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A Senhora das Águas – Philippa Gregory

 

A Senhora das Águas

A vida de Jacquetta de Luxemburgo muda quando se casa com John de Lancaster, duque de Bedford, e tio do Rei da Inglaterra. Este é o segundo casamento do duque, que deseja Jacquetta apenas pelos dons que sua família supostamente tem: os descendentes de Melusina, a deusa da água, conseguem ver o futuro nas cartas e nos espelhos. Esse conhecimento é de grande valor para um dos principais defensores dos interesses da Inglaterra. Quando está na hora do Rei se casar, Jacquetta é escolhida para ajudar a nova rainha, que é sua conterrânea, a se acostumar à nova vida. Margarida de Anjou se aproxima rapidamente da personagem principal, e devido a essa amizade, conseguimos ver de perto os eventos que levaram à famosa Guerra das Rosas (ou Guerra dos Primos).

“Começo a perceber que a corte, o país e nós mesmo estamos passando de uma disputa entre primos para uma guerra entre primos.”

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O Rei Fugitivo (Jennifer A. Nielsen)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da Trilogia do Reino. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei dele, confira links no final desta resenha.

o rei fugitivo

“Foi como se tudo que se relacionasse a Sage voltasse até mim no instante em que vesti suas roupas. Inclusive o instinto de enganar quando pudesse e mentir quando necessário. E também a sensação de que, não importava o quanto tentasse, eu jamais seria melhor que um rato de esgoto. pág. 70”

No final do livro anterior nos despedimos de Sage depois que sua verdadeira identidade nos é revelada. Há um mês, Jaron é o novo rei de Carthya, porém, os cartinianos não acham que ele seja a melhor escolha para ser rei, porém isso pouco importa ao rapaz, sua maior preocupação é convencer seus regentes a ajudá-lo preparar Carthya para uma guerra que ele tem certeza que se aproxima. Ele só não esperava que as ameaças chegassem tão cedo e que seriam direcionadas primariamente à sua pessoa. Os piratas que tentaram mata-lo há tanto tempo estão de volta e exigem sua rendição ou Carthya será destruída. E agora Jaron precisará enfrentar seu passado para garantir que seu reino possa ter um futuro. É preciso ser Sage novamente e se aventurar nas terras do inimigo. E é claro que em meio a isso tudo, amigos transformam-se em inimigos, inimigos em amigos e a tarefa de descobrir em quem se pode confiar fica cada vez mais árdua. Continuar lendo

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O Falso Príncipe (Jennifer A. Nielsen)

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“As palavras de Conner ainda ecoavam em meus ouvidos. A cada passo que eu dava rumo ao trono, sentia que me curvava também. Eu só esperava poder chegar até o fim antes que Conner me destruísse completamente.” página 180.

No reino de Carthya, a guerra civil é iminente e interesses escusos por poder e pela coroa rondam cada recanto do país. No extremo norte de Carthya, na distante Carchar, no orfanato para garotos carentes da Sra. Turbeldy conhecemos Sage de apenas 15 anos. O garoto com fama de ladrão e mentiroso acaba de ser vendido pela Sra. Turbeldy para Conner, um nobre que tem um plano ousado em mente: encontrar um garoto que possa se passar por Jaron, o príncipe que desapareceu há quatro anos, para com isso evitar que o reino se autodestrua em batalhas pelo poder (ou pelo menos é assim que ele vende seus planos). Assim como Sage, outros três órfãos são amealhados por Conner e seus capangas, e aos poucos os garotos descobrem que mais do que uma batalha pela coroa, essa será uma batalha por suas vidas, já que quem não for escolhido para representar o papel terá que ser descartado. Continuar lendo

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Boneco de Neve (Jo Nesbø)

