Arquivo da categoria: Resenhas da Núbia

Minha Vida Fora de Série (Paula Pimenta)

Quando a Paula comentou durante o lançamento de Fazendo Meu Filme 3, que a série teria um spin-off na hora comecei a levantar hipóteses de quem seria a protagonista da vez e quem leu minha resenha de FMF3 sabe que minha predileção era pela Gabi. Sim, fui surpreendida pela escolha da Paula, afinal ainda que as aparições da Priscila tenham sido ‘bombásticas’ em muitos momentos, as outras meninas apareceram muito mais. A Pri foi aquela que foi chegando de mansinho com suas dicas e que foi uma das grandes responsáveis pelo relacionamento da Fani com o Leo. Então, ainda que a minha torcida tivesse sido pela Gabi, uma história tendo como protagonista a Priscila, tinha tudo para ser fora de série.

Começamos a acompanhar a vida da Priscila três anos antes dos eventos narrados em Fazendo Meu Filme, quando a garota muda-se de São Paulo para Belo Horizonte com a sua mãe que se separou de seu pai. A separação incluiu tudo, dos filhos, já que o irmão ficou em Sampa por causa da faculdade, até os animais de estimação. E Priscila que não está muito contente com esta situação precisa se aclimatar e dar uma chance a essa nova cidade e aos amigos que ela lhe reserva. E nisso, sua prima Marina terá um papel decisivo, pois além de lhe apresentar novos amigos também lhe apresentará uma nova paixão: os seriados. Continuar lendo

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Se Eu Ficar (Gayle Forman)

“Hoje de manhã eu saí para dar um passeio com a minha família.

E, agora, aqui estou eu, mais sozinha do que jamais estive nessa vida.

Tenho 17 anos. Não é isso que deveria ter acontecido na minha vida.”

Mia tem 17 anos, nasceu e cresceu em meio à muito rock mas, durante o percurso acabou conhecendo a música clássica e se apaixonando. Às vezes ela sente que de alguma forma decepcionou seu pai ao não se tornar uma roqueira, mas, ninguém pode negar que Mia tem um relacionamento muito forte com a música e que toca violoncelo muito bem. Se não fosse assim, a admissão pleiteada em uma das mais famosas escolas de música, a Juilliard, não seria algo cada vez mais palpável. Admissão essa que pode colocar em xeque seu relacionamento com Adam, vocalista de uma banda punk rock. E antes que alguém comece a pensar que Se Eu Ficar trata da “disputa” entre dois estilos musicais ou algo do estilo, não se engane a história lhe reserva mais lágrimas do que o script acima poderia provocar.

Em um dia de neve fina, daquelas que não duram muito tempo, seus pais decidiram fazer um passeio em família. O alegre passeio que começara com Teddy, o irmão caçula, pedindo para ouvir Bob Esponja acaba de forma trágica quando um acidente ocorre. Passamos então a acompanhar Mia em sua experiência extracorpórea, acompanhando a batalha dos médicos para não deixar seu corpo desistir de viver e na dúvida se irá ficar nesse mundo ou se irá partir para aquele para os quais seus pais foram. Acompanhamos sua luta no hospital, o pesar dos parentes, a força de uma amiga e o desespero de Adam, entremeados por flashbacks de sua curta vida.

Como a escolha entre ficar e partir, como um ambiente estéril de uma UTI pode transpirar tanta vida e emoção? Forman utilizou apenas 24 horas, mas recheou cada hora com toda uma vida (ainda que esta ainda fosse breve), com tantos detalhes, tantas histórias que somos fisgados para o mundo de Mia e deixados na espera ansiosa e lacrimejante por sua escolha final.

PS: Além das lágrimas a narrativa de Forman contribuiu com algo mais, me fez descobrir o musicista favorito de Mia, o excelente violoncelista Yo-Yo Ma.

 

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O Herói Perdido (Rick Riordan)

 

“Sete meios-sangues responderão ao chamado.

Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.

