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Surpreendente! (Maurício Gomyde)

Capa - Surpreendente! - Maurício Gomyde

Duas coisas me fizeram querer ler Surpreendente! do Maurício Gomyde: cinema e a promessa de uma viagem amalucada (road trip?) em direção ao centro-oeste do Brasil, para ser mais específica, tendo como destino a cidadezinha histórica de Pirenópolis, no interior de Goiás. Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de ler ficção que envolva temas que me interessam e lugares que conheço. Era a promessa de Gomyde, não consegui resistir.

Surpreendente! é o sexto romance do autor, o primeiro publicado pela Intrínseca, e a Mari já teve a oportunidade de ler e resenhar outra obra sua aqui no blog. Confira aqui.

Surpreendente! traz a história de Pedro Diniz, um jovem cineasta de 25 anos com um sonho: produzir o filme perfeito e ganhar o prêmio Cacau de Ouro, a maior premiação do cinema brasileiro. Enquanto isso, ele comanda o último cineclube da cidade de São Paulo, mediando debates sobre a sétima arte, ainda que o parco público presente – e na maior parte das vezes a falta dele – não colabore, e enquanto a dona do Café Cultural ainda permita que ele o faça. Trabalha em uma videolocadora na periferia da cidade, onde vive a semear o gosto pelos filmes fazendo promoções mirabolantes que na maioria das vezes envolve ele pagando do próprio bolso para que um freguês mais indeciso leve um clássico para casa. Além de ajudar eventualmente no restaurante do pai. Pedro também tem um passado trágico: aos 12 anos começou a apresentar problemas de visão, mas a perda gradual cessou milagrosamente quando ele tinha 19. Continuar lendo

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Endgame – A Chave do Céu (James Frey & Nils Johnson-Shelton)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia Endgame e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

A Chave do Céu

“Eles deram a vida aos humanos e vão testemunhar nossa quase extinção, reinicializar o relógio da vida na Terra e deixar que o planeta se recupere dos estragos. Mas os Criadores não deveriam interferir no andamento do Endgame. Eles criaram as regras e agora as estão quebrando. ”

(Página 25)

No início do Endgame eram doze linhagens. Doze jogadores que lutavam para garantir a persistência dos seus. Ao longo do caminho alguns foram ficando. Morreram. Em consequência disso, alguns meteoros também provocaram estragos e deixaram um rastro de mortandade. No primeiro volume o foco era a Chave da Terra, e para encontrá-la alguns se aliaram, por amor ou apenas por interesse mesmo; outros partiram para uma busca de um caminho alternativo, menos destrutivo; outros sofreram na pele a dor provocada pela interferência dos Criadores no Jogo, algo que prometeram não fazer; e outros tiveram que fazer escolhas difíceis, que talvez nunca sejam perdoadas. A Chave da Terra foi encontrada e agora restam apenas duas. De doze jogadores sobraram nove. A Chave do Céu é o alvo de todos, mas não pelos mesmos motivos. Afinal, já que os Criadores mudaram o Jogo, os jogadores também podem interferir com suas próprias jogadas.

Antes de qualquer outra coisa é válido informar que a exemplo do primeiro livro, aqui também há um enigma real a ser desvendado. As pistas estão espalhadas em links e figuras ao longo do livro, e assim como no primeiro volume, continuam não interferindo em nada na leitura da obra. Escolha a sua forma de leitura e seja feliz. Continuar lendo

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A Espada do Verão (Rick Riordan)

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“- Você tem dezesseis anos agora, já é um homem. Escapou deles uma vez, na noite em que sua mãe morreu. Eles não vão deixar você escapar de novo. Essa é nossa última chance. Se não me deixar ajudá-lo, você não sobreviverá até o fim do dia. ” (Página 25)

Durante a leitura da série Os Heróis do Olimpo, muito leitores devem ter ficado com a impressão (e a esperança) de que Riordan estava preparando algo envolvendo a mitologia chinesa, mas qual não foi a surpresa quando veio a notícia de que a próxima série de livros focaria na mitologia nórdica. E ela chega com Magnus Chase, e o sobrenome não é coincidência não, Magnus é primo da nossa já querida Annabeth. E ela é claro não é esquecida e até tem suas participações na trama, as quais prometem vir a serem mais frequentes no próximo livro.

