Fazendo Meu Filme em Quadrinhos: 2 – Azar no Jogo, Sorte no Amor? (Paula Pimenta)

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Com a chegada do segundo volume dos quadrinhos de Fazendo Meu Filme, o desejo por um volume com o dobro de fofura foi reforçado. Como fã dos personagens dos livros, gostaria de ter mais páginas, desenhos e cores para matar a saudade. Mas, mesmo que as doses sejam pequenas, já está valendo. E essa turminha nascida em palavras e transformada em desenhos multicoloridos segue não decepcionando.

Em Azar no Jogo, Sorte no Amor? Paula explora um acontecimento que foi apenas mencionado em Fazendo Meu Filme 1: quando Alan teve os óculos quebrados em uma briga de torcidas no Mineirão. Para contar essa história, ela deixou alguns personagens de lado, mas era preciso, afinal, três novos personagens precisavam ser apresentados: o pai da Fani, o Alberto e o Marquinho. Com essa trama, ela também aproveitou para revelar o time do coração de vários personagens. Continuar lendo

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O Teorema Katherine (John Green)

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“Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem de Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E.  Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele. ” (Página 24)

Desde que se entende por gente, ou melhor dizendo, desde que passou a ter interesse amoroso por outras pessoas, Colin namora Katherines. Eventualmente, a Katherine sempre termina com ele. Sempre foi assim, e agora, Colin acaba de levar seu décimo nono pé na bunda. Ele também acabou de se formar no Ensino Médio, e tendo sido considerado uma criança prodígio desde a mais tenra idade, ele tem a impressão de que desperdiçou todo o seu potencial. Que poderia ter se transformado em um gênio, mas que agora será alcançado por todos, será apenas mais um.

Desiludido, Colin decide cair na estrada com seu carro, o Rabecão do Satã, na companhia do seu melhor amigo Hassam. Essa viagem acaba tendo uma parada não intencional em Gutshot, Tennessee. Ali, os garotos conhecem Lindsey e sua mãe, arrumam um emprego e Colin tem o seu tão sonhado momento eureca: criar uma fórmula capaz de prever o desfecho de todos namoros do mundo. Algo que ele espera, o coloque no rol dos gênios da humanidade, e que talvez o ajude a reconquistar sua 19° Katherine. É claro que são as Katherines que servem de inspiração e fundamento para que o seu teorema tome forma. E, ao longo da história, todos os seus relacionamentos são rememorados conforme Colin trabalha em seu projeto. Continuar lendo

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The Wise Man’s Fear – Patrick Rothfuss

Atenção, esta resenha trata do segundo livro da série A Crônica do Matador do Rei, e pode conter spoilers da trama do livro anterior. Para ler a resenha do primeiro livro, clique aqui.


É o segundo dia da narrativa de Kvothe. Voltamos a acompanhar sua vida na Universidade: seu tempo é dividido entre estudos, música, seu trabalho na artifeceria e na enfermagem e suas idas à cidade em busca de Denna. Quando as conseqüências dos seus atos do livro anterior o alcançam, Kvothe é lançado ao mundo. Finalmente! Com isso, duas das minhas expectativas para o livro foram superadas: conhecemos mais do mundo E começamos a ver porque Kvothe virou uma lenda.

Durante duas aventuras, Kvothe encontra fadas e outras criaturas que todos acham que não existem, ele também aprende novas línguas e costumes de culturas tidas como absurdas. Faz amigos, toma amantes e aprende a lutar com espadas. Ele luta ao lado de mercenários, desmascara um envenenador e naufraga. Este livro tem um pouco de tudo. Continuar lendo

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Chico Bento – Pavor Espaciar (Gustavo Duarte)

