Arquivo da categoria: Resenhas da Núbia

Gatos Guerreiros: Na Floresta (Erin Hunter)

Eu havia feito uma promessa de tentar parar de começar a ler uma série atrás da outra, mas essa é uma promessa que desde quando surgiu estava tendenciada ao fracasso. Sério, as editoras descobriram um quinhão lucrativo, no qual as vendas dos exemplares do primeiro volume serão quase que equivalentes às vendas dos demais livros das séries. Com tanta oportunidade de lucrar bobo são aqueles que não garantem o seu bocado. E quem sofre somos nós leitores, sofremos não porque as séries que estão sendo publicadas são ruins, se bem que há algumas por aí que realmente o são, mas isso é um assunto para outro post, mas porque quando começamos a ler um nova série nos atrelamos (às vezes por anos) à uma editora e lá se vai nosso parco dinheiro. Se você também fez alguma promessa parecida com a minha não recomendo que leia esse post, nele falo sobre mais uma série que está sendo publicada. Agora se você já desistiu de tentar economizar e gosta de séries porque a partir de um momento os personagens praticamente se tornam membros de sua família e você curte a sensação que isso lhe traz, então, lhe apresento a série dos Gatos Guerreiros.

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A Mão Esquerda da Escuridão (Ursula K Le Guin)

Em se tratando de ficção científica, meu ritmo de leitura sempre demora um pouco para engrenar. É todo um mundo novo para se conhecer, leis e filosofias para entender que é preciso ler, ruminar e algumas vezes até reler certos trechos até se acostumar com o estilo do autor. Com o livro da Le Guin não foi diferente, até entendermos (se é que entendemos) o funcionamento da federação galáctica Ekumen e a intricada biologia do genthenianos (que é de causar inveja ao Spock), a leitura vai devagar, mas depois da aclimatação nos envolvemos de tal forma com a missão de Genly Ai, o papel de Estraven na trama e a descoberta de um mundo completamente novo em Gethen que é impossível largar a leitura.

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Luka e o Fogo da Vida (Salman Rushdie)

Não há como não comparar a aventura de Luka com a de seu antecessor Haroun, tanto pelo fato dos dois serem irmãos quanto pelo fato de ambas as histórias envolverem de certa forma o pai deles, Rashid. Se você já leu Haroun e o Mar de Histórias vai entender meu comentário. Dezoito anos se passaram desde a aventura de Haroun, a família Khalifa vivia feliz, mas mais uma vez a conexão com o mundo mágico será estabelecida e o aventureiro desta vez será Luka. As histórias de Rushdie continuam cheias de cor e som, mas na de Luka um acréscimo é feito; como bom aficionado por jogos de videogame, Luka vê sua aventura se transformar em um. Se com Haroun nós desbravamos o Mar dos Fios de Histórias, com Luka nos enveredamos pelo mundo mágico tecido por Rashid com os fios provenientes desse mar.

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Haroun e o Mar de Histórias (Salman Rushdie)

      

O país se chama Alefbey, que em hindustâni significa alfabeto. E como não poderia deixar de ser, os lugares são nomeados por ele: vale de K, túnel de I… A cidade da história, é uma cidade tão triste, mais tão triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Nesta cidade vivia um garoto deveras feliz, seu nome era Haroun e ele era filho de um exímio contador de histórias, Rashid Khalifa. Seu pai era tão bom em contar histórias que recebera dois apelidos: Rashid o Mar de Ideias, por parte de seus admiradores; e Xá do Blá-blá-blá, por parte de seus rivais invejosos. Rashid era casado com Soraya e eles eram felizes, porém, esta felicidade estava com os dias contados… Porque no dia em que Soraya saiu de casa, abandonando Rashid e Haroun, as palavras também resolveram abandonar Rashid…

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O Livro do Cemitério (Neil Gaiman)

Começo esta resenha de trás para frente, dos agradecimentos para ser mais específica,  para contar-lhes o que Gaiman não fez questão de esconder: seu livro foi inspirado na obra O Livro da Selva de Rudyard Kipling, Ninguém Owens de certa forma é o seu Mogli e sua selva, o Cemitério da Colina…

Gaiman, como ninguém, sabe conferir um tom sombrio às suas histórias e o fato de um livro seu ser dedicado ao público infanto-juvenil não o impede de fazê-lo com maestria. É com um tom sombrio que começamos a acompanhar os fatos narrados em O Livro do Cemitério.

