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The Lightning Thief Graphic Novel (Rick Riordan)

Já é praxe que, quando um livro faz sucesso, ele em pouco tempo vai virar uma história em quadrinhos (graphic novel). Com a série Percy Jackson e os Olimpianos, do Rick Riordan, não foi diferente.

Essa história foi adaptada por Robert Venditti, Atilla Futaki e José Villarrubia. Como eu já comentei em outros posts de graphic novels, eu gosto bastante de quando o traço é mais delicado, como na GN de Outlander, ou Crepúsculo. No entanto, apesar disso, eu gostei bastante do traço usado por Atilla. De um modo geral, a história é bem agitada, e se os quadros ficassem muito detalhados, eu acho que ia ficar muita informação em uma página só. As personagens ficaram um pouco “brutas” (afinal, são crianças de 11-13 anos e olha o Percy na capa, parece ter mais!), mas isso é um detalhe que não chega a atrapalhar a diversão do livro.

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Maze Runner – Correr ou Morrer (James Dashner)

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A trilogia Maze Runner começou a ser publicada em 2009 e no Brasil pela editora V&R a partir de 2010. Desde essa época tenho o primeiro exemplar na estante e protelei sua leitura porque queria ler só depois que a trilogia fosse terminada, ou pelo menos estivesse em vias de ser concluída. Por quê? Porque minha mãe começou a ler a série e ficou com raiva por que a história não terminava e o bendito do gancho deixado pelo autor era de deixar o leitor se corroendo de curiosidade, hahaha. Hoje entendo a reclamação, também ficaria do mesmo jeito se não tivesse todos os livros para ler de uma tacada só. Dashner construiu uma história repleta de mistério, dramas psicológicos e com uma alta carga de adrenalina e situações, que quase (QUASE) podem ser comparadas às dos filmes de açougueiro (leia filmes de terror, nos quais sangue e corpos mutilados não são negados ao telespectador). E só digo quase, porque apesar de todo o sangue, o autor conseguiu construir um arcabouço convincente por trás da situação vivida pelos personagens, que sustenta a história do primeiro livro e abre caminhos para serem explorados nos livros seguintes. Aos que estão fascinados pelas distopias que andam sendo publicadas atualmente, está é mais uma que merece ser conhecida.

Tudo começa com ele acordando em um elevador escuro. A única coisa que lembra é que se chama Thomas, mas, não sabe seu sobrenome, quem são seus pais ou de onde veio. E é esse menino aterrorizado que de repente se vê lançado a um lugar chamado Clareira. Um lugar habitado apenas por garotos (que se autodenominam de Clareanos), cercado por altos muros e que funciona como uma prisão. O único contato deles com o que acreditam existir fora dali é através do elevador que traz a cada mês mais um garoto e uma vez por semana alguns suprimentos. Quem os colocou lá e com que finalidade são as dúvidas que permeiam todo o livro, a única coisa que eles sabem é que para escapar dali devem decifrar o segredo do Labirinto que cerca a Clareira e a tarefa além de cansativa é bastante perigosa porque lá é o “lar” dos Verdugos, criaturas bastante mortíferas. A “entrega” de Thomas poderia ser apenas a de mais um calouro chegando, mas os padrões foram quebrados. Porque depois de Thomas, uma garota foi enviada. Teresa chega com uma mensagem que deixa todos alvoroçados e Thomas começa a perceber que não é apenas mais um calouro e que as coisas na Clareira nunca mais serão as mesmas… Continuar lendo

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A Sombra da Serpente (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro e último livro da série As Crônicas dos Kane e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final da resenha.

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No último volume da trilogia Sadie e Carter têm um importante papel e seus poderes serão fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do mundo. E com Apófis, a serpente do Caos, liberto essa tarefa torna-se ainda mais difícil, já que agora eles têm que correr contra o tempo para evitar que a serpente destrua o planeta e no meio disso tudo tendo que lidar com magos revoltosos, casas de magia sendo destruídas e deuses ficando cada vez mais enfraquecidos. A única chance dos dois jovens magos é tentar uma magia que pode lhes custar a vida e para isso, vão ter que ir atrás da alma de um mago psicótico no Duat e impedir seu julgamento, além disso, Walt, uma peça necessária para que o plano dê certo, está com seus dias entre os vivos contados.