A nova série de Riordan traz todos os elementos já tão característicos do autor: a grande quantidade de personagens; uma trama estruturada em torno de uma grande missão (decorrente de uma profecia feita na hora mais imprópria); missões menores que servem de preparação para o embate final; deuses melindrosos, misteriosos e meio doidos; um lugar para reunir os heróis (já conhecíamos alguns acampamentos e uma casa no Brooklyn, agora é a vez de um hotel que é o próprio Valhala); muitas e muitas referências pop e uma boa pitada de humor. Aliás, o tom de hilaridade atinge níveis estratosféricos nessa nova série. Mas, ao mesmo tempo, ele não deixou de explorar temas mais sérios como o bullying e a rejeição familiar devido a deficiência de um dos personagens. A narrativa também lembra muito a utilizada na série do Percy Jackson, com a narrativa em primeira pessoa e apenas sob o ponto de vista de Magnus. Até mesmo os títulos estranhos e engraçados estão de volta. Continuar lendo

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A Sexta Extinção (Elizabeth Kolbert)

 

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“Muito, mas muito de vez em quando, no passado remoto, o planeta sofreu mudanças tão violentas que a diversidade da vida despencou de repente. Cinco desses antigos eventos tiveram um impacto catastrófico o suficiente para merecer uma única categoria: as Cinco Grandes Extinções. No que parece ser uma coincidência fantástica, mas que provavelmente não é coincidência alguma, a história desses eventos é recuperada bem na hora em que as pessoas começam a perceber que estão provocando mais um. Embora ainda seja demasiado cedo para saber se atingirá as proporções dos anteriores, esse novo evento fica conhecido como a Sexta Extinção. ” (Página 29)

Em A Sexta Extinção – Uma História Não Natural, vencedor do Pulitzer de não-ficção em 2015, Elizabeth Kolbert nos apresenta histórias emblemáticas de espécies já extintas e outras em vias de extinção. Revisitando a história do planeta e todos os outros processos de extinções já experimentado por ele ao longo de sua história, Kolbert retraça o papel do ser humano nas alterações sofridas pelo planeta e escancara o legado trágico deixado pela humanidade. Para isso, ela foi em busca de cientistas das mais diversas áreas do conhecimento, fez entrevistas, leu publicações científicas, participou de expedições, visitou museus e laboratórios. Kolbert se embrenhou na floresta noturna, no recife localizado no meio do nada, mergulhou em águas ácidas, escalou barrancos enlameados, visitou ilhas ermas e acampou na floresta amazônica andina. O resultado é um texto claro e bastante completo, que passa longe da superficialidade. E que tem tudo para agradar tanto os leitores já íntimos do tema quanto os mais leigos no assunto. Continuar lendo

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João & Maria (Neil Gaiman & Lorenzo Mattotti)

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“No inverno, quando a neve estava alta, a mulher deu à luz uma menina. A criança foi chamada de Ana Maria, mas depois inverteram seu nome, que virou Mariana, e no fim ficou só Maria. Dois anos mais tarde, a esposa do lenhador deu à luz um menino, que foi chamado de João, e, como já tinham esgotado a criatividade, ficou sendo João mesmo. ” (Página 6)

Começarei esta resenha de trás para frente para falar de algo muito legal que está apenas no final do livro: um ensaio, bastante completo, sobre o conto de Hansel & Gretel. Como toda criança que cresceu conhecendo a história de João e Maria de trás para frente, mas que nunca se aprofundou nos pormenores por detrás do conto, é bom descobrir mais sobre suas variações e modificações sofridas ao longo do tempo e tomar conhecimento de contos semelhantes oriundos de outros países. É neste ensaio também, que descobrimos que Lorenzo Mattotti criou os desenhos que ilustram este livro, em 2007 para uma exposição. E que foi inspirado por eles que Gaiman resolveu recontar sua versão do conto alemão.

Mas, mesmo lendo a releitura de Gaiman com apenas os conhecimentos parcos e as lembranças nebulosas da história, foi impossível não perceber que não há muitas diferenças entre a narrativa de Gaiman e sua contraparte original. Não o conto amplamente difundido e um pouco menos sombrio, mas sim, aquele eternizado pelos irmãos Grimm que não nos poupa dos detalhes sórdidos: o abandono dos pais, a perda da inocência infantil, o enfoque nas consequências trágicas da guerra, canibalismo e assassinato. E, justamente por ter mantido tanta fidelidade ao conto original não há como não se perguntar sobre o porquê de uma releitura, quando no final das contas as mudanças foram tão sutis. Não há como negar que as ilustrações de Mattotti foram muito bem entremeadas à narrativa e garantiram um tom sombrio muito bem-vindo à edição. Além disso, é possível perceber na narrativa traços do sarcasmo, do humor irônico e do lado sombrio de Gaiman. Mas, a obra como um todo fica bem aquém do esperado. É o lado complicado de ser fã de Gaiman e consumidora de tudo o que ele escreve. Você acaba indo com sede demais ao pote, ânsia por inovação e no final das contas acaba decepcionada. Em se tratando de releituras, penso que Gaiman tem sido mais feliz quando só usa as histórias antigas como fonte de inspiração para criar seus mundos (eis O Livro do Cemitério que não me deixa mentir), se manter preso em histórias já tão fechadas não foi lá uma boa ideia.