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Desde que eu descobri as graphic novels do selo Graphic MSP, as histórias que tive maior vontade de ler, eram as adaptações da turma do bairro do Limoeiro (o meu núcleo favorito ever) e a do Chico Bento. Laços foi uma homenagem muito bonita e saudosista feita pelos irmãos Cafaggi. Pavor Espaciar, do Gustavo Duarte, foi publicada em 2013, mas só consegui conferir agora, depois de sua reedição. E, apesar de toda a ansiedade para ter o volume em mãos, não estava esperando tanto da história, pois havia lido algumas resenhas negativas que diziam que o Gustavo Duarte não fazia jus ao personagem, reclamando da ausência de texto… Foi com um pé atrás que comecei essa história, mas o traço limpo e bastante expressivo de Duarte, sua história simples e de certa forma tão ligada às crendices das cidades do interior e as mil referências espalhadas pelas páginas, garantiram uma leitura bastante divertida.

Do núcleo do Chico Bento, Gustavo Duarte decidiu fazer um recorte e criar uma história na qual Chico, Zé Lelé, Torresmo e Giselda fossem os personagens em destaque. Com isso, os pais do Chico têm apenas uma pequena aparição, e outros conhecidos nossos (como a Rosinha) nem dão as caras. E isso é um porém, que espero que uma nova HQ do Chico poderia sanar. Mas, voltando a história… Continuar lendo

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Endgame – A Chave do Céu (James Frey & Nils Johnson-Shelton)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Endgame e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

A Chave do Céu

“Eles deram a vida aos humanos e vão testemunhar nossa quase extinção, reinicializar o relógio da vida na Terra e deixar que o planeta se recupere dos estragos. Mas os Criadores não deveriam interferir no andamento do Endgame. Eles criaram as regras e agora as estão quebrando. ”

(Página 25)

No início do Endgame eram doze linhagens. Doze jogadores que lutava para garantir a persistência dos seus. Ao longo do caminho alguns foram ficando. Morreram. Em consequência disso, alguns meteoros também provocaram estragos e deixaram um rastro de mortandade. No primeiro volume o foco era a Chave da Terra, e para encontrá-la alguns se aliaram, por amor ou apenas por interesse mesmo; outros partiram para uma busca de um caminho alternativo, menos destrutivo; outros sofreram na pele a dor provocada pela interferência dos Criadores no Jogo, algo que prometeram não fazer; e outros tiveram que fazer escolhas difíceis, que talvez nunca sejam perdoadas. A Chave da Terra foi encontrada e agora restam apenas duas. De doze jogadores sobraram nove. A Chave do Céu é o alvo de todos, mas não pelos mesmos motivos. Afinal, já que os Criadores mudaram o Jogo, os jogadores também podem interferir com suas próprias jogadas.

Antes de qualquer outra coisa é válido informar que a exemplo do primeiro livro, aqui também há um enigma real a ser desvendado. As pistas estão espalhadas em links e figuras ao longo do livro, e assim como no primeiro volume, continuam não interferindo em nada na leitura da obra. Escolha a sua forma de leitura e seja feliz. Continuar lendo

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Astronauta – Singularidade (Danilo Beyruth)

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“…. Estou sempre procurando algo, mas não sei bem o quê. A maioria das pessoas imagina o espaço como um imenso vazio. Eu o vejo como ele é: um lugar repleto de descobertas para serem feitas. ”  (Página 27)

Em Astronauta – Singularidade, Danilo Beyruth dá continuação à história apresentada em Magnetar. No primeiro volume Beyruth utilizou um episódio de “naufrágio” no espaço para enfocar a solidão tão característica do personagem, e rememorar os eventos da sua infância e as escolhas que o Astronauta teve de fazer por causa de sua carreira. Agora, em Singularidade, reencontramos o Astronauta passando por avaliações psicológicas que irão determinar se ele poderá continuar em seu posto. E é claro, há uma nova missão: investigar um buraco negro, mas não sozinho! Ele irá acompanhado da doutora responsável por sua avaliação e um tripulante do país responsável pelo seu resgate na malfadada missão anterior. Continuar lendo

