Arquivo da categoria: Lendo aleatoriamente

Livros, leitura, autores, editoras.

Um Autor de Quinta #52

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A Colher que Desaparece – Sam Kean

A Colher que Desaparece

Quando eu comecei a ler esse livro, não estava nem na página 50 quando disse, para quem quisesse ouvir, que este é o melhor livro que eu já li na minha vida. Pode parecer um exagero, porque eu disse algo parecido quando li The Physician, do Noah Gordon (resenha aqui), mas A Colher que Desaparece, de Sam Kean entrou rapidamente para a lista de melhores livros já lidos por mim.

Diferentemente do The Physician, ACqD é um livro de Química. Sim, mais um. Este livro conta histórias incríveis sobre cada um dos 112 elementos já descobertos pelo homem (a partir do 113, eles ainda não foram descobertos, embora algumas tabelas já tenham reservado o espaço para eles). Tem como a leitura dessa compilação de histórias não ser incrível? Se você respondeu que sim, então leve em consideração que o autor consegue escrever sobre alguns dos conceitos mais difíceis da Química e da Física de uma maneira incrivelmente fácil (tão fácil que eu fiquei me perguntando porque diabos os professores da faculdade deixaram tudo tão confuso).

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Academia de Princesas (Shannon Hale)

No vilarejo do monte Eskel, no reino de Danland, todos trabalham na pedreira, todos menos Miri, uma garota de 14 anos, considerada pequena e fraquinha para o trabalho. Tudo o que a garota mais queria era poder trabalhar na pedreira e parar de se sentir uma inútil…

“Dizia-se pela aldeia que algo considerado inútil era “mais fraco que o braço de um homem da planície”. Quando ouvia esse ditado, Miri tinha vontade de cavar um buraco na rocha e se esconder lá nas profundezas”.

Eskel sempre foi um lugar isolado do reino, e o único interesse do povo da planície neles, era pelas pedras de cantaria tão importantes nas construções. Mas, inesperadamente as atenções se voltam para lá, pois foi decidido pelos padres do reino que a futura noiva do príncipe virá de Eskel. É assim que todas as jovens da aldeia com idade compatível ao príncipe se veem de repente obrigadas a se separar de seus familiares e a se prepararem para a escolha do príncipe em uma academia. E Miri, que a princípio é tão arredia a essa ideia vê todo um mundo se descortinar para ela e percebe que tem nas mãos a chance de mostrar seu valor. Em meio a castigos, lições, amizades e a descoberta do mundo das palavras, as meninas mudam seu destino e tornam-se protagonistas de mudanças em seu vilarejo.

Academia de Princesas é mais do que um simples romance de conto de fadas, da história de um príncipe e de uma princesa… a história traz ação, aventura, política, família e amor por suas raízes. Os personagens são fortes e simples e por isso mesmo, muito mais reais. A leitura é leve e pode até parecer bobinha a primeira vista, mas Hale consegue trazer uma bela história sobre coragem e força para mudar seu futuro. Adorei conhecer o povo de Eskel, Miri e as outras garotas da terra das pedras de cantaria.

E procurando mais informações sobre a autora para escrever essa resenha, descobri que sete anos depois da publicação de Academia de Princesa, Shannon escreveu uma continuação que foi publicada em 21 de agosto, Princess Academy – Palace of Stone. Vocês podem dar uma espiada no primeiro capítulo aqui. Espero que a Galera Record não demore a publicar o livro por aqui.

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Saturday Rehab #56

Faz um mês desde o último Saturday Rehab. Eu estou falhando. Preciso voltar a postar toda semana, pois acho que eu me sentia mais culpada e comprava menos. Desde o último post, eu comprei 4 livros em promoção da Record, depois comprei mais 1 na Fnac por R$5,00 e ontem comprei mais 2 porque ia ficar esperando muito tempo sem nada para fazer na Unicamp e estava sem nenhum livro na bolsa.

Os sete livros comprados (oh God) foram:

  • A Dançarina e o Rubi (Barry Unsworth) – não está na foto da estante
  • Vlad: A Última Confissão (C. C. Humphreys)
  • Detetives do DNA (Anna Meyer)
  • Dezesseis Luas (Margaret Stohl e Kami Garcia)
  • Os Diários de Stephan (L. J. Smith)
  • A Week in December (Sebastian Faulks)
  • Defiance (C. J. Redwine)

Como se isso não bastasse, ganhei:

  • O Juramento de Dragon (P. C. Cast e Kristin Cast) – não está na foto da estante
  • Aprendendo a Seduzir (Patricia Cabot) – não está na foto da estante
  • Apaixonados (Lauren Kate) – não está na foto da estante

Segue a estante faltando 4 livros…

Basicamente, não cabe mais nada nela. Agora eu vou ser mais obrigada do que nunca a ler loucamente.