Bailes de formatura, pinguins, um triângulo amoroso para lá de esquisito, um livro perdido de um deus e lidar com um deus gagá são só partes do que esses irmãos terão que enfrentar para vencer mais esse desafio. Riordan caprichou nesse último volume, que nada deixa a dever a seus antecessores em aventuras, tramoias e surpresas. Como tinha comentado nas resenhas anteriores, a estrutura narrativa utilizada por Riordan apesar de todos os comentários e discussões em off de Sadie e Carter (que aliás foi uma das melhores coisas feitas pelo autor, já que serviu para aproximar o leitor dos personagens e garantir o tom divertido da história), acaba podando um pouco o autor, pois já é determinista. Apesar, de todos os percalços, no fim ambos se deram bem, afinal, as fitas foram gravadas depois de todos os eventos terem acontecido. Mas, após a leitura de A Sombra da Serpente relevei essa minha birra, a história tem tantas surpresas ao longo da narrativa que acaba superando tudo isso. E eu que já tinha sido cativada pelas mitologias grega e romana, rendi-me de vez à mitologia egípcia e aos personagens criados pelo autor. Sadie e Carter não ficam devendo nada perante seu personagem mais famoso (aka Percy) e seus companheiros de aventuras também são bem interessantes: Khufu, Felix, Bes e outros tantos tornam algumas passagens deveras divertidas. A representatividade de vários países em alguns personagens também deve ter agradado alguns leitores ao redor do mundo. É impossível não ficar toda feliz ao ver que a personagem que Riordan escolheu para ter nacionalidade brasileira (a Cleo) é uma fã de livros, responsável pela biblioteca da Casa do Brooklyn e que pode pirar só de pensar em alguém maltratando um livro. Rola uma identificação e um desejo do país cada vez mais fazer jus a essa imagem, com cada vez mais leitores. Continuar lendo

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A Culpa é das Estrelas (John Green)

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“Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados e sou muito grata por isso.”

Depois de ler A Culpa é das Estrelas você vai passar a torcer por infinitos menos limitados, mas também vai aprender que um átimo de tempo pode ter loops de eternidade se você souber aproveitar cada momento…

Faltando poucos dias para fazer 17 anos, Hazel Grace, que luta contra um câncer desde os 13 anos, é recomendada por seu médico a frequentar um Grupo de Apoio. Um grupo formado única e exclusivamente por jovens pacientes com câncer, com uma alta rotatividade de membros, uma lista imensa de ex-membros, não porque de repente se tornaram menos depressivos, mas porque a batalha diária contra a morte chegou a um momento que não pôde mais ser mantida, e comandado por Patrick, que se brincar é capaz de deixar até um comprimido de Gardenal deprimido. Não é a toa que Hazel (e eu também) tem lá suas dúvidas de que essa sugestão irá funcionar… Mas, quando ela já estava resignada com a tristeza das reuniões, eis que Augustus Waters aparece, primeiramente com o único objetivo de dar ânimos ao amigo Isaac, mas Augustus (ou Gus) e Hazel estão destinados a promoverem mudanças mutuamente na vida um do outro e dos que estão ao seu redor. Continuar lendo

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O Filho de Netuno (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

“Sete meios-sangue responderão ao chamado.
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”

É chegada a hora de completar esse time de semideuses que começou a ser montado em O Herói Perdido, e sim, para os que já estavam com saudades do velho personagem, Percy Jackson está de volta! E se no livro anterior, apesar dos novos campistas e deuses, o foco ainda tenha permanecido na mitologia grega, no segundo volume, Riordan nos apresenta sua contraparte romana. Deuses, semideuses, criaturas mitológicas e um novo acampamento totalmente romanizado. E é no Acampamento Júpiter que encontramos um Percy totalmente desmemoriado (e não, isso não é mera coincidência), e Hera, agora Juno, novamente a pedir ajuda para salvar os deuses do Olimpo e evitar a destruição do mundo.

Os outros integrantes desse time são: Hazel Levesque, uma garota que nasceu com uma maldição e que se meteu em grandes problemas por ter obedecido a mãe, mesmo quando percebeu que a voz que falava com ela não era conhecida. Além do quê, não era para ela estar no Acampamento Júpiter. E Frank Zhang, descendente dos deuses gregos por parte de pai e com uma linhagem muito mais antiga por parte da mãe chinesa, também amaldiçoado, o garoto tem síndrome de inferioridade e é desastrado ao extremo, mas só até descobrir a verdadeira força que tem… Com Frank, Riordan inicia uma conversa com os deuses asiáticos. Confesso que seria bem interessante ter uma série com essa temática.

