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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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Surpreendente! (Maurício Gomyde)

Capa - Surpreendente! - Maurício Gomyde

Duas coisas me fizeram querer ler Surpreendente! do Maurício Gomyde: cinema e a promessa de uma viagem amalucada (road trip?) em direção ao centro-oeste do Brasil, para ser mais específica, tendo como destino a cidadezinha histórica de Pirenópolis, no interior de Goiás. Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de ler ficção que envolva temas que me interessam e lugares que conheço. Era a promessa de Gomyde, não consegui resistir.

Surpreendente! é o sexto romance do autor, o primeiro publicado pela Intrínseca, e a Mari já teve a oportunidade de ler e resenhar outra obra sua aqui no blog. Confira aqui.

Surpreendente! traz a história de Pedro Diniz, um jovem cineasta de 25 anos com um sonho: produzir o filme perfeito e ganhar o prêmio Cacau de Ouro, a maior premiação do cinema brasileiro. Enquanto isso, ele comanda o último cineclube da cidade de São Paulo, mediando debates sobre a sétima arte, ainda que o parco público presente – e na maior parte das vezes a falta dele – não colabore, e enquanto a dona do Café Cultural ainda permita que ele o faça. Trabalha em uma videolocadora na periferia da cidade, onde vive a semear o gosto pelos filmes fazendo promoções mirabolantes que na maioria das vezes envolve ele pagando do próprio bolso para que um freguês mais indeciso leve um clássico para casa. Além de ajudar eventualmente no restaurante do pai. Pedro também tem um passado trágico: aos 12 anos começou a apresentar problemas de visão, mas a perda gradual cessou milagrosamente quando ele tinha 19. Continuar lendo

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Endgame – A Chave do Céu (James Frey & Nils Johnson-Shelton)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Endgame e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

A Chave do Céu

“Eles deram a vida aos humanos e vão testemunhar nossa quase extinção, reinicializar o relógio da vida na Terra e deixar que o planeta se recupere dos estragos. Mas os Criadores não deveriam interferir no andamento do Endgame. Eles criaram as regras e agora as estão quebrando. ”

(Página 25)

No início do Endgame eram doze linhagens. Doze jogadores que lutavam para garantir a persistência dos seus. Ao longo do caminho alguns foram ficando. Morreram. Em consequência disso, alguns meteoros também provocaram estragos e deixaram um rastro de mortandade. No primeiro volume o foco era a Chave da Terra, e para encontrá-la alguns se aliaram, por amor ou apenas por interesse mesmo; outros partiram para uma busca de um caminho alternativo, menos destrutivo; outros sofreram na pele a dor provocada pela interferência dos Criadores no Jogo, algo que prometeram não fazer; e outros tiveram que fazer escolhas difíceis, que talvez nunca sejam perdoadas. A Chave da Terra foi encontrada e agora restam apenas duas. De doze jogadores sobraram nove. A Chave do Céu é o alvo de todos, mas não pelos mesmos motivos. Afinal, já que os Criadores mudaram o Jogo, os jogadores também podem interferir com suas próprias jogadas.

Antes de qualquer outra coisa é válido informar que a exemplo do primeiro livro, aqui também há um enigma real a ser desvendado. As pistas estão espalhadas em links e figuras ao longo do livro, e assim como no primeiro volume, continuam não interferindo em nada na leitura da obra. Escolha a sua forma de leitura e seja feliz. Continuar lendo

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Todos os Nossos Ontens (Cristin Terrill)

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“É apenas o começo, eu sei. Nunca fiz essa viagem que aquelas 14 versões passadas de mim fizeram, mas a ouvi ser explicada vezes suficientes para saber o que vem depois. Quando as partículas que estão rodopiando abaixo dos meus pés pelos quilômetros de canos, grandes o bastante para darem passagem a um caminhão, enfim baterem umas nas outras quase na velocidade da luz, a explosão será tão poderosa que partirá o próprio tempo. ” (Página 34)

Quatro anos no futuro (presente), Em está presa em uma base militar secreta. Finn também está preso ali, mas a única presença um do outro que eles podem sentir são suas vozes. Em um dia qualquer, Em descobre um papel no ralo de sua cela. Um papel contendo várias anotações, algumas de seu próprio punho (embora ela tenha certeza de que nunca viu o papel antes), e que lhe deixa uma missão: retornar no tempo e evitar a criação de uma máquina do tempo que vai destruir o mundo. Inúmeras vezes ela já tentou e inúmeras vezes ela acabou no mesmo presente terrível. Desistir não é uma escolha.

Quatro anos no passado encontramos Marina, uma garota tímida, idealista e apaixonada pelo melhor amigo James. Mas, quando finalmente ele parecia estar correspondendo aos seus sentimentos, a vida do garoto é despedaçada e a esperança de Marina de um futuro com James está cada vez menor. Continuar lendo

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A Menina da Neve (Eowyn Ivey)

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Em seu romance de estreia, Eowyn Ivey buscou inspiração no folclore russo, o conto de Snegurochka ou The Snow Maiden, para dar vida a sua própria menina da neve e criar uma história que mistura drama, vida cotidiana, natureza selvagem e mistério, com um toque de conto de fadas.

