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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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Pássaro da Tempestade – Conn Iggulden

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Henrique VI não é o filho que um rei como Henrique V, o vencedor de Azincourt merece. É fraco, frágil e gasta mais tempo rezando do que protegendo seu país e seu povo. Quando uma nova guerra contra a França surge, ele quer que seus conselheiros negociem um armistício, ao invés de lutar. É assim que ele se casa com Margarida de Anjou, sobrinha de Carlos VII, e entrega aos franceses os territórios de Maine e Anjou.

Como era de esperar, os ingleses nesses territórios não aceitam muito bem a notícia de que devem abandonar suas terras, e mitos resolvem ficar e lutar. Na Inglaterra, os altos impostos deixam muitos súditos descontentes, e a vinda dos refigiados da França aumenta seus números. Com a resistência na França, o armistício negociado é descartado e os franceses tomam de volta todos os territórios ingleses, à excessão de Calais.

Descontente, o povo marcha para Londres enquanto os nobres condenam um bode expiatório à morte para tentar aplacá-los, mas o rei o protege – em vão – e o exila. Um rei fraco, uma rainha odiada por seu povo, lordes em busca de poder e uma população descontente: essas são as peças do jogo de xadrez que foi a Guerra das Rosas. Continuar lendo

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Sr. Daniels (Brittainy C. Cherry)

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“Ela sorriu quando citei Shakespeare, mas ainda havia tristeza na curva de seus lábios. Ela sofria de algum tipo de dor, e eu vi que aquilo a consumia – da mesma forma que minha tristeza estava acabando comigo. E nada nem ninguém poderia impedir que isso acontecesse.

Uma parte de mim não queria que aquilo acabasse. Uma parte de mim achava que eu merecia o sofrimento. Mas juro que não conseguia acreditar que aquela menina merecesse estar tão triste. No fundo eu esperava que algum dia alguém pudesse fazê-la sorrir sem aquelas curvas de tristezas nos lábios. ” (Página 49)

Ashlyn acaba de perder a irmã gêmea para a leucemia. Além da imensa perda com a qual precisa lidar, ela também tem que aprender a conviver com o pai, já que sua mãe determinou que ela deveria partir para Edgewood no Wisconsin para morar com ele. O detalhe é que o relacionamento com o pai é praticamente inexistente e se restringia à telefonemas de aniversário e cartões de natal. E então, Ashlyn parte de trem para Edgewood levando consigo uma caixa repleta de cartas deixadas pela irmã.

O primeiro encontro de Ashlyn com Daniel foi no trem indo para Wisconsin. É na estação de trem que eles têm seu primeiro contato e Daniel lhe convida para ir vê-lo tocar com sua banda no bar do Joe. E aí, basta um encontro, a descoberta de uma admiração mútua por Shakespeare e a partilha da dor provocada por perdas irreparáveis, para que atração seja imediata. O que Ashlyn não esperava, era encontrar Daniel na escola onde ela irá cursar o último ano do ensino médio e onde seu pai é vice-diretor, muito menos no papel de Sr. Daniels, seu professor de inglês! E sem conseguirem resistir um ao outro, eles embarcam em um relacionamento secreto. É preciso cuidado para ninguém descobrir e sangue frio para passar por algumas situações. E como se não bastasse isso, Daniel também precisa lidar com situações problemáticas do seu passado. Continuar lendo

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Ladrões de Sonhos (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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“Naquele momento, Blue estava um pouco apaixonada por todos eles. Pela magia deles. Pela voracidade e pela estranheza deles. Seus garotos corvos.” (Página 18)

No segundo volume da Saga dos Corvos, Blue e os garotos continuam sua busca pelo lendário rei galês, Glendower. Mas, as explorações são dificultadas por causa do enfraquecimento das linhas ley – linhas de energia que conectam lugares místicos e que podem ser o caminho para o túmulo do antigo rei. Lugares místicos como a floresta de Cabeswater, que misteriosamente sumiu!

