Arquivo da categoria: Lendo aleatoriamente

Livros, leitura, autores, editoras.

A Lei dos Varões (Maurice Druon)

Atenção, esta é a resenha do quarto livro da série Os Reis de Ferro. Para ler a resenha do terceiro, clique aqui.

 

A Lei dos Varões

Na França de 1316, depois da morte do Rei Luís X, o Cabeçudo, começa o jogo de poder e chantagens para definir quem vai ocupar o trono (não, eu não estou falando de um novo livro de Guerra dos Tronos, isso é história aqui na Terra). Como Luís X não deixou filho, apenas uma rainha grávida, a disputa pelo trono é entre Felipe de Poitiers, Carlos de Valois e o duque de Borgonha.

Naturalmente, quando o herdeiro nasce, sua vida está (e muito) ameçada pelas pessoas que querem ocupar seu lugar no trono. Como que as pessoas leais ao trono vão fazer para proteger essa criança?

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Maze Runner – Prova de Fogo (James Dashner)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Maze Runner e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“E, embora não possa lhes dizer tudo neste momento, é imprescindível que saibam o seguinte: esses experimentos pelos quais estão passando acontecem por uma causa muito importante. Continuem a reagir bem às Variáveis, continuem a sobreviver e serão recompensados com o conhecimento de que desempenharam um papel importante na tentativa de salvar a raça humana. E a vocês mesmos, é claro.”

À primeira vista a trilogia Maze Runner poderia se tratar apenas de um experimento maluco no qual decidiram jogar alguns garotos dentro de um labirinto e estudar seus comportamentos frente ao perigo e ao desejo de escapar dessa prisão. Mas, lembra-se do arcabouço que eu comentei na resenha passada? Pois é, o que se delineava apenas como um thriller psicológico mostra que na verdade é uma distopia bem construída, e se os elementos que a caracterizavam como tal eram apenas sugestões, em Prova de Fogo os garotos são lançados nesse pouco admirável mundo novo e são confrontados com o mal terrível que acabou acarretando a construção do Labirinto.

A Terra da qual eles ainda não se lembram, foi atingida há algum tempo por fortes tempestades solares, que além de terem desolado vastas regiões do planeta ainda provocaram o surgimento de uma doença. O Fulgor, também chamada por alguns de Fúria transformou o planeta em um filme de terror tipo B, porque essa doença não mata silenciosamente, ela ataca o sistema nervoso e em seus estágios avançados transforma humanos em bestas, chamadas Cranks, que se esquecem de suas vidas passadas e comem uns aos outros quando são totalmente dominados por seus instintos animais. Acho que imaginá-los como os zumbis 2.0 de The Walking Dead seria uma forma de enxergar o poder destrutivo dessa doença. E é contra ela que os garotos serão confrontados, porque quando escapam do Labirinto eles descobrem que ele era apenas o experimento inicial, que testes espelhados foram feitos só que com garotas e que tudo faz parte de um plano maior que tem por objetivo encontrar a cura para essa doença. E o pior é que o CRUEL, instituição intergovernamental criada para combater esse mal, ainda não terminou com eles, porque mais estudos são necessários e eles ainda não estão prontos para libertar suas cobaias.  E a segunda fase desse experimento promete momentos realmente difíceis. Continuar lendo

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O Cozinheiro Cientista (Diego Golombek e Pablo Schwarzbaum)

 

O Cozinheiro Cientista (1)

A maioria sabe que a cozinha é um laboratório bastante completo. Quem não sabia, agora sabe! Dentro dos armários, podemos encontrar toda uma gama de reagentes – sim, estou falando dos ingredientes que usamos para preparar as mais deliciosas receitas!

No livro “O Cozinheiro Cientista”, caminhamos ao longo das refeições: café da manhã, entradas, pratos principais e sobremesas, para conhecer melhor a química por trás da culinária.

Esse livro é um dos menores que eu já li sobre química do dia-a-dia. Apesar disso, as informações contidas nele são muito interessantes. Como a maior parte dos livros desse tipo, as informações estão contidas em pequenos parágrafos. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #59

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The Lightning Thief Graphic Novel (Rick Riordan)

Já é praxe que, quando um livro faz sucesso, ele em pouco tempo vai virar uma história em quadrinhos (graphic novel). Com a série Percy Jackson e os Olimpianos, do Rick Riordan, não foi diferente.

