O Livro das Princesas (Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza)

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Quando soube do projeto da Galera Record de reunir algumas autoras para recontar contos de fadas, fiquei interessada. Principalmente, porque a Paula Pimenta era uma das autoras escolhidas e não é segredo para ninguém que gosto muito dos trabalhos dela. O livro foi lançado, o tempo passou e demorei para adquiri-lo e quando o fiz, demorei para lê-lo. Não foi à toa que acabei lendo primeiro o livro “Princesa Adormecida” da Paula, parte de um outro projeto que teve sua origem aqui. E, mesmo tendo me decepcionado um pouco com a história de Áurea, ainda assim estava curiosa para conferir a história da tal DJ Cinderela que foi elogiada por muitos.

Mas, discorrendo mais sobre o Livro das Princesas, ele traz quatro histórias tendo como protagonistas personagens inspiradas nos contos de A Bela e a Fera, Cinderela, A Bela Adormecida e Rapunzel. E com um prefácio de uma das princesas fictícias mais conhecidas da atualidade: Mia Thermopholis. Continuar lendo

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Diga aos Lobos que Estou em Casa (Carol Rifka Brunt)

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“Observar pessoas é um bom hobby, mas você precisa ter cuidado. Não pode deixar que as pessoas o peguem olhando. Se o pegam, elas o tratam como um criminoso de primeira grandeza. E talvez estejam certas em fazer isso. Talvez devesse ser crime tentar ver nas pessoas coisas que elas não querem que você veja.” página 8.

Diga aos Lobos que Estou em Casa é o primeiro romance de Carol Rifka Brunt, com o qual ela ganhou o Prêmio Alex, da Young Library Services Association. O livro, que se passa em 1987, traz a história de June Elbus, uma garota de 14 anos que tem dificuldade em fazer amigos, tem um relacionamento deteriorado com Greta, sua irmã mais velha, e só se sentia ela mesma na companhia de seu tio (padrinho) Finn, um renomado pintor que perdeu sua vida para a AIDS. A perda do tio faz a vida de June desabar. Sua morte também traz para a vida da garota uma nova pessoa e desenterra algumas verdades dolorosas sobre sua família. E é esse redescobrir de June, o descobrir de uma nova amizade e o reatar de velhas relações, que Carol nos convida a desbravar em seu romance. Continuar lendo

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Eve & Adam (Michael Grant & Katherine Applegate)

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Evening Spiker sofreu um terrível acidente e ficou entre a vida e a morte. E mesmo correndo o risco de perder uma perna e recém-saída de uma cirurgia de 14 horas, sua mãe Terra Spiker a retira do hospital para levá-la para seu instituto de pesquisa, a Spiker Biopharmaceuticals. Ali, sua recuperação segue à passos largos sob as vistas de sua mãe, dos médicos do instituto e de Solo, o garoto misterioso envolvido no seu resgate do hospital. Mas, logo, manter uma adolescente de 17 anos ocupada se torna uma tarefa difícil e Terra decide envolver Eve em um projeto de genética. O Projeto 88715. A tarefa de Eve será a de criar o garoto perfeito. E ela logo começa a brincar com sua criação acreditando que ela será apenas virtual. Será?

“Sei uma coisa ou outra sobre o Projeto 88715, e é bem maior do que uma coisinha educacional que você faz depois de se drogar.

É mais do que uma sequência brilhante de DNA em um monitor gigante.

Mais do que um brinquedo que Terra tem usado para manter Eve ocupada.

E de uma coisa eu já sei: quando Tommy e os gênios, aos sussurros, falam sobre o Projeto 88715, eles o chamam por outro nome.

Chamam de “Projeto Adam”.” página 71.

