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O Gamo-Rei – Marion Zimmer Bradley

A história do Rei Artur tem diversas narrativas diferentes, das quais a versão de Marion Zimmer Bradley talvez seja a mais conhecida: não no sentido de que todo mundo a leu, mas todo mundo já ouviu falar da versão que é narrada pelo ponto de vista feminino.

O terceiro livro da série me cativou mais do que os anteriores (basicamente, eu não quis estrangular ninguém enquanto o lia, como aconteceu durante o segundo). Acho que não existe uma versão da história de Artur em que eu não odeie a Guinevere (ou como quer que seu nome seja escrito, isso varia demais entre as histórias) e o fato de o segundo livro ter sido bastante focado nela me incomodou demais. O Gamo Rei volta a ter Morgana como estrela, para a minha felicidade.

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A Lenda dos Guardiões – O Resgate (Kathryn Lasky)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro livro da série A Lenda dos Guardiões e pode haver spoilers (evitados sempre que possível) sobre fatos dos outros livros. Para saber o que eu achei dos primeiros livros da série clique nos links no final desta resenha.

Se nos dois livros anteriores Lasky patinou em alguns momentos ao dar atenção demais à fatos corriqueiros, no terceiro volume da saga Ga’Hoole ela finalmente atinge o tom épico que faz o leitor Desejar (sim, com letra maiúscula) acompanhar a série. Pela primeira vez não fiquei com a impressão de que algo foi colocado na história apenas para “encher linguiça”, pelo contrário, as ações são bem concatenadas e garantem mais suspense e aventura para a trama.

Desde o misterioso acontecimento das inúmeras corujinhas órfãs encontradas pelos Guardiões, Ezylpro, o novo mestre de Soren, está desaparecido. E Soren não está disposto a ficar de asas cruzadas esperando pela volta do mentor. Com Ezylpro ganhando mais espaço na trama, além de novos personagens, temos o vislumbre dos Reinos do Norte e a descoberta de segredos envolvendo o professor. É assim que Soren descobre que tem mais em comum com o mentor do que imagina. Perguntando ali e ouvindo acolá ele acaba sabendo sobre uma terrível coruja chamada Bico de Metal, conhecida assim porque usa um bico e uma máscara de metal. Essa coruja parece estar relacionada ao aparecimento das corujinhas órfãs e pode estar envolvida com o desaparecimento de Ezylpro. E é claro que Soren e seus amigos partem em mais uma aventura, desta vez para resgatar o velho mestre. Continuar lendo

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A Lenda dos Guardiões – A Jornada (Kathryn Lasky)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série A Lenda dos Guardiões e pode haver spoilers (cuidadosamente evitados) sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

“Eles voavam para o Mar de Hoolemere. No meio desse mar, existia uma ilha onde havia uma árvore chamada Grande Árvore Ga’Hoole. Lá vivia uma ordem de corujas. Dizia-se que essas corujas levantavam voo todas as noites para realizar feitos nobres. O universo das corujas precisava desesperadamente desses feitos, pois seus reinos estavam prestes a serem destruídos por um mal terrível.”

O segundo livro da Saga Ga’Hoole, traz as aventuras e desventuras de Soren, Gylfie, Crepúsculo, Digger e a Sra. P na busca pela mítica ilha, que no fim das contas não é tão mítica assim. Com a chegada dessas corujinhas do lar dos guardiões, novos personagens nos são apresentados. Alguns nos cativam de cara, outros testam nossa paciência antes de provarem serem merecedores de nossa admiração. Eis a coruja Otulissa que não me deixa mentir, tenho certeza que se a Hermione (sim, a de Harry Potter) tivesse uma coruja esta seria a Otulissa e a máxima o animal imita o dono seria confirmada. Mas, não é só de personagens novos que A Jornada se sustenta. O reino das corujas sofre outras ameaças além daquelas infligidas pelas corujas de S. Aegolius, algo pior e que parece envolver as corujas Tytos, espécie a qual pertence Soren. E é claro que essas corujinhas aventureiras farão de tudo para descobrir mais sobre essa ameaça… Continuar lendo

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Caçada – P. C. Cast e Kristin Cast

Atenção! Este post trata do quinto livro da série House of Night, de P. C. Cast e Kirstin Cast, e pode conter spoiler do enredo dos livros anteriores – embora nos esforcemos para evitá-los. Clique no nome dos livros para ler suas resenhas: Marcada e Traída (resenha dupla), Escolhida e Indomada.