Com o despertar de Gaia e a libertação de seu exército na Terra, a vida dos deuses e semideuses está cada vez mais difícil, ainda mais depois da captura de Tânatos (o responsável por manter os mortos em seu lugar), já que agora matar monstros além de uma árdua tarefa está se tornando quase impossível com a Morte perdendo seu poder. Em meio a gigantes, górgonas, gegenes, amazonas, basiliscos e até o cavalo mais veloz do mundo (cujos diálogos com Percy renderam alguns bons momentos de humor, ainda que a dose tenha sido além da conta), os três semideuses partem para uma missão quase suicida. E um aviso: sentir-se confuso em relação aos deuses e suas características romanas e gregas é normal viu, os próprios deuses se confundem. Continuar lendo

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A Colher que Desaparece – Sam Kean

A Colher que Desaparece

Quando eu comecei a ler esse livro, não estava nem na página 50 quando disse, para quem quisesse ouvir, que este é o melhor livro que eu já li na minha vida. Pode parecer um exagero, porque eu disse algo parecido quando li The Physician, do Noah Gordon (resenha aqui), mas A Colher que Desaparece, de Sam Kean entrou rapidamente para a lista de melhores livros já lidos por mim.

Diferentemente do The Physician, ACqD é um livro de Química. Sim, mais um. Este livro conta histórias incríveis sobre cada um dos 112 elementos já descobertos pelo homem (a partir do 113, eles ainda não foram descobertos, embora algumas tabelas já tenham reservado o espaço para eles). Tem como a leitura dessa compilação de histórias não ser incrível? Se você respondeu que sim, então leve em consideração que o autor consegue escrever sobre alguns dos conceitos mais difíceis da Química e da Física de uma maneira incrivelmente fácil (tão fácil que eu fiquei me perguntando porque diabos os professores da faculdade deixaram tudo tão confuso).

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Academia de Princesas (Shannon Hale)

No vilarejo do monte Eskel, no reino de Danland, todos trabalham na pedreira, todos menos Miri, uma garota de 14 anos, considerada pequena e fraquinha para o trabalho. Tudo o que a garota mais queria era poder trabalhar na pedreira e parar de se sentir uma inútil…

“Dizia-se pela aldeia que algo considerado inútil era “mais fraco que o braço de um homem da planície”. Quando ouvia esse ditado, Miri tinha vontade de cavar um buraco na rocha e se esconder lá nas profundezas”.

Eskel sempre foi um lugar isolado do reino, e o único interesse do povo da planície neles, era pelas pedras de cantaria tão importantes nas construções. Mas, inesperadamente as atenções se voltam para lá, pois foi decidido pelos padres do reino que a futura noiva do príncipe virá de Eskel. É assim que todas as jovens da aldeia com idade compatível ao príncipe se veem de repente obrigadas a se separar de seus familiares e a se prepararem para a escolha do príncipe em uma academia. E Miri, que a princípio é tão arredia a essa ideia vê todo um mundo se descortinar para ela e percebe que tem nas mãos a chance de mostrar seu valor. Em meio a castigos, lições, amizades e a descoberta do mundo das palavras, as meninas mudam seu destino e tornam-se protagonistas de mudanças em seu vilarejo.

Academia de Princesas é mais do que um simples romance de conto de fadas, da história de um príncipe e de uma princesa… a história traz ação, aventura, política, família e amor por suas raízes. Os personagens são fortes e simples e por isso mesmo, muito mais reais. A leitura é leve e pode até parecer bobinha a primeira vista, mas Hale consegue trazer uma bela história sobre coragem e força para mudar seu futuro. Adorei conhecer o povo de Eskel, Miri e as outras garotas da terra das pedras de cantaria.

E procurando mais informações sobre a autora para escrever essa resenha, descobri que sete anos depois da publicação de Academia de Princesa, Shannon escreveu uma continuação que foi publicada em 21 de agosto, Princess Academy – Palace of Stone. Vocês podem dar uma espiada no primeiro capítulo aqui. Espero que a Galera Record não demore a publicar o livro por aqui.