Ao mesmo tempo que precisam lidar com esses empecilhos. O mistério em torno de Ronan aumenta. No final do livro anterior tivemos uma amostra do que ele era capaz ao ter tirado de seus sonhos um corvo. Agora, seu superpoder está cada vez mais forte e acaba colocando-o na mira de pessoas interessadas neste poder. Sonhar com coisas e poder retirá-las do sonho para o mundo real é um poder invejável, algo que ele herdou do pai e que vem acompanhado de muitos segredos envolvendo sua família. Mas, também é perigoso, tanto pela falta de controle de Ronan, quanto pelo tipo de gente que está atrás desse dom.

E assim, enquanto os garotos persistem em sua busca, o perigo em torno deles aumenta, e outras questões precisam ser respondidas. Ronan precisa entender melhor seus poderes e parar de se esconder sob seu comportamento rebelde. Adam precisa enfrentar as consequências de suas escolhas e falar para Gansey sobre seu real interesse na busca por Glendower. Noah tenta aproveitar ao máximo seus poucos momentos “corpóreos”. E Blue e Gansey precisam, finalmente, encarar seus reais sentimentos. Aliás, o triângulo amoroso (implícito) entre Adam, Blue e Gansey, foi muito bem trabalhado neste volume. A ponto de dividir torcidas ao longo de toda a narrativa. Continuar lendo

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Um Amor de Cinema – Victoria Van Tiem

Um Amor de Cinema

Durante toda a sua vida, Kensington Shaw se sentiu uma estranha em sua própria casa, ela chegou até a demitir a mãe, por acreditar que ela não estava cumprindo seu papel. Quando seu namorado, Bradley, a pede em casamento, ela finalmente vê uma chance de conseguir pontos com sua mãe. Infelizmente, no mesmo almoço, sua cunhada, Ren, anunciou que está grávida, e a novidade de Kenzi perdeu todo o seu impacto. Como se tudo isso não bastasse, ela recebe a notícia de que seu emprego depende de ela conseguir conquistar o mais recente cliente da empresa de publicidade em que ela (e Bradley) trabalham.

Ela só não esperava que fosse seu ex-namorado, Shane Bennett, fosse o tal cliente. Ele ameaça trocar de agência a não ser que Kenzi aceite viver com ele os momentos de dez comédias românticas, que teoricamente serviriam para inspirá-la no projeto. Começamos a acompanhar Kenzi enquanto ela vive momentos icônicos da telona, e sua vida parece que vira filme de verdade, com direito a traição, gravidez escandalosa, amizades falsas, vovós sábias e muito mais. A lista de filmes ajuda Kensi a se redescobrir, a perceber que está vivendo a vida para contentar a mãe, e não a si mesma, e lhe dá a coragem de que precisa para recomeçar. Continuar lendo

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Rebelde – Bernard Cornwell

Rebelde

Quer uma maneira melhor de terminar o excelente ano que foi 2014 do que com a resenha de um livro pelo qual aguardei uns bons 5 anos para ler? Explico: quase todas as séries escritas por Bernard Cornwell já vieram para o Brasil, mas a Editora Record nunca dava notícia de publicar As Crônicas de Starbuck, lançadas originalmente na década de 1990. Bom, finalmente chegou e eu tive o prazer de ler.

Os Estados Unidos estão divididos: os estados do norte e os do sul não concordam com a maneira que o país deve ser governado, e a situação chegou ao ponto em que a guerra é iminente. É nesse cenário que Nathaniel “Nate” Starbuck chega à capital da Virgínia, após abandonar os estudos em Yale para ficar com uma mulher. Nate é salvo da turba por Washington Faulconer, pai de seu melhor amigo – Adam, e é convidado a se juntar ao exército que ele está formando. Continuar lendo

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O Diário Secreto de Lizzie Bennet – Bernie Su e Kate Rorick

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro com uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

O Diário Secreto de Lizzie Bennet

A frase célebre que abre o romance mais famoso de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, também inicia a versão moderna deste clássico. Só que ao invés de ser uma fala da Sra. Bennet, está impresso em uma camiseta que ela dá a suas filhas. Ao modernizar o clássico inglês, a família Bennet tem duas filhas a menos, com Kitty e Mary virando uma gata e uma prima. Eles também mudaram de cidade, e moram no estado da Califórnia nos EUA, não na Inglaterra. Outras alterações também foram feitas: o par de Jane é Bing Lee (Bingley no original – e devo admitir que ri por uns 5 minutos com essa mudança), Pemberley é a empresa de Darcy (versus o nome da sua propriedade), a Sra. Gardiner é a orientadora da Lizzie, não sua tia, entre outras, todas feitas com o intuito de tornar mais real a modernização. Continuar lendo

