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A Marca de Atena (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros veja os links no final desta resenha.

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A profecia fornecida por Rachel no último livro da primeira saga do Percy Jackson guiou todas as ações dos semideuses nos dois primeiros livros desta série. Desde o início eles eram sete, mas estavam divididos entre as contrapartes gregas e romanas, vivendo aventuras que de certa forma eram apenas o aperitivo, a preparação para tudo que teriam que enfrentar depois, todos juntos. Em A Marca de Atena, o programa de intercâmbio planejado por Hera/Juno atinge um novo nível, é chegada a hora de reunir velhos conhecidos e estabelecer novas alianças. Os sete semideuses aos quais a profecia faz referência finalmente estão juntos e prontos para cumprirem seus destinos. Mas, antes da aventura final é preciso fazer um pequeno desvio. Porque uma antiga profecia vem à tona e os semideuses percebem que solucionar essa profecia pode ser o caminho necessário para conseguirem levar a cabo sua missão. E fazendo jus ao título do livro e à personagem principal dessa profecia, era de se esperar que Annabeth ganhasse um maior destaque, para alegria daqueles que sempre tiveram a filha de Atena entre o rol dos seus personagens favoritos. Continuar lendo

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Onde as Sombras se Deitam (Michael Ridpath)

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Após escrever os primeiros capítulos de O Senhor dos Anéis, Tolkien deixou a obra em banho-maria durante alguns meses enquanto ruminava sobre como fazer para continuar a história e ligá-la ao seu primeiro romance O Hobbit. Bem, não é segredo para ninguém que o Um Anel foi o elo encontrado por ele para unir as duas histórias e criar uma das melhores sagas de fantasia de todos os tempos (ah, me deixa enaltecer um dos meus autores favoritos) e é justamente sobre como ele chegou a essa solução que Ridpath repousa o arcabouço de seu romance policial. Ambientado na Ilha do Fogo e do Gelo, Onde as Sombras se Deitam é o primeiro romance de uma série que tem como protagonista o detetive islandês Magnús Ragnarsson. E Tolkien e sua mitologia foram escolhidos como cartão de visita para que por meio da mitologia, Ridpath nos apresentasse esse país rico em misticismo e lendas. Mas, é lá em Boston que essa história começa… Continuar lendo

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A Sombra da Serpente (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro e último livro da série As Crônicas dos Kane e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final da resenha.

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No último volume da trilogia Sadie e Carter têm um importante papel e seus poderes serão fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do mundo. E com Apófis, a serpente do Caos, liberto essa tarefa torna-se ainda mais difícil, já que agora eles têm que correr contra o tempo para evitar que a serpente destrua o planeta e no meio disso tudo tendo que lidar com magos revoltosos, casas de magia sendo destruídas e deuses ficando cada vez mais enfraquecidos. A única chance dos dois jovens magos é tentar uma magia que pode lhes custar a vida e para isso, vão ter que ir atrás da alma de um mago psicótico no Duat e impedir seu julgamento, além disso, Walt, uma peça necessária para que o plano dê certo, está com seus dias entre os vivos contados.

Bailes de formatura, pinguins, um triângulo amoroso para lá de esquisito, um livro perdido de um deus e lidar com um deus gagá são só partes do que esses irmãos terão que enfrentar para vencer mais esse desafio. Riordan caprichou nesse último volume, que nada deixa a dever a seus antecessores em aventuras, tramoias e surpresas. Como tinha comentado nas resenhas anteriores, a estrutura narrativa utilizada por Riordan apesar de todos os comentários e discussões em off de Sadie e Carter (que aliás foi uma das melhores coisas feitas pelo autor, já que serviu para aproximar o leitor dos personagens e garantir o tom divertido da história), acaba podando um pouco o autor, pois já é determinista. Apesar, de todos os percalços, no fim ambos se deram bem, afinal, as fitas foram gravadas depois de todos os eventos terem acontecido. Mas, após a leitura de A Sombra da Serpente relevei essa minha birra, a história tem tantas surpresas ao longo da narrativa que acaba superando tudo isso. E eu que já tinha sido cativada pelas mitologias grega e romana, rendi-me de vez à mitologia egípcia e aos personagens criados pelo autor. Sadie e Carter não ficam devendo nada perante seu personagem mais famoso (aka Percy) e seus companheiros de aventuras também são bem interessantes: Khufu, Felix, Bes e outros tantos tornam algumas passagens deveras divertidas. A representatividade de vários países em alguns personagens também deve ter agradado alguns leitores ao redor do mundo. É impossível não ficar toda feliz ao ver que a personagem que Riordan escolheu para ter nacionalidade brasileira (a Cleo) é uma fã de livros, responsável pela biblioteca da Casa do Brooklyn e que pode pirar só de pensar em alguém maltratando um livro. Rola uma identificação e um desejo do país cada vez mais fazer jus a essa imagem, com cada vez mais leitores. Continuar lendo

