Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Arquivado em Um Autor de Quinta
Depois dos acontecimentos atribulados no final do livro anterior, seria impossível começar Guardians 2 na calmaria e a Luciane não se fez de rogada. A frágil barreira entre o mundo dos humanos e dos youkais está prestes a se romper e Kuro (o líder dos youkais) tem planos para se tornar o rei dos dois mundos. Planos esses que parecem envolver os Guardiões. E a história já começa dando vislumbres do segredo de Sofie, um segredo que parece ir de encontro com os planos de Kuro. Quem é Giulia Gautier Benetti? O que Hikari não entenderia? Qual o segredo sombrio que a antiga guardiã quer tanto esquecer? O primeiro capítulo traz muita ação e já dá mostras do que podemos esperar neste segundo volume. No melhor estilo animê, a narrativa ganha agilidade e a sucessão de eventos torna impossível largar a leitura.
Se ainda restavam quaisquer dúvidas sobre a qualidade da história da Luciane, após a leitura desse segundo volume, elas definitivamente não existem mais. Sim, a história da Luciane tem clichês e o desenrolar de alguns acontecimentos pode até ser óbvio, mas isso não tira o brilho de uma história bem contada. O texto dela é bastante fluido e a narrativa é gostosa de ler. Ao criar personagens/protagonistas tão diferentes, a autora conseguiu deixar sua história mais rica e cativante. Há protagonistas para todos os gostos e opções, alguns são chatos de galochas, outros ingênuos e avoados, há os que te cativam à primeira vista e outros que só agora começam a mostrar que ainda tem um lado gentil. Continuar lendo
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Tenho me surpreendido com os livros de ficção fantástica que tem sido publicados atualmente no Brasil. Sim, é uma incursão recente e o gênero não é muito difundido entre os escritores brasileiros, mas já tive a oportunidade de ler obras de fantasia de qualidade e que merecem ser conhecidas pelos que gostam do estilo. A Batalha do Apocalipse, referida por seus fãs como ABdA, com certeza está nesta lista. E a história de Spohr para conseguir publicar seu livro é o exemplo de uma batalha bem sucedida. Em 2007 o autor disponibilizou 70 cópias de seu livro no site Jovem Nerd, cópias estas que esgotaram em apenas 5 horas, logo mais exemplares foram disponibilizados e a obra caiu nas graças dos nerds de plantão e cerca de 4500 livros foram vendidos através do selo Nerdbooks criado por Spohr e seus amigos do site, isso em 2009. Finalmente em 2010 o livro foi publicado pela Editora Verus atingindo excelentes marcas de vendagem e já com várias reimpressões. E alçou voos maiores, ABdA já foi publicado em Portugal, na Holanda e na Alemanha. Fugindo das mitologias mais tradicionais, Spohr apostou nos anjos para criar seu romance catastrófico e o fez com bastante propriedade.
Há muito tempo o paraíso celeste foi palco de uma batalha sangrenta. Querubins leais à Yahweh se levantaram contra o Arcanjo Miguel e seus seguidores. Isso porque após o descanso divino, os arcanjos mandavam e desmandavam a bel-prazer, principalmente contra a criação divina de que tinham mais ciúme: a humanidade. Porém, os revoltosos foram derrotados, expulsos do céu e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o fim dos tempos. Continuar lendo
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Carina Luft, natural de Montenegro – RS e egressa da oficina literária de Charles Kiefer, escolheu a podofilia (fetiche por pés) como ponto de partida para se enveredar pelo mundo do romance policial. A novela, publicada em 2010 pela editora Dublinense, tem como cenário a pequena cidade ficcional de Adenauer no interior do Rio Grande do Sul, que está abalada por uma série de crimes. Jovens aspirantes à modelo começam a aparecer mortas e seus pés, arrancados dos corpos são levados como troféus. Cabe ao já calejado delegado Weber e ao jovem investigador Nestor a tarefa de descobrir e prender esse assassino psicopata.
