Vida nova

Olá queridos leitores, como vão as coisas?

Para os mais atentos dentre vocês, deve estar claro que recentemente os posts do blog foram escritos pela Núbia. O motivo para isso é que minha vida sofreu uma pequena grande reviravolta. De agosto para cá eu quebrei o pé, me casei com o Fábio, vim morar no Canadá E comecei o mestrado. Com tudo isso, e especialmente devido à carga de trabalho envolvida com o mestrado, eu não tenho tido tempo de ler, muito menos de escrever resenhas.

Ainda estou me acostumando com a correria que é voltar à vida acadêmica, mas quando isso me acontecer, eu pretendo voltar a ser a pessoa leitora que sou.

É difícil ficar sem ler nem que sejam algumas páginas por dia. Agora que estou entrando na rotina, eu consigo ler a caminho do ônibus que me leva à universidade (e ajuda que não está mais -30°C lá fora). Estou me organizando aos poucos para incluir algum tempo para fazer as resenhas dos poucos livros que eu consegui ler, então aguardem que logo as resenhas virão!

Deixo-os com o Sol nascente visto da sala de casa.

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E Se? Respostas Científicas Para Perguntas Absurdas (Randall Munroe)

E SE

“Há quem diga que não há questões imbecis. Óbvio que se enganam. (…) Mas tentar responder meticulosamente a uma dúvida imbecil pode nos levar a lugares bem curiosos ” (Página 14)

Randall Munroe é mais conhecido por sua série de quadrinhos com figuras de palitinhos publicadas na internet. O tal famoso xkcd. Desde 2005 o número de fãs da página vem só crescendo, e, por Munroe utilizar seus personagens para falar sobre o universo e tudo o mais, logo, os leitores, curiosos de plantão, começaram a fazer perguntas, algumas bem absurdas. Foi por causa dessa enxurrada de questionamentos bizarros e criativos, que surgiu o blog What If?. Nele, Munroe esmiúça as questões, faz simulações, cálculos, consulta cientistas e trabalhos especializados, para tentar responder seus leitores satisfatoriamente e sempre com bom humor.

O blog, agora chegou ao papel. E Se? Respostas Científicas Para Perguntas Absurdas traz versões estendidas e atualizadas de algumas das questões mais populares do blog e outras tantas nunca antes respondidas. São 56 perguntas (e que perguntas!) e ainda há 12 seções especiais que “homenageiam” as perguntas mais bizarras já recebidas por Munroe. Continuar lendo

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Apaixonada por Histórias (Paula Pimenta)

apaixonada por historias

Em Apaixonada por Palavras, a Paula Pimenta compartilhou conosco crônicas sobre o cotidiano, o que a Paula por detrás de nossos personagens favoritos, pensa sobre família, relacionamentos, amores, sonhos… O livro foi lançado sem maiores pretensões, mas fez um sucesso tão grande e foram tantos os pedidos por mais textos que uma segunda coletânea foi encomendada.

Apaixonada por Histórias já começa apaixonando o leitor desde a capa, o Diogo Droschi já deixou todos os leitores da Paula mal-acostumados com capas tão lindas. E aqui, a exemplo de Apaixonada por Palavras e Confissões, ele não se restringe apena a capa, envereda pelas páginas colorindo ainda mais a narrativa da Paula (as folhas roxinhas são puro amor!). Continuar lendo

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Benefício na Morte (Robin Cook)

beneficio na morte

Robin Cook é um autor bastante conhecido entre os que gostam de thrillers médicos, mas, apesar de já ter lido algumas sinopses de livros seus, ainda não tinha tido contato com a escrita do autor. Nem com thrillers médicos para falar a verdade, embora os romances e thrillers policiais e as séries com componentes médico-legais estejam entre meus gêneros favoritos. Após a leitura de Benefício na Morte, ficou comprovado que ambientar um romance investigativo em um hospital/laboratório de pesquisa – e o componente laboratório de pesquisa tem bastante espaço, o que desconfio foi o que acabou me fisgando de vez – pode ser tão interessante quanto àqueles que se passam nas delegacias e institutos médicos legais.

Em Benefício na Morte, Cook explora o campo das pesquisas médicas versus o mundo corporativo especializado em explorar o sofrimento de pacientes terminais e/ou doenças crônicas que diminuem e muito a expectativa de vida.

