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O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

Quem nunca começou o ano prometendo seguir uma dieta rigorosa, perder 10kg, arranjar um namorado perfeito, trocar de emprego… Enfim, AQUELA lista que sabemos ser quase impossível? Bridget Jones é apenas mais uma de nós, pobres mortais, que luta contra a balança (embora eu não ache 60kg muito, especialmente dependendo da altura), contra os cigarros, as doses alcoólicas, os homens… E tudo de uma maneira incrivelmente engraçada.

O livro é narrado na forma de um diário, que Bridget começa sempre com uma contagem de peso, cigarros fumados, bebidas alcoólicas e calorias ingeridas, e outras coisas que variam com o passar das páginas (como o número de vezes que ela ligou para a “BINA” do Reino Unido, quantos bilhetes de loteria instantânea ela comprou, etc.). Esses começos por si só já dão direito a várias gargalhadas, já que Bridget surta por ter engordado 300 gramas, ou acha que é um super progresso passar de 10 cigarros fumados para 9. Continuar lendo

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Os Portões de Roma – Conn Iggulden

Os Portões de Roma_capa

Quando você tem um autor favorito, muitas vezes é atraído a outros livros apenas porque ele disse que são bons. Eu já comprei livros sem nem saber do que se tratavam só porque o Bernard Cornwell falou bem deles. E a minha vontade de ler Os Portões de Roma, escrito por Conn Iggulden começou assim, pela citação de Bernard Cornwell escrita na capa:

“Uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito.”

Quando eu tive a chance de ler o primeiro livro da sére O Conquistador: O Lobo das Planícies, escrita pelo Conn Iggulden, a vontade de ler a outra série, O Imperador, apenas aumentou. E ter conhecido o autor na Bienal do Livro em São Paulo me deixou simplesmente desesperada pela leitura. Meu namorado, sabendo dos estágios da loucura, me deu os quatro livros da série no começo do ano, como presente de formatura/aniversário. E eu guardei a leitura, porque eu faço isso com os livros que eu não quero terminar de ler xD. Mas este fim de semana eu finalmente li Os Portões de Roma, e vim compartilhar as minhas impressões. Então chega de lenga-lenga. Continuar lendo

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Juliet, Nua e Crua (Nick Hornby)

Lendo Juliet, Nua e Crua eu relembrei porque gosto tanto do jeito do Hornby escrever e porque tenho vontade de ler todos os seus livros. Todos os elementos que me cativaram em Alta Fidelidade estão presentes em Juliet, temos um protagonista obsessivo (ainda que Duncan leve sua obsessão a extremos nem mesmo sonhados por Rob Fleming), relacionamentos fracassados e muitas referências musicais… Continuar lendo

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Belas Maldições (Neil Gaiman & Terry Pratchett)

Partindo da premissa da descoberta do livre-arbítrio e o que ela acarretou para Adão e Eva e do papel da serpente Crawly e do anjo Aziraphale nestes acontecimentos, Gaiman e Pratchett assumem o papel de compiladores e narradores de fatos que apesar de recentes na história humana têm raízes no Éden e crescem em direção ao Apocalipse.

Há 300 anos Agnes Nutter publicou um livro com as mais Belas Maldições, que não são maldições são previsões e que de belas não têm nada porque o que elas predizem é a destruição da humanidade. Essas previsões estão estritamente relacionadas com os acontecimentos dos últimos 11 anos e Crawly, que agora se chama Crowley, e Aziraphale tem participação garantida. Após a expulsão do primeiro casal do paraíso, Crawly um “anjo” caído (que na verdade não caiu, mas sim desceu rastejando) vive na Terra desde então, assim como Aziraphale que agora é dono de um sebo, mas que faz de tudo para evitar ter que vender algum de seus exemplares. Continuar lendo

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Linhas (Sophia Bennett)

Quem me conhece sabe que eu não dispenso uma boa leitura juvenil e não só romances YA, mas também aqueles direcionados a um público mais jovem. Gosto da leveza e da agilidade que as histórias direcionadas a este público possuem, se a história é bem escrita e o enredo é interessante as horas de diversão durante a leitura são certas. Foi esperando isso que comecei a leitura de Linhas e fui surpreendida, pois Sophia Bennett optou por incluir em sua trama um assunto que alguns podem achar um tanto árido para os mais jovens. Mas ela o fez com muita sensibilidade, não com o objetivo de chocar, mas de conscientizar. Eis mais uma série que me cativou.