Um juramento a manter com um alento final,

E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”

Utilizando como mote a profecia fornecida por Rachel no último livro da saga do Percy Jackson, Rick Riordan nos convida novamente ao Acampamento Meio-Sangue para encontrar velhos personagens e conhecer três novos semideuses: Jason, Piper e Leo. Jason, um garoto sem memória que não sabe como foi parar na Escola da Vida Selvagem (uma escola para crianças difíceis), não se lembra de sua pretensa namorada Piper e nem de um melhor amigo chamado Leo. Piper é filha de um ator famoso que está desaparecido há três dias e já adianto que não é um desaparecimento comum. Leo sempre gostou de ferramentas, perdeu a mãe muito cedo e desde então vive fugindo de lares adotivos, desde criança o garoto vê fantasmas, ou pelo menos ele acha que são. Continuar lendo

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Uma Crença Silenciosa em Anjos (R.J. Ellory)

“Rumores, boatos, folclore. Fosse qual fosse a forma como uma pluma branca pousasse ou descansasse, diziam que indicava a visita de um anjo. Na manhã de quarta-feira, 12 de julho de 1939, eu vi uma. […]”

Naquele dia, a morte viera pela High Road e levara o pai de Joseph Vaugham, então com 12 anos. Foi a primeira visita dela à Augusta Falls na Geórgia, que Joseph se lembrava, porém não seria a última. Durante muitos anos ela viria pela High Road e levaria um anjo, uma menininha, e isso acarretaria mudanças na vida de Joseph, esses eventos marcariam para sempre sua alma e seguiriam com ele por toda a sua vida.

A primeira delas foi Alice no dia 03 de novembro de 1939, a menina de onze anos, que sentava atrás de Joseph na escola, fora estuprada, espancada e esganada. Nove meses depois foi a vez de Laverna, em julho de 41 Ellen Mary é encontrada morta e em março de 42 Joseph encontra o corpo de Catherine. Quatro meninas, quatro anjos, quatro recortes de jornais que Joseph vai guardando com as notícias dos assassinatos. Sempre ali, lembrando-lhe que não fora capaz de evitar que aquelas meninas fossem mortas com tal crueldade, mas como poderia um garoto de quinze anos lutar contra alguém tão vil? Junto com outros amigos eles formam um grupo denominado “Os Guardiões” para vigiar e proteger as garotas de Augusta Falls, o que claramente prova-se inviável quando a quinta menina é encontrada morta. Continuar lendo

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Bilionários Por Acaso: A Criação do Facebook (Ben Mezrich)

Facebook’s mission is to give people the power to share and make the world more open and connected.

(Mark Zuckerberg)

Ben Mezrich recria a história do surgimento do site de relacionamento social mais utilizado atualmente, através de entrevistas e documentos (incluindo registros de ações judiciais). Realmente é uma pena que Mark Zuckerberg não tenha concedido nenhuma entrevista, tudo o que nos é passado sobre o nerd antissocial e hacker nas horas vagas são suposições e porque não ‘achismos’ das pessoas que conviveram com ele, talvez por isso a narrativa de Mezrich, apesar de consistente, é muitas vezes superficial em desbravar a história da criação do Facebook e toda a história de conflitos que culminou em inúmeros processos contra Mark, pelos quais ele tem uma fama um tanto negativa.

Em 2003, Eduardo Saverin, um brasileiro naturalizado estadunidense e Mark Zuckerberg estudavam em Harvard e tentavam escapar do ostracismo social tentando entrar para um dos Clubes Finais de Harvard (uma espécie de fraternidade). Foi durante esses recrutamentos que se conheceram e se tornaram grandes amigos. Eduardo, proveniente de uma família rica e com faro para investimentos, obteve sucesso investindo em fundos de hedge. Mark era um gênio da computação com fama de hacker que fazia programas desde criança e que segundo a lenda fora convidado a trabalhar para a Microsoft, mas recusou e entrou para a Harvard.

“[…] aquele momento histórico, que deu origem a uma das maiores fortunas da história moderna, não começou com um crime, mas com um trote de universidade.” Continuar lendo

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Aléxandros – Os Confins do Mundo (Valerio Massimo Manfredi)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da trilogia Aléxandros, pode haver spoilers sobre os fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui  e do segundo clique aqui.

E eis que chegamos ao fim de mais uma trilogia, acompanhando a crueza das batalhas, a barbárie das conquistas e sim, muito sangue. No segundo livro nos despedimos de Alexandre em território egípcio e é lá que nos reencontramos. O conquistador visita o templo de Amon (o correspondente egípcio de Zeus) e é decretado por este como sendo seu filho e sendo filho de um deus é então, coroado faraó.

A cidade de Alexandria estava sendo construída, mas, pelo que sabemos da história e pela índole do personagem seria impossível esperar que Alexandre voltasse para a Macedônia. Antes de voltar para casa ele tinha pretensões de ir mais além, onde nenhum outro homem esteve antes então, é claro que o último volume está repleto de batalhas, disputas e ações políticas.