É esse o ponto de partida da história que a Katherine Applegate e o Michael Grant decidiram escrever em conjunto. Uma história que mistura romance, ciência, ficção científica, conspiração e espionagem industrial, e que rendeu um livro bem interessante. Continuar lendo

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The Music

Olá pessoal, hoje vamos a mais um capítulo da nossa jornada pelo mundo mágico da música. Desta vez, gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre uma banda que eu gosto muito, mas que infelizmente não teve muita repercussão, os ingleses da banda The Music. A banda se formou em 1999, enquanto os integrantes ainda estavam no colegial, e já em 2001 emplacaram seu primeiro single, You Might As Well Try To Fuck Me. Já nesta primeira música é possível perceber o que viria a ser a sonoridade mais marcante da banda: guitarras com muita distorção e power chords,  com predominância de riffs ao invés de solos. Esta quase ausência de solos, embora detrimental para alguns, colabora para dar destaque à voz de Robert Harvey, com amplitude vocal mais puxada para os agudos, e resiliência esbanjada para seus (muitos) gritinhos.

Em 2002, a banda lançou seu primeiro álbum, The Music, promovido pelos singles The People, Getaway e The Truth Is No Words. Getaway foi a primeira música da banda que eu ouvi, e é uma das músicas que nunca sai do meu iPod, sendo uma das músicas mais marcantes da minha adolescência. A música começa já embalando o ouvinte em uma batida crescente, com as guitarras de Harvey e Adam Nutter ditando o ritmo, apenas para explodirem em distorção numa seção vocal logo após os refrões. Quanto mais alto colocar o som, melhor!

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Ladrões de Sonhos (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“Naquele momento, Blue estava um pouco apaixonada por todos eles. Pela magia deles. Pela voracidade e pela estranheza deles. Seus garotos corvos.” (Página 18)

No segundo volume da Saga dos Corvos, Blue e os garotos continuam sua busca pelo lendário rei galês, Glendower. Mas, as explorações são dificultadas por causa do enfraquecimento das linhas ley – linhas de energia que conectam lugares místicos e que podem ser o caminho para o túmulo do antigo rei. Lugares místicos como a floresta de Cabeswater, que misteriosamente sumiu!

Ao mesmo tempo que precisam lidar com esses empecilhos. O mistério em torno de Ronan aumenta. No final do livro anterior tivemos uma amostra do que ele era capaz ao ter tirado de seus sonhos um corvo. Agora, seu superpoder está cada vez mais forte e acaba colocando-o na mira de pessoas interessadas neste poder. Sonhar com coisas e poder retirá-las do sonho para o mundo real é um poder invejável, algo que ele herdou do pai e que vem acompanhado de muitos segredos envolvendo sua família. Mas, também é perigoso, tanto pela falta de controle de Ronan, quanto pelo tipo de gente que está atrás desse dom.

E assim, enquanto os garotos persistem em sua busca, o perigo em torno deles aumenta, e outras questões precisam ser respondidas. Ronan precisa entender melhor seus poderes e parar de se esconder sob seu comportamento rebelde. Adam precisa enfrentar as consequências de suas escolhas e falar para Gansey sobre seu real interesse na busca por Glendower. Noah tenta aproveitar ao máximo seus poucos momentos “corpóreos”. E Blue e Gansey precisam, finalmente, encarar seus reais sentimentos. Aliás, o triângulo amoroso (implícito) entre Adam, Blue e Gansey, foi muito bem trabalhado neste volume. A ponto de dividir torcidas ao longo de toda a narrativa. Continuar lendo

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Apenas uma espiada: A Mais Pura Verdade

a mais pura verdade

Como presente de agradecimento à todos os blogs que se inscreveram para serem parceiros da Novo Conceito em 2015, a editora, enviou um livreto com os seis primeiros capítulos de um de seus lançamentos de março: A Mais Pura Verdade, romance de estreia de Dan Gemeinhart.