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A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin)

*Atenção, este livro é o terceiro da série As Crônicas de Gelo e Fogo e esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Quer saber o que nós achamos dos livros anteriores? No final da resenha disponibilizo os links.

 

Depois da leitura um tanto quanto decepcionante do segundo volume, Martin acerta novamente os ponteiros e nos brinda com a narrativa ágil com a qual nos conquistou no primeiro livro. E o melhor é que A Tormenta de Espadas traz tantas reviravoltas na trama, que não sobrou espaço para o autor se delongar em reminiscências sem propósitos, apesar das mais de 800 páginas!

Usando a licença que um livro estruturado em crônicas permite, Martin retoma alguns acontecimentos que estavam ocorrendo na mesma época dos acontecimentos derradeiros de A Fúria dos Reis (como a Batalha da Água Negra e a invasão de Winterfell) e que não puderam ter um destaque maior. Assim, ele fornece uma visão panorâmica ao leitor que descobre exatamente a situação vivida em cada recanto de Westeros e também nas Terras Livres. E enquanto esperamos o inverno que está para chegar – mas que ainda não resolveu mostrar as caras – acompanhamos todas as efervescências provocadas pela disputa do poder (que mais do que nunca faz suas vítimas) e pelos temíveis selvagens que resolvem que as terras além da Muralha não são boas o suficiente para eles (e não poderiam estar mais certos) e que colocam em xeque o trabalho de defesa da Patrulha da Noite… Continuar lendo

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Dark Flame – Alyson Noël

Atenção, este post trata do quarto volume da série Os Imortais, de Alyson Noël, e pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores, embora eu me esforce para evitá-los. Para ler a resenha de Shadowland, o terceiro livro da série, clique aqui.

Ever transformou uma pessoa em imortal. Para sua sorte, essa pessoa tem fortes laços com Roman, o causador de metade dos problemas de Ever e detentor da cura para a sua situação com Damen. No entanto, a confiança que a pessoa tem em Ever periga deixar de existir, já que a protagonista está se comportando de uma maneira muito estranha.

O quarto livro da série retoma a história do amor imortal entre Ever e Damen logo depois de uma sessão de magia que deu horrivelmente errado. A chama negra citada no título do livro corresponde à alma de Ever, que está sendo consumida por pensamentos negativos. Neste volume, a autora explora aquele velho ditado que diz que pensamento negativo atrai coisas negativas, e Ever sofre todas as conseqüências negativas que a autora conseguiu pensar.

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Seu Genoma Por Mil Dólares (Kevin Davies)

Nem lembro direito de como decidi que queria ser bióloga, mas me recordo que os meus interesses na Biologia sempre variaram muito ao longo do tempo. Quando estava no ensino médio, por exemplo, eu queria muito ser geneticista. Eu até falava que ia fazer meu mestrado com a Mayana Zats na USP… Passou o tempo e acabei me enveredando por outros caminhos, mas a admiração e curiosidade pelo mundo da genômica nunca passou, e sempre que fico sabendo sobre um livro de divulgação científica (uma das minhas leituras preferidas) do tema fico interessada para ler. Foi assim que acabei conhecendo os livros do Kevin Davies: Decifrando o Genoma (publicado em 2001 e que traz os bastidores do Projeto Genoma Humano) e sua mais recente publicação Seu Genoma por Mil Dólares.

“… os novos testes lidam com probabilidades, chances percentuais e riscos relativos de doenças comuns que afligem todos nós e que incluem componentes genéticos e ambientais, sem que nenhum dos dois esteja bem definido. É como uma previsão do tempo na tevê prevendo 60% de chance de chover, quando tudo que ser quer saber é: preciso ou não levar o guarda-chuva amanhã?”

Nove anos depois (o livro foi publicado originalmente em 2010, em 2011 foi traduzido e publicado no Brasil) da publicação de Decifrando o Genoma e sete anos após a conclusão do Projeto Genoma Humano, Davies faz uma análise sobre os impactos éticos e sociais que o desenvolvimento da genética proporcionou (e pode vir a proporcionar) nas ciências biológicas e na medicina. Quem poderia imaginar que após uma batalha tão longa para conseguir sequenciar o primeiro genoma humano, menos de uma década depois, teríamos ferramentas e técnicas tão poderosas que propiciam a obtenção do genoma por um custo infimamente reduzido quando comparado aos grandes gastos do PGH? Continuar lendo

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