A história se passa no Alasca, em 1920. Lá encontramos Jack e Mabel, um casal de meia-idade recém-chegados ao lugar. Eles nunca puderam ter filhos, e quando Mabel ficou grávida, perdeu o bebê. A mudança para o Alasca foi a derradeira tentativa de deixar o passado trágico para trás e se verem livres dos olhares de pena dos familiares e amigos. Só que nas terras frias e inóspitas do norte, o casamento de Mabel e Jack é praticamente inexistente e ambos estão vivendo praticamente como dois estranhos sob o mesmo teto. Na primeira neve daquele ano, uma abertura, uma pequena aproximação, e o casal faz um boneco de neve, ou para ser mais precisa, uma menininha de neve na qual Mabel coloca luvas e um cachecol vermelho. Naquela mesma noite a menina de neve desaparece, o cachecol e as luvas também e Jack vê (?) uma garotinha e pegadas infantis na neve. Pronto, tem início a história do casal com a garotinha da neve. Será ela um ser fantástico nascido da neve modelada por Mabel e Jack? Ou é apenas uma garotinha sozinha acostumada a viver na natureza selvagem do Alasca? Será ela apenas um fruto da imaginação de Mabel e Jack? Continuar lendo

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A Espada do Verão (Rick Riordan)

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“- Você tem dezesseis anos agora, já é um homem. Escapou deles uma vez, na noite em que sua mãe morreu. Eles não vão deixar você escapar de novo. Essa é nossa última chance. Se não me deixar ajudá-lo, você não sobreviverá até o fim do dia. ” (Página 25)

Durante a leitura da série Os Heróis do Olimpo, muito leitores devem ter ficado com a impressão (e a esperança) de que Riordan estava preparando algo envolvendo a mitologia chinesa, mas qual não foi a surpresa quando veio a notícia de que a próxima série de livros focaria na mitologia nórdica. E ela chega com Magnus Chase, e o sobrenome não é coincidência não, Magnus é primo da nossa já querida Annabeth. E ela é claro não é esquecida e até tem suas participações na trama, as quais prometem vir a serem mais frequentes no próximo livro.

A nova série de Riordan traz todos os elementos já tão característicos do autor: a grande quantidade de personagens; uma trama estruturada em torno de uma grande missão (decorrente de uma profecia feita na hora mais imprópria); missões menores que servem de preparação para o embate final; deuses melindrosos, misteriosos e meio doidos; um lugar para reunir os heróis (já conhecíamos alguns acampamentos e uma casa no Brooklyn, agora é a vez de um hotel que é o próprio Valhala); muitas e muitas referências pop e uma boa pitada de humor. Aliás, o tom de hilaridade atinge níveis estratosféricos nessa nova série. Mas, ao mesmo tempo, ele não deixou de explorar temas mais sérios como o bullying e a rejeição familiar devido a deficiência de um dos personagens. A narrativa também lembra muito a utilizada na série do Percy Jackson, com a narrativa em primeira pessoa e apenas sob o ponto de vista de Magnus. Até mesmo os títulos estranhos e engraçados estão de volta. Continuar lendo

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Sereia de Vidro – Marcelo Antinori

Um escritor pede ajuda a uma freira cartomante pois se sente preso e incapaz de escrever algo que lhe agrada. O que as cartas revelam o surpreende: ele está preso em um mundo limitado, e que seu futuro reserva um confronto necessário para que volte a criar. A freira também recomenda que ele olhe mais ao redor e preste atenção ao que acontece. É assim que ele conhece Ana Pérsia. Alguns dias depois, ela pede sua ajuda para sumir pois sua vida corre perigo.

Preocupação com Ana, e lembranças do que as cartas disseram, fazem com que o protagonista investique mais, e descubra mais do que esperava. O fim do livro vem cedo demais, deixando o leitor órfão e curioso. Travestis, tráfico de drogas, traição, politicagem, suborno, sadomasoquismo: todos esses elementos se encontram na construção da história.

O livro é curtíssimo e dá para ler em uma sentada – foi o que fiz. O ritmo da narrativa com certeza ajuda: é bem ágil, e o autor não perde tempo com detalhes que não vão contribuir com a narrativa. Inclusive, nem o nome da personagem principal não foi revelado na história – e foi relativamente difícil escrever a resenha sem o nome!
O segundo livro da série já está disponível: Os Crimes do Dançarino da Sé. Estou super curiosa para saber o que acontece depois! Se você quer um livro nacional que vale a pena pegar para ler, fica a dica =)

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A Sexta Extinção (Elizabeth Kolbert)

 