O livro traz a história de Mark. Um garoto de 12 anos, que tem um cachorro chamado Beau, uma melhor amiga chamada Jessie, gosta de fotografar e escrever haicais em seu caderno e tem o sonho de um dia escalar a maior montanha da América do Norte. Mas Mark está doente. Ele tem o tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. O tipo de doença que lhe reserva notícias desesperadoras. É por isso, que Mark decide fugir. Sair de casa apenas com seu cachorro por companhia, sua máquina fotográfica, seu caderno e caneta, remédios e equipamentos de alpinismo. Em direção ao Monte Rainier. Continuar lendo

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Uma Breve História do Tempo (Stephen Hawking)

Uma breve historia do tempo

“A maioria das pessoas acharia um tanto ridícula a imagem do nosso universo como uma torre infinita de tartarugas, mas por que acreditamos saber mais do que isso? O que sabemos sobre o universo, e como sabemos? De onde ele veio e para onde está indo? O universo teve um começo? Se teve, o que aconteceu antes? Qual é a natureza do tempo? Um dia ele vai chegar ao fim? Podemos voltar no tempo?” (Página 12)

Esta citação retirada do primeiro capítulo do livro, faz jus à boa parte do conteúdo que Hawking esmiúça em sua obra. Uma Breve História do Tempo foi publicado originalmente em 1988 e ganhou uma nova edição atualizada em 1996. Esta, além de incluir novos resultados teóricos e observacionais, também acarretou na inclusão de um novo capítulo sobre buracos de minhoca e viagens no tempo. No Brasil, o livro foi publicado em 1988 pela Rocco, em 1997 pela Albert Einstein e em 2009 pela Gradiva. Agora, com a atenção despertada com o filme A Teoria de Tudo, chega às livrarias uma nova edição e tradução, com revisão técnica do astrofísico Amâncio Friaça, publicada pela Intrínseca.

São doze capítulos que nos permitem fazer uma viagem pelos conceitos da física e da cosmologia, partindo dos conceitos de estrutura do universo pensados pelos gregos, passando pelos trabalhos de Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Huble, Einstein e suas próprias pesquisas, nas tentativas de explicar as observações sobre o universo. Hawking propõe-se a explicar as diversas teorias que explicam partes do universo e a grande busca pelo Graal que é a procura por uma teoria unificadora. Como o trabalho de Newton contribuiu para que mais tarde pudéssemos saber a composição química das estrelas; as singularidades que dão origem aos buracos negros e a singularidade única do Big Bang (se é que ele realmente existiu, e antes que me apedrejem, não é religião não gente, a dúvida é fruto da pesquisa do próprio Hawking); a mecânica quântica e sua incorporação às demais áreas da ciência; os átomos e as partículas ainda menores de que são compostos; os buracos de minhoca e a esperança das viagens temporais. Nossa viagem pelas páginas, vai do extraordinariamente vasto, ao extraordinariamente minúsculo, passando pelas tentativas de unir ambos em uma única teoria. Continuar lendo

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Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti (John McNally)

infinity drake

Infinity Drake, ou Finn como prefere ser chamado, tem onze anos e mora no interior da Inglaterra com a avó. Seus pais, ambos cientistas, morreram. Agora é só ele, vovó Allenby – que sabe como se impor e não tem papas na língua, seu cachorro e o tio um tanto quanto inconstante, também cientista, e que desconhece o significado de limites. E é com esse tio, Al, um tanto quanto excêntrico e que lhe deixa fazer qualquer coisa que queira, que Finn irá ficar por uns dias enquanto vovó Allenby viaja. Os planos, da vovó, são que os dois fiquem em casa e que Finn continue a ir à escola. Os planos, de Al e Finn, são de ir acampar nos Pirineus e aumentar a coleção de insetos do garoto. Mas, ambos os planos precisam ser interrompidos, porque Al é contatado pelo Comandante King do Comitê Global Não-Governamental de Resposta à Ameaças para retomar um antigo projeto que pode evitar um desastre global. O que é uma baita surpresa para Finn que não imaginava que o tio fosse tão importante.

“A lente se aproximou do ponto e de repente a criatura apareceu na tela.