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Todos os Nossos Ontens (Cristin Terrill)

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“É apenas o começo, eu sei. Nunca fiz essa viagem que aquelas 14 versões passadas de mim fizeram, mas a ouvi ser explicada vezes suficientes para saber o que vem depois. Quando as partículas que estão rodopiando abaixo dos meus pés pelos quilômetros de canos, grandes o bastante para darem passagem a um caminhão, enfim baterem umas nas outras quase na velocidade da luz, a explosão será tão poderosa que partirá o próprio tempo. ” (Página 34)

Quatro anos no futuro (presente), Em está presa em uma base militar secreta. Finn também está preso ali, mas a única presença um do outro que eles podem sentir são suas vozes. Em um dia qualquer, Em descobre um papel no ralo de sua cela. Um papel contendo várias anotações, algumas de seu próprio punho (embora ela tenha certeza de que nunca viu o papel antes), e que lhe deixa uma missão: retornar no tempo e evitar a criação de uma máquina do tempo que vai destruir o mundo. Inúmeras vezes ela já tentou e inúmeras vezes ela acabou no mesmo presente terrível. Desistir não é uma escolha.

Quatro anos no passado encontramos Marina, uma garota tímida, idealista e apaixonada pelo melhor amigo James. Mas, quando finalmente ele parecia estar correspondendo aos seus sentimentos, a vida do garoto é despedaçada e a esperança de Marina de um futuro com James está cada vez menor. Continuar lendo

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Star Wars: Marcas da Guerra (Chuck Wendig)

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“- Esta não é uma história inspiradora qualquer. Não é mais um conto de um azarão, pobre coitado e pé-rapado, uma luta pugilista onde nós somos o gladiador de bom coração que derruba o regime opressor que o colocou na arena. Eles ficaram com essa narrativa. Nós somos aqueles que escravizaram mundos inteiros, repletos de habitantes alienígenas. Nós somos aqueles que construíram algo chamado de Estrela da Morte sob a liderança de um velho goblin decrépito que acreditava no “lado sombrio” de uma antiga religião maluca qualquer. ” (Página 176)

Até bem pouco tempo atrás meu contato com o universo de Star Wars restringia-se aos filmes. Como fã da franquia desde que me entendo por gente, sabia que o Universo Expandido de Star Wars tinha bastante coisa, mas nunca tinha ido atrás, salvo a primeira temporada da série de animação Star Wars: The Clone Wars que acabei nem continuando a ver. Com a notícia da produção dos novos filmes pela Disney, o auê em torno da história principal e seu universo expandido reacendeu-se. Foram lançados hq’s (já conferi algumas) e a Editora Aleph começou uma publicação massiva de obras literárias desse universo (e não tô reclamando não, pode mandar mais Aleph!). Tanto as antigas (anteriores à 2014), que agora são conhecidas como Legends e que não fazem parte do cânone estabelecido em 2014, quanto as obras mais recentes e que trazem os conceitos a serem explorados em filmes, livros, games…. Dentre esses, Star Wars – Marcas da Guerra, primeiro volume da trilogia Aftermath, de Chuck Wendig chega para preparar o terreno para o que começou a ser explorado no episódio VII dos filmes. Mas, não vá com muita sede ao pote, achando que ele contém maiores detalhes sobre o que você viu em Star Wars: O Despertar da Força. O que é explorado aqui é muito mais antigo…

A trama de Wendig se passa alguns meses após a Batalha de Endor que acarretou na destruição da Segunda Estrela da Morte, nas mortes de Darth Vader e Palpatine e no enfraquecimento das forças imperiais e início da restauração da Nova República. É claro que velhos conhecidos nossos não são esquecidos, mas desta vez, eles cedem espaço para personagens secundários dos filmes brilharem. Almirante Ackbar, o Líder Vermelho Capitão Wedge Antilles e a piloto Norra Wexley são os protagonistas que representam a antiga resistência. Do outro lado temos a almirante Rae Sloane e alguns figurões das forças imperiais. Além deles, outros personagens ganham destaque na trama: Jas Emari, uma caçadora de recompensas; Sinjir, um antigo agente imperial; Temmin, o filho que Norra deixou para trás, na Orla Exterior, para se juntar às forças rebeldes; e, não posso esquecer do Senhor Ossudo, um droide esquisitão, mas cativante. Continuar lendo