PS: Fica como ponto positivo o capricho da Intrínseca com a edição brasileira. O livro em capa dura, impresso em papel couchê e com uma diagramação esmerada rendeu um belo volume para se ter na estante.

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Estação Onze (Emily St. John Mandel)

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“Se fosse outra pessoa que não Hua, Jeevan não teria acreditado, mas ele nunca havia conhecido um homem com maior capacidade de percepção do que o amigo. Se Hua estava dizendo que havia uma epidemia, então epidemia não era uma palavra forte o suficiente. Jeevan foi esmagado pela repentina certeza de que era aquilo mesmo, a doença que Hua descrevia iria representar uma fronteira entre um antes e um depois, uma linha que cortaria sua vida ao meio. ” (Página 27)

Na Terra imaginada por Mandel, a destruição do mundo começou com uma gripe. E o evento que dá o pontapé inicial nessa catástrofe ocorre em Toronto e não poderia ser mais paradoxal em face a toda a destruição iminente. A morte do ator Arthur Leander durante a encenação de uma peça shakespeariana. Naquela noite, Jeevan um ex-paparazzo em treinamento para se tornar paramédico, tentou salvar Arthur sem sucesso. Kirsten, uma garotinha de oito anos, atriz mirim na companhia, presenciou todo o drama. Dias depois, o mundo se desintegrou: não havia mais cidades, meios de transporte, remédios, internet, países ou força policial. Vinte anos depois reencontramos Kirsten, que agora faz parte da Sinfonia Itinerante, um grupo de artistas (atores e musicistas) que seguem de vilarejo em vilarejo apresentando Shakespeare.

É assim que Mandel delineia o esqueleto de sua história. Com uma narrativa em terceira pessoa e sob múltiplos pontos de vista, ela vai e volta no tempo, enquanto nos reconta a vida de Arthur, suas esposas Miranda e Elizabeth e seu amigo Clark; nos fornece vislumbres do que seria a Estação Onze que inspirou o título do livro e nos mostra como o mundo pós-catástrofe está. Um cenário perturbador, no qual a confiança é artigo de luxo e onde a esperança aliada à loucura faz com que prosaicos e psicóticos líderes apareçam. Continuar lendo

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Os Filhos de Anansi (Neil Gaiman)

Os Filhos de Anansi

“As pessoas reagem às histórias. Elas as contam, as histórias se espalham e, conforme são contadas, mudam os contadores. E quem nunca tinha pensado em nada além de fugir dos leões e se aproximar com cautela dos rios para não virar comida de crocodilo agora começa a sonhar em morar em um local diferente. O mundo pode ser o mesmo, mas o cenário mudou. Entende? As pessoas ainda têm a mesma história, em que nascem, fazem coisas e morrem, mas agora a história tem um significado diferente do que tinha antes. ” (Página 237)

Se não me falha a memória este já deve ser o quinto livro do Gaiman que leio (ainda preciso começar a ler suas graphic novels) e não importa seu público alvo, quer seja um romance com aura de contos de fadas, uma aventura infanto-juvenil, ou um romance envolvendo anjos e demônios. Gaiman sempre acerta o tom e é expert em tornar seus leitores cativos. Com Os Filhos de Anansi não foi diferente, a começar pela dedicatória destinada a nós leitores e se embrenhando por uma história de muitas pernas, personagens e eventos aparentemente incongruentes. Gaiman se mostrou um bom tecedor de teias e um exímio contador de histórias.

Se você como eu pegou (ou pretende pegar) Os Filhos de Anansi para ler sem ter muitas informações sobre a obra, pode ficar encucado com o texto de orelha do Fábio Moon na edição da Intrínseca. Nele nós descobrimos que aqui, Gaiman irá retornar ao universo fantástico já explorado em Deuses Americanos e aí é impossível não bater a dúvida. Será que não é imprescindível ler Deuses Americanos antes? Será que se partir direto para a leitura deste livro, posso não compreender a história narrada em Os Filhos de Anansi? Sem ter Deuses Americanos na estante, a solução foi arriscar. E no fim, ainda que seja um universo revisitado, não ter travado conhecimento com ele anteriormente em nada prejudica esta leitura. A única sensação que ficou, foi o desejo de conhecer mais a fundo o resto desse universo criado por Gaiman. Mal posso esperar para ter Deuses Americanos nas mãos. Mas, voltando aos filhos de Anansi… Continuar lendo

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Mosquitolândia (David Arnold)

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“Tenho um trilhão de motivos, mas continuo sem fazer ideia de como eles vieram parar na minha cabeça.