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Morte dos Reis – Bernard Cornwell

Morte dos Reis

Quando Uhtred é vítima de uma emboscada momentos antes de ser enviado para negociar a paz entre os reinos cristãos, ele prontamente desconfia de que os líderes dinamarqueses Cnut e Sigurd vão se esforçar para impedir que o acordo seja selado. De fato, antes mesmo que chegue aos salões de Eohric, outra emboscada lhe aguarda. Boatos de uma bruxa profetiza chegam a Uhtred, e ele viaja para conhece-la e saber o que ela está dizendo.
Sete reis morrerão,

Uhtred de Bebbanburg, sete reis e as mulheres que você ama. Este é o seu destino. O filho de Alfredo não governará e Wessex morrerá, o saxão matará o que ele ama e os dinamarqueses ganharão tudo, e tudo mudará e tudo será o mesmo que sempre foi e sempre será.

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O Trono das Sombras (Jennifer A. Nielsen)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da Trilogia do Reino. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

O-Trono-das-Sombras

“Vilões, intrigas e inimigos são coisas simples para mim. Mas as amizades são complicadas, e o amor é ainda mais difícil. Isso tem me ferido de maneiras que uma espada jamais seria capaz.” Página 144.

Depois de dois primeiros volumes, nos quais Nielsen sempre primou por conclusões repletas de batalhas, revelações surpreendentes e por futuros nada auspiciosos. Era de se esperar que a conclusão da trilogia, iniciada em O Falso Príncipe, tivesse sua conclusão pautada em batalhas (e há muitas) e revelações (algumas surpreendentes, outras nem tanto mas, nem por isso piores), só que dessa vez com a esperança de um futuro mais promissor e feliz para aquele que nos conquistou quando ainda era considerado um zé ninguém nos confins de Carthya e que se redescobriu como rei. E Nielsen não decepciona. Sua narrativa continua explosiva e fluída. Imprimindo um ritmo que clama por uma leitura ininterrupta.

Finalmente a promessa da Guerra pelo domínio de Carthya, que levou Conner a perpetrar seus escusos planos envolvendo três garotos órfãos e a disputa por uma coroa, se concretizou. Sage foi revelado a seus súditos como sendo o verdadeiro príncipe Jaron, tentaram em uma medida desesperada fazê-lo desistir do trono e desacreditá-lo, mas ele deu a volta por cima, e agora, o rei Vargan, de Avenia, dá sua última cartada. Imogen, a garota que o ajudou enquanto Sage e que não se intimidou perante o Jaron, que tentou manter-se distante porque Jaron está prometido a Amarinda, foi sequestrada. E é claro que Jaron não deixará sua amiga, talvez a pessoa por quem tenha os sentimentos mais fortes, pene nas mãos do inimigo. E é assim, com uma missão de resgate e com muitos imprevistos e perdas pelo caminho (What? Nielsen!) que tem início a principal jornada de Jaron para salvar seu reino. Continuar lendo

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Sangue dos Deuses – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quinto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis, Campo de Espadas e Os Deuses da Guerra.

 

Sangue dos Deuses

Júlio César foi morto. Este deve ser um dos momentos mais conhecidos da história, e sua fala a seu melhor amigo “Até tu, Brutus?” é famosa. O assassinato de um dos maiores líderes de Roma, liderado por seu melhor amigo foi retratado de diversas maneiras diferentes ao longo da história. E agora, Conn Iggulden retoma sua série para contar o que aconteceu aos homens por trás do crime.

“Neste dia, nos Idos de Março, Roma foi libertada de um opressor. Que a notícia voe daqui para todas as nações. César está morto e a República foi restaurada. Que as sombras de nossos pais se regozijem. César está morto e Roma está livre”.

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