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A Misteriosa Chama da Rainha Loana (Umberto Eco)

Yambo é um senhor de idade, que após salvar-se de uma grave doença e voltar do coma não se lembra de fatos da sua vida. O ano do “despertar” é 1991 e cada redescoberta de Yambo após voltar do coma é comparada com referências mil de Shakespeare, passando por Doyle até a Rainha do Crime, mostrando que sua memória semântica está em perfeita ordem e dando olé em muitas memórias por aí, já sua memória autobiográfica vai de mal a pior…

“[…] Dizem que os gatos, quando caem da janela e batem o nariz, não sentem mais os cheiros e, como vivem do olfato, não conseguem mais reconhecer as coisas. Eu sou um gato que bateu o nariz. Vejo coisas, entendo com certeza do que se trata, lá embaixo as lojas, aqui uma bicicleta que passa, lá as árvores, mas não… não os sinto em meu corpo, é como se tentasse enfiar o paletó de um outro.”

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Editora Record anuncia “Conquistador”

Como se anunciar o lançamento de “A Fuga de Sharpe” não fosse o suficiente, a Editora Record anunciou ainda que em novembro o quinto livro de “O Conquistador” de Conn Iggulden estará nas livrarias!

O quarto livro, “Império da Prata“, foi lançado ano passado. O quinto livro foi lançado no exterior dia 23 de setembro de 2011 (ou seja, fez aniversário ontem!).

A capa também está lindona! Estou muito ansiosa para ler a continuação da série sobre o império mongol =)

Assim que eu tiver mais informações, vou atualizando este post =)

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Editora Record anuncia “A Fuga de Sharpe”

E já estava mais do que na hora… O nono livro da série, “O Ouro de Sharpe” saiu no fim de 2010, ou seja, faz quase dois anos! Tudo bem que a editora trouxe outros livros do autor nesse meio tempo, mas os fãs de Sharpe (e nisso eu me incluo) ficaram órfãos…

Eu ainda sou fiel à Record nos lançamentos de Sharpe porque eu sou apaixonada pela arte delas. Sobrevivi à mudança do nome da série de “As Aventuras de Sharpe” para “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”. Mas está cada vez mais difícil aguentar a demora entre lançamentos, especialmente quando a Harper Collins trouxe ao mundo uma edição comemorativa LINDA dos 30 anos da série… Sem contar que outras séries do autor a editora traz para o Brasil em muito menos tempo (o sexto livro d’As Crônicas Saxônicas chegou rapidinho pro mercado nacional). Podiam acelerar esses lançamentos, hein Record?

Ainda não falaram nada de datas, mas assim que eu souber de novidades, os manterei atualizados! Por enquanto, a Editora liberou a capa fantástica abaixo, ainda em uma resolução meio baixa. Considerando que O Ouro de Sharpe é alaranjado, vai combinar bastante. =)

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O Discurso Secreto (Tom Rob Smith)

Três anos depois dos eventos narrados em Criança 44, encontramos novamente o agora ex-agente da MGB (a antiga polícia secreta soviética) Liev Demidov. Liev agora é encarregado do departamento de homicídios criado três anos atrás e sua maior preocupação é se redimir de seus pecados passados e fazer com que a filhas adotivas, Zoia e Elena, o perdoem por ter feito parte no assassinato de seus pais e que junto com Raíssa, possam viver como uma família. Mas, o passado de Liev é muito consistente para ser simplesmente relevado, e uma ação do passado traz consequências para a vida de Liev sete anos depois.

Em 1949, ele foi responsável pela prisão de Lazar e Anísia em sua primeira ação pela MGB. Eles não foram os únicos, muitos outros foram destinados a sofrerem o duro tratamento reservado aos “espiões”, e talvez permanecessem no anonimato e relegados à lembrança se não fossem pelos recentes distúrbios políticos proporcionados pela divulgação do Discurso Secreto pelo então chefe de estado Nikita Kruschov. O Discurso foi distribuído por toda a Rússia e em vez de enaltecer os atos de Stálin como seus antecessores, ele vinha clamando por justiça, deixando claro para a nação todos os erros e ações cometidos pelo Estado. Como resultado estão acontecendo revoltas, levantes populares e as pessoas que sofreram no passado começam a buscar sua vingança. É assim que Lazar e Anísia retornam à vida de Liev, que se vê obrigado a encarar seus erros, sofrer por eles e pagar por eles com a sua família… Continuar lendo

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Azincourt (Bernard Cornwell)

“Os arqueiros eram os heróis de Hook. A Inglaterra, para Hook, não era protegida por homens vestindo armaduras brilhantes, montados em cavalos ajaezados, e sim por arqueiros”. 

A figura do arqueiro sempre foi mítica para os ingleses, durante todo o período medieval e antes do advento das armas de fogo, os arqueiros eram amplamente utilizados nas batalhas e chegavam a compor mais da metade do exército inglês. Ter um arqueiro em um exército no século XIV era praticamente uma exclusividade inglesa, já que para ser um bom atirador eram precisos anos de prática e em nenhum outro país o arco longo era tão difundido. Essa característica do exército inglês fez da Inglaterra nos séculos XIV e XV uma potência na Europa e tornou-se uma das unidades bélicas mais temidas, e com razão, os arqueiros eram capazes de fazer a guerra pender para os ingleses mesmo quando as condições numéricas eram desfavoráveis.