Boneco de neve

A série policial que tem como protagonista o inspetor Harry Hole, começou a ser publicada em 1997 e já conta com dez livros. No Brasil a Editora Record já publicou cinco livros da série, só que eles decidiram (simplesmente não consigo compreender essas decisões editoriais) apresentar o personagem ao público brasileiro pelo terceiro livro da série e não sei nem se há planos deles publicarem os dois primeiros livros (espero que sim!). Em Boneco de Neve, o quinto livro publicado por aqui e o sétimo livro da série, já encontramos um Hole bem calejado e com um passado atormentado, um passado que podemos apenas inferir. Apesar disso, a parte procedural da trama não é afetada por essa falta de conhecimento, Boneco de Neve foi meu primeiro contato com a obra do autor e o romance funciona bem sozinho, podemos até perder fatos da vida de Hole, mas o “caso da vez” está bem completo, não exige conhecimentos prévios e inicia-se e é finalizado nesta obra.

“Em breve virá a primeira neve. E então ele aparecerá outra vez. O boneco de neve. E, quando a neve sumir, ele terá levado alguém consigo. O que deve perguntar é: “Quem fez o boneco de neve? Quem faz bonecos de neve? Quem deu à luz The Murri?”Porque o boneco de neve não sabe.”

Em novembro de 2004, durante a primeira neve do ano a cair na cidade de Oslo, Jonas acorda no meio da noite e percebe que sua mãe não está em casa. No chão há pegadas molhadas e no jardim um boneco de neve envolto com o cachecol de sua mãe e com seus olhos negros voltados para a janela do quarto. No dia seguinte a polícia é acionada e o inspetor Harry Hole é enviado para investigar o ocorrido. E o que se pensava ser apenas uma “ocorrência comum” de desaparecimento atinge maiores proporções, porque Harry está certo de que o caso está relacionado com uma carta que recebeu assinada pelo autointitulado Boneco de Neve, e mesmo com todos seus colegas fazendo chacota por considerarem ele um aficionado em criar serial killers onde eles não existem, Harry segue cavando pistas que o colocam de frente com vários casos similares na última década e que não foram solucionados. E quando o assassino resolve romper seus padrões, Oslo entra em polvorosa com esse monstro à solta, e Hole se vê envolvido em um jogo de gato e rato e que pode ter consequências catastróficas. Continuar lendo

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1356 – Bernard Cornwell

Atenção! Este post trata do livro 1356, que embora não seja da série “A Busca do Graal”, se passa alguns anos depois do último livro da série, O Herege.  Assim, esta resenha pode conter spoiler da trama dos livros da série.

Em 1356, os boatos de que uma relíquia religiosa foi encontrada começam a se espalhar pela França. Isso seria considerado normal para aqueles tempos, cheios de falsas relíquias e peregrinações indo de encontro àquelas consideradas verdadeiras. Mas a relíquia em questão não é o dedo de um santo, ou um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado. Os boatos falam da espada que São Pedro usou no Getsêmani, quando os romanos foram buscar Jesus para a crucificação. A espada, La Malice (francês para a malícia), seria indestrutível, tornaria seu dono praticamente invencível e significaria que Deus apoiava o lado em posse da relíquia. O que no meio da Idade Média era tudo que um rei precisava saber antes de se lançar à guerra.

Claro que, durante a Guerra dos Cem Anos, o período em que este livro se passa, não faltavam motivos para a Inglaterra e a França lutarem entre si. O rei da Inglaterra, Eduardo, reivindicava para si o trono da França, ocupado por Carlos de Valois. E, motivado por essa reinividicação, todos os anos viam navios ingleses despejando arqueiros e homens de arma na costa da França, que aos poucos era dominada. No entanto, depois da derrota em Calais (descrita na trilogia “A Busca do Graal”), o moral do exército francês está bastante baixo, e Carlos de Valois reluta em lançar seu exército na luta contra os inimigos.

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O Chamado do Anjo (Guillaume Musso)

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Em 2007, em um aeroporto em Montreal, Guillaume Musso acabou trocando por descuido seu celular com uma desconhecida. O evento poderia ter se restringido apenas ao incômodo de ter que providenciar a troca dos aparelhos, mas Musso percebeu ali um estopim que poderia render uma boa história. E é assim que começamos a enveredar pela trama de O Chamado do Anjo.

