Arquivo da categoria: Lendo aleatoriamente

Livros, leitura, autores, editoras.

A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra (Robin Sloan)

Mr-Penumbra

“Perdido nas sombras das estantes, quase caio da escada. Estou exatamente no meio do caminho. O chão da livraria está bem longe de mim, a superfície de um planeta que deixei para trás. O topo das estantes está bem próximo, e é escuro por lá. (…)”

Fui enganada por esta citação incluída na sinopse do livro e o título A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra. Antes de começar a ler a história de Sloan, me imaginava enveredando por prateleiras empoeiradas (outras nem tanto), volumes novos, antigos, raros, vivendo altas aventuras envolvendo um misterioso dono de uma livraria para lá de estranha, com frequentadores assíduos mais estranhos ainda e um segredo que valesse a pena ser desvendado. Infelizmente a livraria acabou se tornando mais uma desculpa, o pontapé inicial para um romance envolvendo pó e chips, folhas amareladas e mapas 3D, encadernações e processadores (mais processadores e tecnologias do que o desejável) e com um toque de conspiração histórica que poderia até ter funcionado em um romance do Dan Brown, mas ao qual Sloan não soube dar fôlego o suficiente para fazer o leitor ter vontade de desvendar o mistério envolvendo a livraria. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #88

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Sangue na Neve (Lisa Gardner)

Sangue na Neve

“Ele olhou para mim, e pude ver nos olhos dele que finalmente compreendeu como aquilo ia terminar. Talvez, como eu, ele tivesse passado os últimos dias imaginando que havia mesmo múltiplas camas no Inferno, e não importa o quão fundo você pense que caiu, sempre há um lugar mais profundo e escuro para onde ir.”

Sangue na Neve (Love You More) é o quinto livro da série sobre a detetive D.D. Warren, e sim pode soar como mimimi e pode ser repetitivo, mas realmente não consigo entender essa mania das editoras publicarem livros (principalmente os policiais) fora de ordem. A Novo Conceito já é mestre nisso, fez isso com os livros do Clive Cussler e fez isso com a série da Lisa Gardner também, aqui no Brasil a editora começou a publicar essa série pelo quarto livro (Viva Para Contar).

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Top Comentarista #2 + Resultado Top Comentarista #1

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Boa tarde gente.  Hoje é o primeiro dia de setembro e nada melhor do que começar o mês abrindo um novo Top Comentarista. Continuar lendo

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Saturdar Rehab #58

Esta é a primeira vez que eu faço o Saturday Rehab em 2013. Ou seja, estou sem me reportar sobre as compras e leituras faz oito meses. Infelizmente, o Saturday Rehab era uma das ferramentas mais importantes no controle da vontade de comprar livros, então eu estou com um grande número de livros não lidos. Outra coisa que eu reparei é que, no começo, quando os livros ficavam bem na minha cara (acima da minha escrivaninha), eu ficava mais intimidada e lia mais e comprava menos. A estante da foto abaixo fica fora do meu quarto, e não tem tanto poder, porque eu não a vejo tanto.

Para tentar amenizar essa falta de visualização, eu escolhi alguns livros para deixar dentro do meu quarto, em uma posição relativamente mais visual para mim. Quero ver se ao manter os livros lá eu consigo ler mais/comprar menos.

Também estou tentando manter um livro perto da minha cama, no criado-mudo e toda noite pretendo ler no mínimo um capítulo (sem que isso interfira no meu sono, é claro.

Agora, esta última foto tem os livros que eu já li este ano, mas que ainda não resenhei. E eu vou colocar uma enquete abaixo, para saber qual deles você, querido leitor, quer que eu resenhe antes. Com isso, eu acho que consigo achar as palavras para fazer a resenha. Eu liberei para cada um poder escolher 3 livros, então por favor, me ajudem!

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Um Autor de Quinta #87

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Todo Dia (David Levithan)

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“O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.

Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.

Sempre foi assim.”

Todo dia A acorda em um corpo diferente, uma vida diferente que exige que ele se adapte rapidamente. Sempre foi assim, ele não sabe como isso funciona e após inúmeras teorias frustradas, parou de tentar entender. Suas únicas certezas? Todas as pessoas que A habita tem sua idade e nunca é a mesma pessoa duas vezes. O passado e o futuro também não lhe pertencem, somente o presente pode ser vivido e apenas através do corpo de outrem. Durante 24h uma nova vida se descortina e A se atem às suas regras para conseguir levar adiante essa existência singular: nunca se apegar e jamais interferir. Dezesseis anos sendo assim foram um bom treino, A geralmente não erra mais, não coloca mais a vida dos hospedeiros em risco e nem interfere em suas vidas…

Só que no dia 5.994 A acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada Rhiannon e pela primeira vez em muito tempo sente vontade de descobrir mais sobre uma pessoa do círculo de relacionamentos de um hospedeiro. Após ter aprendido a duras penas não se importar em criar relações duradouras, A esquece isso por causa dessa garota. Ao analisar e perceber que o relacionamento de Justin e Rhiannon está muito errado e que o garoto não é capaz de fazê-la feliz, A percebe que se importa com isso mais do que deveria e mesmo sabendo ser errado A dá a Rhiannon um dia como Justin nunca daria a ela. E pela primeira vez, A não queria ter de ir embora, pela primeira vez ele não queria esquecer… Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #86

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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John Green

John Michael Green nasceu no dia 24 de agosto de 1977 em Indianápolis, Indiana. Ele passou boa parte da infância em Orlando, Flórida e também morou em Birmingham (Alabama), Nova Iorque e Chicago. Atualmente, ele mora com a esposa, Sarah, e seus filhos, Henry e Alice, em Indianápolis.