Diferentemente do formato ao qual estamos acostumados em se tratando de literatura policial, em Fetiche, Carina escolheu entregar os assassinos (pelo menos parcialmente) logo de cara. Retira do leitor a atividade de tentar descobrir o assassino antes da conclusão da história, para investir no ato investigativo em si. Na rotina da DP em juntar as provas, retirar algum sentido delas, entender a mente do assassino e assim o capturarem. Continuar lendo
Arquivado em Editoras Parceiras, Edtora Dublinense, Resenhas da Núbia
*Atenção, esta resenha pode conter spoilers referentes aos primeiros livros da série!
Conheci a série Fazendo Meu Filme apenas em 2010, desde então me encantei pela garota tímida apaixonada por filmes, pelo garoto que gosta de extravasar sentimentos através de músicas e por todos os outros personagens que tornaram o roteiro da Paula Pimenta inesquecível. Com uma narrativa centrada nas relações interpessoais e capaz de provocar emoções tão díspares em seus leitores, a história de Fani vem recheada de romance, amizade, família, a busca pela realização dos sonhos, assuntos rotineiros (outros nem tanto), que fazem com que a identificação dos leitores seja forte, ainda que você não esteja mais na “faixa etária” (para quem acredita nessa balela) à qual a obra é direcionada.
“É apenas uma história…
E esta tem um final feliz.”
(Três Vezes Amor)
É muito bom começar a leitura de FMF4 com a citação acima. Afinal, um final feliz para Fani é o que todos os apaixonados pela série querem. Ao longo da história acompanhamos o desabrochar dos sentimentos da garota, o amadurecimento proporcionado pelo intercâmbio na Inglaterra, todas as atribulações da vida de pré-vestibulanda e os altos e baixos de seu relacionamento com Leo. Agora, no momento derradeiro, cinco anos depois da despedida em FMF3, encontramos uma Fani mais madura, extrovertida (na medida do possível), realizada profissionalmente, mas que guarda marcas profundas do término de seu relacionamento com Leo. Após cinco anos, é normal que pessoas façam parte do nosso passado, outras continuem no nosso presente e outras surjam para preencher os lugares vagos. É assim, que sentimos falta de alguns personagens que já foram muito presentes nos outros livros, matamos a saudade de velhos amigos, podemos conhecer melhor outros que antes não tinham tanto espaço (Hello Tracy!) e adicionamos nessa lista novos personagens que nada deixam a desejar aos antigos, seja o animado Alejandro ou a mini conselheira Cecília. Continuar lendo
Arquivado em Resenhas da Núbia
Esta resenha foi publicada inicialmente no meu perfil do Skoob (há um tempinho já), mas decidi compartilhá-la aqui no blog também. ;D
Todas as Estrelas do Céu foi escrito pelo Enderson Rafael há mais de 10 anos e depois de esforços bem sucedidos empreendidos pelo autor o livro foi publicado por uma editora e tem feito muito sucesso. Para quem não conhece a história, o Enderson fez várias cópias do seu manuscrito e saiu distribuindo-as por todo o Brasil assim ele pretendia que o seu livro se tornasse conhecido e quem sabe assim chamar a atenção das editoras e alçar vôos mais altos. Eu ganhei a minha cópia em uma promoção no finado orkut, então tive a chance de conhecer a história da Carol e do Lê antes de todo o sucesso que o livro está fazendo hoje, sucesso merecido é claro.