Madeline Greene é florista em Paris e estava em Nova Iorque em uma viagem romântica com o noivo. Jonathan Lempereur tem um pequeno restaurante em São Francisco e estava em NY apenas para buscar o filho para as férias de final do ano com a ex-mulher. Madeline e Jonathan nunca haviam se visto, mas no aeroporto lotado eles se esbarram, espalham suas coisas pelo chão e após uma breve discussão seguem o seu caminho. Talvez jamais se vissem novamente, mas ao recolherem seus pertences acabaram trocando os aparelhos celulares e quando perceberam a confusão já estavam distantes mais de dez mil quilômetros um do outro. Continuar lendo

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Diários de Stefan – Origens (L. J. Smith)

 

Diarios Stefan Origens

A série Diários de Stefan foi escrita baseada nos livros da série Diários do Vampiro de L. J. Smith e na série de televisão produzida por Kevin Williamson e Julie Plec. Este primeiro livro, Origens, conta a história de como Stefan e Damon Salvatore conheceram a linda Katherine Pierce, se apaixonaram por ela e foram transformados em vampiros.

Os acontecimentos deste livro aparecem no episódio “Lost Girls” (episódio 6 da primeira temporada), mas no livro são explorados com muito mais detalhe.

Em 1864, Stefan Salvatore estava no período indefinido entre o fim da escola e o começo da faculdade. Ele pensava em ficar na propriedade do pai, para aprender a cuidar dos negócios da família, já que o irmão mais velho, Damon, se alistara no exército. Apesar desse futuro lhe parecer um tanto quanto tedioso, Stefan estava aceitando bem a história. No entanto, quando o pai propõe que Stefan se case por conveniência a uma família rica, ele fica revoltado.

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Um Autor de Quinta #81

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Tom Rob Smith

Tom nasceu em Londres em 1979. Com doze anos, Tom escreveu o que na época classificou como um “livro”. Um caderno de capa dura com uma história escrita à mão. Ele acreditava que a capa dura conferia credibilidade a história. Ele ainda tem a única “edição” dessa história (que ninguém nunca leu), um thriller criminal intitulado The Literate. A história de um serial killer em Los Angeles, que deixava poemas ao lado dos corpos de suas vítimas. Segundo ele há uma ironia não intencional no título do seu “livro”: o fato da história estar repleta de erros ortográficos já que a ortografia sempre foi seu fraco. Aos 16 anos ele começou a produzir suas primeiras peças teatrais.

Ele foi estudante no St John’s College, Cambridge, onde se graduou em 2001. Enquanto estudante em Cambridge, ele fundou a InPrint Magazine, editou as May Anthologies (uma coleção de contos da Oxbridge) e teve sua peça teatral, Losing Voices, produzida pela Marlowe Society. Foi a primeira vez que a sociedade produziu a peça de um aluno. Após a graduação, ele venceu o St John’s College Harper-Wood Studentship em Inglês e Literatura e escolheu terminar seus estudos em escrita criativa na Universidade de Parvin na Itália. Após esse período, Smith trabalhou como escritor e editor de script em vários programas de televisão.

Seu primeiro romance, Child 44 (Criança 44), foi publicado em 2008 e a história foi inspirada no caso verídico de Andrei Chikatilo, um serial killer que confessou ter matado 53 pessoas entre 1978 e 1990. O livro foi indicado para o Booker Prize de 2008 e ganhou o Galaxy Book Award de Melhor Revelação em 2009. O livro já foi traduzido para mais de 36 idiomas e está sendo adaptado para o cinema com previsão de estreia para 2014 [Fonte: IMDb]. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #80

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Clive Cussler

Clive nasceu em 15 de julho de 1931 em Aurora, Illinois, mas cresceu em Allhambra, California. Cussler serviu à Força Aérea dos EUA durante a Guerra da Coreia, trabalhando como mecânico e engenheiro de voo. Após sua dispensa do serviço militar, Cussler atuou na indústria de publicidade como redator e diretor de criação, produzindo anúncios premiados internacionalmente.

