Arquivo da categoria: Editoras Parceiras

1356 – Bernard Cornwell

Atenção! Este post trata do livro 1356, que embora não seja da série “A Busca do Graal”, se passa alguns anos depois do último livro da série, O Herege.  Assim, esta resenha pode conter spoiler da trama dos livros da série.

Em 1356, os boatos de que uma relíquia religiosa foi encontrada começam a se espalhar pela França. Isso seria considerado normal para aqueles tempos, cheios de falsas relíquias e peregrinações indo de encontro àquelas consideradas verdadeiras. Mas a relíquia em questão não é o dedo de um santo, ou um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado. Os boatos falam da espada que São Pedro usou no Getsêmani, quando os romanos foram buscar Jesus para a crucificação. A espada, La Malice (francês para a malícia), seria indestrutível, tornaria seu dono praticamente invencível e significaria que Deus apoiava o lado em posse da relíquia. O que no meio da Idade Média era tudo que um rei precisava saber antes de se lançar à guerra.

Claro que, durante a Guerra dos Cem Anos, o período em que este livro se passa, não faltavam motivos para a Inglaterra e a França lutarem entre si. O rei da Inglaterra, Eduardo, reivindicava para si o trono da França, ocupado por Carlos de Valois. E, motivado por essa reinividicação, todos os anos viam navios ingleses despejando arqueiros e homens de arma na costa da França, que aos poucos era dominada. No entanto, depois da derrota em Calais (descrita na trilogia “A Busca do Graal”), o moral do exército francês está bastante baixo, e Carlos de Valois reluta em lançar seu exército na luta contra os inimigos.

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O Chamado do Anjo (Guillaume Musso)

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Em 2007, em um aeroporto em Montreal, Guillaume Musso acabou trocando por descuido seu celular com uma desconhecida. O evento poderia ter se restringido apenas ao incômodo de ter que providenciar a troca dos aparelhos, mas Musso percebeu ali um estopim que poderia render uma boa história. E é assim que começamos a enveredar pela trama de O Chamado do Anjo.

Madeline Greene é florista em Paris e estava em Nova Iorque em uma viagem romântica com o noivo. Jonathan Lempereur tem um pequeno restaurante em São Francisco e estava em NY apenas para buscar o filho para as férias de final do ano com a ex-mulher. Madeline e Jonathan nunca haviam se visto, mas no aeroporto lotado eles se esbarram, espalham suas coisas pelo chão e após uma breve discussão seguem o seu caminho. Talvez jamais se vissem novamente, mas ao recolherem seus pertences acabaram trocando os aparelhos celulares e quando perceberam a confusão já estavam distantes mais de dez mil quilômetros um do outro. Continuar lendo

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Fale! (Laurie Halse Anderson)

Fale

Fale! (Speak) foi publicado originalmente em 1999 e marcou o début de Laurie na literatura juvenil. Também deu início a algo que seria recorrente na maioria de seus livros juvenis, a inclusão de temas considerados espinhosos e/ou tabus pela sociedade. Por que não um romance sobre transtornos alimentares? Depressão? Suicídio? Por que falar sobre estupro com adolescentes deveria ser considerado imoral, quando na maioria das vezes são eles as principais vítimas? É sobre este último assunto que trata Fale!. A história de uma garota que sofreu violência sexual e que buscou no silêncio um alento para superar o episódio, mas que ao longo da história precisa se reencontrar e na fala achar força, não para esquecer, mas para enfrentar seu algoz. Continuar lendo

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A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra (Robin Sloan)

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“Perdido nas sombras das estantes, quase caio da escada. Estou exatamente no meio do caminho. O chão da livraria está bem longe de mim, a superfície de um planeta que deixei para trás. O topo das estantes está bem próximo, e é escuro por lá. (…)”