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A Menina da Neve (Eowyn Ivey)

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Em seu romance de estreia, Eowyn Ivey buscou inspiração no folclore russo, o conto de Snegurochka ou The Snow Maiden, para dar vida a sua própria menina da neve e criar uma história que mistura drama, vida cotidiana, natureza selvagem e mistério, com um toque de conto de fadas.

A história se passa no Alasca, em 1920. Lá encontramos Jack e Mabel, um casal de meia-idade recém-chegados ao lugar. Eles nunca puderam ter filhos, e quando Mabel ficou grávida, perdeu o bebê. A mudança para o Alasca foi a derradeira tentativa de deixar o passado trágico para trás e se verem livres dos olhares de pena dos familiares e amigos. Só que nas terras frias e inóspitas do norte, o casamento de Mabel e Jack é praticamente inexistente e ambos estão vivendo praticamente como dois estranhos sob o mesmo teto. Na primeira neve daquele ano, uma abertura, uma pequena aproximação, e o casal faz um boneco de neve, ou para ser mais precisa, uma menininha de neve na qual Mabel coloca luvas e um cachecol vermelho. Naquela mesma noite a menina de neve desaparece, o cachecol e as luvas também e Jack vê (?) uma garotinha e pegadas infantis na neve. Pronto, tem início a história do casal com a garotinha da neve. Será ela um ser fantástico nascido da neve modelada por Mabel e Jack? Ou é apenas uma garotinha sozinha acostumada a viver na natureza selvagem do Alasca? Será ela apenas um fruto da imaginação de Mabel e Jack? Continuar lendo

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A Espada do Verão (Rick Riordan)

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“- Você tem dezesseis anos agora, já é um homem. Escapou deles uma vez, na noite em que sua mãe morreu. Eles não vão deixar você escapar de novo. Essa é nossa última chance. Se não me deixar ajudá-lo, você não sobreviverá até o fim do dia. ” (Página 25)

Durante a leitura da série Os Heróis do Olimpo, muito leitores devem ter ficado com a impressão (e a esperança) de que Riordan estava preparando algo envolvendo a mitologia chinesa, mas qual não foi a surpresa quando veio a notícia de que a próxima série de livros focaria na mitologia nórdica. E ela chega com Magnus Chase, e o sobrenome não é coincidência não, Magnus é primo da nossa já querida Annabeth. E ela é claro não é esquecida e até tem suas participações na trama, as quais prometem vir a serem mais frequentes no próximo livro.

A nova série de Riordan traz todos os elementos já tão característicos do autor: a grande quantidade de personagens; uma trama estruturada em torno de uma grande missão (decorrente de uma profecia feita na hora mais imprópria); missões menores que servem de preparação para o embate final; deuses melindrosos, misteriosos e meio doidos; um lugar para reunir os heróis (já conhecíamos alguns acampamentos e uma casa no Brooklyn, agora é a vez de um hotel que o próprio Valhala); muitas e muitas referências pop e uma boa pitada de humor. Aliás, o tom de hilaridade atinge níveis estratosféricos nessa nova série. Mas, ao mesmo tempo, ele não deixou de explorar temas mais sérios como o bullying e a rejeição familiar devido a deficiência de um dos personagens. A narrativa também lembra muito a utilizada na série do Percy Jackson, com a narrativa em primeira pessoa e apenas sob o ponto de vista de Magnus. Até mesmo os títulos estranhos e engraçados estão de volta. Continuar lendo

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