A carreira de autor começou em 1965. Nessa época sua esposa trabalhava à noite e por não ter ninguém em casa para conversar após colocar as crianças para dormir, Cussler decidiu começar a escrever para passar o tempo. Seu primeiro livro publicado foi The Mediterranean Caper em 1973, nascia ali seu protagonista mais famoso, Dirk Pitt, engenheiro naval, agente do governo e aventureiro. Nas aventuras de Dirk Pitt, Cussler explora as implicações de uma história alternativa, como a existência de Atlântida ou Abraham Lincoln ter sido sequestrado em vez de assassinado. Os dois primeiros livros da série são considerados thrillers marítimos relativamente convencionais, ao passo que o terceiro volume Raise the Titanic! (1976) estabeleceu o padrão que viria a ser seguido nos demais livros da série: uma mistura de aventura e alta tecnologia, geralmente envolvendo vilões megalomaníacos, navios perdidos, mulheres bonitas e tesouros submersos.

Sua primeira obra de não-ficção, The Sea Hunters (1996), lhe garantiu um doutorado em Letras outorgado em 1997 pelo Conselho da State University of New York Maritime College, que aceitou a obra como substituta da tese de doutoramento. Foi a primeira vez desde que a faculdade foi criada que um título foi concedido desta forma.

Além de escritor, Cussler é considerado uma autoridade em naufrágios e é fundador da National Underwater and Marine Agency (NUMA) uma organização sem fins lucrativos que se dedica à preservação da história marítima através da descoberta, pesquisas arqueológicas e a conservação de artefatos de naufrágios. Ele, sua equipe de especialistas marinhos e voluntários descobriram mais de 60 sítios de naufrágios historicamente significativos. Além de presidente do NUMA, Cussler também é membro do Explorers Club de New York e da Royal Geographic Society de Londres. Devido às suas explorações subaquáticas, Cussler foi homenageado com o Prêmio Lowell Thomas em 2002. Atualmente, o autor vive no Arizona. Continuar lendo

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Penelope (Marilyn Kaye)

penelope marilyn kaye

Todo leitor um pouquinho mais devotado sempre acaba implicando com algo quando um livro que já leu é adaptado para um filme ou série. E em grande parte das vezes, essas reclamações repousam no fato de que o filme ficou muito superficial e que os roteiristas não conseguiram passar para a tela as características mais marcantes de um determinado personagem. E quando é o contrário? Quando a adaptação parte do filme para o livro? Isso não é muito comum, mas vez ou outra acaba surgindo uma novelização de um roteiro cinematográfico. Penelope foi minha primeira experiência nessa modalidade. E já digo de antemão que não esperava muito da história, porque se dos livros para as telas já perdemos a profundidade dos diálogos, da tela para os livros temos como ponto de partida roteiros mais enxutos que se não forem bem explorados e mesmo expandidos pelo autor, acabarão culminando em uma narrativa pobre ainda que a história seja muito boa. E ainda que algumas das minhas preconcepções tenham se concretizado, gostei do trabalho que Marilyn Kaye fez com o roteiro da Leslie Caveny.

Penelope Wilhern é uma garota rica e tem tudo o que pode querer menos o que mais deseja: a liberdade. Tudo porque nasceu em uma família amaldiçoada. Tudo começou com seu tataravô que se apaixonou e engravidou uma empregada com a qual se recusou a casar quando a família assim determinou. A garota acabou suicidando-se e sua mãe que era bruxa rogou uma praga sobre a família Wilhern. A próxima menina nascida na família teria cara de porco e a maldição só seria desfeita quando alguém de sua mesma classe, alguém de sangue azul, a aceitasse como ela era. E Penelope teve o azar de ser essa próxima menina. Continuar lendo

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