Fui enganada por esta citação incluída na sinopse do livro e o título A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra. Antes de começar a ler a história de Sloan, me imaginava enveredando por prateleiras empoeiradas (outras nem tanto), volumes novos, antigos, raros, vivendo altas aventuras envolvendo um misterioso dono de uma livraria para lá de estranha, com frequentadores assíduos mais estranhos ainda e um segredo que valesse a pena ser desvendado. Infelizmente a livraria acabou se tornando mais uma desculpa, o pontapé inicial para um romance envolvendo pó e chips, folhas amareladas e mapas 3D, encadernações e processadores (mais processadores e tecnologias do que o desejável) e com um toque de conspiração histórica que poderia até ter funcionado em um romance do Dan Brown, mas ao qual Sloan não soube dar fôlego o suficiente para fazer o leitor ter vontade de desvendar o mistério envolvendo a livraria. Continuar lendo

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Sangue na Neve (Lisa Gardner)

Sangue na Neve

“Ele olhou para mim, e pude ver nos olhos dele que finalmente compreendeu como aquilo ia terminar. Talvez, como eu, ele tivesse passado os últimos dias imaginando que havia mesmo múltiplas camas no Inferno, e não importa o quão fundo você pense que caiu, sempre há um lugar mais profundo e escuro para onde ir.”

Sangue na Neve (Love You More) é o quinto livro da série sobre a detetive D.D. Warren, e sim pode soar como mimimi e pode ser repetitivo, mas realmente não consigo entender essa mania das editoras publicarem livros (principalmente os policiais) fora de ordem. A Novo Conceito já é mestre nisso, fez isso com os livros do Clive Cussler e fez isso com a série da Lisa Gardner também, aqui no Brasil a editora começou a publicar essa série pelo quarto livro (Viva Para Contar).

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Top Comentarista #2 + Resultado Top Comentarista #1

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Boa tarde gente.  Hoje é o primeiro dia de setembro e nada melhor do que começar o mês abrindo um novo Top Comentarista. Continuar lendo

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Todo Dia (David Levithan)

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“O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender.

Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa.

Sempre foi assim.”

Todo dia A acorda em um corpo diferente, uma vida diferente que exige que ele se adapte rapidamente. Sempre foi assim, ele não sabe como isso funciona e após inúmeras teorias frustradas, parou de tentar entender. Suas únicas certezas? Todas as pessoas que A habita tem sua idade e nunca é a mesma pessoa duas vezes. O passado e o futuro também não lhe pertencem, somente o presente pode ser vivido e apenas através do corpo de outrem. Durante 24h uma nova vida se descortina e A se atem às suas regras para conseguir levar adiante essa existência singular: nunca se apegar e jamais interferir. Dezesseis anos sendo assim foram um bom treino, A geralmente não erra mais, não coloca mais a vida dos hospedeiros em risco e nem interfere em suas vidas…

Só que no dia 5.994 A acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada Rhiannon e pela primeira vez em muito tempo sente vontade de descobrir mais sobre uma pessoa do círculo de relacionamentos de um hospedeiro. Após ter aprendido a duras penas não se importar em criar relações duradouras, A esquece isso por causa dessa garota. Ao analisar e perceber que o relacionamento de Justin e Rhiannon está muito errado e que o garoto não é capaz de fazê-la feliz, A percebe que se importa com isso mais do que deveria e mesmo sabendo ser errado A dá a Rhiannon um dia como Justin nunca daria a ela. E pela primeira vez, A não queria ter de ir embora, pela primeira vez ele não queria esquecer… Continuar lendo

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Alma? (Gail Carriger)

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Alma? é o primeiro livro da série The Parasol Protectorate Series (O Protetorado da Sombrinha no Brasil). A série já foi finalizada e conta com cinco livros, e este ano a Editora Valentina começou a publicar as aventuras de Alexia Tarabotti aqui no Brasil. E quem diria que a mistura de elementos steampunk com vampiros, lobisomens, fantasmas e, no caso da srta. Tarabotti, preternaturais poderia dar tão certo? Garriger mostra que sim, e cria uma sociedade vitoriana repleta de dirigíveis, sociedades científicas e bailes de gala e na qual os humanos e seres sobrenaturais aparentemente convivem em harmonia…