O quinto livro da série House of Night retoma a história de Zoey Redbird contra os inimigos da Morada da Noite, uma escola especial para os vampiros recém marcados aprenderem a lidar com sua nova condição de novatos ao mundo da noite. Desta vez, Zoey e seus amigos tocados por Nyx, a deusa dos vampiros, vão ter que enfrentar o perigo na forma de Kaloma, um deus antigo que foi libertado da terra.

Neste livro, Zoey parece bem mais madura do que nos livros anteriores. Ela está começando a pesar as decisões que toma, embora raramente deixe de fazer o que sente estar correto. Além disso, mais pessoas começam a enxergar que ela é uma pessoa que se deve seguir, então ela se torna responsável por mais pessoas, o que só a torna mais sábia, embora ainda seja uma adolescente de 17 anos que fica nervosa a cada reviravolta do livro.

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Anjo Mecânico – Cassandra Clare

A maioria das resenhas deste livro começam informando o leitor de que a série As Peças Infernais se passa no mesmo universo da série Os Instrumentos Mortais (Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro) da mesma autora. Também reforçam que as duas séries não são interligadas e que não é necessário ter lido uma para ler a outra. Tudo isso é bem verdade, mas acho meio limitante começar uma resenha comparando o livro em questão a outro.

Assim, somos apresentados a Tessa Gray quando ela chega à Londres, ansiosa para rever seu irmão Nate. No lugar do irmão, no entanto, a garota encontra as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e Sra. Black, que a convencem que foram enviadas por Nate. Desta maneira, Tessa logo se encontra presa numa mansão e forçada a explorar um dom que nem sabia que tinha. Continuar lendo

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Ecos do Futuro – Diana Gabaldon

Atenção! Este post trata do sétimo volume da série Outlander, de Diana Gabaldon. Ele pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores, embora eu tenha me esforçado enormemente para evitá-los. Para ler a resenha do sexto livro da série, Um Sopro de Neve e Cinzas, clique aqui

O sétimo livro da série Outlander chegou às prateleiras brasileiras em outubro de 2011. Eu demorei um século e meio para começar a ler, porque o próximo livro da série só vai sair em 2013. Pelo menos a Diana Gabaldon já está avisando que a série provavelmente vai chegar ao nono livro (yay!).

Desde o terceiro livro da série, a Editora Rocco divide os livros da série em dois volumes, e isso não mudou com Ecos do Futuro. O livro retoma a história de Claire e Jamie basicamente onde Um Sopro de Neve e Cinzas os deixou.

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Cidade das Cinzas – Cassandra Clare

Atenção, este post trata do segundo livro da série “Os Instrumentos Mortais” e, por mais que eu evite, pode conter spoiler da trama do livro anterior (nunca do próprio livro). Para ler a resenha do primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, clique aqui.

No segundo livro da série, Clary tenta se esquecer dos acontecimentos que mudaram sua vida no livro anterior, mas esta missão promete ser bastante difícil. Afinal, sua mãe está no hospital e ela está morando com Luke, seu pai está vivo e quer dominar o mundo. Ela está apaixonada por seu irmão, que ela nem sabia que existia. E seu melhor amigo deixa claro que cansou de ser só amigo.

A partir daí, os acontecimentos do livro desencadeiam. Este livro é mais rápido de ler do que o primeiro da série, Cidade dos Ossos – e parte disso se deve ao fato de o leitor já conhecer os elementos e as personagens da série. Assim sendo, praticamente não se tem tempo “para respirar” entre os acontecimentos, os quais só não chegam a ficar atropelados porque a autora domina bem a série e sabe onde quer chegar com a narrativa.
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Amanhã Você Vai Entender (Rebecca Stead)

“Se eu quisesse apenas saber o que aconteceu naquele dia do inverno passado, seria fácil. Não seria divertido, mas seria fácil. Mas não é isso que diz seu bilhete. Ali, pede que eu escreva a história do que aconteceu e tudo o que levou ao acontecimento.”