Essa história foi adaptada por Robert Venditti, Atilla Futaki e José Villarrubia. Como eu já comentei em outros posts de graphic novels, eu gosto bastante de quando o traço é mais delicado, como na GN de Outlander, ou Crepúsculo. No entanto, apesar disso, eu gostei bastante do traço usado por Atilla. De um modo geral, a história é bem agitada, e se os quadros ficassem muito detalhados, eu acho que ia ficar muita informação em uma página só. As personagens ficaram um pouco “brutas” (afinal, são crianças de 11-13 anos e olha o Percy na capa, parece ter mais!), mas isso é um detalhe que não chega a atrapalhar a diversão do livro.

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Maze Runner – Correr ou Morrer (James Dashner)

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A trilogia Maze Runner começou a ser publicada em 2009 e no Brasil pela editora V&R a partir de 2010. Desde essa época tenho o primeiro exemplar na estante e protelei sua leitura porque queria ler só depois que a trilogia fosse terminada, ou pelo menos estivesse em vias de ser concluída. Por quê? Porque minha mãe começou a ler a série e ficou com raiva por que a história não terminava e o bendito do gancho deixado pelo autor era de deixar o leitor se corroendo de curiosidade, hahaha. Hoje entendo a reclamação, também ficaria do mesmo jeito se não tivesse todos os livros para ler de uma tacada só. Dashner construiu uma história repleta de mistério, dramas psicológicos e com uma alta carga de adrenalina e situações, que quase (QUASE) podem ser comparadas às dos filmes de açougueiro (leia filmes de terror, nos quais sangue e corpos mutilados não são negados ao telespectador). E só digo quase, porque apesar de todo o sangue, o autor conseguiu construir um arcabouço convincente por trás da situação vivida pelos personagens, que sustenta a história do primeiro livro e abre caminhos para serem explorados nos livros seguintes. Aos que estão fascinados pelas distopias que andam sendo publicadas atualmente, está é mais uma que merece ser conhecida.

Tudo começa com ele acordando em um elevador escuro. A única coisa que lembra é que se chama Thomas, mas, não sabe seu sobrenome, quem são seus pais ou de onde veio. E é esse menino aterrorizado que de repente se vê lançado a um lugar chamado Clareira. Um lugar habitado apenas por garotos (que se autodenominam de Clareanos), cercado por altos muros e que funciona como uma prisão. O único contato deles com o que acreditam existir fora dali é através do elevador que traz a cada mês mais um garoto e uma vez por semana alguns suprimentos. Quem os colocou lá e com que finalidade são as dúvidas que permeiam todo o livro, a única coisa que eles sabem é que para escapar dali devem decifrar o segredo do Labirinto que cerca a Clareira e a tarefa além de cansativa é bastante perigosa porque lá é o “lar” dos Verdugos, criaturas bastante mortíferas. A “entrega” de Thomas poderia ser apenas a de mais um calouro chegando, mas os padrões foram quebrados. Porque depois de Thomas, uma garota foi enviada. Teresa chega com uma mensagem que deixa todos alvoroçados e Thomas começa a perceber que não é apenas mais um calouro e que as coisas na Clareira nunca mais serão as mesmas… Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #58

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Umberto Eco

Umberto Eco nasceu em 5 de janeiro de 1932 em Alexandria, Itália. O pai de Eco queria que o filho se tornasse um advogado, mas ele entrou na Universidade de Turim para estudar filosofia e literatura medieval, escrevendo uma tese sobre Tomás de Aquino e recebendo sua láurea em filosofia em 1954. Depois disso, Eco trabalhou como editor cultural para a rede televisiva RAI e lecionou na Universidade de Turim entre 1956 e 1964.

O romancista nasceu em 1980, junto com o desejo para lá de estranho de envenenar um monge que acabou levando-lhe a escrever seu primeiro romance e maior sucesso editorial “O Nome da Rosa” que foi levado ao cinema em 1986 por Jean-Jacques Annaud. Eco além de romancista é filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo e é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, tendo grande influência nos dois setores. Continuar lendo

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Saturday Rehab #57

No último dia do ano, nada mais justo do que mostrar como ficou a estante rehab. Eu parei de postar ano passado logo que eu perdi a minha câmera. Fiquei totalmente sem inspiração para postar a estante com aquelas fotos horríveis.

Durante a minha viagem agora no fim do ano, eu comprei uma câmera nova, e com ela, eu vou conseguir tirar fotos da estante, de livros e de esmaltes! Eba!