Alexia Tarabotti, por não ter o biótipo considerado ideal para os ingleses, já se considera uma solteirona de carteirinha e preza por sua independência, leia-se, fazendo o que bem quer na hora que lhe apetece e não levando desaforo para casa, sem papas na língua, na maioria de suas discussões, quase sempre é a última a ter a palavra. Ela também tem um pendor por sombrinhas de bronze com ponteiras de prata e vamos dizer que não é pelo lado estético que ela é apaixonada. Mas, além da tez morena e o nariz pronunciado, a protagonista também herdou do pai italiano, ou melhor, ela não herdou porque ele também não a tinha para transmitir. Alma. Isso mesmo, Alexia nascera sem alma. De acordo com o DAS – Departamento de Arquivos Sobrenaturais – ela é uma preternatural e todo sobrenatural de boa linhagem sabia que ela deveria ser evitada. Afinal, como uma sem alma ela é capaz de anular o poder de qualquer um, seja ele vampiro, lobisomem ou fantasma. Mas, então porque aquele vampiro desavisado e mal-educado lhe atacou? Foi tendo que lidar com esse novato que as coisas passaram dos limites e o vampiro acabou morto. Entra em cena então o carrancudo, pouco civilizado e muito lindo, Lorde Conall Maccon. Lorde Maccon é o Alfa dos lobisomens de Londres e investigador do DAS, e definitivamente, tem sérios problemas quando a srta. Tarabotti, por quem não consegue deixar de se sentir fascinado ao mesmo tempo em que vive tendo ânsias de esganá-la, está envolvida. E dessa vez a história é séria. Vampiros e lobisomens estão sumindo e muitos sobrenaturais acham que Alexia é a responsável. Agora eles precisam trabalhar juntos para resolver esse enigma e a tarefa acaba ficando muito mais divertida quando é temperada por um romance de soltar faíscas. Continuar lendo

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Perdida (Carina Rissi)

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Perdida foi o primeiro romance publicado pela Carina Rissi, lá em 2011. A obra chegou causando burburinho e fez um sucesso estrondoso na blogosfera literária. Desde então fiquei com vontade de conferir o porquê de todo o sucesso e depois de ler Procura-se um Marido, fiquei encantada pela forma da Carina contar sua história e a criatividade para transformar roteiros corriqueiros em histórias que emocionam. Então, é claro que fiquei muito contente quando descobri que seu primeiro romance iria ganhar uma nova edição, dessa vez pela Editora Verus, e que logo poderia conferir as aventuras de Sofia, uma protagonista metropolitana que não acredita em amor apesar de viver suspirando por romances do século 19 e que repentinamente se vê sugada para uma situação que bem poderia ter saído das páginas de um livro da Jane Austen. Continuar lendo

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O Projeto Rosie (Graeme Simsion)

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“O argumento dela foi simples: existe alguém para todo mundo. Do ponto de vista estatístico, quase com certeza ela estava certa. Infelizmente, a probabilidade de eu encontrar essa pessoa era minúscula. Mesmo assim, aquilo gerou um incômodo no meu cérebro, como um problema matemático que sabemos que deve ter solução.”

Don Tillman tem 39 anos e tem uma carreira promissora como professor de genética em uma universidade. Ele também tem sua vida regida por um quadro branco, por horários cronometrados, contatos sociais estritamente necessários e uma inabilidade social que só pode ser comparada àquela apresentada pelo Sheldon Cooper. O que diferencia os dois é que Don, diferentemente do físico teórico, deseja encontrar uma esposa, desde que ela atinja seus parâmetros de uma boa esposa é claro. É assim que Don resolver criar o Projeto Esposa, um questionário pouco flexível de 16 páginas que irá lhe ajudar na busca pela mulher perfeita. Mas é claro que nem toda meticulosidade é capaz de impedir imprevistos… Continuar lendo

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