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“Muito, mas muito de vez em quando, no passado remoto, o planeta sofreu mudanças tão violentas que a diversidade da vida despencou de repente. Cinco desses antigos eventos tiveram um impacto catastrófico o suficiente para merecer uma única categoria: as Cinco Grandes Extinções. No que parece ser uma coincidência fantástica, mas que provavelmente não é coincidência alguma, a história desses eventos é recuperada bem na hora em que as pessoas começam a perceber que estão provocando mais um. Embora ainda seja demasiado cedo para saber se atingirá as proporções dos anteriores, esse novo evento fica conhecido como a Sexta Extinção. ” (Página 29)

Em A Sexta Extinção – Uma História Não Natural, vencedor do Pulitzer de não-ficção em 2015, Elizabeth Kolbert nos apresenta histórias emblemáticas de espécies já extintas e outras em vias de extinção. Revisitando a história do planeta e todos os outros processos de extinções já experimentado por ele ao longo de sua história, Kolbert retraça o papel do ser humano nas alterações sofridas pelo planeta e escancara o legado trágico deixado pela humanidade. Para isso, ela foi em busca de cientistas das mais diversas áreas do conhecimento, fez entrevistas, leu publicações científicas, participou de expedições, visitou museus e laboratórios. Kolbert se embrenhou na floresta noturna, no recife localizado no meio do nada, mergulhou em águas ácidas, escalou barrancos enlameados, visitou ilhas ermas e acampou na floresta amazônica andina. O resultado é um texto claro e bastante completo, que passa longe da superficialidade. E que tem tudo para agradar tanto os leitores já íntimos do tema quanto os mais leigos no assunto. Continuar lendo

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Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra (Sergio Rossoni)

Birman Flint

“Flint era um gato magro demais, esguio demais para a sua idade. Pouco se sabia sobre ele, filho de uma cantora de ópera cuja passagem por Siamesa havia selado seu destino ao conhecer Theodor Flint, um elegante e sedutor gato, considerado um excêntrico aventureiro, que parecia ter deixado como herança para seu único filho a vocação para farejar uma boa encrenca, que no seu caso, servira-lhe profissionalmente. ” (Página 29)

Birman Flint é repórter do Diário do Felino, ele também é um gato. Em seu romance de estreia, Sergio Rossoni, talvez inspirado pela obra icônica orwelliana, também escolheu os animais para retratar a sociedade humana, e, ainda que o foco não seja satirizar a Rússia e o governo stalinista, é também na Europa Oriental que se passa sua trama. Só que a inspiração aqui foi a última dinastia imperial russa, e assim, os Romanov viraram os Ronromanovich. E além de gatos, há ratos, camundongos, lobos, galos, esquilos e tigres só para citar alguns.

O ano é 1920 e a história tem início no Porto de Siamesa em Françoaria. Karpof Mundongovich, um camundongo e agente imperial da Rudânia, e ao que parece agente duplo, tem sua vida ceifada porque suas ações começaram a colocar em xeque uma operação secreta contra o império rudanês. Mas, antes do seu suspiro final, Karpof consegue deixar sua morte em evidência e deixar pistas sobre os planos conspiratórios. Continuar lendo

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Encontrando-me (Cora Carmack)

Encontrando-Me

“Aventuras não acontecem se você estiver preocupado com o futuro ou apegado ao passado. Elas só existem no presente. E elas sempre, sempre surgem na hora mais inesperada e da forma mais improvável. Uma aventura é uma janela aberta, e um aventureiro é a pessoa disposta a rastejar pelo peitoril e saltar. ” (Página 3)

Encontrando-me encerra a série Losing It e depois de termos lido sobre Bliss e seu relacionamento com Garrick e o de Cade com Max, agora os holofotes são direcionados à Kelsey Summers a melhor amiga de Bliss. Antes de falar mais sobre a história, é importante frisar que apesar dos três livros constituírem uma série, eles podem ser encarados como obras únicas e podem ser lidos em qualquer ordem, isso porque os eventuais spoilers já são bem esperados e não são tão surpreendentes assim. Dos três aliás, Fingindo é o que mais se distancia de todos, há uma breve participação dos protagonistas do primeiro livro logo no início e só, em Encontrando-me as “participações” de Bliss são mais frequentes.

Em Encontrando-me, Kelsey está fazendo uma viagem como mochileira pela Europa Oriental depois de ter terminado a faculdade. Para os pais ela disse que estava indo para a Europa conhecer o mundo e amadurecer como pessoa, aos professores disse que estava indo reunir vivências para se tornar uma atriz melhor, aos amigos que estava indo festejar. Mas, na verdade Kelsey estava fugindo de sua vida em uma família desregulada que nunca lhe deu atenção e que no caso do pai acha que o dinheiro tudo pode comprar e tudo releva. Além disso, ela também guarda memórias de coletar momentos (bons e ruins) que a ajudem a aguentar sua vida quando chegar a hora de voltar para casa. E é com esse propósito em mente, e com o cartão de crédito sem limites do pai, que ela está vivendo de festas, sexo e bebidas (muitas bebidas), mas esta vida louca já não está sendo o suficiente… e talvez, um estranho que ela encontra em um bar e que parece determinado a resgatá-la das situações ruins, possa ajudá-la. Continuar lendo

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