Arquivo da categoria: Resenhas da Feanari

Não ouso dizer que são resenhas de verdade, já que eu não sou foda o bastante pra escrever uma de verdade. =P

A Week in December – Sebastian Faulks

Uma semana passa rápido, mas pode definir o resto da vida de uma pessoa. Em A Week in December, acompanhamos a vida de um grupo de pessoas totalmente diferentes, unidas por aquele fio invisível de amigos em comum.

Temos Ralph Tranter, um resenhista amargo que adora detonar os novos “must read” na internet, sob diversos pseudônimos diferentes, além de escrever sua opinião em jornais no fim de semana. Ele concorre a um prêmio literário com a biografia de um autor do século XIX e um dos juízes é autor de um dos livros que ele criticou mais cruelmente.

Farooq al-Rashid, dono de uma empresa de lime pickle (sim, pickles de limão), foi nominado a Officer of the Order of the British Empire, uma honra muito grande. Como a rainha que o condecoraria, ele ficou com medo de ser considerado iletrado, ele contrata Ralph Tranter para lhe ensinar sobre os clássicos da literatura britânica. O filho de Farooq, Hassan, está no começo da vida adulta e se apaixona pelo idealismo da religião islâmica. Isso faz o rapaz se unir a um grupo de extremistas que pretende começar o estado ideal Islã, à força, se necessário.

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A Colher que Desaparece – Sam Kean

A Colher que Desaparece

Quando eu comecei a ler esse livro, não estava nem na página 50 quando disse, para quem quisesse ouvir, que este é o melhor livro que eu já li na minha vida. Pode parecer um exagero, porque eu disse algo parecido quando li The Physician, do Noah Gordon (resenha aqui), mas A Colher que Desaparece, de Sam Kean entrou rapidamente para a lista de melhores livros já lidos por mim.

Diferentemente do The Physician, ACqD é um livro de Química. Sim, mais um. Este livro conta histórias incríveis sobre cada um dos 112 elementos já descobertos pelo homem (a partir do 113, eles ainda não foram descobertos, embora algumas tabelas já tenham reservado o espaço para eles). Tem como a leitura dessa compilação de histórias não ser incrível? Se você respondeu que sim, então leve em consideração que o autor consegue escrever sobre alguns dos conceitos mais difíceis da Química e da Física de uma maneira incrivelmente fácil (tão fácil que eu fiquei me perguntando porque diabos os professores da faculdade deixaram tudo tão confuso).

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Morte na Flip – Paulo Levy

Morte na Flip é o segundo livro de Paulo Levy sobre o delegado Joaquim Dornelas. A resenha do primeiro livro, Réquiem para um assassino, pode ser vista aqui.

Na noite antes de começar a Flip (Feira Literária Internacional de Palmyra*), o delegado Joaquim Dornelas está voltando para casa quando vê uma cena que atiçou o instinto de que algo estava errado. Como a polícia só pode agir depois que algo acontece, Dornelas falou para um dos seus investigadores ficar atento naquela madrugada.

A Flip de verdade é a Festa Literária Internacional de Paraty. E sim, ela foi a inspiração do autor.

Algumas horas mais tarde, Joaquim foi acordado com a notícia de que foram encontrados dois corpos: uma mulher com cara de gringa e um homem. Ainda esperançoso de que o crime não tinha nada a ver com a Flip, Joaquim e sua equipe começaram a investigação. Algumas horas mais tarde, foi chamado pela organização do evento porque uma autora famosa havia desaparecido.

O livro é incrível. Joaquim Dornelas é o Sherlock Holmes brasileiro e vê provas do crime em coisas corriqueiras. Sua equipe de Watsons também é bastante eficiente e traz à tona informações aparentemente desconexas, mas que permitem que o delegado monte com perfeição todos os acontecimentos do crime. Se Réquiem para um assassino já foi uma leitura deliciosa, Morte na Flip é ainda melhor. O foco da narrativa é o crime, mas não deixamos de ver o lado humano de todas as personagens: os relacionamentos pessoais de Joaquim, com a nova namorada, com a ex-mulher, os filhos – é tudo muito real. É possível esquecer que são personagens fictícios, de tão reais que são as descrições e os sentimentos envolvidos.

Assim como aconteceu em Réquiem para um Assasino, eu tinha certeza de que o culpado era um cara e no fim, ele não teve NADA a ver com o crime. É preciso uma maestria na hora de escrever a narrativa para conseguir enganar o leitor assim. É uma experiência deliciosa, ainda mais em um livro nacional.

Se você ficou curioso para conferir o livro, hoje (dia 08/10) é o lançamento do livro na Livraria da Vila do Shopping JK em São Paulo!

Gostaria de agradecer à Editora Bússola por ter me cedido o exemplar. Espero ter a oportunidade de ler mais livros da editora no futuro.

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Dark Flame – Alyson Noël

Atenção, este post trata do quarto volume da série Os Imortais, de Alyson Noël, e pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores, embora eu me esforce para evitá-los. Para ler a resenha de Shadowland, o terceiro livro da série, clique aqui.

Ever transformou uma pessoa em imortal. Para sua sorte, essa pessoa tem fortes laços com Roman, o causador de metade dos problemas de Ever e detentor da cura para a sua situação com Damen. No entanto, a confiança que a pessoa tem em Ever periga deixar de existir, já que a protagonista está se comportando de uma maneira muito estranha.

O quarto livro da série retoma a história do amor imortal entre Ever e Damen logo depois de uma sessão de magia que deu horrivelmente errado. A chama negra citada no título do livro corresponde à alma de Ever, que está sendo consumida por pensamentos negativos. Neste volume, a autora explora aquele velho ditado que diz que pensamento negativo atrai coisas negativas, e Ever sofre todas as conseqüências negativas que a autora conseguiu pensar.