Emprestando novamente a figura do arqueiro, que já foi explorada na série A Busca do Graal, Cornwell faz uma releitura de uma das batalhas mais famosas da Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França. A batalha de Azincourt, travada em 1415, em solo francês no dia de São Crispim. Azincourt ficou famosa, não pelos ganhos políticos ingleses (que foram bem ínfimos), mas sim pela disparidade numérica entre ingleses e franceses. Algumas fontes chegam a falar de 6 mil para 30 mil respectivamente. São os eventos que culminaram nessa batalha que nos são narrados em Azincourt, só que diferente de Shakespeare que também revisitou esse dia em sua obra Henrique V, Cornwell traz como protagonista um simples arqueiro, um tanto esquentado, com uma rixa familiar e com uma mira de dar inveja. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #31

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Rick Riordan

Richard Russel Riordan Jr., nasceu em San Antonio, Texas, EUA no dia 05 de junho de 1964, local onde reside atualmente com a esposa e os dois filhos. Rick sempre gostou de literatura fantástica, é um grande fã de Senhor dos Anéis, o qual acha que já deve ter lido umas dez vezes. Desde o ensino médio é apaixonado pelas mitologias grega e nórdica. Cresceu em uma família bastante artística e começou a escrever muito jovem, com 13 anos submeteu sua primeira história para publicação, que não foi publicada. Seus primeiros trabalhos publicados foram dois contos na UTSA literary magazine.

Riordan graduou-se com dupla habilitação em Inglês e História na Universidade do Texas em Austin. Durante quinze anos ensinou essas duas disciplinas em escolas públicas e particulares de São Francisco, experiência a qual ele atribui sua habilidade de escrever para o público jovem. Recentemente, o autor tomou a relutante decisão de deixar de lecionar e se dedicar integralmente à carreira de autor. No entanto esse abandono não é definitivo e sempre que pode o autor faz aparições em salas de aula de todo os EUA e até mesmo em algumas escolas da Europa, ele também não descarta um retorno à sua profissão inicial. Continuar lendo

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O Tigre de Sharpe (Bernard Cornwell)

A série As Aventuras de Sharpe (agora renomeada de As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas, prefiro o nome antigo) conta com 21 livros e três contos lançados e é bem antiga, Cornwell publicou o primeiro livro em 1981, há mais de 30 anos! A série narra as aventuras de Richard Sharpe, um soldado do exército britânico, durante o poderio britânico na Índia e as Guerras Napoleônicas. E a característica mais marcante da série é que Cornwell não seguiu uma ordem cronológica ao escrever os livros. Apesar de O Tigre de Sharpe representar o marco inicial na carreira do recruta Sharpe na Índia em 1799, o livro só foi publicado em 1997, 16 anos depois da publicação do primeiro livro da série, A Águia de Sharpe, que narra os acontecimentos de 1809. A série não tem uma ordem específica e cada livro narra um acontecimento na vida de Sharpe. Mas, por mais que o autor tenha concebido a série assim, não me vejo lendo sobre a vida de Sharpe aleatoriamente. Seguir a ordem cronológica dos eventos é meu lema e ainda bem que a Editora Record, que publica os livros no Brasil, está lançando os livros na ordem cronológica.

“O exército decidia quando Sharpe devia acordar, dormir, comer, marchar e ficar sentado de braços cruzados, que era sua atividade principal. Essa era a rotina de um recruta do exército, e Sharpe estava farto dela. Estava entediado e pensando em fugir.”

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Um Autor de Quinta #19

Feliz dia das Mulheres! Nada melhor do que homenagear uma mulher incrível que escreveu sobre mulheres fortes e guerreiras!

Philippa Gregory

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Um Autor de Quinta #17

Bernard Cornwell

Bernard Cornwell nasceu em Londres exatamente 68 anos atrás. O sobrenome Cornwell pertencia à sua mãe e foi adotado depois de deixar de viver com seus pais adotivos.
Devido à sua miopia, Bernard não foi aceito no exército britânico em nenhuma das três vezes em que se alistou. Após se casar com uma americana, ele foi morar nos Estados Unidos. Como ele não conseguia um visto de trabalho (o famoso Green Card), ele começou a escrever romances. Continuar lendo

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Império da Prata – Conn Iggulden

Atenção! Este post trata do quarto livro da série O Conquistador, de Conn Iggulden, e pode conter spoiler do enredo dos livros anteriores (embora a gente evite spoiler de qualquer tipo). Para ler a resenha do terceiro livro, Ossos das Colinas, clique aqui.

 

Império da Prata

Os mongóis eram tribos espalhadas, que lutavam entre si. Um homem desejou unir todos sob um único estandarte e o fez: Gengis Khan. Ele conseguiu transformar os diversos bandos de pastores em uma nação, e espalhou seu domínio por grande parte da Ásia, Oriente e chegou até a Europa. Como todo homem, chega uma hora em que ele deve se preocupar com seu legado e quem vai ser o responsável por guiar a nação mongol após a morte do cã. Este assunto foi decidido no terceiro livro da série: Ossos das Colinas.

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