Projetado do tamanho de um ser humano, um monstro preto e amarelo com pontinhos vermelhos, recém-saído de sua última troca de pele. Seu exoesqueleto se expandiu; seu tórax como um punhado de vigas mestras; sua cabeça feito uma atrocidade; suas asas pretas e pratas ainda grudadas ao abdômen, que colorido e distendido, pendia do tórax como uma enorme gota de veneno. E, no fim, um grupo feito de três ferrões.” (Página 54)

Essa é Scarlatti, uma espécie de vespa criada em laboratório e altamente mortal que foi libertada na natureza. Para evitar uma situação de calamidade global e a alternativa de tentar sanar o problema utilizando armamento nuclear, todos recorrem à pesquisa (um tanto quanto maluca) de Al. Seu projeto, o BoldKlub tem por finalidade encolher a matéria. O plano maluco é utilizar o outro único exemplar da Scarlatti mantido em laboratório, implantar nele um feromônio para atrair a outra Scarlatti e matar ambas. Com um time de extermínio composto por humano em miniatura! E é claro que uma série de contratempos acaba fazendo Finn ser um dos miniaturizados. O que no final das contas acaba sendo um ponto positivo (não para Al e definitivamente não para vovó Allenby), pois o conhecimento sobre insetos e aracnídeos do garoto, livra a equipe de diversas situações perigosas. Continuar lendo

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Uma Chance Para Recomeçar (Lisa Kleypas)

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Lisa Kleypas é muito conhecida por seus romances históricos, mas às vezes, também se envereda por algo mais contemporâneo. E é justamente uma série dessa leva que a Novo Conceito começou a publicar no final do ano passado. A série Friday Harbor conta com quatro livros publicados e um a caminho (?), dos quais, os três primeiros têm como protagonistas os irmãos Nolan, moradores da pequena ilha de San Juan. Uma Chance Para Recomeçar traz a história de Mark, o mais velho dos Nolan, da pequena Holly e de Maggie.

“Não há escolha além de você. Holly não conhece nem um pouco o Sam nem o Alex. Escrevo isso esperando que você nunca tenha de ler, mas, se estiver lendo… cuide da minha filha, Mark. Ajude-a. Ela precisa de você. Eu sei o quanto essa responsabilidade deve parecer enlouquecedora. Sinto muito. Sei que você não pediu isso. Mas você consegue. Vai descobrir como. Comece amando Holly. O resto virá por si.” (Página 11)

Victoria Nolan morreu em um trágico acidente de carro, deixando sua filha Holly sob responsabilidade do seu irmão Mark. Mark, um solteiro convicto, não se sentia muito preparado para o papel, mas assumiu o compromisso. Só que desde o acidente, Holly não diz uma palavra. E Mark acha que não está fazendo um bom trabalho… Continuar lendo

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Vermelho Como o Sangue (Salla Simukka)

vermelho como o sangue

“Lumikki reconhecia aquela sensação. Ela se lembrava de ter olhado para si mesma no espelho em algum momento do outono da primeira série, um pouco antes do Natal, e de ter visto uma menininha assustada e chocada que nunca poderia ter acreditado que algo como aquilo pudesse acontecer com ela. Que algo assim tivesse existido. “Eu não sou mais eu.” Foi o que ela pensou. E era verdade. Ela se tornara outra coisa, um tipo diferente de menina.

Era uma vez uma menina que aprendeu a ter medo.”

(Página 135)

No interior da Finlândia, Natalia Smirnova tentou deixar o “emprego” e voltar para casa, mas a máfia não perdoa e ela é assassinada. No outro dia, três garotos com amnésia pelo uso de entorpecentes, invadem o laboratório de fotografia da escola para lavar dinheiro sujo de sangue.

Lumikki Andersson mora sozinha e estuda em uma conceituada escola. Ela não é uma garota de muitos amigos (para ser mais realista é melhor dizer nenhum) e algo de muito ruim aconteceu com ela no passado. Algo que a transformou em uma caçadora nata de esconderijos. Algo que a fazia sentir medo e o que levou-a a decidir deixar a casa dos pais e a cidade onde morava. E, por ter essa mania de se esconder, Lumikki acaba se deparando com o dinheiro sujo de sangue no laboratório da escola. Ela também descobre quem são os garotos e por descobrir demais, acaba se envolvendo em uma investigação que não queria e que frequentemente coloca sua vida em risco. Isso porque ela acaba presa em uma rede de corrupção envolvendo uma quadrilha internacional. Continuar lendo

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