Miranda e Sal eram amigos desde que se entendiam por gente (alguns dizem que até antes disso), sempre estudaram na mesma escola, voltavam para casa juntos todos os dias e conheciam muito bem o bairro onde moravam em Nova York. Mas isso foi até aquele dia estranho, o dia em que Sal apanhou de um desconhecido na rua e a amizade dos dois começou a ruir. E para piorar a casa de Miranda foi invadida e ela começa a receber estranhos bilhetes que alertam sobre a morte de alguém, alguém próximo e que ela pode ajudar a salvar. Lidando com esse mistério e com o fato de estar sem o seu amigo, Miranda acaba se aproximando de outros jovens de sua escola: Annemarie, Colin e até o estranho Marcus, o responsável pela surra de Sal. Com novos personagens, novos caminhos são traçados, novas aventuras ocorrem e são essas descobertas que acompanhamos juntos com Miranda, sua nova amizade com Annemarie e Colin, os papos cabeça com Marcus e a dúvida sobre os bilhetes ali, sempre rondando e garantindo o mistério, o que te faz ler o livro rapidamente, só para sanar a curiosidade. Continuar lendo

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A Esperança (Suzanne Collins)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da trilogia Jogos Vorazes. Perdoem os eventuais spoilers e se ainda não começou a ler a trilogia, tá esperando o quê ainda? 

“Foi a minha flecha, apontada para a brecha do campo de força que cercava a arena, que proporcionou esses bombardeios como retaliação. Isso fez que Panem inteira se transformasse num verdadeiro caos”.

Por duas vezes Katniss enfrentou os perigos das arenas dos Jogos Vorazes, agora ela tem que se preparar para a maior luta de todas: a batalha contra a Capital. Finalmente, os distritos se rebelaram e sob o comando do 13° distrito, que longe de estar exterminado, detém os meios necessários para lutar contra a Capital, Katniss terá que inspirar essa revolução. Ainda que isso implique em sofrimento às pessoas que ela gosta…

A bomba lançada em nosso colo no último livro faz tique-taque sem parar e é com uma narrativa frenética, mas que não deixa de lado os detalhes, que os acontecimentos derradeiros nos são apresentados. Katniss retira o manto de tributo e nos mostra como é realmente: as angústias, as revoltas, os medos, um símbolo de revolução em frangalhos e que, no entanto encontra forças para lutar em pró da esperança de uma nova Panem. Caminhando entre a linha tênue que separa o bem do mal e na maioria das vezes tornando-a um simples borrão, Collins nos coloca acompanhando uma luta contra um governo tirânico, mas que muitas vezes se mostra tirânica também. A crítica à corrupção da sociedade é mais ferrenha. Podemos mudar? Como mudar? O mundo pode ser justo? Compra-se paz com guerra, justiça com injustiça? Continuar lendo

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Em Chamas (Suzanne Collins)

Esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da trilogia Jogos Vorazes. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui. 

Se em Jogos Vorazes a arma foi carregada, Em Chamas é o gatilho que faltava para colocar toda Panem em polvorosa. Afinal, a conclusão daquela 74° edição dos Jogos Vorazes tem provocado distúrbios e agitações nos distritos que levam a crer que uma revolução está a caminho…

“Katniss Everdeen, a garota em chamas, você acendeu uma fagulha que, se não for contida, pode crescer e se transformar num inferno que destruirá Panem.”

Esse sentimento de revolução em suspensão, no qual a mínima fagulha pode se tornar incontrolável, garante ao segundo volume da trilogia uma maior profundidade. Afinal, saímos do sofrimento dos 24 tributos e seus familiares e passamos a acompanhar o sofrimento impingido pela Capital aos distritos, toda Panem está cada vez mais sujeita ao governo déspota e cruel que tem ânsia em manter seu poder. Com isso, personagens ganham novas facetas, encontramos revolucionários nos quais menos esperamos (e alguns crescem muito em nossa estima) e o famigerado distrito 13, o qual foi suprimido no último levante, retorna à memória dos revolucionários como símbolo da esperança de que o poderio da Capital pode ser suplantado. Continuar lendo

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