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A Bicicleta Azul (Régine Deforges)

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A Bicicleta Azul é o primeiro volume de uma série publicada por Deforges em 1985 e que desde então vem sendo reeditada e publicada, sendo considerada por alguns como um dos maiores êxitos editoriais dos últimos tempos. Não sei até que ponto isto é verdade, mas já tinha ouvido falar deste livro e quando estava no ensino médio cheguei até a folhear o segundo volume, na época a biblioteca não tinha o primeiro e por este motivo, adiei a leitura da série para quando o tivesse, até que os livros vieram parar na minha mão…

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Pequena Abelha (Chris Cleave)

Quando o livro Pequena Abelha foi lançado o foi com estardalhaço, mas um estardalhaço que ao mesmo tempo era barulhento e não entregava nada. Pegue o livro, leia a contracapa e suas orelhas, nada ali entrega sobre o que ele trata, tudo o que sabemos do livro é isto:

“Esta é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquela que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa…”

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Estrela Píer (Kamila Denlescki)

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Já há um tempinho estava com vontade de ler o livro da Kamila, li muitas resenhas falando bem do livro e que o mesmo merecia uma chance. Como estou em uma fase de descobrimento da literatura brasileira contemporânea, li muitos livros de novos autores brasileiros este ano e não podia deixar este título de fora.

Lúcia Píer Eli é uma simples bibliotecária do Colégio Santa Rosa e como ela mesmo se autodenomina é tipicamente desastrada, os tropeços são sua marca registrada, e a piada da escola. A garota mora com sua avó Marisa e sua irmã Lara, sua relação com os pais praticamente inexiste, os dois saíram de casa e nunca mais voltaram. Lúcia vive imersa no mundo das palavras e sonha encontrar um grande amor, assim como os dos livros. Mas, sua vida pacata não contribui para que isso ocorra. Até que um dia a empresa do xampu Sexy Diva resolve fazer uma promoção, o prêmio? Uma viagem para Londres e um jantar com o ator Richard Clevehouse, um dos queridinhos do público. Lúcia nem cogita participar da promoção, mas Marisa resolve dar um empurrãozinho no destino… e lá vai Lúcia Píer para Londres, ela que pensava que iria apenas encontrar-se com o ator inglês e depois voltar para a sua vida em São Paulo perceberá que muitas surpresas lhe aguardam…

Quando li a sinopse e comecei e ler o livro, achei que Lúcia iria para Londres, se apaixonaria pelo ator inglês e ele por ela e que após um bocado de empecilhos os dois ficariam juntos. Achei que o livro da Kamila fosse um chick-lit típico e não esperava mais do que isso. Sabem o filme Um Econtro com seu Ídolo!? Achei que a temática seria parecida. Mas, a Kamila conseguiu me surpreender, tem romance sim, afinal, é o que a protagonista mais deseja, mas tem muito mais, o livro da Kamila é uma mistura de romance água com açúcar, X-men, Admirável Mundo Novo… quando o livro começou a apresentar elementos sobrenaturais e a experimentar roteiros de ficção científica eu levei um susto, mas confesso que foi o tempero inesperado que deixou a leitura mais interessante.

Mas também tenho algumas ressalvas, a Kamila escreve muito bem, a leitura de seu texto é fluida (qualidade que prezo muito) e ela faz descrições claras. Porém, percebi alguns errinhos de português que uma boa revisão não teria deixado passar. Outra coisa que senti falta foi um maior aprofundamento na temática escolhida, se o livro se resumisse apenas no romance de Lúcia e Richard tudo bem, mas ja que a Kamila optou por enveredar por outros caminhos ela poderia ter detalhado mais essa parte do livro e explicado melhor algumas situações, tais como a dos pais de Lúcia e a situação da Lara e do Santiago. A parte científica do livro também deixou a desejar, não sei se é porque sou bióloga e gosto das coisas em maiores detalhes, mas achei a explicação do que eram os sadis muito superficial, eu daria de bom grado pelo menos mais 100 páginas para que a Kamila pudesse detalhar mais sua história. O jeito agora é esperar a continuação de Estrela Píer (terá uma continuação né Kamila?) porque eu fiquei com mais perguntas do que respostas.

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Fazendo Meu Filme 3: O Roteiro Inesperado de Fani (Paula Pimenta)

Lembram que na resenha do primeiro livro da série eu declarei como ainda gostava de ler romances juvenis e que eu não admitia que alguém ousasse me falar que eu não tenho mais idade para ler Pedro Bandeira? Vou incluir a Paula Pimenta agora também, sério gente, Fazendo Meu Filme está entre os melhores romances juvenis brasileiros da atualidade, se você assim como eu, gosta deste tipo de livro leia FMF logo, tenho certeza de que não irá se arrepender.

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*Atenção, esta resenha pode conter spoilers referentes aos primeiros livros da série (Fazendo Meu Filme 1 e Fazendo Meu Filme 2), leia por sua própria conta e risco. Já leu as resenhas do primeiro e do segundo livro? Você poder ler a minha opinião sobre eles aqui e aqui.

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Louras Zumbis (Brian James)

Deixando um pouco de lado o tema romance sobrenatural James segue por outro caminho e investe na literatura zumbi. Depois dos vampiros, foram os anjos e por mais que alguns digam que agora será a vez das fadas, ainda aposto minhas fichas nos livros que versam sobre esses seres em decomposição. Eles são a onda da vez, seja nos livros ou em séries de televisão. Louras Zumbis não é um livro de zumbi escancarado, eu o classificaria como uma espécie de light zombie, excelente para quem quer se aventurar por esse gênero.

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