Pia Grazdani é estudante do quarto ano de medicina na Universidade de Columbia e está para começar o seu doutorado com o famoso geneticista molecular (e aparentemente intragável) Dr. Tobias Rothman. O cientista que ganhou um Prêmio Nobel por seu trabalho com cepas virulentas de salmonelas, está desenvolvendo um trabalho pioneiro de organogenia em colaboração com o Dr. Yamamoto. Uma pesquisa que promete revolucionar o campo dos transplantes e da saúde pública. Continuar lendo

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O Segredo do Meu Marido (Liane Moriarty)

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Depois de ter sido fisgada pelo estilo da narrativa da Moriarty em Pequenas Grandes Mentiras (que a propósito virará série televisiva), mais do que depressa coloquei O Segredo do Meu Marido no topo da pilha de leituras ainda que já o tivesse na estante há tempos (my mistake). Neste livro, Moriarty continua mostrando porque é uma exímia contadora de histórias de pessoas comuns e aparentemente pouco interessantes, e que situações cotidianas, que beiram o ordinário, podem render tramas surpreendentes.

Moriarty segue aqui a sua fórmula de lançar tramas paralelas que aos poucos começam a se entrelaçar e entregar o arcabouço da trama mãe. A história tem início com as histórias de três mulheres: Cecilia, Rachel e Tess. Cecilia é casada com John-Paul há quinze anos e tem três filhas. Ela tem uma vida extremamente organizada. Todos os seus afazeres diários, bem como a sua casa, são rigorosamente controlados. Mas um dia, seu controle é perdido, porque no sótão em meio aos papeis antigos do marido ela encontra uma carta endereçada a ela, para ser aberta apenas após a morte dele. Tess acabou de receber a notícia de que seu casamento acabou. Felicity, sua prima e praticamente única amiga, envolveu-se com seu marido. Com a vida matrimonial destruída e a profissional indo pelo mesmo caminho já que os três tinham uma empresa juntos, ela decide abandonar tudo e partir com o filho para a casa da mãe em Sidney. Rachel acabou de descobrir que o filho, a nora e o neto irão se mudar para Nova York. O garotinho é seu único alento desde a tragédia que abateu sua família em 1984.

Cecilia, Tess e Rachel mal conhecem uma a outra, mas têm suas vidas ligadas pela comunidade do St. Angela. A escola onde Rachel trabalha como secretária e os filhos das outras duas estudam. A narrativa alterna-se entre as três e aos poucos vamos conhecendo mais sobre os seus cotidianos, os problemas familiares, seus passados e seus segredos. O entrelaçamento das três tramas é sutil, até que atinge o seu ápice, quando Cecilia decide abrir a carta de John-Paul. Continuar lendo

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Bidu – Caminhos (Eduardo Damasceno & Luís Felipe Garrocho)

bidu caminhos

Depois de ter me encantado com o trabalho do Vítor e da Lu Cafaggi em Laços, estou mais do que decidida a conferir todos os outros álbuns da coleção Graphic MSP (o do Penadinho acabou de ser publicado!). Sei que com essa meta em mente, seria mais lógico ter pegado Astronauta – Magnetar como próxima leitura, já que ele foi a primeira história publicada pelo selo, mas, não consegui resistir ao cãozinho azul.

Bidu foi o primeiro personagem criado por Maurício (foi o primeiro a ter uma revista própria também) e já nasceu na companhia do seu parceiro Franjinha. Então, o que foi proposto para Damasceno e Garrocho, foi recontar uma parte da história dos dois personagens que não havia sido explorada antes. A trama é simples, a história de como um garotinho encontrou seu melhor amigo, de como um cãozinho de rua encontrou um lar. Mas, ao focá-la no ponto de vista do Bidu, ganhou uma nova faceta. Continuar lendo

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O Grande Ivan (Katherine Applegate)

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“Minha árvore genealógica também é muito extensa. Sou um macaco grande, assim como os chimpanzés e os orangotangos e os bonobos. Todos nós somos primos distantes e desconfiados. Sei que isso é problemático. Também acho difícil acreditar que haja uma conexão no tempo e pelo espaço ligando-me a uma raça de palhaços mal-educados.