A história criada pelo Enderson cativa aos pouquinhos e literalmente nos pega desprevenidos. Adorei conhecer a Carol e o Lê e sua história de amor impossível. Quer dizer, impossível não a história é bem possível todas as impossibilidades são plantadas pelo preconceito arraigado, preconceito com alma de erva daninha, daquelas que quando se acha que conseguiu se livrar dela lá está novamente. É assim que enxergo o papel dos “pais” dos garotos. “Pais” pois para os desavisados de plantão o livro conta a história de amor entre dois irmãos Leandro (filho adotivo) e Carol. Sempre se tratando como irmãos e confidentes, os dois não percebem os sussurros provocados pelo sentimento latente e acabam sendo despertados pelos rugidos de um amor sublime, total e forte. Com força o suficiente para carregar os personagens em suas aventuras em prol desse amor, desde o inicio destinado a ser suplantado e calado por aqueles que os cercam. Será que o amor dos dois conseguiu ser ouvido, ou será que foi silenciado? Não contarei o final para não estragar a surpresa. Continuar lendo
Arquivado em Resenhas da Núbia
Um homem é encontrado morto no pântano de uma pequena e pacata cidade: Palmyra. Como o corpo foi encontrado em um ponto turístico, o delegado da polícia, Joaquim Dornelas logo se vê pressionado para descobrir quem foi assassinado e mais importante: quem é o culpado. Quando as pistas levam o caso às portas da elite política da região, o delegado tem que pisar em ovos para não culpar a pessoa errada e ser a próxima vítima.
Paralelamente à investigação, acompanhamos a jornada pessoal de Dornelas, recentemente divorciado e sentindo falta dos filhos e da mulher. Ver o lado humano da protagonista, os conflitos internos, os caminhos que o raciocínio dele percorrem para resolver os problemas à mão. Tudo isso é mostrado na narrativa de uma maneira tão real que parece que você é vizinho do protagonista e está vivendo com ele todas as suas angústias. Continuar lendo
Arquivado em Editora Bússola, Resenhas da Feanari
Lulital marca o début de Pri Beletato no rol dos novos escritores brasileiros. E para sua estreia a autora escolheu se aventurar pelo mundo mágico das fadas…
Na cidade de Luanda, Cristal foi até a cachoeira da cidade fazer algo para salvar a filha de um perigo misterioso e desapareceu. Dez anos depois, às vésperas de seu aniversário de 16 anos, Cindy se vê as voltas com a descoberta desse mistério. Cindy descobre que sua mãe estava escrevendo um livro, Lulital, e que seu pai acredita que a esposa desapareceu por causa disso.
Um faz-de-conta pode se tornar realidade? Pri Beletato nos mostra que acredita no poder dos textos, que acredita que a “viagem” proporcionada pelas histórias podem ser bem palpáveis e que de alguma forma podemos ser protagonistas nelas. Lulital é sobre isso, o poder das palavras em criar realidades. Continuar lendo
Arquivado em Resenhas da Núbia
Quando a Paula comentou durante o lançamento de Fazendo Meu Filme 3, que a série teria um spin-off na hora comecei a levantar hipóteses de quem seria a protagonista da vez e quem leu minha resenha de FMF3 sabe que minha predileção era pela Gabi. Sim, fui surpreendida pela escolha da Paula, afinal ainda que as aparições da Priscila tenham sido ‘bombásticas’ em muitos momentos, as outras meninas apareceram muito mais. A Pri foi aquela que foi chegando de mansinho com suas dicas e que foi uma das grandes responsáveis pelo relacionamento da Fani com o Leo. Então, ainda que a minha torcida tivesse sido pela Gabi, uma história tendo como protagonista a Priscila, tinha tudo para ser fora de série.
Começamos a acompanhar a vida da Priscila três anos antes dos eventos narrados em Fazendo Meu Filme, quando a garota muda-se de São Paulo para Belo Horizonte com a sua mãe que se separou de seu pai. A separação incluiu tudo, dos filhos, já que o irmão ficou em Sampa por causa da faculdade, até os animais de estimação. E Priscila que não está muito contente com esta situação precisa se aclimatar e dar uma chance a essa nova cidade e aos amigos que ela lhe reserva. E nisso, sua prima Marina terá um papel decisivo, pois além de lhe apresentar novos amigos também lhe apresentará uma nova paixão: os seriados. Continuar lendo
Arquivado em Resenhas da Núbia
Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendo toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas (nada muito elaborado porque não sou especialista) de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).
“Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino”.
Fernando Sabino
Arquivado em Um Autor de Quinta