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Gatos Guerreiros: Na Floresta (Erin Hunter)

Eu havia feito uma promessa de tentar parar de começar a ler uma série atrás da outra, mas essa é uma promessa que desde quando surgiu estava tendenciada ao fracasso. Sério, as editoras descobriram um quinhão lucrativo, no qual as vendas dos exemplares do primeiro volume serão quase que equivalentes às vendas dos demais livros das séries. Com tanta oportunidade de lucrar bobo são aqueles que não garantem o seu bocado. E quem sofre somos nós leitores, sofremos não porque as séries que estão sendo publicadas são ruins, se bem que há algumas por aí que realmente o são, mas isso é um assunto para outro post, mas porque quando começamos a ler um nova série nos atrelamos (às vezes por anos) à uma editora e lá se vai nosso parco dinheiro. Se você também fez alguma promessa parecida com a minha não recomendo que leia esse post, nele falo sobre mais uma série que está sendo publicada. Agora se você já desistiu de tentar economizar e gosta de séries porque a partir de um momento os personagens praticamente se tornam membros de sua família e você curte a sensação que isso lhe traz, então, lhe apresento a série dos Gatos Guerreiros.

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Luka e o Fogo da Vida (Salman Rushdie)

Não há como não comparar a aventura de Luka com a de seu antecessor Haroun, tanto pelo fato dos dois serem irmãos quanto pelo fato de ambas as histórias envolverem de certa forma o pai deles, Rashid. Se você já leu Haroun e o Mar de Histórias vai entender meu comentário. Dezoito anos se passaram desde a aventura de Haroun, a família Khalifa vivia feliz, mas mais uma vez a conexão com o mundo mágico será estabelecida e o aventureiro desta vez será Luka. As histórias de Rushdie continuam cheias de cor e som, mas na de Luka um acréscimo é feito; como bom aficionado por jogos de videogame, Luka vê sua aventura se transformar em um. Se com Haroun nós desbravamos o Mar dos Fios de Histórias, com Luka nos enveredamos pelo mundo mágico tecido por Rashid com os fios provenientes desse mar.

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Haroun e o Mar de Histórias (Salman Rushdie)

      

O país se chama Alefbey, que em hindustâni significa alfabeto. E como não poderia deixar de ser, os lugares são nomeados por ele: vale de K, túnel de I… A cidade da história, é uma cidade tão triste, mais tão triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Nesta cidade vivia um garoto deveras feliz, seu nome era Haroun e ele era filho de um exímio contador de histórias, Rashid Khalifa. Seu pai era tão bom em contar histórias que recebera dois apelidos: Rashid o Mar de Ideias, por parte de seus admiradores; e Xá do Blá-blá-blá, por parte de seus rivais invejosos. Rashid era casado com Soraya e eles eram felizes, porém, esta felicidade estava com os dias contados… Porque no dia em que Soraya saiu de casa, abandonando Rashid e Haroun, as palavras também resolveram abandonar Rashid…

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O Livro do Cemitério (Neil Gaiman)

Começo esta resenha de trás para frente, dos agradecimentos para ser mais específica,  para contar-lhes o que Gaiman não fez questão de esconder: seu livro foi inspirado na obra O Livro da Selva de Rudyard Kipling, Ninguém Owens de certa forma é o seu Mogli e sua selva, o Cemitério da Colina…

Gaiman, como ninguém, sabe conferir um tom sombrio às suas histórias e o fato de um livro seu ser dedicado ao público infanto-juvenil não o impede de fazê-lo com maestria. É com um tom sombrio que começamos a acompanhar os fatos narrados em O Livro do Cemitério.

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O Ouro de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção. Este post trata no nono livro da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas (ou, as Aventuras de Sharpe). Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores.

Em 1810, o exército britânico, apesar de ser o mais bem treinado da Europa, está sendo rechaçado do continente devido às constantes ameaças causadas pelo exército francês, mais numeroso. Após a batalha de Talavera e a falha em ajudar os aliados espanhóis durante um cerco, o duque de Wellington está perdendo seu apoio, bastante importante na campanha. A falta de fundos para financiar o exército também está pesando na balança e, tudo que o general quer é poder comprar tempo. Continuar lendo

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