incitado por uma garota, que é capturada, mas logo depois salva por um herói mascarado: Gaksital. É a gota d’água para colocar toda a força policial em seu encalço, estabelecer relacionamentos, desvendar histórias antigas, transformar amigos em inimigos e promover a redenção de um personagem. Se eu fosse discorrer sobre a trama, tiraria boa parte da surpresa e do drama inerente às descobertas. Então, para lhes dar um vislumbre da trama, sem incorrer em revelações bombásticas acho que será melhor apenas apresentar alguns personagens: Continuar lendo

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A Namorada do Meu Amigo (Graciela Mayrink)

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Conheci o trabalho de Graciela com Até eu te Encontrar. A história com uma pegada mais mística, um amor destinado a acontecer e muitas barreiras para serem superadas pelos protagonistas para ficarem juntos, me cativou. Bem como o jeitinho todo especial da Graciela descrever a vida universitária em “cidades-ovo”, aquelas em que todo mundo conhece todo mundo, muito bem. Então, talvez eu tenha ficado com expectativas muito altas em relação ao seu novo romance. Não que a história de A Namorada do Meu Amigo seja ruim. Há personagens divertidos, elementos interessantes e a vida universitária em cidades pequenas continua a todo vapor. Mas, faltou algo para nos deixar na torcida pelo casal principal, em ansiar para eles conseguirem ficar juntos. Algo simplesmente não convenceu, tanto é, que muitas vezes os personagens coadjuvantes é que roubara a cena. (Não se assuste se você de repente se pegar torcendo pelo mocinho terminar com a outra!). A narrativa da Graciela continua muito boa, o texto contém humor na dose certa e a leitura flui e é bem rápida. Mas esse, definitivamente não seria o livro que eu recomendaria para quem ainda não leu nada da autora. Para essas pessoas eu digo: vá atrás de Até eu te Encontrar e não irá se arrepender. Continuar lendo

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Wincing The Night Away – The Shins

Caros leitores do Blablabla Aleatório, hoje em nossa jornada pelo mundo da música, gostaria de falar para vocês sobre um de meus álbuns favoritos, Wincing The Night Away, da banda norte-americana The Shins, de 2007. Este é o terceiro álbum da banda de Portland, e na minha opinião, aquele em que o som da banda mais amadureceu. A ambientação mais alegre e animado de seu antecessor, Chutes Too Narrow, de 2003 dão lugar para uma tonalidade mais soturna e perturbadora, perceptível desde os primeiros segundos da faixa de abertura, “Kissing The Lipless”, e estampada na arte do álbum. Além disso, as letras das músicas tratam de temas um pouco mais pesados, e, segundo o vocalista James Mercer, expressam situações inerentes à condição de ser humano.

Este não é um álbum que se pega gosto à primeira ouvida; ao contrário, as canções parecem ir se desenvolvendo à medida em que são ouvidas repetidas vezes, a cada ouvida, uma nova nuance percebida, um novo elemento descoberto. É o disco mais experimental da banda, abrangendo diversos estilos musicais, com efeitos que lembram desde músicas tradicionais havaianas até o mais moderno hip-hop. Continuar lendo

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