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O Filho de Netuno (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

“Sete meios-sangue responderão ao chamado.
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”

É chegada a hora de completar esse time de semideuses que começou a ser montado em O Herói Perdido, e sim, para os que já estavam com saudades do velho personagem, Percy Jackson está de volta! E se no livro anterior, apesar dos novos campistas e deuses, o foco ainda tenha permanecido na mitologia grega, no segundo volume, Riordan nos apresenta sua contraparte romana. Deuses, semideuses, criaturas mitológicas e um novo acampamento totalmente romanizado. E é no Acampamento Júpiter que encontramos um Percy totalmente desmemoriado (e não, isso não é mera coincidência), e Hera, agora Juno, novamente a pedir ajuda para salvar os deuses do Olimpo e evitar a destruição do mundo.

Os outros integrantes desse time são: Hazel Levesque, uma garota que nasceu com uma maldição e que se meteu em grandes problemas por ter obedecido a mãe, mesmo quando percebeu que a voz que falava com ela não era conhecida. Além do quê, não era para ela estar no Acampamento Júpiter. E Frank Zhang, descendente dos deuses gregos por parte de pai e com uma linhagem muito mais antiga por parte da mãe chinesa, também amaldiçoado, o garoto tem síndrome de inferioridade e é desastrado ao extremo, mas só até descobrir a verdadeira força que tem… Com Frank, Riordan inicia uma conversa com os deuses asiáticos. Confesso que seria bem interessante ter uma série com essa temática.

Com o despertar de Gaia e a libertação de seu exército na Terra, a vida dos deuses e semideuses está cada vez mais difícil, ainda mais depois da captura de Tânatos (o responsável por manter os mortos em seu lugar), já que agora matar monstros além de uma árdua tarefa está se tornando quase impossível com a Morte perdendo seu poder. Em meio a gigantes, górgonas, gegenes, amazonas, basiliscos e até o cavalo mais veloz do mundo (cujos diálogos com Percy renderam alguns bons momentos de humor, ainda que a dose tenha sido além da conta), os três semideuses partem para uma missão quase suicida. E um aviso: sentir-se confuso em relação aos deuses e suas características romanas e gregas é normal viu, os próprios deuses se confundem. Continuar lendo

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O Trono de Fogo (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série As Crônicas dos Kane e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

 

“Se você não ouviu nossa primeira gravação, então… muito prazer: os deuses egípcios estão circulando no mundo moderno, um grupo de magos chamado Casa da Vida está tentando detê-los; todo mundo me odeia e odeia Sadie; e uma serpente enorme está prestes a engolir o Sol e destruir o mundo.”

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A Pirâmide Vermelha (Rick Riordan)

Podem dizer o que quiserem, mas o papel da mãe de manter o núcleo familiar é inegável (ainda que não seja regra é bom frisar) e há vários exemplos na literatura que perpetuam a assertiva anterior. Em A Pirâmide Vermelha não é diferente, com a morte da mãe, os Kane deixaram de existir como uma família propriamente dita. Carter Kane tem 14 anos e viaja o mundo com o pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane, o garoto não freqüenta uma escola e não tem um lugar que possa chamar de lar. Sua casa? Uma mala. Sua escola? Além dos ensinamentos do pai, os livros são seus companheiros. Sadie, sua irmã mais nova vive com os avós maternos em Londres, leva uma vida normal se é que pode ser chamada de normal uma vida longe do convívio com o pai e o irmão, uma vida em que visitas paternas estão relegadas a dois dias do ano e nada mais. Será que é possível viverem como uma “família normal” novamente? Isso parece ser os planos do Dr. Kane, mas algo dá tremendamente errado e o egiptólogo provoca um acidente no British Museum, no qual acaba desaparecendo. Ao mesmo tempo, uma criatura foi invocada. O que o Dr. Kane pretendia? Que criatura é essa? A criatura tentou atacar as crianças, mas não conseguiu o que elas tem de especial? Porque Sadie consegue ler hieróglifos sem nunca ter estudado-os antes? Quem é Amós? O que aconteceu com o Dr. Kane? Carter e Sadie conseguirão ver seu pai novamente?

É com essa imensidão de questões, que Riordan nos apresenta sua nova série. Só que dessa vez ele deixa o Olimpo e suas colunas dóricas, jônicas e coríntias de lado para se dedicar ao Duat e suas pirâmides. Somos convidados a desbravar a história egípcia e a aprender um pouco mais sobre este povo e sua mitologia.

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