Green é bacharel em Inglês (com ênfase nas obras de Mark Twain) e Estudos Religiosos (principalmente islamismo) pelo Kenyon College. Depois de concluída a faculdade, Green passou cinco meses trabalhando como aprendiz de capelão em um hospital infantil. Ele tinha a intenção de se tornar um ministro episcopal, chegou até mesmo a se matricular na Divinity School da Universidade de Chicago, mas não chegou a assistir às aulas. Suas experiências em trabalhar em um hospital infantil com crianças enfrentando doenças fatais, mais tarde serviriam de inspiração para a história de A Culpa é das Estrelas.

Durante a época em que morou em Chicago, Green trabalhou como resenhista literário para a revista Booklist. Foi durante esse período que ele escreveu seu primeiro romance, Looking for Alaska (Quem é você, Alasca?). O livro foi publicado pela Dutton Children’s Book em 2005 e Green ganhou o Prêmio Michael L. Printz da American Library Association pelo “melhor livro do ano para adolescentes”. Continuar lendo

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Alma? (Gail Carriger)

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Alma? é o primeiro livro da série The Parasol Protectorate Series (O Protetorado da Sombrinha no Brasil). A série já foi finalizada e conta com cinco livros, e este ano a Editora Valentina começou a publicar as aventuras de Alexia Tarabotti aqui no Brasil. E quem diria que a mistura de elementos steampunk com vampiros, lobisomens, fantasmas e, no caso da srta. Tarabotti, preternaturais poderia dar tão certo? Garriger mostra que sim, e cria uma sociedade vitoriana repleta de dirigíveis, sociedades científicas e bailes de gala e na qual os humanos e seres sobrenaturais aparentemente convivem em harmonia…

Alexia Tarabotti, por não ter o biótipo considerado ideal para os ingleses, já se considera uma solteirona de carteirinha e preza por sua independência, leia-se, fazendo o que bem quer na hora que lhe apetece e não levando desaforo para casa, sem papas na língua, na maioria de suas discussões, quase sempre é a última a ter a palavra. Ela também tem um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata e vamos dizer que não é pelo lado estético que ela é apaixonada. Mas, além da tez morena e o nariz pronunciado, a protagonista também herdou do pai italiano, ou melhor, ela não herdou porque ele também não a tinha para transmitir. Alma. Isso mesmo, Alexia nascera sem alma. De acordo com o DAS – Departamento de Arquivos Sobrenaturais – ela é uma preternatural e todo sobrenatural de boa linhagem sabia que ela deveria ser evitada. Afinal, como uma sem alma ela é capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma. Mas, então porque aquele vampiro desavisado e mal-educado lhe atacou? Foi tendo que lidar com esse novato que as coisas passaram dos limites e o vampiro acabou morto. Entra em cena então o carrancudo, pouco civilizado e muito lindo, Lorde Conall Maccon. Lorde Maccon é o Alfa dos lobisomens de Londres e investigador do DAS, e definitivamente, tem sérios problemas quando a srta. Tarabotti, por quem não consegue deixar de se sentir fascinado ao mesmo tempo em que vive tendo ânsias de esganá-la, está envolvida. E dessa vez a história é séria. Vampiros e lobisomens estão sumindo e muitos sobrenaturais acham que Alexia é a responsável. Agora eles precisam trabalhar juntos para resolver esse enigma e a tarefa acaba ficando muito mais divertida quando é temperada por um romance de soltar faíscas. Continuar lendo

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Perdida (Carina Rissi)

Perdida (AR)

Perdida foi o primeiro romance publicado pela Carina Rissi, lá em 2011. A obra chegou causando burburinho e fez um sucesso estrondoso na blogosfera literária. Desde então fiquei com vontade de conferir o porquê de todo o sucesso e depois de ler Procura-se um Marido, fiquei encantada pela forma da Carina contar sua história e a criatividade para transformar roteiros corriqueiros em histórias que emocionam. Então, é claro que fiquei muito contente quando descobri que seu primeiro romance iria ganhar uma nova edição, dessa vez pela Editora Verus, e que logo poderia conferir as aventuras de Sofia, uma protagonista metropolitana que não acredita em amor apesar de viver suspirando por romances do século 19 e que repentinamente se vê sugada para uma situação que bem poderia ter saído das páginas de um livro da Jane Austen. Continuar lendo

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