Chimpanzés… não há desculpa para eles. ” (Página 14)

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Uma História de Amor e TOC (Corey Ann Haydu)

amor e toc

“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos. ” (Página 237)

Já tem um bom tempo que Bea não sabe o que é ser uma garota normal. Semanalmente ela tem consultas com a Dra. Pat, que tenta ajudá-la com suas obsessões e compulsões. Mas, fica difícil quando o alvo mais recente de sua obsessão frequenta o mesmo consultório e terapeuta que ela. Bea foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo, mas a obsessão dela não é tão “banal” (se é que podemos chamar qualquer obsessão de banal) quanto lavar as mãos inúmeras vezes, colecionar objetos estranhos, comer sempre nos mesmos lugares, ou fazer atividades em uma determinada ordem. Sua obsessão é um pouco mais comprometedora e na maioria das vezes (e com razão) é mal interpretada. Bea é uma stalker de caras. Daquelas que quando fica obcecada por alguém, começa a segui-lo (para certificar-se de que ele esteja bem), anotar os mínimos detalhes da vida do alvo em seu caderno, e, como no caso do alvo mais recente, até mesmo entreouvir partes de suas sessões de terapia.

Para ajudá-la com o TOC, a Dra. Pat decide fazê-la participar de sessões de terapia em grupo. Ali, ela reencontra/conhece Beck, o garoto que ela ajudara durante um blecaute em uma festa escolar, um cara sarado e com obsessão compulsiva por lavar as mãos e frequentar academias. Bea tem quase certeza de que apenas outra pessoa tão ferrada quanto ela, seria capaz de entendê-la e permanecer ao seu lado mesmo com todos os seus defeitos. Será Beck essa pessoa? Será que ele conseguirá superar suas obsessões e ceder um pouco mais de tempo para Bea? Será que ela conseguirá parar de stalkear sua atual obsessão e redirecionar (de forma menos acentuada de preferência) sua atenção? Continuar lendo

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Turma da Mônica – Laços (Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi)

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Em 2009, para comemorar os 50 anos da carreira do Mauricio de Sousa, foi lançado o álbum MSP 50, no qual 50 autores do Brasil inteiro reinterpretaram os personagens criados pelo Mauricio. Vitor Cafaggi participou dessa coletânea com uma história do Chico Bento e da Rosinha. Com uma qualidade que chamou a atenção do Mauricio.

Com todo o sucesso que o MSP 50 teve, não demorou para que um novo projeto envolvendo releituras fosse lançado. Surgiu assim o selo Graphic MSP. Neste novo projeto, os artistas convidados têm mais páginas para se aventurarem no universo do Mauricio. O primeiro volume do selo foi Astronauta – Magnetar feito pelo Danilo Beyruth (que pretendo ler em breve) e publicado em outubro de 2012. Turma da Mônica – Laços é o segundo volume, publicado em maio de 2013. Continuar lendo

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Pequenas Grandes Mentiras (Liane Moriarty)

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Durante uma festa de pais de alunos da Escola Pública de Pirriwee, alguém cai da varanda da escola e morre. Eis o evento chave no qual Moriarty apoia toda a trama de Pequenas Grandes Mentiras. Utilizando um recurso muito comum em algumas séries televisivas procedurais, ela dá um vislumbre do que ocorreu, sem entregar informações cruciais (quem é a vítima?), e retrocede no tempo para ir mostrando aos poucos os eventos que culminaram no fatídico acontecimento.

Aqui, voltamos seis meses no tempo. É início das aulas na Escola Pública de Pirriwee e aos poucos somos apresentados à enorme quantidade de personagens, o que pode até confundir num primeiro momento, mas que Moriarty, com sua narrativa sob múltiplos pontos de vista, logo consegue deixá-los íntimos ao leitor. E especialmente, ela deixa o leitor bem próximo daquelas que poderiam ser consideradas as protagonistas dessa história: Madeline, Celeste e Jane.

Madeline é aquela pessoa que tem todos os elementos para você não gostar muito dela logo de cara: seu pendor por futilidades (que ela mesmo admite), sua tendência a criar tempestades com copos d’água e sua prontidão para se vingar, mesmo quando o assunto não tem nada a ver com ela, acho que podemos acrescentar aqui também, sua tendência a meter o bedelho onde não é chamada. Mas, ao mesmo tempo, toda essa exuberância em viver, em não levar “patada” para casa, em estar disponível para os amigos são qualidades cativantes. Ela também é uma mãe de primeira e faz tudo por seus filhos, mesmo quando a mais velha (filha do primeiro casamento) está determinada a ir morar com o pai e a jovem madrasta. O pai que quando a menina nasceu, fez as malas e foi embora. O pai que decidiu voltar e de repente se tornar o progenitor exemplar e com o qual Madeline ainda terá que ter mais contato do que acharia ser saudável, já que a filha do ex-marido com a nova mulher estará na mesma turma de jardim de infância de sua filha caçula. Não é difícil entender o seu lado e torcer por ela em muitos momentos dessa história. Continuar lendo

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