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Colour – François Delamare e Bernard Guineau

Talvez eu seja meio estranha, mas sempre tive curiosidade para saber a origem de alguns compostos do mundo. Os que mais me interessam, de longe, são os remédios, mas a história do uso da cor pela humanidade também é cativante.

Sempre fui aquela criança que queria a caixa de 48 lápis de cor. Acho lindo organizar coisas na ordem do arco-íris e, ainda hoje, tenho coleção de canetas coloridas. Agora olhem para a capa ao lado. Ela obviamente me chamou a atenção quando a vi pela primeira vez, passeando pelo Skoob e não resisti quando encontrei o livro no Book Depository.

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Barbies, Bambolês e Bolas de Bilhar – Joe Schwarcz

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Desde que eu era pequena, a química me fascina. Eu acreditava que misturar xampus e condicionadores no banheiro era algo mágico e passei muitas tardes com meu irmão aprontando dessas travessuras. Um dos meus maiores traumas é não ter tido um kit alquimia quando era criança. Todo esse amor me fez escolher Química como curso na faculdade e os livros que descrevem a química no dia-a-dia são os meus favoritos, ganhando de todos os romances históricos que podem aparecer por aí. Assim, não é de surpreender que eu comprei 3 livros de química em 15 minutos quando estava na Bienal de São Paulo. Dentre eles estava Barbies, Bambolês e Bolas de Bilhar.

O subtítulo do livro diz que ele contém “67 deliciosos comentários sobre a fascinante química do dia-a-dia”. Estes comentários estão dividos em 7 capítulos, que abrangem desde crimes cometidos usando a química até a sua importância na culinária. Inclusive, este livro contém várias informações sobre aqueles alimentos considerados mágicos para o ser humano. Aquela história de “uma maçã por dia mantém o médico longe”, na verdade, seriam necessárias 3. Também devemos tomar 3 xícaras de chá (verde, que tem mais catequinas) por dia.

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O Gamo-Rei – Marion Zimmer Bradley

A história do Rei Artur tem diversas narrativas diferentes, das quais a versão de Marion Zimmer Bradley talvez seja a mais conhecida: não no sentido de que todo mundo a leu, mas todo mundo já ouviu falar da versão que é narrada pelo ponto de vista feminino.

O terceiro livro da série me cativou mais do que os anteriores (basicamente, eu não quis estrangular ninguém enquanto o lia, como aconteceu durante o segundo). Acho que não existe uma versão da história de Artur em que eu não odeie a Guinevere (ou como quer que seu nome seja escrito, isso varia demais entre as histórias) e o fato de o segundo livro ter sido bastante focado nela me incomodou demais. O Gamo Rei volta a ter Morgana como estrela, para a minha felicidade.

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Caçada – P. C. Cast e Kristin Cast

Atenção! Este post trata do quinto livro da série House of Night, de P. C. Cast e Kirstin Cast, e pode conter spoiler do enredo dos livros anteriores – embora nos esforcemos para evitá-los. Clique no nome dos livros para ler suas resenhas: Marcada e Traída (resenha dupla), Escolhida e Indomada.

O quinto livro da série House of Night retoma a história de Zoey Redbird contra os inimigos da Morada da Noite, uma escola especial para os vampiros recém marcados aprenderem a lidar com sua nova condição de novatos ao mundo da noite. Desta vez, Zoey e seus amigos tocados por Nyx, a deusa dos vampiros, vão ter que enfrentar o perigo na forma de Kaloma, um deus antigo que foi libertado da terra.

Neste livro, Zoey parece bem mais madura do que nos livros anteriores. Ela está começando a pesar as decisões que toma, embora raramente deixe de fazer o que sente estar correto. Além disso, mais pessoas começam a enxergar que ela é uma pessoa que se deve seguir, então ela se torna responsável por mais pessoas, o que só a torna mais sábia, embora ainda seja uma adolescente de 17 anos que fica nervosa a cada reviravolta do livro.

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Anjo Mecânico – Cassandra Clare

A maioria das resenhas deste livro começam informando o leitor de que a série As Peças Infernais se passa no mesmo universo da série Os Instrumentos Mortais (Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro) da mesma autora. Também reforçam que as duas séries não são interligadas e que não é necessário ter lido uma para ler a outra. Tudo isso é bem verdade, mas acho meio limitante começar uma resenha comparando o livro em questão a outro.

Assim, somos apresentados a Tessa Gray quando ela chega à Londres, ansiosa para rever seu irmão Nate. No lugar do irmão, no entanto, a garota encontra as Irmãs Sombrias: Sra. Dark e Sra. Black, que a convencem que foram enviadas por Nate. Desta maneira, Tessa logo se encontra presa numa mansão e forçada a explorar um dom que nem sabia que tinha. Continuar lendo

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Ecos do Futuro – Diana Gabaldon

Atenção! Este post trata do sétimo volume da série Outlander, de Diana Gabaldon. Ele pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores, embora eu tenha me esforçado enormemente para evitá-los. Para ler a resenha do sexto livro da série, Um Sopro de Neve e Cinzas, clique aqui

O sétimo livro da série Outlander chegou às prateleiras brasileiras em outubro de 2011. Eu demorei um século e meio para começar a ler, porque o próximo livro da série só vai sair em 2013. Pelo menos a Diana Gabaldon já está avisando que a série provavelmente vai chegar ao nono livro (yay!).

Desde o terceiro livro da série, a Editora Rocco divide os livros da série em dois volumes, e isso não mudou com Ecos do Futuro. O livro retoma a história de Claire e Jamie basicamente onde Um Sopro de Neve e Cinzas os deixou.

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