TAG – Doenças Literárias

Foto: Abigail Keenan

Vamos de TAG hoje? Esta foi criada originalmente pelo blog estrangeiro e traduzida pela Giu Fernandes do blog/canal Amount of Words. Entretanto, respondi a versão remodelada da Lady Sybylla do Momentum Saga, ela fez umas alterações e arredondou para dez perguntas e o resultado ficou bem legal. Então vamos lá!

1 – DIABETES: Um livro muito doce.

A trilogia Para todos os garotos que já amei da Jenny Han. A história de amor de Lara Jean e Peter é fofa e doce, muito doce, mas é uma doçura pela qual vale correr o risco. A relação das irmãs Song (como Lara Jean e as irmãs se auto intitulam) é linda. Um YA fofo e recomendado para os que gostam de romance água com açúcar com uma pitada de bom humor.

2 – CATAPORA: Um livro que você leu e não lerá de novo.

Infelizmente não são poucos, alguns, além de eu não reler, também dispenso as continuações, como a decepcionante série Bruxos e Bruxas do James Patterson e a série Fallen da Lauren Kate. Simplesmente não consegui engolir os clichês e todo o drama, além dos personagens bem insossos, com que Kate (e o Patterson) rechearam suas tramas. Nem na minha estante estão mais. Imunização concretizada com sucesso!

3 – RINITE: Um livro que você lê constantemente.

O combo O Hobbit + O Senhor dos Anéis, ainda que o constantemente não seja tão constante quanto eu gostaria. Orgulho e Preconceito (Jane Austen) e O Grande Mentecapto (Fernando Sabino) também são rinites bem-vindas.

4 – GRIPE: Um livro que se espalhou como vírus.

O Conto da Aia da Margaret Atwood (logo mais terá resenha aqui no blog), mas esse é daquelas gripes que fortalecem o sistema imunológico. Li com receio por causa do hype todo em torno do livro, mas o medo foi infundado. Leitura pertinente e atual, apesar de ter sido escrito em 1985. Quero muito acompanhar a série agora.

5 – ASMA: Um livro que tirou seu fôlego.

Estrelas Perdidas da Claudia Gray. É YA, é cânone de Star Wars, e é um livro escrito de fã para fã da saga. A autora revisitou os momentos mais icônicos da saga e mostrou que mesmo sem sabres de luz (mas com um punhado de caças TIE e Destróieres Estelares), uma história pode ser muito emocionante e reservar momentos de tirar o fôlego.

6 – INSÔNIA: Um livro que te tirou o sono.

Vozes de Tchernóbil da Sevtlana Aleksiévitch é daqueles livros que te travam a garganta. As vozes que ela coloca em evidência retratam uma história de descaso e sofrimento, mas também de resiliência. Te tira o sono por escancarar o quão prejudicial a ganância humana sem escrúpulos pode ser.

7 – AMNÉSIA: Um livro que você não lembra muito bem.

Li O Velho e o Mar do Ernest Hemingway se não me engano com 11 anos e lembro de ter ficado encantada pela história de resiliência daquele velho pescador, desde essa época tenho esse livro como um dos favoritos da vida, mas o tempo passou e a história borrou-se na memória. Mas, tenho planos de uma releitura para logo.

8 – MÁ NUTRIÇÃO: Um livro que faltou conteúdo para reflexão.

A Lista Negra da Jennifer Brown. Não é que faltem conteúdo reflexivos, muito pelo contrário, a história está permeada por eles. Mas, infelizmente a autora não conseguiu aproveitá-los em sua totalidade. Os personagens praticamente passam incólumes à todos os eventos (que poderiam ter sido mais catárticos) e parecem que nada aprenderam ao longo da jornada. Esperava muito desse livro (por todos os elogios que ele recebeu), mas a decepção foi enorme.

9 – DOENÇAS DE VIAGEM: Um livro que leva para outra época/lugar.

Há inúmeros locais fictícios que gostaria de conhecer, mas me atendo à realidade a ao que concretamente posso almejar, fico com o A Sexta Extinção da Elizabeth Kolbert. Para revisitar os cinco grandes eventos de extinção em massa pelos quais a Terra já passou e discorrer sobre aquela que já está sendo chamada de a sexta extinção e que está ocorrendo agora, Kolbert participou de expedições científicas e visitou laboratórios, se embrenhou na floresta tropical, em um recife localizado no meio do nada, mergulhou em águas ácidas, visitou ilhas ermas e acampou na floresta amazônica andina. E, com suas descrições tão vívidas nos levou a viajar com ela, tornando o clamor de socorro ecoado por sua obra ainda mais pungente.

10 – GASTRITE: Um livro que te deu uma gastura.

Caixa de Pássaros do Josh Malerman, não saber do que devemos ter medo, de como é o inimigo que ameaça nossa vida é angustiante. Ter que abrir mão de um sentido (a visão), sem ter esperanças de um dia poder retirar as vendas é desesperador. Perdido em Marte do Andy Weir, apesar de todo o humor que permeia a obra, consegue ser bastante desesperador em alguns dos momentos vivenciados por Mark, é tenso você saber que a escotilha que Mark utiliza para sair e entrar do abrigo constantemente está prestes a apresentar problemas e o personagem não faz a mínima ideia do perigo que está correndo. Aproveito para acrescentar Harry Potter e as Relíquias da Morte, meu estômago nunca mais foi o mesmo desde as primeiras páginas do volume derradeiro da saga do bruxinho. Até hoje não superei a Edwiges e tantos outros personagens.

E aí? Em sua vida de leitor foi acometido por algumas dessas doenças?

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