Bom, como vocês podem ver, a Estante da Vergonha está maior do que estava quando começou o ano… Shame on me

Tenho um total de 68 livros não lidos. No momento, estou lendo “A Fuga de Sharpe” Coração vermelho. O último livro que eu li foi A Week in December, a resenha está aqui.

Esse ano foi beem fraco em leituras, eu só li 36 livros. Isso dá, mais ou menos, um livro a cada 10 dias. Ano passado, eu li o dobro =(

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Um Autor de Quinta #57

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Babi Dewet

“Eu nasci em 30 de Dezembro de 1986, de Capricórnio, e era a única criança na maternidade no Rio de Janeiro no dia. Era véspera de Ano Novo e meu primeiro feito no mundo foi impedir minha mãe de curtir as badaladas festas cariocas.”

Babi Dewet começou sua carreira de escritora publicando fanfics de Harry Potter e da banda inglesa McFly, é formada em Cinema, futura psicopedagoga e dona de um curso supletivo com projeto de reeducação de jovens. Leitora compulsiva, blogueira dedicada, fã de filmes e série, apaixonada por música britânica e agora, oriental também.

Babi foi uma das fundadoras do site McFLY Addiction  e em 2009 entrevistou os meninos da banda para o site nos estúdios do Terra.

Babi publicou seu primeiro livro, Sábado à Noite (apelidado carinhosamente de SAN), de forma independente em 2010. A história que começou como uma fanfic foi transformada em livro e teve grande sucesso. A tiragem de mil livros foi esgotada e em 2011 ela assinou com a editora Évora para o lançamento da edição definitiva de SAN pelo selo Generale. Continuar lendo

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A Sombra da Serpente (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro e último livro da série As Crônicas dos Kane e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final da resenha.

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No último volume da trilogia Sadie e Carter têm um importante papel e seus poderes serão fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do mundo. E com Apófis, a serpente do Caos, liberto essa tarefa torna-se ainda mais difícil, já que agora eles têm que correr contra o tempo para evitar que a serpente destrua o planeta e no meio disso tudo tendo que lidar com magos revoltosos, casas de magia sendo destruídas e deuses ficando cada vez mais enfraquecidos. A única chance dos dois jovens magos é tentar uma magia que pode lhes custar a vida e para isso, vão ter que ir atrás da alma de um mago psicótico no Duat e impedir seu julgamento, além disso, Walt, uma peça necessária para que o plano dê certo, está com seus dias entre os vivos contados.

Bailes de formatura, pinguins, um triângulo amoroso para lá de esquisito, um livro perdido de um deus e lidar com um deus gagá são só partes do que esses irmãos terão que enfrentar para vencer mais esse desafio. Riordan caprichou nesse último volume, que nada deixa a dever a seus antecessores em aventuras, tramoias e surpresas. Como tinha comentado nas resenhas anteriores, a estrutura narrativa utilizada por Riordan apesar de todos os comentários e discussões em off de Sadie e Carter (que aliás foi uma das melhores coisas feitas pelo autor, já que serviu para aproximar o leitor dos personagens e garantir o tom divertido da história), acaba podando um pouco o autor, pois já é determinista. Apesar, de todos os percalços, no fim ambos se deram bem, afinal, as fitas foram gravadas depois de todos os eventos terem acontecido. Mas, após a leitura de A Sombra da Serpente relevei essa minha birra, a história tem tantas surpresas ao longo da narrativa que acaba superando tudo isso. E eu que já tinha sido cativada pelas mitologias grega e romana, rendi-me de vez à mitologia egípcia e aos personagens criados pelo autor. Sadie e Carter não ficam devendo nada perante seu personagem mais famoso (aka Percy) e seus companheiros de aventuras também são bem interessantes: Khufu, Felix, Bes e outros tantos tornam algumas passagens deveras divertidas. A representatividade de vários países em alguns personagens também deve ter agradado alguns leitores ao redor do mundo. É impossível não ficar toda feliz ao ver que a personagem que Riordan escolheu para ter nacionalidade brasileira (a Cleo) é uma fã de livros, responsável pela biblioteca da Casa do Brooklyn e que pode pirar só de pensar em alguém maltratando um livro. Rola uma identificação e um desejo do país cada vez mais fazer jus a essa imagem, com cada vez mais leitores. Continuar lendo

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