Então talvez este relato seja isso mesmo, Isa: minha Lista de Motivos. Vou explicar os porquês por trás dos meus o quês, e você poderá ver por conta própria como tenho muitos motivos. (…) por ora, saiba disto: meus motivos podem ser complicados, mas minha Missão é bem simples.

Chegar a Cleveland, encontrar minha mãe. ” (Página 14)

“Mim Malone não está nada bem”. É assim que David Arnold nos apresenta sua protagonista. Mary Iris Malone, ou como ela prefere, Mim, foi pega de surpresa pela separação dos pais. A separação também acarretou em sua mudança de Ashland em Ohio, para Jackson no Mississippi para morar com o pai e a madrasta. E é somente por um acaso que ela descobre que a mãe está doente e em tratamento em Cleveland, Ohio. Distante 1524 quilômetros do lugar que Mim “carinhosamente” apelidou de Mosquitolândia. Determinada a ir em busca da sua mãe e daquele que ela considera ser seu verdadeiro lugar, Mim foge de casa e embarca em um ônibus em direção ao seu estado natal. Com uma narrativa que bem poderia ser um diário de bordo, entremeado com cartas de Mim destinadas a alguém chamado Isabel, partimos com Mim nessa viagem. Continuar lendo

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Como Eu era antes de Você (Jojo Moyes)

como eu era antes de você

Descobrir que um livro começou a ser adaptado para o cinema, mesmo que ele possa não agradar aos mais puristas, pode ser um bom negócio. Comigo funciona como um incentivo a mais para finalmente parar de postergar, ou vencer a apatia inicial, e finalmente lê-lo. Faço parte do grupo de pessoas que só vê o filme depois de ter lido o livro, mesmo que o filme já tenha sido lançado há tempos (a lista de livros para ler antes de ver o filme já atingiu um tamanho razoável). Ficar sabendo sobre a produção do livro Como eu era antes de você da Jojo Moyes, foi o gatilho que faltava para finalmente me aventurar pelas obras da autora. E até agora ainda estou me perguntando por que foi que eu demorei tanto.  E não foi por falta de recomendações. O fato é que me encantei pela narrativa da Jojo e pelos personagens carismáticos que ela criou. E agora, já estou na ansiedade da espera para ver essa história nas telonas, tem tudo para continuar nos emocionando.

Como eu era antes de você traz a história de Lou e Will. Ela, uma mulher de 26 anos sem muitas ambições, contente (ou pelo menos pensa estar) com sua vida previsível e que de repente vê seus planos ruindo ao perder seu emprego e tendo de se reinventar. Ele, uma pessoa que vivia a mil por hora, acostumado a aproveitar suas chances ao máximo, que tinha o mundo por limites (e talvez nem isso) e que de repente se viu confinado em uma cadeira de rodas, tetraplégico, amargurado, mal-humorado e determinado a encontrar uma forma de acabar com seu sofrimento. Continuar lendo

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Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins)

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“Queria que Josh olhasse para mim do mesmo jeito que olha para os próprios desenhos, porque então ele veria que há algo a mais em mim além da timidez, assim como vejo que há muito mais nele além de preguiça. ” (Página 11)

Logo que fiquei sabendo que o terceiro livro da série Anna and Friends escrita pela Stephanie Perkins seria dedicado a Isla e Josh, confesso que não havia me animado tanto. Oi! Seria a conclusão de uma série e depois do charmoso St. Clair e a cinéfila Anna, e toda a extravagância de Lola e as peculiaridades de Crickett, não imaginava que um garoto que poderia ser considerado avoado e uma garota que só sabia ruborizar de vergonha, poderiam angariar torcedores para sua história de amor. Mas é justamente isso que Isla e Josh fazem. Bastou um encontro fortuito regado à analgésicos (e só para deixar claro, depois de uma cirurgia para arrancar os sisos) e chuva, para que estes dois nos tornassem espectadores cativos desse relacionamento.

Depois de termos nos despedido da SOAP (School of America in Paris) em Anna e o Beijo Francês, e nos aventurado pelas ruas do bairro do Castro em São Francisco em Lola e o Garoto da Casa ao Lado, Perkins nos convida a uma ponte aérea Nova York-Paris (sim, eis a SOAP novamente) para uma nova história de amor e uma despedida de nossos velhos conhecidos. Continuar lendo

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