Durante os últimos 2 meses, estive estudando para a prova de proficiência de Francês (DELF) que foi ontem, então algum tempo a mais eu tenho, mas logo vou ter que começar a estudar pras provas das matérias que estou fazendo na Unicamp. Espero que o fim do ano seja mais calmo e permita que eu leia mais…

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Um Autor de Quinta #51

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Chris Mooney

Mooney nasceu e cresceu em Lynn, Massachusetts. O autor cursou a Universidade de New Hampshire em Durham. Depois da graduação, ele trabalhou em vários empregos antes de começar a escrever seu primeiro romance. Chris também cursou o programa de mestrado em escrita na Northeastern University de Boston. Seu primeiro livro, Deviant Ways, foi seguido por World Without End e Remembering Sarah, este último foi indicado para os prêmios Barry e Edgar. Chris dá cursos sobre escrita na Escola de Extensão da Harvard e vive em Boston com a esposa e o filho. Seus livros já foram traduzidos para mais de vinte idiomas e o autor está trabalhando nos próximos livros das séries Darby McCormick e Malcolm Fletcher. Continuar lendo

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Noite Sem Fim (Roberto Campos Pellanda)

A Vila é um lugar onde sempre é noite e vive sobre a rígida Lei dos Anciãos, lei essa que determina que a cada seis meses um navio deve partir para o Além-Mar, navios esses que nunca retornam…

É sob a ótica de Martin, um garoto de 14 anos, que conhecemos a história. Ele ficou órfão há seis meses, quando o pai embarcou em um desses navios. O garoto vive atormentado por perguntas sobre o regime Ancião e tem como companheiros de indagações o melhor amigo Omar e a garota de seus sonhos Maya. Além disso, os três também partilham uma paixão: os livros. São esses os fatos que Roberto Campos Pellanda nos conta sobre seu livro no Prefácio de apresentação e ele soube vender sua obra muito bem, eu que já estava curiosa sobre o enredo de Noite Sem Fim fiquei ainda com mais vontade de iniciar a leitura.

“- É verdade. Ainda somos um grupo, Martin. Um grupo clandestino de pessoas que querem ver todos os livros liberados na Vila e que gostariam de discutir a Lei Anciã. Ainda existem pessoas como o seu pai lá fora.”

A Vila é o típico mundo distópico. Para começar, os cidadãos estão confinados à ela, vivem aterrorizados com os limites marítimos, lar de criaturas selvagens que ocasionalmente visitam a Vila espalhando o terror, e o responsável por levar para longe seus entes amados, e por outro lado temos as fronteiras terrestres, ultrapassar a cerca é crime severo e os que já o fizeram experimentam sensações alucinantes. O sistema político também é dos mais severos, atende os interesses de uma minoria que usa artifícios antigos para exercer seu poder usurpador, poda qualquer tentativa reacionária e transforma o poder do conhecimento em algo criminoso. Continuar lendo

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Como Ser Legal (Nick Hornby)

Fato um: todos que me viram com o livro (e que não conhecem o Hornby e, portanto não perceberam a grande sacada irônica da coisa) acharam que o livro fosse de autoajuda.

Fato dois: de todos os livros do Hornby que já li (mas eu ainda não alcancei a meta de ler todos os já publicados no Brasil), Como Ser Legal foi o que mais me decepcionou.

A impressão que tive foi que a obra é um ensaio mal executado, você percebe que todos os elementos que tornam as narrativas do autor um sucesso estão ali, mas de alguma forma eles parecem não se encaixar. Mas, até quando decepciona, a literatura de Hornby acaba agradando em algum ponto. Como Ser Legal pode até não ter Rob Fleming e todo seu conhecimento musical ou ainda os diálogos magistrais de Uma Longa Queda, mas não posso negar que nas partes em que Kate não estava sendo uma chata de galocha ela conseguiu nos brindar com passagens realmente hilárias sobre o cotidiano de seu casamento e a loucura toda na qual seu marido se meteu. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #50

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O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

O único romance de Oscar Wilde, considerado um dos grandes escritores irlandeses do século XIX, é considerado a primeiro a introduzir na ficção inglesa a homossexualidade, ainda que de forma bastante velada e provocou bastante alvoroço na época de sua publicação. A obra, aliás, foi utilizada como evidência no julgamento que acabou condenando Wilde a dois anos de prisão por cometer atos imorais com rapazes. O romance foi publicado inicialmente como a história principal na Lippincott’s Monthly Magazine em 20 de junho de 1980 e depois foi revista e alterada pelo autor antes de sua versão definitiva publicada em 1981. O romance é o terceiro volume da Coleção Clássicos Abril, que traz a obra com a tradução de José Eduardo Ribeiro Moretzsohn e texto complementar sobre a vida e obra do autor assinado por Heitor Ferraz.

Basil Hallard é o artista responsável pelo retrato de um jovem de extraordinária beleza. Dorian Gray é o nome do jovem retratado. Um jovem que se tornou amigo de Basil e que frequentemente o visita em seu ateliê e por quem o artista nutre ciúmes a ponto de não querer apresentá-lo ao amigo Lord Henry Wotton. E talvez até tivesse razão, caso soubesse o que tal acontecimento provocaria na vida do jovem que tanto admirava… É por meio de Lorde Henry, um hedonista que prega que só vale a pena viver pela beleza e pelo prazer, que Dorian é confrontado com o ideal da beleza e com a efemeridade de tal qualidade e ao perceber que a beleza que ele tanto esbanja por aí está fadada ao fracasso ele chega a pedidos desesperados: Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #49

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

 

Shan Sa

Shan Sa nasceu em 26 de outubro de 1972 em Pequim (China) e é uma autora francesa (pois apesar da nacionalidade, mora na França há muito tempo e seus livros foram publicados lá em língua francesa), caligrafista e pintora, já tendo feito exibições em Paris, Nova York e Shanghai.

Shan Sa nasceu Yan Ni, o pseudônimo Shan Sa foi retirado de um poema da Dinastia Tang do poeta Bai Juyi. Com 7 anos ela começou a escrever poemas e a estudar caligrafia chinesa e pintura chinesa tradicional. Aos 10 anos ela publicou sua primeira coletânea de poesias e ganhou seu primeiro prêmio em um concurso nacional de poesias com 12 anos. Com 14 anos, ela tornou-se o membro mais jovem da Associação de Escritores de Pequim (Beijing Writer’s Association). Continuar lendo

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