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O Fundador (Aydano Roriz)

“Difícil era manter em segredo a origem daqueles artigos. E da boca de um marinheiro para outro, de uma taverna para outra, de um porto a outro, a notícia foi se espalhando. Espalhando-se e atraindo para o Brasil contrabandistas portugueses e espanhóis, navios corsários e os chamados entrelopos – mercadores aventureiros franceses que não tinham escrúpulo em afrontar o monopólio português assegurado pelo Papa”.

O pequeno trecho acima nos situa sobre o período que a obra retrata. Logo após o descobrimento das terras brasileiras, Portugal tratou de dividi-las em capitanias e “ceder” às terras à colonos que deveriam mantê-las, exportar matéria prima para o reino e protegê-las dos invasores. Quase meio século depois, o Brasil ainda era considerado uma terra selvagem, que pouco rendia ao reino a não ser pelo Pau-brasil (que inclusive era alvo de contrabandistas) e que só tornou a despertar o interesse da Coroa porque a França e a Espanha também estavam de olho nestas terras. Foi para evitar a perda das terras brasileiras que Antônio de Ataíde, conde de castanheira, convenceu o rei D. João III a conceder o cargo de governador geral do Brasil à Tomé de Souza. Um governador geral que teve a tarefa de construir uma cidade e garantir de vez a posse daquelas terras longínquas à Portugal. Continuar lendo

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O Vendedor de Armas (Hugh Laurie)

Ele é bastante conhecido pelo seu papel de médico intransigente, sagaz e com um humor (se é que pode ser chamado de humor) ácido, mas antes do ator se aventurar pela medicina Hugh Laurie se aventurou pelo mundo literário e foi uma incursão feliz. O Vendedor de Armas, seu primeiro e único romance, foi publicado em 1996, mas, só no ano passado foi traduzido e publicado no Brasil pela Editora Planeta.

Em O Vendedor de Armas, Hugh nos mostra que transita bem e com qualidade entre o mundo televisivo, musical e literário. Laurie dá vida a um protagonista meio de esquerda, sarcástico, autoconfiante em demasia, que tem problemas em reconhecer autoridades (e não perde a chance de tirar uma com a cara de quem lhe aparece pela frente), um verdadeiro chamariz para problemas, mas ao mesmo tempo ciente de que se a justiça tem um senso ele deve ser seguido e ai de quem ficar na frente. Principalmente se o seu senso lhe diz que ele tem o direito de ser feliz com uma loira de olhos cinzentos. Thomas Lang, um cidadão britânico, recebeu uma oferta de trabalho pouco cidadã, por 100 mil ele deveria dar cabo à vida de um homem. Ele recusou, tentou avisar a suposta vítima e acabou ele mesmo na mira de muita gente. Muita gente como a CIA, o Ministério da Defesa inglês, empresários do mercado armamentista e grupos terroristas. Continuar lendo

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Aléxandros – As Areias de Amon (Valerio Massimo Manfredi)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da trilogia Aléxandros, pode haver spoilers sobre os fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei do primeiro livro, clique aqui.

No segundo volume da trilogia sobre a vida de um dos maiores conquistadores do mundo antigo, reencontramos Alexandre em pleno território asiático e começamos a acompanhar suas primeiras batalhas contra os persas e a “libertação” das cidades gregas no Oriente. Do lado macedônio reencontramos todos os personagens importantes na vida do conquistador, o general Parmênio, a turma do Alexandre, seu cavalo Bucéfalo e até mesmo seu cão Péritas que assim como o dono não consegue se manter em um só lugar. No lado persa conhecemos outros personagens que terão grande importância nos acontecimentos retratados no segundo livro, entre eles principalmente o mercenário grego Mêmnon e sua esposa persa Barsine.

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Book Tour: Just Listen (Sarah Dessen)

“A câmera se aproximava cada vez mais e as outras coisas sumiam até ser possível enxergar apenas o meu rosto. Isso foi antes daquela noite, antes de tudo o que aconteceu com Sophie, antes do longo e solitário verão cheio de segredos e silêncio”.

Just Listen foi uma agradável surpresa, quando vi o livro pela primeira vez na livraria, achei a capa interessante, mas ao ler a sinopse não me interessei em comprá-lo. Não tinha batido aquela vontade incontrolável de levá-lo para casa, então, participar do Book Tour organizado pela editora Farol me deu a oportunidade de conhecer uma história que de outra forma talvez nunca chegasse a ler. Continuar lendo

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